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sexta-feira, agosto 19, 2016

REPORTAGEM EXCLUSIVA DE 'VEJA' REVELA: EMPREITEIRA DELATA MINISTRO DO SUPREMO DIAS TOFFOLI.

A revista Veja, que preferiu a Olimpíada e outras amenidades como destaque de suas últimas capas, desta feita retomou o jornalismo investigativo e revela mais uma bomba, desta vez envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli.

Veja diz que teve acesso ao capítulo do depoimento - delação premiada - do empresário Léo Pinheiro, da OAS, que inclui o magistrado Dias Toffoli indicado à Suprema Corte por Lula quando era Presidente da República.

Veja postou no seu site um aperitivo da reportagem-bomba, que transcrevo como segue:
Era um encontro de trabalho como muitos que acontecem em Brasília. O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, e o empreiteiro José Aldemário Pinheiro Filho, conhecido como Léo Pinheiro, então presidente da construtora OAS, já se conheciam, mas não eram amigos nem tinham intimidade. No meio da conversa, o ministro falou sobre um tema que lhe causava dor de cabeça. Sua casa, localizada num bairro nobre de Brasília, apresentava infiltrações e problemas na estrutura de alvenaria. De temperamento afável e voluntarioso, o empreiteiro não hesitou. Dias depois, mandou uma equipe de engenheiros da OAS até a residência de Toffoli para fazer uma vistoria. Os técnicos constataram as avarias, relataram a Léo Pinheiro que havia falhas na impermeabilização da cobertura e sugeriram a solução. É um serviço complicado e, em geral, de custo salgado. O empreiteiro indicou uma empresa especializada para executar o trabalho. Terminada a obra, os engenheiros da OAS fizeram uma nova vistoria para se certificarem de que tudo estava de acordo. Estava. O ministro não teria mais problemas com as infiltrações — mas só com as infiltrações.

A história descrita está relatada em um dos capítulos da proposta de delação do empreiteiro Léo Pinheiro, apresentada recentemente à Procuradoria-Ge­ral da República e à qual VEJA teve acesso. Condenado a dezesseis anos e quatro meses de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa no escândalo do petrolão, Léo Pinheiro decidiu confessar seus crimes para não passar o resto dos seus dias na cadeia. Para ganhar uma redução de pena, o executivo está disposto a sacrificar a fidelidade de longa data a alguns figurões da República com os quais conviveu de perto na última década. As histórias que se dispõe a contar, segundo os investigadores, só são comparáveis às do empreiteiro Marcelo Odebrecht em poder destrutivo. No anexo a que VEJA teve acesso, pela primeira vez uma delação no âmbito da Lava-Jato chega a um ministro do Supremo Tribunal Federal.

No documento, VEJA constatou que Léo Pinheiro, como é próprio nas propostas de delação, não fornece detalhes sobre o encontro entre ele e Dias Toffoli. Onde? Quando? Como? Por quê? Essas são perguntas a que o candidato a delator responde apenas numa segunda etapa, caso a colaboração seja aceita. Nessa primeira fase, ele apresenta apenas um cardápio de eventos que podem ajudar os investigadores a solucionar crimes, rastrear dinheiro, localizar contas secretas ou identificar personagens novos. É nesse contexto que se insere o capítulo que trata da obra na casa do ministro do STF.

Tal como está, a narrativa de Léo Pinheiro deixa uma dúvida central: existe algum problema em um ministro do STF pedir um favor despretensioso a um empreiteiro da OAS? Há um impedimento moral, pois esse tipo de pedido abre brecha para situações altamente indesejadas, mas qual é o crime? Léo Pinheiro conta que a empresa de im­per­mea­bi­li­za­ção que indicou para o serviço é de Brasília e diz mais: que a correção da tal impermeabilização foi integralmente custeada pelo ministro Tof­fo­li. Então, onde está o crime? A questão é que ninguém se propõe a fazer uma delação para contar frivolidades. Portanto, se Léo Pinheiro, depois de meses e meses de negociação, propôs um anexo em que menciona uma obra na casa do ministro Toffoli, isso é um sinal de que algo subterrâneo está para vir à luz no momento em que a delação for homologada e os detalhes começarem a aparecer. Do site da revista Veja

7 comentários:

Anônimo disse...

Lewandowski e Dias Toffoli são dois símbolos do aparelhamento da Justiça..Para servir aos malfeitos de uma quadrilha especialista em assaltar os cofres públicos..

Anônimo disse...

Os comportamentos de Dias Toffoli sempre seriam algo estranhos, dando impressão que pareceria chegado ao PT, pois teria sido outrora advogado desse partido e continuaria a defender os interesses dessa facção nada honesta!

Anônimo disse...

Caro Aluízio, mais uma vez muito obrigado por divulgar as mais importantes reportagens das principais revistas semanais do Brasil.

Caio Germano disse...

Caro Aluizio Saudações!
Que ele e pelo menos mais dois ministros estão a soldo do PT, iss todos nós sabemos. A questão é, quem vai tirar esse comunistas do Supremo. Ou que vai coloca-los em seu devido lugar, que é a cadeia.

Grande abraço!

Anônimo disse...

Esse delinquente é o responsável direto pelas fraudes nas urnas.Ele é um dos pais de todo o problemão que vivemos hoje.E também não deixa de ser um prostituto politico,depravado e sem um pingo de caráter.Não é um advogado marginal.É um marginal advogado,capacho do "nine".

TERMINATOR disse...

Parece até o ¨Bátimam¨ com essa capa preta. Depois de tudo isso o STF bananeiro perdeu a moral. A sorte deles todos é que os bananeiros são todos uns pobres diabos coitados e vão continuar sim respeitando e obedecendo a instituição como se essa fosse mesma ¨a última trincheira da democracia¨ (KKKKKK). Imagina agora o que seriam desses ministros corruptos de toga (depois de tudo isso que fizeram e nesta gravidade!) se o povão ao invés de otários torcedores de futebol fossem guerreiros machões belicistas que não levam desaforo para casa. Teriam que se esconder com suas togas atrás do Exército ... ou fugiriam do país. KKKKKKKKKKKKKKKK

Anônimo disse...

Estamos assistindo a destruição do Toffoli. Será detonado e vai tarde.