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terça-feira, janeiro 11, 2011
sexta-feira, setembro 10, 2010
terça-feira, setembro 07, 2010
A POLÍTICA DO DEBOCHE
Transcrevo o editorial do jornal O Estado de São Paulo que está em sua edicação desta terça-feira. O título do post é o mesmo do original. Merece ser lido:
Quanto mais se acumulam as evidências de que o PT é o mentor do crime continuado da devassa na Receita Federal, de dados sigilosos de aliados e familiares do candidato presidencial do PSDB, José Serra, tanto mais o presidente Lula apela para o escárnio. É assim, desenvolto diante da exposição das novas baixezas de sua gente, que ele procura desqualificar as denúncias de que as violações tinham a única serventia de reunir material que pudesse ser utilizado contra os adversários da candidata governista, Dilma Rousseff.
Do mensalão para cá, essa atitude só se acentuou. No escândalo da compra de votos no Congresso Nacional, em 2005, ele ficou batendo na tecla de que não sabia de nada e que, de mais a mais, o que a companheirada tinha aprontado - diluído na versão de que tudo se resumia a um caso de montagem de caixa 2 - era o que se fazia comumente na política brasileira. Depois, propagou e mandou propagar a confortável teoria de que as acusações eram parte de uma "conspiração das elites" para apeá-lo do poder. Mas não chegou a zombar acintosamente das revelações que iriam ficar gravadas na história de seu partido.
Já no ano seguinte, quando a polícia detonou a tentativa de um grupo de petistas, entre eles o churrasqueiro preferido de Lula, de comprar um falso dossiê contra o mesmo José Serra, então candidato a governador de São Paulo, o presidente incorporou ao léxico político nacional o termo "aloprados" com que, para mascarar a gravidade do episódio, se referiu aos participantes da torpeza. Agora, enquanto escondia a sua escolhida - acusada pelo tucano como responsável, em última instância, pela fabricação de novo dossiê com os documentos subtraídos do Fisco -, o presidente se abandonou ao cinismo.
No fim da semana, em um comício em Guarulhos, na Grande São Paulo, a que Dilma não compareceu, ele acusou Serra de transformar a família em vítima. Ou seja, o que vitimou a filha do candidato não foi a comprovada captura de suas declarações de renda por um personagem do submundo - cuja filiação ao PT só não se consumou por um erro de grafia de seu nome -, mas o "baixo nível" da campanha do pai, que tratou do escândalo no horário de propaganda eleitoral. E ele o teria feito porque "o bicho está em uma raiva só" diante dos resultados desfavoráveis das pesquisas eleitorais. "É próprio de quem não sabe nadar e se debate até morrer afogado", desdenhou.
O auge da avacalhação - para usar uma palavra decerto ao gosto do palanqueiro Lula - foi ele perguntar retoricamente: "Cadê esse tal de sigilo que não apareceu até agora? Cadê os vazamentos?" Se é da filha de Serra que ele falava, o sigilo vazou para os diversos blogs lulistas que publicaram informações a seu respeito que só poderiam ter sido obtidas a partir do acesso ilícito aos seus dados fiscais. E o presidente sabe disso desde janeiro, quando o ainda governador Serra o alertou para a "armação" contra seus familiares na internet. Confrontado com o fato, Lula disse, sem ruborizar-se, ter coisas mais sérias para cuidar do que das "dores de cotovelo do Serra".
Se, no comício, a sua pergunta farsesca tratava das outras pessoas ligadas ao candidato, como, em especial, o vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira, o sigilo vazou para membros do chamado "grupo de inteligência" da candidatura Dilma. No caso de Eduardo Jorge, aliás, a invasão não se limitou à delegacia da Receita em Mauá, no ABC paulista, a primeira cena identificada do crime. Na última quinta-feira, o Estado revelou que um analista tributário lotado na cidade mineira de Formiga, Gilberto Souza Amarante, acessou dez vezes em um mesmo dia os dados cadastrais do tucano. O funcionário é petista de carteirinha desde 2001.
Ninguém mais do que Lula, com o seu imitigado deboche, há de ter contribuído tanto para a "maria-mole moral" em que o País atolou, na apropriada expressão do jurista Carlos Ari Sundfeld, em entrevista no Estado de domingo. Nem a bonança econômica nem os avanços sociais podem obscurecer o perverso legado do lulismo. Por minar os fundamentos das instituições democráticas, essa é hoje a mais desafiadora questão política nacional
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sábado, setembro 04, 2010
BRASIL NO RUMO DO AUTORITARISMO
Transcrevo, após este prólogo, um artigo do do ex-prefeito e candidato a Senado pelo Rio de Janeiro, Cesar Maia, no seu Ex-blog, boletim que circula diariamente na internet. Neste seu escrito Maia foi ao ponto ao fazer um paralelo entre o Estado Policial que vai sendo montando pelo PT, e que se escancarou agora com o crime da quebra do sigilo fiscal da Receita Federal, e a estratégia do Partido Nazista de Hitler para chegar ao domínio absoluto na Alemanha.
O caminho do autoritarismo - anota Cesar Maia - é o mesmo em todos os lugares, começando com a censura à imprensa, seguindo-se pela montagem de um Estado Policial com o controle da privacidade dos cidadãos. O derradeiro ato para a constituição de um regime autoritário é o domínio completo do Parlamento, atraindo os parlamentares dóceis e oportunistas. Esses tipos estão sempre prontos para fazer qualquer negócio, como acontece no Brasil sob o império de Lula e seus sequazes. A ilustração acima mostra Lula ...oooops...Hitler discursando. Cáspite! mas os gestos chegam a ser parecidos, não?
Leiam o artigo do Cesar Maia:
O caminho do autoritarismo - anota Cesar Maia - é o mesmo em todos os lugares, começando com a censura à imprensa, seguindo-se pela montagem de um Estado Policial com o controle da privacidade dos cidadãos. O derradeiro ato para a constituição de um regime autoritário é o domínio completo do Parlamento, atraindo os parlamentares dóceis e oportunistas. Esses tipos estão sempre prontos para fazer qualquer negócio, como acontece no Brasil sob o império de Lula e seus sequazes. A ilustração acima mostra Lula ...oooops...Hitler discursando. Cáspite! mas os gestos chegam a ser parecidos, não?
Leiam o artigo do Cesar Maia:
1. Em janeiro de 1933, na Alemanha, depois de sucessivas quedas de gabinete, finalmente foi feito um acordo se aceitando entregar o cargo de chanceler (primeiro-ministro) a Hitler, cujo partido com menos de 30% dos parlamentares era, ainda assim, o maior. Na composição do governo, os nazis surpreenderam: não quiseram os ministérios da área econômica nem o ministério da defesa. Pediram o controle da POLÍCIA. Sabiam que para controlar o Estado, a Polícia era mais importante que as Forças Armadas. Em seguida, pediram ao Parlamento, alegando medidas urgentes, que Hitler pudesse governar por leis delegadas.
2. O caminho do autoritarismo é o mesmo em todos os lugares: invade-se a liberdade de imprensa em nome de "abusos"; constrói-se um estado policial, terminando com o direito à privacidade dos cidadãos e, em seguida, se controla o Congresso, costurando uma maioria a partir de sua base, somando parlamentares dóceis aos "argumentos" do governo. A sessão do parlamento alemão -que abriu mão de seu próprio poder após a assunção de Hitler, na qual este esteve presente- foi de aclamação, com todos aplaudindo de pé. A popularidade de Hitler era imensa. Em 1934, na "Noite das Facas Longas", a SS aproveitou para assassinar alguns desses que ajudaram a construir o governo nazi em 30 de janeiro de 1933. Hoje não se precisaria tanto: a eliminação política bastaria. Imagine-se o que se tem de dossiês contra a base aliada para que essa se mantenha dócil.
3. A atual campanha eleitoral mostra o mesmíssimo caminho. As tentativas de intervenção na imprensa e as declarações reiteradas do presidente sobre a mídia. Depois -e só agora se sabe- a manipulação do Estado, com invasão de privacidade fiscal. Imagine-se quantas já se fizeram, e quantas são feitas invadindo o sigilo bancário. E os grampos... Afinal, foi o próprio coordenador da campanha nacional do PT que invadiu o sigilo bancário de um caseiro. Perdeu o cargo, mas continua forte como nunca. O mesmo em relação ao ex-ministro da casa civil: perdeu o cargo e continua forte como nunca no PT e na campanha eleitoral.
4. Ou seja, para o PT, tais fatos fazem parte de uma ação planejada que quando companheiros são pilhados em flagrante, deixam o cargo, mas nunca o poder. Tem toda a solidariedade dos demais companheiros.
5. Imaginando que a vitória presidencial esteja garantida, o presidente invade as campanhas regionais, atropelando a Federação não para apoiar seus candidatos, mas para ofender os adversários, ferindo a majestade do poder, o equilíbrio federativo e a democracia. São fatos que colocam as instituições, potencialmente, em risco. Gobbels chamava de "Estado Total" a incorporação ao Estado dos partidos políticos, dos sindicatos e outras organizações sociais, de toda a imprensa e das atividades culturais. Seu ministério era de "Propaganda e Cultura". Por aí o Brasil está indo, perigosamente. Defender a autonomia do poder legislativo é tarefa maior nesta eleição, em nível nacional.
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3. A atual campanha eleitoral mostra o mesmíssimo caminho. As tentativas de intervenção na imprensa e as declarações reiteradas do presidente sobre a mídia. Depois -e só agora se sabe- a manipulação do Estado, com invasão de privacidade fiscal. Imagine-se quantas já se fizeram, e quantas são feitas invadindo o sigilo bancário. E os grampos... Afinal, foi o próprio coordenador da campanha nacional do PT que invadiu o sigilo bancário de um caseiro. Perdeu o cargo, mas continua forte como nunca. O mesmo em relação ao ex-ministro da casa civil: perdeu o cargo e continua forte como nunca no PT e na campanha eleitoral.
4. Ou seja, para o PT, tais fatos fazem parte de uma ação planejada que quando companheiros são pilhados em flagrante, deixam o cargo, mas nunca o poder. Tem toda a solidariedade dos demais companheiros.
5. Imaginando que a vitória presidencial esteja garantida, o presidente invade as campanhas regionais, atropelando a Federação não para apoiar seus candidatos, mas para ofender os adversários, ferindo a majestade do poder, o equilíbrio federativo e a democracia. São fatos que colocam as instituições, potencialmente, em risco. Gobbels chamava de "Estado Total" a incorporação ao Estado dos partidos políticos, dos sindicatos e outras organizações sociais, de toda a imprensa e das atividades culturais. Seu ministério era de "Propaganda e Cultura". Por aí o Brasil está indo, perigosamente. Defender a autonomia do poder legislativo é tarefa maior nesta eleição, em nível nacional.
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sexta-feira, agosto 27, 2010
quarta-feira, agosto 25, 2010
VOTAR NO PT É DIZER ADEUS À DEMOCRACIA
Este post é meio longo mas fundamental!
Transcrevo após este prólogo o importante artigo do professor Bolívar Lamounier publicado no jornal O Estado de São Paulo desta terça-feira que analisa o que pode acontecer ao Brasil em nível institucional caso seja vitoriosa a candidata de Lula. O título do artigo é "A 'mexicanização' em marcha", aludindo ao México que ficou sob o domínio do Partido Revolucionário Institucional (PRI), durante sessenta anos.Por email recebi de um leitor do blog um comentário de Nivaldo Cordeiro em que ao elogiar o artigo do professor Lamounier, que de fato está muito bem articulado, argumenta que não comporta comparar o Brasil sob o domíno do PT, caso vença Dilma, como uma 'mexicanização'. Isto porque o PRI não tinha o viés comunista que caracteriza o PT, entre outro fatores, como geopolítico, já que o México se encontra colado aos Estados Unidos. Concordo com a argumentação de Nivaldo Cordeiro.
Seja como for, há todas as indicações de que sufragar Dilma (aliás já disse isso aqui no blog) significa abrir caminho para a segunda etapa do avanço comunista do tipo chavista que é a real intenção do PT, embora essa discussão esteja obstruída pelo tabu criado pelo próprio PT e mantido intocável principalmente pela patrulha do jornalismo "companheiro" que já domina boa parte das editorias das redações dos veículos de comunicação.
Outro ponto anotado pelo professor Bolivar Lamounier e que merece detida reflexão diz respeito à possibilidade do PT e aliados conseguirem a maioria das duas Casas do Congresso Nacional. Isto abriria oportunidade ao que se convencionou (impropriamente, a meu ver) denominar de "golpe constitucional", ou seja, a radical reforma da Constitução de 1988, substituindo-a por outra que subjugará as instituições democráticas à "democracia direta", manipulada por ditos "movimentos sociais" criados e mantidos pelo PT, o que em outras palavras quer dizer ditadura disfarçada de democracia.
Encareço que leiam com a devida atenção o artigo do professor Lamounier, acreditado politólogo brasileiro. Ilustro este post com uma oportuna charge do mestre Sponholz que resume a estratégia suicida da campanha eleitoral da Oposição. Se puderem, por favor, repassem aos seus amigos. Estamos num momento extremamente delicado da vida política do Brasil e este é um assunto urgente que precisa ser debatido e esclarecido. Leiam:
O processo sucessório presidencial em curso comporta dois cenários marcadamente assimétricos, conforme o vencedor seja José Serra ou Dilma Rousseff. Se for José Serra, não é difícil prever a cerrada oposição que ele sofrerá por parte do PT e dos "movimentos sociais", entidades estudantis e sindicatos controlados por ele - e, provavelmente, do próprio Lula. Se for Dilma Rousseff - como as pesquisas estão indicando -, o cenário provável é a ausência, e não o excesso, de oposição.
Para bem entender esta hipótese convém levar em conta dois fatos adicionais.
Para bem entender esta hipótese convém levar em conta dois fatos adicionais.
Primeiro, o cenário Dilma não se esgota na figura da ex-ministra. Ele inclui, entre os elementos mais relevantes, o controle de ambas as Casas do Congresso Nacional pela dupla PT e PMDB. Inclui também uma entidade institucional inédita, personificada por Lula. Semelhante, neste aspecto, a um aiatolá, atuando de fora para dentro do governo, Lula tentará, como é óbvio, influenciar o conjunto do sistema político no sentido que lhe parecer conveniente ao governo de sua pupila ou a seus próprios interesses. Emitirá juízos positivos ou negativos, em graus variáveis de sutileza, sobre medidas tomadas pelo governo e regulará não só o comportamento da base governista no Congresso, mas também os movimentos de sístole e diástole da "sociedade civil organizada" - entendendo-se por tal os sindicatos, segmentos corporativos e demais organizações sensíveis à sua orientação.
O segundo fato a considerar é a extensão da derrota que Lula terá conseguido impor à oposição. Claro, a eventual derrota será também consequência das ambiguidades, das divisões e dos equívocos da própria oposição, mas o fator determinante será, evidentemente, a ação de Lula e do esquema de forças sob seu comando. Deixo de lado, por óbvio, as condições econômicas extremamente favoráveis, o Bolsa-Família, a popularidade do presidente, etc.
José Serra ficará sem mandato até 2012, pelo menos. No Senado - a menos que sobrevenha alguma reorganização das forças políticas -, Aécio Neves fará parte de uma pequena minoria parlamentar, situação em que ele dificilmente exercerá com desenvoltura as suas habilidades políticas.
Nos Estados, os governadores eventualmente eleitos pelo PSDB, sujeitos ao torniquete financeiro do governo federal, estarão igualmente vulneráveis ao rolo compressor governista. Longe de mim subestimar lideranças novas, como a de Beto Richa, no Paraná, e a de Geraldo Alckmin, em São Paulo. Mas não é por acaso que Lula já se apresta a batalha por São Paulo, indicando claramente a sua disposição de empregar todo o arsenal necessário a fim de reverter o favoritismo tucano neste Estado.
Resumo da ópera: no cenário Dilma, o conjunto de engrenagens que Lula montou ao longo dos últimos sete anos e meio entrará em pleno funcionamento, liquidando por certo período as chances de uma oposição eficaz. A prevalecer tal cenário, parece-me fora de dúvida que a democracia brasileira adentrará uma quadra histórica não isenta de riscos.
É oportuno lembrar que o esquema de poder ora dominante abriga setores não inteiramente devotados à democracia representativa, adeptos seja do populismo que grassa em países vizinhos, seja de uma nebulosa "democracia direta", que de direta não teria nada, pois seus atores seriam, evidentemente, movimentos radicais e organizações corporativas. Claro indício da presença de tais setores é a famigerada tese do "controle social da mídia", eufemismo para intervenção em empresas jornalísticas e imposição de censura prévia.
Na Primeira República (1889-1930), a "situação" - ou seja, os governantes e seus aliados nos planos federal e estadual - esmagava a oposição. Foram poucas e parciais as exceções a essa regra. Mas a estratégia levada a cabo por Lula está indo muito além. É abrangente, notavelmente sagaz e tem um objetivo bem definido: alvejar em cheio a oposição tucana.
Para bem compreendê-la seria mister voltar ao primeiro mandato, ao discurso da "herança maldita", sem precedente em nossa História republicana no que se refere ao envenenamento da imagem do antecessor; à anistia, retoricamente construída, a diversos corruptos e até a indivíduos que se aprestavam a cometer um crime - os "aloprados"; e aos primórdios da estratégia especificamente eleitoral, ao chamado confronto plebiscitário, em nome do qual ele liquidou no nascedouro toda veleidade de autonomia por parte de quantos se dispusessem a concorrer paralelamente a Dilma Rousseff. A Ciro Gomes Lula não concedeu sequer a graça de uma "sublegenda", para evocar um termo do período militar.
Para o bem ou para o mal, a única oposição político-eleitoral potencialmente capaz de fazer frente ao rolo compressor lulista é a aliança PSDB-DEM-PPS. No horizonte de tempo em que estou pensando - digamos, os próximos quatro anos -, não há alternativa. Portanto, a operação a que estamos assistindo, com seu claro intento de esterilizar ou virtualmente aniquilar essa aliança, coloca-nos nas cercanias de um regime autoritário.
Sem a esterilização ou o aniquilamento político-eleitoral da mencionada coalizão, não há como cogitar de um projeto de poder hegemônico, de longo prazo e sem real alternância de poder. A esterilização pode resultar de uma estratégia deliberada por parte do comando político existente em dado momento, de uma conjunção de erros, derrotas e até fraquezas das próprias forças oposicionistas - ou de ambas as coisas.
Sociologicamente falando, não há funcionamento efetivo da democracia, quaisquer que sejam os arranjos constitucionais vigentes, num país onde não exista uma oposição eleitoralmente viável. Haverá, na melhor das hipóteses, um autoritarismo disfarçado, um "chavismo branco" ou, se preferem, um regime mexican style - aquele dominado durante seis décadas pelo PRI, o velho Partido Revolucionário Institucional mexicano.
O segundo fato a considerar é a extensão da derrota que Lula terá conseguido impor à oposição. Claro, a eventual derrota será também consequência das ambiguidades, das divisões e dos equívocos da própria oposição, mas o fator determinante será, evidentemente, a ação de Lula e do esquema de forças sob seu comando. Deixo de lado, por óbvio, as condições econômicas extremamente favoráveis, o Bolsa-Família, a popularidade do presidente, etc.
José Serra ficará sem mandato até 2012, pelo menos. No Senado - a menos que sobrevenha alguma reorganização das forças políticas -, Aécio Neves fará parte de uma pequena minoria parlamentar, situação em que ele dificilmente exercerá com desenvoltura as suas habilidades políticas.
Nos Estados, os governadores eventualmente eleitos pelo PSDB, sujeitos ao torniquete financeiro do governo federal, estarão igualmente vulneráveis ao rolo compressor governista. Longe de mim subestimar lideranças novas, como a de Beto Richa, no Paraná, e a de Geraldo Alckmin, em São Paulo. Mas não é por acaso que Lula já se apresta a batalha por São Paulo, indicando claramente a sua disposição de empregar todo o arsenal necessário a fim de reverter o favoritismo tucano neste Estado.
Resumo da ópera: no cenário Dilma, o conjunto de engrenagens que Lula montou ao longo dos últimos sete anos e meio entrará em pleno funcionamento, liquidando por certo período as chances de uma oposição eficaz. A prevalecer tal cenário, parece-me fora de dúvida que a democracia brasileira adentrará uma quadra histórica não isenta de riscos.
É oportuno lembrar que o esquema de poder ora dominante abriga setores não inteiramente devotados à democracia representativa, adeptos seja do populismo que grassa em países vizinhos, seja de uma nebulosa "democracia direta", que de direta não teria nada, pois seus atores seriam, evidentemente, movimentos radicais e organizações corporativas. Claro indício da presença de tais setores é a famigerada tese do "controle social da mídia", eufemismo para intervenção em empresas jornalísticas e imposição de censura prévia.
Na Primeira República (1889-1930), a "situação" - ou seja, os governantes e seus aliados nos planos federal e estadual - esmagava a oposição. Foram poucas e parciais as exceções a essa regra. Mas a estratégia levada a cabo por Lula está indo muito além. É abrangente, notavelmente sagaz e tem um objetivo bem definido: alvejar em cheio a oposição tucana.
Para bem compreendê-la seria mister voltar ao primeiro mandato, ao discurso da "herança maldita", sem precedente em nossa História republicana no que se refere ao envenenamento da imagem do antecessor; à anistia, retoricamente construída, a diversos corruptos e até a indivíduos que se aprestavam a cometer um crime - os "aloprados"; e aos primórdios da estratégia especificamente eleitoral, ao chamado confronto plebiscitário, em nome do qual ele liquidou no nascedouro toda veleidade de autonomia por parte de quantos se dispusessem a concorrer paralelamente a Dilma Rousseff. A Ciro Gomes Lula não concedeu sequer a graça de uma "sublegenda", para evocar um termo do período militar.
Para o bem ou para o mal, a única oposição político-eleitoral potencialmente capaz de fazer frente ao rolo compressor lulista é a aliança PSDB-DEM-PPS. No horizonte de tempo em que estou pensando - digamos, os próximos quatro anos -, não há alternativa. Portanto, a operação a que estamos assistindo, com seu claro intento de esterilizar ou virtualmente aniquilar essa aliança, coloca-nos nas cercanias de um regime autoritário.
Sem a esterilização ou o aniquilamento político-eleitoral da mencionada coalizão, não há como cogitar de um projeto de poder hegemônico, de longo prazo e sem real alternância de poder. A esterilização pode resultar de uma estratégia deliberada por parte do comando político existente em dado momento, de uma conjunção de erros, derrotas e até fraquezas das próprias forças oposicionistas - ou de ambas as coisas.
Sociologicamente falando, não há funcionamento efetivo da democracia, quaisquer que sejam os arranjos constitucionais vigentes, num país onde não exista uma oposição eleitoralmente viável. Haverá, na melhor das hipóteses, um autoritarismo disfarçado, um "chavismo branco" ou, se preferem, um regime mexican style - aquele dominado durante seis décadas pelo PRI, o velho Partido Revolucionário Institucional mexicano.
sábado, agosto 21, 2010
TERROR E VIOLÊNCIA NO RIO DE JANEIRO DE SÉRGIO CABRAL, LULA E DILMA ROUSSEFF. ESTÃO DESTRUINDO NÃO SÓ O RIO, MAS O BRASIL INTEIRO!
Um tiroteio entre policiais militares e traficantes levou pânico a São Conrado, um dos bairros com IPTU mais caro do Rio, na manhã deste sábado. Adriana Medeiros, que segundo a polícia fazia parte do grupo de bandidos, morreu quando tentava fugir em frente a um prédio de classe média alta. Três policiais ficaram feridos. Dez bandidos foram presos. O coronel Henrique Lima Castro, chefe da assessoria de imprensa da PM, disse que junto com os presos foram apreendidos cinco pistolas, oito fuzis, granadas e farta munição. Entre os 35 reféns haviam hóspedes e funcionários do hotel. Os policiais feridos foram encaminhados para o hospital Miguel Couto, zona sul do Rio. A cúpula da Secretaria de Segurança se reuniu em caráter de emergência e o secretário dará uma entrevista coletiva em local e horário ainda não confirmados.
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O confronto começou por volta da 8 horas. Segundo a polícia, um "bonde" de traficantes da Rocinha, que fica no bairro, estava voltando para a favela depois de terem passado a noite no Vidigal, morro próximo, dominado pela mesma facção criminosa. Na Avenida Niemeyer, que liga Leblon a São Conrado, o grupo encontrou com policiais do 23.º BPM (Leblon). Começou então o tiroteio, que durou em torno de 40 minutos. Na fuga, 10 bandidos armados com fuzis invadiram o Hotel Intercontinental, em frente à praia, e fizeram 35 reféns na cozinha.
Foram quase duas horas de negociação com policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope). A mãe de um dos bandidos, morador da Rocinha, chegou a ser chamada para convencer o filho a se entregar. "Eu pedi, mas ele não quis me ouvir", disse Dinalva, chorando muito na porta do hotel. Mesmo assim, minutos depois, o grupo libertou os reféns e se entregou à policia.
Além do Bope, policiais de outros dois batalhões cercaram a área. Até o caveirão, o carro blindado da policia, foi chamado para ajudar na operação. O relato dos moradores revela um cenário de terror. Motoristas que estavam dentro do túnel Zuzu Angel, que liga São Conrado à Gávea, chegaram a voltar de marcha a ré. O trânsito acabou sendo fechado pelos funcionários da CET-Rio durante mais de uma hora. Bandidos invadiram condomínios de classe alta tentando fugir da polícia. Outros entravam em ônibus que passavam pelo lugar. No meio do tiroteio, moradores se jogavam no chão para tentar se proteger. Lojas foram atingidas pelos tiros.
O professor Felipe Gomes que passava de carro na rua ao lado do hotel foi parado por um grupo de bandidos armados. "Eles abandonaram a van e entraram no meu carro. Eram uns cinco. Alguns estavam machucados." Aos gritos de "arranca vagabundo", mandaram Gomes seguir em direção ao Hotel Intercontinental. "Tinha uma cancela impedindo a entrada do carro, mas eles me mandaram seguir em frente assim mesmo. Depois que eu passei, eles entraram correndo no hotel."
Pelo menos 400 pessoas estavam hospedadas no Intercontinental, que abrigava também um congresso de Odontologia. Uma moradora de um condomínio que fica nesta avenida viu homens invadindo o condomínio com armas. O porteiro ligou e avisou que havia gente na portaria, para ela não sair de casa. "Estava dormindo quando escutei barulho de tiros. Fui até a janela e vi muitos homens armados correndo. Alguns inclusive passando para dentro do meu condomínio. As pessoas gritavam muito e pediam para ficarem abaixadas", contou.
O Shopping Fashion Mall, famoso por suas lojas de grifes sofisticadas, não abriu. O cientista político Luiz Eduardo Soares, ex-secretário Nacional de Segurança Pública, e morador de São Conrado, resumiu a situação, em seu Twitter: "Estou no Afeganistão? Não, sou repórter de guerra na Zona Sul do Rio de Janeiro. Se moradores dos prédios estão assustados, imagino na Rocinha".
Testemunhas
Clarissa Cohen, moradora de um condomínio na Rua Aquarela do Brasil, disse que ouviu os tiros enquanto lia o jornal e viu os criminosos se movendo "como se fossem uma guerrilha. Vi pela janela uns dez adolescentes pulando para dentro do prédio. Eles se movimentavam se arrastando pelo chão, como numa guerrilha, e atiravam com fuzis. Algumas pessoas se jogavam no chão, outras saíam correndo. O porteiro abriu o portão do outro lado do prédio para que eles fugissem. Eles atiravam em direção à rua. Roubavam carros. Foi um terror
A paulistana Heloisa Dias de Toledo, 34 anos, produtora de eventos, estava hospedada no hotel e despertou com as rajadas de metralhadora, por volta das 8 horas. "Acordei com o barulho dos tiros, mas achei que fossem fogos de artifício. Aí lembrei que estava ao lado da favela da Rocinha e pensei que podia ser algo mais grave", disse. Ela abriu a janela do seu quarto, no primeiro andar do hotel, e viu "uma caminhonete cheia de bandidos, com metralhadoras e outras armas pesadas". "Na hora, me joguei no chão e liguei para uma amiga que estava no 17º. Corri lá pro quarto dela", disse Heloisa, que está no Rio a trabalho. Segundo ela, a polícia entrou no quarto por volta das 11h e levou todos do andar para a suíte presidencial. "Depois fomos conduzidos para fora do hotel, muitos vestidos com as roupas de dormir", contou. Do portal do Estadão
MEU COMENTÁRIO: Já são quase oito anos de governo do PT. São quase oito anos de um governo que invoca os Direitos Humanos para os bandidos. Pensem no Brasil do tempo do governo do Fernando Henrique Cardoso que os petralhas amaldiçoam.
Aqui mesmo em Florianópolis a violência é diária. Aliás, a violência sob o governo do PT já faz parte do cotidiano de todo o Brasil, dominado pelo tráfico de drogas, pelo banditismo, pela corrupção, pela mentira, pela licenciosidade, pelo descarado deboche à lei e à ordem.
O BRASIL É UM CALDEIRÃO DE INIQÜIDADES.
Quando José Serra levantou a questão da segurança pública, como parte de seu programa de governo, os jornalistas dos jornalões debocharam, fizeram piada, achincalharam.
Sinceramente, eu acredito que o alto volume de dinheiro que gira com o tráfico de drogas só pode estar irrigando o bolso dos jornalistas e dos donos dos jornais da grande imprensa brasileira.
E notem o tratamento que dão a esta matéria desse episódio ocorrido neste sábado no Rio de Janeiro. O fato é minimizado, por exemplo, no site do Estadão. O destaque é a pesquisa que afirma que Dilma já ganhou.Enquanro isso, no programa eleitoral de José Serra, aparece ele ao lado de Lula o qual é qualificado como um estadista, um líder.
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sexta-feira, agosto 20, 2010
FIDEL TAMBÉM DIZIA, COMO DILMA E O PT, QUE NÃO ERA COMUNISTA. TRATA-SE DE QUEBRAR O 'TABU PETRALHA' QUE MANTÉM O ASSUNTO INTOCÁVEL
Todos os comunistas são mentirosos, vigaritas, malandros e assassinos. No passado faziam revolução armada e instituiam os paredões. Na atualidade promovem a destruição lenta das instituições de democráticas mediante o aparelhamento partidário de todas as instâncias estatais.
Por exemplo: quando o PT, a Dilma e a Marina Ecochata falam em reforma política e defendem uma "assembléia constituinte exclusiva" para decidir sobre isso, estão MENTINDO.
A essência da proposta é acabar com o Senado e criar o Parlamento Unicameral, com uma Assembléia Nacional controlada pelos comunistas. É o que se tem conceituado como "golpe constitucional", conceituação essa com qual não concordo, porque é grotesca e mentirosa, já que não existe "golpe constitucional". Golpe de Estado é golpe e jamais será "constitucional".
A tática dos comunistas do século XXI baseia-se na revolução silenciosa. Os comunistas da atualidade são iguais aos vermes intestinais que, por dentro, lentamente, vão destruindo o organismo que os abriga.
Tanto é que o PT criou um tabu. Não se fala mais em comunismo, como podem notar. Inclusive os petistas e seus jornalistas amestrados ironizam quem fala em comunismo. Uma das áreas que primeiro foi dominada pelos comunistas do PT foi a comunicação. Isso começou principalmente nos Cursos de Jornalismo e o resultado dessa deletéria ação sistemática do esqueridsmo dentro das universidades já se pode constatar hoje ao abrir-se qualquer veículo de comunicação brasileiro. São eles os principais responsáveis pela manutenção daquilo que covencionei denominar de "tabu petralha".
Com efeito, vídeos como este postado acima são desprezados e acusados de manipulação da "direita", quando na verdade reúnem informações preciosas que mostram de forma muito clara, por analogia, o que está em curso no Brasil, ou seja, implantação do comunismo de viés cubano-venezuelano.
Trata-se portanto da imperiosa necessidade de quebrar o "tabu petralha". E vocês podem utilizar a internet repassando este post às pessoas do seu círculo de amizade, seja por email ou ainda reproduzindo amplamente nas redes sociais.
Lembrem-se! Temos que quebrar o "tabu petralha", algo como quebrar o "encatamento" que aprisiona o cérebro dos brasileiros incautos.
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quinta-feira, agosto 19, 2010
LULA ENVIA MENSAGEM SAUDANDO FORO DE SP QUE TEM COMO INTEGRANTES TERRORISTAS DAS FARC
"O secretário-geral do Partido dos Trabalhadores, José Eduardo Martins Cardozo, deverá fazer hoje à noite, no ato político de abertura do XVI Encontro do Foro de São Paulo, em Buenos Aires, leitura de carta enviada pelo presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, aos participantes do evento."
Entre os participantes, membros do grupo narcoterrorista das Farc. Lula manda mensagem para as Farc
A foto obtida na internet mostra um dos campos de concentração das Farc na Colômbia. Do Blog Democratas
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Entre os participantes, membros do grupo narcoterrorista das Farc. Lula manda mensagem para as Farc
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