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quinta-feira, agosto 05, 2010

A PESQUISA SENSUS, AS CONTRADIÇÕES E A ONDULANTE CAMPANHA ELEITORAL MINEIRA. HÁ UM FORTE ODOR DE EMBUSTE NO AR

Essa pesquisa do Instituto Sensus que está sendo alardeada pela grande imprensa nacional e que coloca Dilma com 10 pontos à frente de José Serra merece algumas considerações. Não estou discutindo os índices, já que uma pesquisa eleitoral é complexa, demanda um grande trabalho, pessoal especializado e, sobretudo, completa independência. É aí que as coisas se complicam e colocam em dúvida o Sensus mais uma vez.

Mostrando todos os documentos que podem ser conferidos AQUI, o Blog Fodel informa que o estatístico responsável pela pesquisa do Instituto Sensus é proprietário de uma empresa que é grande fornecedora de serviços para o Governo Federal.

"Documentos provam que o Estatístico Felipe Abrahão Coelho Fantauzzi responsável pela pesquisa CNT/SENSUS, na pesquisa de Protocolo 21411/2010. Estranhamente é sócio da empresa ESTUDAR Consultoria e Empreendimentos Ltda CNPJ: 03.768.463/0001-96, detalhe a empresa é uma das maiores fornecedoras do Governo Federal, conforme se verificou no Portal da Transparência do Governo Federal. Entre seus "CLIENTES" de sucesso estão INFRAERO, SEBRAE, IBGE e Ministérios da Cidades". Clique AQUI e confira facsímiles dos documentos".

Mas as circunstâncias que cercam o lançamento desta pesquisa não param por aí, a começar pelo fato de que foi divulgada justamente nesta quinta-feira, dia do debate dos presidenciáveis na Band TV.

Mas o que se torna mais acintoso em tudo isso é a declaração do presidente da CNT, Clésio Andrade, dirigente da entidade contratante da pesquisa, seguida das considerações de Ricardo Guedes, o dono do Instituto Sensus:

O presidente da CNT, Clésio Andrade, avaliou que a queda de José Serra na pesquisa de intenção de votos, pode ser explicada pelo aumento de críticas feito pela campanha dele contra um presidente popular e a candidata dele, a presidenciável do PT, Dilma Rousseff.

O presidente do Sensus, Ricardo Guedes, citou como exemplo as críticas que o candidato a vice na chapa tucana, Índio da Costa (DEM), lançou contra Dilma e Lula, associando-os ao narcotráfico e às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

"A população pensa: como um candidato pode criminalizar alguém que está fazendo bem à população?", disse Guedes, ao analisar que este tipo de crítica se converte negativamente contra a pessoa que critica.

EM TEMPO:
Hoje, na rádio CBN, o Merval Pereira, de O Globo, revelou que Clésio Andrade está montando um comitê suprapartidário em Minas Gerais que apoiará Dilma, Hélio Costa e, pasmem!, Aécio Neves.

Merval também adiantou que Aécio estará hoje acompanhando José Serra no debate da Band para demonstrar o seu apoio ao presidenciável tucano, ao que eu aduzo: é uma boa oportunidade para Aécio Neves explicar a Serra os tortuosos caminhos da campanha eleitoral da oposição nas Alterosas.

FINALMENTE:
Louvando-me nas declarações do Ricardo Guedes, do Instituto Sensus, que afirma que quem critica o governo do PT perde prestígio, tal assertiva não é válida para a campanha mineira, uma vez que Aécio como se sabe não está conseguindo, por enquanto, fazer deslanchar o seu candidato ao governo. Aécio, como todos estão cansados de saber costuma posar de bom moço e apenas faz crítica light - quanto faz - a Lula e seus sequazes.

CONCLUINDO:
As informações estão aí, diluídas no noticiário político. Basta juntá-las e ordená-las para se concluir que estamos perante um fabuloso embuste. Como nunca antes na história deste país. E o que é pior: o petismo está conseguindo destruir completamente a credibilidade dos institutos de pesquisa.

UPDATE: EM CIMA DA HORA:
Leitor do blog acaba de me avisar pelo Twitter sobre uma nota de Aécio Neves, divulgada nesta quinta-feira intitulada:
Aécio Neves esclarece que seu apoio é exclusivo à Coligação “Somos Minas Gerais”. Está postada no site Amigos do Anastasia, e tem o seguinte teor:

“Desautorizo veementemente qualquer tentativa de vincular o meu nome a qualquer candidatura que não seja a do governador Antonio Anastasia. Trata-se de uma manobra para confundir o eleitor mineiro uma vez que não há nada em comum entre a minha candidatura e a do adversário. Minha candidatura e a de Antonio Anastasia têm o mesmo significado que é exatamente o oposto daquele encarnado pelo candidato do PMDB. A chapa que apoio nessas eleições é composta, além do governador Antonio Anastasia, pelo ex-governador José Serra, candidato à Presidência da República, e o ex-presidente Itamar Franco, ao Senado. Espero que os responsáveis por essa iniciativa tomem as providências necessárias para que fique clara, aos eleitores de Minas Gerais, essa minha posição.”

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