O relator da matéria na Comissão, deputado Silvio Costa, do PTB de Pernambuco, destaca os avanços da proposta.
"Antes desse projeto ser aprovado, as pessoas podiam realmente fazer saques em dinheiro, mas, na verdade, o cartão corporativo essencialmente é para pagar contas, não é para sacar dinheiro. Então, nós proibimos o saque em dinheiro e também nós agilizamos a questão das notas fiscais. Elas que têm que ser (apresentadas) imediatamente ao gasto. Antigamente, se usava o cartão corporativo e, depois, juntava 20, 30 notas fiscais e fazia uma nota só. Em suma, eu acho que é um projeto importante porque ele elabora critérios mais transparentes e mais claros para o uso do cartão corporativo."
O deputado Eudes Xavier, do PT do Ceará, chegou a relatar o projeto na legislatura passada e propôs a rejeição da matéria. Ele acredita que a proposta deve ser alterada nas próximas comissões a discuti-la.
"Eu permaneço com a minha proposição, porque acho que o governo corrigiu o uso do cartão corporativo, porque todas as normas atribuídas para maior transparência em relação ao uso foram feitas nos devidos termos pelo Executivo."
O projeto, de autoria do atual líder do PSDB, deputado Duarte Nogueira, foi apresentado em 2007. Naquele ano, os gastos com cartões corporativos do governo federal dobraram em relação ao ano anterior. Dos R$ 75,6 milhões gastos, mais da metade foi sacada em dinheiro. Na época, a Controladoria-Geral da União acabou limitando os saques em dinheiro.
O projeto que proíbe saques com cartões corporativos do governo ainda será analisado pelas comissões de Finanças e de Constituição e Justiça e, a princípio, não precisa ser votado em Plenário. Do site da Câmara dos Deputados



