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domingo, junho 26, 2011

LADRAVAZES POR TRADIÇÃO E FORMAÇÃO

A crônica do João Ubaldo Ribeiro que está no Estadão deve ser lida por todos. Além do texto sempre impecável justamente porque é tecido de uma forma, diria, sofisticadamente simples. Não não se resume às abobrinhas proferidas por esses sujeitinhos metidos a escritor.

João Ubaldo é sempre um crítico mordaz dessa jabuticaba conhecida por Brasil. Não joga palavra fora.

Eviscera as entranhas dessa estranha cultura que cultua todas as iniqüidades sem cerimônia e que se expressa no geral por uma cosmovisão carnavalizada.
O título da crônica é "Desonestidade é cultura". Entretanto pincei o final da última frase do escrito de João Ubaldo para dar título a este post.

Eis um um texto excelente para constar de uma prova de verstibular mas que, certamente, deve ser deplorado pela idiotia que domina a academia e que exalta a destruição do próprio idioma ao induzir os jovens a trocar o certo pelo errado, como se viu recentemente nos livros adotados pelo MEC e distribuídos nas escolas. É o exemplo mais bem acabado da desonestidade elevada à condição de cultura! Cliquem AQUI para ler a crônica na íntegra.

domingo, abril 03, 2011

JORNAL DIZ QUE REPORTAGEM DE 'ÉPOCA' JOGA POR TERRA PRETENSÃO DE LULA DE PROVAR QUE MENSALÃO NUNCA EXISTIU

Relatório final da Polícia Federal confirma a existência do mensalão no governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Depois de seis anos de investigação, a PF concluiu que o Fundo Visanet, com participação do Banco do Brasil, foi uma das principais fontes de financiamento do esquema montado pelo publicitário Marcos Valério. Com 332 páginas, o documento da PF, divulgado pela revista "Época", joga por terra a pretensão do ex-presidente Lula de provar que o mensalão nunca existiu e que seria uma farsa montada pela oposição. 
O relatório da PF demonstra que, dos cerca de R$ 350 milhões recebidos do governo Lula pelas empresas de Valério, os recursos que mais se destinaram aos pagamentos políticos tinham como origem o fundo Visanet. As investigações da PF confirmaram que o segurança Freud Godoy, que trabalhou com Lula nas campanhas presidenciais de 1998 e 2002, recebeu R$ 98,5 mil do esquema do valerioduto, conforme revelou o Estado, em setembro de 2006. A novidade é que Freud contou à PF que se tratava de pagamento dos serviços de segurança prestados a Lula na campanha de 2002 e durante a transição para a Presidência - estabelecendo uma ligação próxima de Lula com o mensalão. No depoimento, Freud narrou que o dinheiro serviu para cobrir parte dos R$ 115 mil que lhe eram devidos pelo PT.
O relatório da PF apontou o envolvimento no esquema do mensalão, direta ou indiretamente, de políticos como o hoje ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, do PT. Rastreando as contas do valerioduto, os investigadores comprovaram que Rodrigo Barroso Fernandes, tesoureiro da campanha de Pimentel à prefeitura de Belo Horizonte, em 2004, recebeu um cheque de R$ 247 mil de uma das contas da SMP&B no Banco Rural. As investigações confirmaram também a participação de mais sete deputados federais, entre eles Jaqueline Roriz (PMN-DF), Lincoln Portela (PR- MG) e Benedita da Silva (PT-RJ), dois ex-senadores e o ex-ministro tucano Pimenta da Veiga.
Segundo a revista "Época", a PF também confirmou que o banqueiro Daniel Dantas tentou mesmo garantir o apoio do governo petista por intermédio de dinheiro enviado às empresas de Marcos Valério. Dantas teria recebido um pedido de ajuda financeira no valor de US$ 50 milhões depois de se reunir com o então ministro da Casa Civil José Dirceu. Pouco antes de o mensalão vir a público, uma das empresas controladas por Dantas fechou contratos com Valério, apenas para que houvesse um modo legal de depositar o dinheiro. De acordo com o relatório da PF, houve tempo suficiente para que R$ 3,6 milhões fossem repassados ao publicitário.
As investigações comprovaram ainda que foram fajutos os empréstimos que, segundo a defesa de Marcos Valério, explicariam a origem do dinheiro do mensalão. Esses papéis serviram somente para dar cobertura jurídica a uma intrincada operação de lavagem de dinheiro. De acordo com o relatório da PF, houve duas fontes de recursos para bancar o mensalão e as demais atividades criminosas de Marcos Valério. A principal, qualificada de "fonte primária", consistia em dinheiro público, proveniente dos contratos do publicitário com ministérios e estatais. O principal canal de desvio estava no Banco do Brasil, num fundo de publicidade chamado Visanet, destinado a ações de marketing do cartão da bandeira Visa. As agências de Marcos Valério produziam algumas ações publicitárias, mas a vasta maioria dos valores repassados pelo governo servira tão somente para abastecer o mensalão.
A segunda fonte de financiamento, chamada de "secundária", estipulava que Marcos Valério seria ressarcido pelos pagamentos aos políticos por meio de contratos de lobby com empresas dispostas a se aproximar da Presidência da República. Foi o caso do Banco Rural, que tentava obter favores do Banco Central e do banqueiro Daniel Dantas, que precisava do apoio dos fundos de pensão das estatais. Do portal do Estadão

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segunda-feira, março 07, 2011

DA SÉRIE 'ME ENGANA QUE EU GOSTO'

O jornal O Estado de São Paulo acaba de descobrir que a Dilma detesta falar sobre cargos. Por isso o PMDB mudará a sua tática. Que bacana, né? Essa Dilma é jóia! Eis o grande furo carnavalesco do ex-vetusto diário paulistano que agora deu para divulgar matérias plantadas. Vejam:
Um mês e meio de confronto com a presidente da República por causa dos cargos nos ministérios e no segundo escalão foram suficientes para o PMDB mudar a sua forma de conviver com Dilma Rousseff. A partir de agora, a decisão dos peemedebistas é de não mais falar em cargos nas conversas com a presidente, pois é sabido que ela detesta o assunto.
Está prevista uma nova rodada de negociações em torno de nomes do PMDB depois do carnaval, quando serão definidos os postos em que deverão ser acomodados alguns dos derrotados, como o ex-ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), os ex-governadores José Maranhão (Paraíba), Iris Rezende (Goiás) e Orlando Pessutti (Paraná). Em nenhum momento, porém, a cúpula falará com a presidente. O interlocutor será o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci.
A Dilma o PMDB tem outro tipo de mensagem, a de que se convenceu de que é governo de fato e de direito e, com ela, quem conversa é o vice, Michel Temer, presidente licenciado da legenda. Qualquer queixa que o partido tiver, no máximo será levada a Temer, que decidirá se vai encaminhá-la à presidente.
São dois os motivos que levaram o PMDB a se recolher, informam dirigentes da legenda. Em primeiro lugar, o partido percebeu que Dilma não se deixa pressionar por cargos. Ela sabe que os partidos têm direito a eles, na divisão dos pedaços do bolo para a base aliada. Mas quer que as coisas ocorram no devido tempo. E nos lugares apropriados. Do portal do Estadão

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

HÉLIO BICUDO ABRE SÉRIE DE VÍDEOS: DEZ VISÕES SOBRE A DEMOCRACIA NO BRASIL


Quais são os rumos do País? O que mudou no Brasil desde a consolidação do processo de redemocratização? Para responder a questões como essas, o portal do Estadão publicará em seu site a série de vídeos 'Decanos Brasileiros - Dez Visões sobre a Democracia no País'. O jurista, professor e político paulista Hélio Bicudo, abre a série como vocês podem conferir no vídeo acima.

Segundo informa o site do Estadãoa as entrevistas foram conduzidas ao longo do mês de janeiro e trazem reflexões sobre a realidade do Brasil de maneira aprofundada, com opiniões e análises únicas, pontos de vista que só poderiam ter sido emitidos por personalidades que acompanham de perto a cena política do Brasil há décadas.


Além de Hélio Bicudo, serão entrevistados: Villas-Boas Corrêa, Isaías Raw, Boris Fausto, Hélio Jaguaribe, Fabio Konder Comparato, Danda Prado, Aziz Ab'Saber, entre outros.


Este primeiro episódio é apresentado pelo jornalista Otávio Dias, editor do portal do Estadão.


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segunda-feira, setembro 27, 2010

TRE DE TOCANTINS DERRUBA A MORDAÇA DO PT À IMRENSA

Por 4 votos a 2, o Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins derrubou a decisão que havia censurado o Estadão e outros veículos de comunicação na última sexta-feira, 24. A pedido da coligação Força do Povo, o desembargador Liberato Póvoa havia proibido a publicação de informações relativas à investigação do Ministério Público de São Paulo sobre fraudes em licitações em São Paulo e no Tocantins em que o candidato à reeleição Carlos Gaguim (PMDB) é citado. A convocação do pleno do tribunal, que se reuniu nesta segunda-feira, 27, também partiu de Póvoa.

Na manhã desta segunda, a assessoria jurídica de Gaguim apresentou ao TRE um pedido de revogação parcial da liminar. O candidato quer que a restrição valha apenas para o horário eleitoral gratuito, no rádio e na TV, por parte da coligação Tocantins Levado a Sério, do candidato Siqueira Campos (PSDB), liberando assim os veículos de imprensa.

“Nós queremos é que, quando a imprensa for publicar, publique o relatório por completo. Tem de colocar isso à disposição da sociedade. Agora, é preciso deixar claro que não existe sequer processo de investigação contra o governador”, disse o advogado Sérgio do Valle ao protocolar o documento. 

Protesto de entidades
Entidades representativas como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Associação Nacional dos Jornais (ANJ) protestaram no domingo, 26, contra o novo episódio de censura determinado pela Justiça. “A liberdade de imprensa é um valor da sociedade, um bem jurídico, preceito constitucional de proteção ao direito e à cidadania”, disse ao Estado o presidente da OAB, Ophir Cavalcante. “Quando se proíbe a divulgação de informações baseadas em fatos, está se ferindo o preceito constitucional de garantias ao Estado de Direito. É preciso repudiar essas atitudes.”

A ANJ divulgou nota oficial para protestar contra a medida determinada pelo desembargador. “A Associação Nacional de Jornais lamenta e condena a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins de proibir a divulgação – “de qualquer forma, direta ou indireta” – de informações relativas ao governador do Estado e candidato à reeleição, Carlos Gaguim, ou a qualquer integrante de sua equipe de governo, em investigação feita pelo Ministério Público do Estado de São Paulo”, afirma o texto. 

Para Cláudio Weber Abramo, diretor executivo da Transparência Brasil, organização não-governamental que promove o combate à corrupção, o TRE do Tocantins está agindo “de acordo com os interesses” do governador e candidato à reeleição Carlos Gaguim. “É evidente que a decisão foi tomada para beneficiar o governador”, afirmou. “Espero que a própria Justiça reverta a decisão.” Do portal do Estadão

sábado, setembro 25, 2010

JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO ANUNCIA EM EDITORIAL QUE APÓIA JOSÉ SERRA E AFIRMA QUE O MAL REPRESENTADO PELO PT TEM DE SER AFASTADO NESTA ELEIÇÃO

Transcrevo, após este prólogo, o editorial do jornal O Estado de São Paulo deste sábado em que manifesta o apoio desse que é o maior e mais importante jornal da América Latina e um dos mais importantes do mundo ao candidato José Serra. Entretanto, demorou. O que está resumido nesse editorial não destoa da linha do Estadão, porquanto esse jornal sempre defendeu a democracia e resistiu a todo tipo de tirania.

Sem falsa modéstia o Estadão condensa nesse editorial bem escrito (aliás os únicos editoriais bem escritos da imprensa brasileira sempre foram do Estadão), o que venho alertando e afirmando todo os dias neste blog. Na verdade clamando à grande imprensa brasileira que se incorpore nessa luta pela democracia; chamando a atenção para o fato de que Lula e o PT são o mal, o pior mal que vem castigando o Brasil.

Quando a Nação está exposta ao vilipêndio dos coveiros da democracia, mas se lhe é apresentada uma alternativa segura para evitar a consagração do mal, é um dever de todos os cidadãos e, mais ainda os jornalistas, que no final das contas são os principais formadores da opinião pública, a se ater à verdade dos fatos. Ocorre que a maioria esmagadora dos jornalistas em todos os veículos de comunicação está completamente pervertida pela ideologia comunista. Por que não falar com todas as letras a verdade? Por que não se fala mais a palavra 'comunista' se todos sabem que o PT e todos os que os apóiam são comunistas e desejam implantar um regime do tipo cubano-venezuelano no Brasil?

Convoco o candidato José Serra a despir-se de qualquer tipo de constrangimento e em seu programa de TV esclarecer de forma clara, sem retoques, sem quaisquer eufemismos que o Brasil está à beira do precipício institucional. E como tenho afirmando aqui no blog esta eleição é a mais importante da história da República brasileira. Não está em jogo programa de governo. Como bem assinala o editorial que vocês lerão abaixo, qualquer governo haverá de governar. Mas o que está em jogo é: que tipo de governo? Que tipo de regime?. Esta é a questão principal, ou seja, estamos lidando com uma questão política e não papo furado de "gestão".

E só um estúpido e imbecil completo, ou sabujo picareta e vendilhão da Pátria, poderá afirmar o contrário do que está mais claro do que água: José Serra é o único fiador da democracia. Só ele garante a liberdade e, como tenho dito, quem garante a democracia e a liberdade tem o melhor plano de governo. E tem mais:  José Serra provou ao longo de sua trajetória política, além do preparo intelectual e administrativo, que sempre atuou com lisura moral a coisa pública, um fato que ficou extremamente raro depois que o Brasil submeteu-se à banalização da imoralidade e da mentira as quais já se tornarm o emblema Lula e seus sequazes.

Fico feliz por este editorial do jornal O Estado de São Paulo e ficaria mais feliz ainda se a Direção desse jornal colocasse no olho da rua os vagabundos que ainda infestam a sua redação e que pelo menos ao longo dos últimos dois anos vêm malhando impiedosamente José Serra e veiculando ad nauseam os press releases do abjeto Franklin Martins, aquele que vive abraçado com Fidel Castro. Leiam o editorial, cujo título é: "Um mal a evitar":

A acusação do presidente da República de que a Imprensa "se comporta como um partido político" é obviamente extensiva a este jornal. Lula, que tem o mau hábito de perder a compostura quando é contrariado, tem também todo o direito de não estar gostando da cobertura que o Estado, como quase todos os órgãos de imprensa, tem dado à escandalosa deterioração moral do governo que preside. E muito menos lhe serão agradáveis as opiniões sobre esse assunto diariamente manifestadas nesta página editorial. Mas ele está enganado. Há uma enorme diferença entre "se comportar como um partido político" e tomar partido numa disputa eleitoral em que estão em jogo valores essenciais ao aprimoramento se não à própria sobrevivência da democracia neste país.

Com todo o peso da responsabilidade à qual nunca se subtraiu em 135 anos de lutas, o Estado apoia a candidatura de José Serra à Presidência da República, e não apenas pelos méritos do candidato, por seu currículo exemplar de homem público e pelo que ele pode representar para a recondução do País ao desenvolvimento econômico e social pautado por valores éticos. O apoio deve-se também à convicção de que o candidato Serra é o que tem melhor possibilidade de evitar um grande mal para o País.

Efetivamente, não bastasse o embuste do "nunca antes", agora o dono do PT passou a investir pesado na empulhação de que a Imprensa denuncia a corrupção que degrada seu governo por motivos partidários. O presidente Lula tem, como se vê, outro mau hábito: julgar os outros por si. Quem age em função de interesse partidário é quem se transformou de presidente de todos os brasileiros em chefe de uma facção que tanto mais sectária se torna quanto mais se apaixona pelo poder. É quem é o responsável pela invenção de uma candidata para representá-lo no pleito presidencial e, se eleita, segurar o lugar do chefão e garantir o bem-estar da companheirada. É sobre essa perspectiva tão grave e ameaçadora que os eleitores precisam refletir. O que estará em jogo, no dia 3 de outubro, não é apenas a continuidade de um projeto de crescimento econômico com a distribuição de dividendos sociais. Isso todos os candidatos prometem e têm condições de fazer. O que o eleitor decidirá de mais importante é se deixará a máquina do Estado nas mãos de quem trata o governo e o seu partido como se fossem uma coisa só, submetendo o interesse coletivo aos interesses de sua facção.

Não precisava ser assim. Luiz Inácio Lula da Silva está chegando ao final de seus dois mandatos com níveis de popularidade sem precedentes, alavancados por realizações das quais ele e todos os brasileiros podem se orgulhar, tanto no prosseguimento e aceleração da ingente tarefa - iniciada nos governos de Itamar Franco e Fernando Henrique - de promover o desenvolvimento econômico quanto na ampliação dos programas que têm permitido a incorporação de milhões de brasileiros a condições materiais de vida minimamente compatíveis com as exigências da dignidade humana. Sob esses aspectos o Brasil evoluiu e é hoje, sem sombra de dúvida, um país melhor. Mas essa é uma obra incompleta. Pior, uma construção que se desenvolveu paralelamente a tentativas quase sempre bem-sucedidas de desconstrução de um edifício institucional democrático historicamente frágil no Brasil, mas indispensável para a consolidação, em qualquer parte, de qualquer processo de desenvolvimento de que o homem seja sujeito e não mero objeto.

Se a política é a arte de aliar meios a fins, Lula e seu entorno primam pela escolha dos piores meios para atingir seu fim precípuo: manter-se no poder. Para isso vale tudo: alianças espúrias, corrupção dos agentes políticos, tráfico de influência, mistificação e, inclusive, o solapamento das instituições sobre as quais repousa a democracia - a começar pelo Congresso. E o que dizer da postura nada edificante de um chefe de Estado que despreza a liturgia que sua investidura exige e se entrega descontroladamente ao desmando e à autoglorificação? Este é o "cara". Esta é a mentalidade que hipnotiza os brasileiros. Este é o grande mau exemplo que permite a qualquer um se perguntar: "Se ele pode ignorar as instituições e atropelar as leis, por que não eu?" Este é o mal a evitar.

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quinta-feira, setembro 23, 2010

HORA DE LUTAR PELA DEMOCRACIA E A LIBERDADE

Recomendo, após este prólogo, a leitura do editorial do jornal O Estado de São Paulo que em sua edição desta quinta-feira também dá uma completa cobertura o lançamento do Manifesto em Defesa da Democracia.

Em post mais abaixo reproduzo o texto integral do manifesto e também um post mostrando o ato de lançamento com o link para ir diretamente ao site do Manifesto onde vocês poderão assiná-lo. Simples e rápido. Isto é importante neste momento em que a democracia sofre os golpes baixos desferidos pelo próprio Presidente da República e o PT. Repito: a liberdade é um bem inegociável e por isso temos de lutar por ela.

Agora leiam o editorial que tem por título: "O desmanche da democracia": 

A escalada de ataques furiosos do presidente Lula contra a imprensa - três em cinco dias - é mais do que uma tentativa de desqualificar a sequência de revelações das maracutaias da família e respectivas corriolas da ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra. É claro que o que move o inventor da sua candidata à sucessão, Dilma Rousseff, é o medo de que a sequência de denúncias - todas elas com foros de verdade, tanto que já provocaram quatro demissões na Pasta, entre elas a da própria Erenice - impeça, na 25.ª hora, a eleição de Dilma no primeiro turno. Isso contará como uma derrota para o seu mentor e poderá redefinir os termos da disputa entre a petista e o tucano José Serra. 

Mas as investidas de Lula não são um raio em céu azul. Desde o escândalo do mensalão, em 2005, ele invariavelmente acusa a imprensa de difundir calúnias e infâmias contra ele e a patota toda vez que estampa evidências contundentes de corrupção e baixarias eleitorais no seu governo. A diferença é que, agora, o destampatório representa mais uma etapa da marcha para a desfiguração da instituição sob a sua guarda, com a consequente erosão das bases da ordem democrática. A apropriação deslavada dos recursos de poder do Executivo federal para fins eleitorais, a imersão total de Lula na campanha de sua afilhada e a demonização feroz dos críticos e adversários chegaram a níveis alarmantes.

A candidatura oposicionista relutou em arrostar o presidente em pessoa por seus desmandos, na crença de que isso representaria um suicídio eleitoral - como se, ao poupá-lo, o confronto com Dilma se tornaria menos íngreme. Isso, adensando a atmosfera de impunidade política ao seu redor, apenas animou Lula a fazer mais do mesmo, dando o exemplo para os seguidores. As invectivas contra a imprensa, por exemplo, foram a senha para o PT e os seus confederados, como a CUT, a UNE e o MST, promoverem hoje em São Paulo um “ato contra o golpismo midiático”. É como classificam, cinicamente, a divulgação dos casos de negociatas, cobrança e recebimento de propinas no núcleo central do governo.

Sobre isso, nenhuma palavra - a não ser o termo “inventar”, usado por Lula no seu mais recente bote contra a liberdade de imprensa que, com o habitual cinismo, ele diz considerar “sagrada”. O lulismo promove a execração da mídia porque ela se recusa a tornar-se afônica e, nessa medida, talvez faça diferença nas urnas de 3 de outubro, dada a gravidade dos escândalos expostos. Sintoma da hegemonia do peleguismo nas relações entre o poder e as entidades de representação classista, o lugar escolhido para o esperado pogrom verbal da imprensa foi o Sindicato dos Jornalistas. O seu presidente, José Camargo, se faz de inocente ao dizer que apenas cedeu espaço “para um debate sobre a cobertura dos grandes veículos”.

Mas a tal ponto avançou o rolo compressor do liberticídio que diversos setores da sociedade resolveram se unir para dizer “alto lá”. Intelectuais, juristas, profissionais liberais, artistas, empresários e líderes comunitários - todos eles figuras de projeção - lançaram ontem em São Paulo um “manifesto em defesa da democracia”, que poderá ser o embrião de um movimento da cidadania contra o desmanche da democracia brasileira comandado por um presidente da República que acha que é tudo - até a opinião pública - e que tudo pode.

Um movimento dessa natureza não será correia de transmissão de um partido nem estará atado ao ciclo eleitoral. Trata-se de reconstruir os limites do poder presidencial, escandalosamente transgredidos nos últimos anos, e os controles sobre as ações dos agentes públicos. “É intolerável”, afirma o manifesto, “assistir ao uso de órgãos do Estado como extensão de um partido político, máquina de violação de sigilos e de agressão a direitos individuais.”

“É inconcebível que uma das mais importantes democracias do mundo seja assombrada por uma forma de autoritarismo hipócrita, que, na certeza da impunidade, já não se preocupa mais nem mesmo em fingir honestidade.” O texto evoca valores políticos que, do alto de sua popularidade, Lula lança ao lixo, como se, dispensado de responder por seus atos, governasse num vácuo ético.

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