sexta-feira, fevereiro 04, 2011
Sponholz: O curinga botocudo
quarta-feira, outubro 27, 2010
A VIRADA NUMA METÁFORA DO FUTEBOL
Não deixe de ver este vídeo do @rafasoli que ele acaba de lançar através do Twitter. @rafasoli é o Rafael Silva Oliveira, consultor de Tecnologia da Informação e especializado em mídias sociais. Neste vídeo, com muita criatividade ele comenta a reta final do segundo turno através de uma metáfora futebolística. Golaço!
@rafasoli é um dos articuladores da #REDEMOBILIZA do PSDB, organização dos jovens que utiliza de forma intensiva as ferramentas da internet como YouTube, Livestream, Twitter e as redes sociais.
É a galera da oposição que está colocando nos trending topics do twitter a hashtag muito bem bolada: #BR45IL .
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segunda-feira, outubro 11, 2010
ESSE NOVO BRASIL QUE ESTÁ NASCENDO VALORIZA A VIDA, A PAZ, A SEGURANÇA E O TRABALHO.
Para quem não viu na televisão neste domingo à noite, aqui está na íntegra o programa de TV do Serra. Vale a pena ver pela excelente qualidade técnica e pelo otimismo e entusiasmo que transmite.
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domingo, setembro 26, 2010
O RATO QUE RUGE (OU A FOLHA DE S. PAULO RESOLVEU SAIR DA TOCA)
E, por isso, neste domingo a Folha de São Paulo, locus por excelência da idiotia politicamente correta expressada por sua linha editorial mambembe, estampa em sua primeira página um editorial e por meio dele tenta ganhar o terreno irremediavelmente perdido para o seu principal concorrente, o jornal O Estado de São Paulo.
O editorial da Folha perto escritura do Estadão é fraquinho. Aliás, os textos da Folha se caracterizam pelo primarismo jornalístico. E o dito é tão fraquinho, ondulante e mal escrito que precisou ser colocado na primeira página para lhe conferir um ar de grandiosidade que não tem.
A Folha de São Paulo parou nos anos 70. Seus articulistas jovens e velhos são todos velhos porque nasceram velhos. Há quem nasça velho pela obtusidade cerebral, que é algo incurável. A inteligência sempre foi rarefeita e por isso criei uma frase que repito sempre: "A humanidade é generosa na produção da estupidez e extretamente parcimoniosa na geração da genialidade".
A Folha de São Paulo é o jornal que acolhe dentre seus articulistas o líder do MST, a falange de bate-paus do comunismo botocudo do PT. E o faz para se dizer imparcial, quando na verdade a imparcialidade caberia neste caso se o debate central da política brasileira não passasse pela afronta à lei e à ordem patrocinada por Lula e seus sequazes. O que deseja o PT e seus movimentos sociais é alterar a Constituição, fazer tábula rasa da democracia parlamentar em troca de um 'democratismo' de maioria manipulada pelo partido. Tal qual ocorre nas republiquetas comunistas bananeiras.
Trata-se portanto de uma imparcialidade cretina que coloca em pé de igualdade aqueles cidadãos comprometidos com a democracia e a liberdade de imprensa com aqueles que desejam destruí-la. Ora, se a Folha de São Paulo defende a liberdade de imprensa, como diz no seu editorial que vocês lerão abaixo, não pode acolher como articulistas do jornal os coveiros da democracia.
Se Lula e o PT avançam de forma desabusada contra as instituições democráticas isto se deve principalmente à leniência dos veículos de comunicação que ao longo desses quase oito anos de lulismo colaboraram decisivamente para nutrir o ego do presidente dito operário e se ocuparam, todos eles, sem distinção, de malhar José Serra e o Democratas sem qualquer razão objetiva que justificasse. Em contrapartida veicularam à farta os releases do famigerado terrorista do DIP palaciano.
Todos os veículos de comunicação, com destaque para as televisões, são os principais responsáveis pelo que se vive atualmente no Brasil e pela forma debochada e atrevida com que se comporta Lula.
Apesar de tudo isso, o editorial do Estadão foi muito mais objetivo e por isso mesmo resplandeceu lá no seu cantinho, a valente coluna de opinião Notas & Informações. Destacou-se pelo seu conteúdo, pela qualidade do texto impecável, denso e bem escrito.
E para concluir este prólogo, considero que o editorial do Estadão serviu para sacudir a poeira e os paranhos que envolvem o jornalismo brasileiro. Oxalá que continue assim.
Seja como for é saudável que a Folha passe a se preocupar com o que pode vir por aí. E além de editorial que publica neste domingo em sua primeira página, sua direção deveria acionar o temível e detestável passaralho e colocar no olho da rua a vagabundagem comunista e incompente que agride os leitores diariamente com suas louvaminhas ao Lula e seus sequazes, qundo não escamoteiam deliberadamente a informação essencial no sentido de beneficiar o governo do PT.
É hora de resistir em defesa da democracia e da liberdade. Esses idiotas que povoam as redações podem servir, no máximo, para os serviços gerais da empresa, como moto-boys e estafetas em geral. E olhe lá!
Eis o editorial da Folha na íntegra, cujo título é "Todo poder tem limite":
Lula teve o discernimento de manter a política econômica sensata de seu antecessor. Seu governo conduziu à retomada do crescimento e ampliou uma antes incipiente política de transferências de renda aos estratos sociais mais carentes.A desigualdade social, ainda imensa, começa a se reduzir. Ninguém lhe contesta seriamente esses méritos.
Nem por isso seu governo pode julgar-se acima de críticas.O direito de inquirir,duvidar e divergir da autoridade pública é o cerne da democracia, que não se resume apenas à preponderância da vontade da maioria.
Vai longe, aliás, o tempo em que não se respeitavam maiorias no Brasil. As eleições são livres e diretas, as apurações, confiáveis -e ninguém questiona que o vencedor toma posse e governa.
Se existe risco à vista, é de enfraquecimento do sistema de freios e contrapesos que protege as liberdades públicas e o direito ao dissenso quando se formam ondas eleitorais avassaladoras, ainda que passageiras. Nesses períodos, é a imprensa independente quem emite o primeiro alarme, não sendo outro o motivo do nervosismo presidencial em relação a jornais e revistas nesta altura da campanha eleitoral.
Pois foi a imprensa quem revelou ao país que uma agência da Receita Federal plantada no berço político do PT, no ABC paulista, fora convertida em órgão de espionagem clandestina contra adversários.
Foi a imprensa quem mostrou que o principal gabinete do governo, a assessoria imediata de Lula e de sua candidata Dilma Rousseff, estava minado por espantosa infiltração de interesses particulares. É de calcular o grau de desleixo para com o dinheiro e os direitos do contribuinte ao longo da vasta extensão do Estado federal.
Esta Folha procura manter uma orientação de independência, pluralidade e apartidarismo editoriais, o que redunda em questionamentos incisivos durante períodos de polarização eleitoral.
Quem acompanha a trajetória do jornal sabe o quanto essa mesma orientação foi incômoda ao governo tucano. Basta lembrar que Fernando Henrique Cardoso, na entrevista em que se despediu da Presidência, acusou a Folha de haver tentado insuflar seu impeachment.
Lula e a candidata oficial têm-se limitado até aqui a vituperar a imprensa, exercendo seu próprio direito à livre expressão, embora em termos incompatíveis com a serenidade requerida no exercício do cargo que pretendem intercambiar.
Fiquem ambos advertidos, porém, de que tais bravatas somente redobram a confiança na utilidade pública do jornalismo livre. Fiquem advertidos de que tentativas de controle da imprensa serão repudiadas - e qualquer governo terá de violar cláusulas pétreas da Constituição na aventura temerária de implantá-lo.
sexta-feira, setembro 24, 2010
Sponholz: A corrupção abunda e também pulula!
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quinta-feira, setembro 23, 2010
ARTIGO: Em defesa da liberdade de expressão
Vejam como são as coisas. Em 1964, uma aliança civil-militar derrubou o presidente João Goulart, cassou mandatos de políticos, aposentou servidores públicos e, com o AI 5, implantou um regime de terror. Um dos atos do regime de ocupação foi o de limitar a liberdade de expressão, censurando jornais, revistas, tevês, peças de teatro e músicas. Não era somente uma censura política ou ideológica, mas também moral.
Passados anos, o Brasil se democratizou, a censura foi eliminada ainda no governo Geisel, novos partidos surgiram e o povo voltou a se manifestar através do voto. Nessa onda democrática, nascia o PT e ressurgiam as siglas de apelo socialista e comunista. Os militares retornaram aos quartéis e os novos comandantes das três forças singulares optaram pela profissionalização da tropa. Embora com seus equipamentos sucateados e soldos que não representam as responsabilidades que lhes são dadas, as Forças Armadas se adequaram a nova ordem constitucional e mantêm-se fiel ao poder civil.
Agora, em pleno governo petista, são os clubes militares – vozes da caserna – que lançam um movimento em defesa da democracia e da liberdade de expressão. Do outro lado balcão encontram-se membros do governo, petistas de carteirinha, neopelegos, enfim todos aqueles que desejam calar a imprensa, em particular, e a mídia no geral.
Taxado pela neopelegada de Partido da Imprensa Golpista, os principais jornais e revistas e os canais de televisão de longo alcance são os alvos dessa gente que quer, não importam os meios, controlar o que pode ou não ser publicado. A tese é desonesta: controle social da mídia para evitar os excessos jornalísticos. Aqui fica entendido que “os excessos” são aquelas notícias que denunciam as malfeitorias com o dinheiro público e que incomodam o ditador de plantão.
Lula se criou justamente porque havia um regime de força, que com as greves que comandou lhe deu visibilidade política. Sem regime militar não existiria Lula, nem PT. E foi essa tal de “imprensa golpista” que transformou um sindicalista semi-analfabeto em celebridade nacional. Os petistas, quando não eram poder, costumavam abastecer os jornalistas com notas que podiam atingir os governos dos adversários.
Sarney,Collor e Fernando Henrique sabem exatamente como esse tipo de coisa acontecia. Sindicalistas infiltrados em cargos do governo, simpáticos ao petismo, dedicavam todo o tempo em buscar nos escaninhos do serviço público algum tipo de maracutaia. De posse dessas informações, telefonavam para as redações para dar o furo jornalístico.
É lamentável, que o principal mandatário da Nação, dispa-se dos ornamentos simbólicos do poder, massacre a ordem constitucional e se transforme num palanqueiro de porta de fábrica. Munido de expressões verbais de canteiro de obra, transpirando ódio, Lula é um arremedo de chefe de Estado. Por pura vaidade e por desejar eleger uma senhora – que todos sabem – sem a mínima qualificação para o cargo, Lula está se apequenando, perdendo o senso do ridículo, desconstruindo a democracia e criando uma massa de vassalos em troca de alguns trocados, conhecidos como bolsa família para o povão e para os seus áulicos palacianos generosos pacotes com PP do Tamiflu.
(*) Nilson Borges Filho é mestre e doutor em Direito, professor e articulista colaborador deste blog
quarta-feira, setembro 15, 2010
ARTIGO: A falta de pudor de um Presidente em fim de carreira
A maneira desqualificada com que o chefe de facção partidária, Luiz Inácio Lula da Silva, se dirigiu aos catarinenses, demonstra o grau de despudor que uma pessoa pode chegar, quando embriagada pelos seus altos índices de popularidade e por conta de umas doses a mais daquele líquido que não abre mão, desde os tempos de sindicalista. Lula já esteve por baixo, época em que um funcionário dos Correios (sempre eles) foi flagrado embolsando 3 mil reais de propina, em troca de favores nada republicanos.
De um simples ato de corrupção de um delinquente de quinta categoria, acompanhado de uma grave denúncia do deputado Roberto Jefferson, estourou o maior escândalo do governo petista. A bandalheira, que ficou conhecida como “mensalão”, alcançou empresários, dirigentes partidários e parlamentares de diversas siglas, principalmente do consórcio que dava apoio ao lulo-petismo.
O escândalo, enquadrou o todo poderoso Chefe da Casa Civil, deputado José Dirceu, que perdeu o cargo, o mandato e a pose. Citado pelo Ministério Público Federal como “chefe de quadrilha”, mesmo assim continou mandando e desmandando no partido e no governo, pois seus tentáculos por lá ainda permanecem. Lula caiu em desgraça, circulava, à noite, pelos salões do palácio residencial feito zumbi e fazia de tudo e com todos, tentativas de chegar ao fim do seu primeiro mandato.
Como um frangote depenado, acuado pelas graves denúncias de corrupção, colocou em negociação com os partidos opositores a sua própria reeleição. Ofereceu a esses partidos uma proposta para lá de indecorosa, ou seja, desistia da reeleição se não fosse levado adiante o seu impeachment. O PSDB, juntamente com os demais partidos da base oposicionista, acreditando que Lula sangraria até a morte e por conta de outros motivos nada confessáveis, desistiu do impedimento do presidente da República.
Lula deu a volta por cima, reestruturou o seu entorno, construiu um bloco parlamentar fiel aos preceitos do “é dando que se recebe”, manteve os fundamentos da economia, aumentou o bolsa-família e recuperou o seu prestígio junto aos eleitores brasileiros. Esbanjando popularidade, o Lula frango depenado de ontem, surge agora cantado de galo pelo País afora, como se tais índices de aceitação permitissem que pode tudo, desde “extirpar” partidos políticos a “encobrir” bandalhas que circulam um andar acima do seu gabinete.
Para quem costuma frequentar políticos do porte de José Sarney, Renan Calheiros, Collor et caterva, deveria pensar (não sei se seria possível) antes de falar aos catarinenses, que nada lhe devem. E para quem tem um filho que recebe uma grana “da pesada” de uma empresa com interesses públicos, deveria fechar a matraca antes de querer enxovalhar os Bornhausen, que, pelo menos, deram uma parte de suas vidas à causa de Santa Catarina.
(*) Nilson Borges Filho é mestre e doutor em Direito, professor e articulista colaborador deste blog
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terça-feira, setembro 14, 2010
AGORA ONLINE #REDEMOBILIZA NO BLOG. CONHEÇAM.
A entrevista de FHC já foi concluída, mas vocês podem ver outras apresentações aqui no #redemobiliza. A próxima entrevista deverá ser com o humorista Marcelo Madureira, do Casseta & Planeta.
O #redemobiliza é apresentado por um grupo de jovens do PSDB que faz uso intensivo da internet. O grupo é aguerrido e dá uma mostra do potencial da internet na comunicação online e as possibilidades de interatividade que esquentam a campanha eleitoral.
A galera faz um trabalho bacana, limpo e alegre. Sempre vale dar uma zapeada pela #redemobiliza.
Ao final da entrevista do Fernando Henrique, a #Redemobiliza deu altas chamadas aqui para o blog. Fico muito grato e honrado.
Portanto, neste momento de grande audiência do blog deve haver a visita de muita gente que ainda não conhecia o Blog do Aluízio Amorim. A todos dou as boas vindas e os convido para visitarem o blog diariamente. A atualização é diária e em cima do lance. E como vocês podem ver, o blog apresenta as principais notícias da política e também formula análises e críticas sob a ótica do jornalismo politicamente incorreto!
Fico grato pela visita da galera que freqüenta o portal #redemobiliza. Comentários abetos à consideração de vocês.
Forte abraço!
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quinta-feira, setembro 09, 2010
Sponholz: Cuidado com as falsificações!
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segunda-feira, setembro 06, 2010
quarta-feira, setembro 01, 2010
CRIME DA QUEBRA DE SIGILO: NO MEIO DE TUDO APARECE O CONTADOR. COM DIREITO A ENTREVISTA PING-PONG NA (BINGO!) FOLHA DE S. PAULO!
Ele disse, contudo, que apenas encaminhou um pedido feito por um advogado cliente seu e que não sabia que o documento tratava da filha de Serra. Atella afirmou também não lembrar qual cliente lhe encaminhou o documento com a solicitação, dizendo apenas que se trata de alguém "inescrupuloso".
"Eu não sabia que era a filha do Serra. Eu nem sabia que o Serra tinha filha. Eu sempre votei no Serra, sou eleitor dele. Eu quero encontrá-lo pessoalmente e lhe dar uma rosa", disse Atella.
Leia trechos de entrevista concedida à Folha
Folha - Seu nome aparece como procurador da Verônica Serra?
Antônio Carlos Atella - Pois é... Estamos dando risada até agora.
O que aconteceu?
Sei lá, é uma brincadeira de mau gosto.
CLIQUE AQUI PARA VER O RESTO DESTA PIADA.
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sábado, agosto 21, 2010
quarta-feira, agosto 18, 2010
SEM FAZER O CONFRONTO POLÍTICO E DE CARÁTER NO PROGRAMA ELEITORAL DA TV OPOSIÇÃO CAMINHA DE FORMA IDIOTA PARA O CADAFALSO
Não pode ser mais oportuno o artigo que acaba de postar no seu site alojado no portal da revista Veja. E me pergunto: por que Augusto Nunes não está escrevendo semanalmente na versão impressa, ou seja, na própria revista Veja?
Retomando. O artigo a que me refiro e faço a postagem integral após este prólogo é oportuno porque vai diretamente ao ponto de forma milimétrica e resgata um vídeo que mostra um debate da campanha do falecido grande Mário Covas, como vocês podem ver abaixo e conferir que a pegada é outra.
Augusto Nunes dá o recado certo na sua crítica completamente procedente a respeito do desatinado marketing da campanha de José Serra que exclui o confronto político com a adversária do tucano. No lugar de fazer o confronto, e estabelecer a diferença, o programa do tucano repete ad nauseam aquilo que os brasileiros já conhecem. Serra é um político velho de guerra e o Brasil inteiro sabe que é competente e tem uma folha de seviços públicos no âmbito legislativo e administrativo dos mais expressivos e exibe uma coleção extraordinária de obras como prefeito e governador de São Paulo. É certo que isso tem de ser mostrado a todos os eleitores, mas não apenas isto. O cerne de uma campanha eleitoral repousa sobre a política. Excluí-la é tornar esses sete minutos num audiovisual burocrático e modorrento.
O que não foi debatido ainda nesta campanha é aquilo que concerne às diferenças, políticas e, sobretudo, de caráter entre os dois principais contendores: Serra e Dilma. Se não houver esse confronto agora no programa eleitoral da televisão haverá uma deserção completa dos telespectadores. Sem polêmica e sem confronto a política não existe. E o que é política? Indago e respondo parafraseando Max Weber: 'política é a luta pelo poder ou pela manutenção do poder'. E estamos conversados.
Vejam o vídeo com a alocução do saudoso e valente Mário Covas e leiam o excelente artigo de Augusto Nunes intitulado "O candidato da oposição precisa rever Mário Covas e reler os discursos de José Serra", que segue após o vídeo:
Por orientação dos marqueteiros, o governador Mário Covas atravessou a primeira etapa da campanha de 1998 como se disputasse não a reeleição, mas o cargo de gerente da maior empresa paulista. Chegou ao segundo turno menos de 100 mil votos à frente de Marta Suplicy e mais de 1,5 milhão atrás de Paulo Maluf. O susto despertou o líder vocacional, Covas assumiu imediatamente o comando das próprias ações e, no debate seguinte, surpreendeu o adversário pronto para mais comparações numéricas com o discurso essencialmente político.
A mudança foi explicitada na mensagem final de dois minutos. “Eu quero discutir programas, sim”, ressalvou. “A Bandeirantes colocou quatro jornalistas justamente para tratar sobre temas como educação, saúde, segurança etc. Mas eu acho que o telespectador quer ver discussão de caráter. Quer comparar os candidatos a governador do ponto de vista do caráter de cada um, da história de cada um, dos compromissos de cada um, do que cada um fez ao longo de sua vida política”.
Veemente, seguro, altivo, Covas recordou que lutara pela ressurreição da democracia assassinada pelo regime que teve em Maluf um filhote e um cúmplice. Contou que dias antes, ao topar com uma foto do comício das diretas-já em São Paulo, havia tentado inutilmente localizar o opositor no meio da multidão. “Maluf não estava lá porque aquilo tudo era contra ele, contra o que ele representa”, fustigou. Era o começo do nocaute, avisa o vídeo que mostra a fala de Covas e o desconcerto de Maluf acuado no canto do ringue.
No segundo turno, com mais de 9,8 milhões de votos, Covas superou Maluf por quase 2 milhões. “O caráter fez a diferença”, entendeu o vitorioso. O ex-governador José Serra precisa rever o histórico confronto de 1998. Decerto compreenderá que o duelo que trava com Dilma Rousseff é, como toda eleição, uma disputa política. E precisa reler com urgência o que ele próprio afirmou ao despedir-se do Palácio dos Bandeirantes.
“Os governos, como as pessoas, têm caráter”, disse Serra em 31 de março de 2010. “Caráter é índole. Ele se expressa na maneira de ser e de agir. E este é um governo de caráter, que manteve a sua coerência: nem cedeu à demagogia, às soluções fáceis e erradas para problemas difíceis, nem se deixou pautar por particularismos e mesquinharias”. Deveria ter repetido tais palavras na abertura do horário eleitoral gratuito.
“Os governos, como as pessoas, têm de ter honra”, alertou no mesmo discurso. “E assim falo não apenas porque aqui não se cultivam escândalos, malfeitos, roubalheira. Mas também porque nunca incentivamos o silêncio da cumplicidade e da conivência com o malfeito”. Como a usina de imoralidades administrada pelo governo Lula funciona em tempo integral, Serra poderia repetir esse trecho todos os dias. Neste momento, por exemplo, pode usá-lo para resumir o que acha das mais recentes bandallheiras estreladas pela Famiglia Sarney.
Também deveria ter reprisado tais palavras para responder à pergunta sobre o escândalo do mensalão no Jornal Nacional. Dado o recado, não custaria ensinar aos inquisidores que houve um erro de destinatário: quem deve explicações sobre escândalos produzidos, dirigidos e protagonizados pelo PT, pelo Planalto e por pajés do PMDB é a candidata do PT, do Planalto e dos pajés do PMDB.
“No nosso governo, deputados não nomeiam diretores de empresa ou secretários. No nosso governo, deputados ajudaram a estabelecer as prioridades para o desenvolvimento do estado e o bem-estar das pessoas”, disse Serra em março. “O governo deve servir ao povo, não a partidos e a corporações que não representam o interesse público”, sublinhou em 10 de abril, no discurso de lançamento da candidatura. Isso sim é discurso de oposicionista.
Caso Serra se recuse a fazer oposição, Dilma Rousseff continuará a mentir impunemente ─ e, como fez no programa de estreia, a exibir fotos de manifestações de protesto das quais não participou. Nesta terça-feira, reincidiu na farsa da Passeata dos Cem Mil. Serra não compareceu à Cinelândia porque estava no exílio. Dilma, militante de uma organização decidida a trocar a ditadura militar pela ditadura comunista, não foi por achar aquilo tudo coisa de estudante pequeno-burguês. O programa do PT também mostrou imagens da campanha das diretas-já. Serra compareceu a todos os comícios. Dilma não foi vista em nenhum.
O candidato do PSDB sabe o que deve fazer. Basta rever Mário Covas e reler José Serra.
quarta-feira, agosto 11, 2010
segunda-feira, agosto 09, 2010
Sponholz: A Lady Gaga botocuda
domingo, agosto 08, 2010
segunda-feira, agosto 02, 2010
terça-feira, julho 20, 2010
segunda-feira, julho 19, 2010
EM CARTA DA PRISÃO, PEÑA ESCLUSA EXORTA OPOSIÇÃO A NÃO TER MEDO. "ÂNIMO, TENHAM ESPERANÇA", EXCLAMA.
Peña Esclusa foi preso na última segunda-feira, conforme noticiei aqui no blog, quando os bate-paus da polícia política de Hugo Chávez, o amiguinho de Lula e da Dilma, invadiram o seu apartamento, algemando-o e trancafiando sua esposa e suas três filhas menores em quartos separados. Ato contínuo, foram plantando 'provas' para incriminar o líder opositor vinculando-o a uma mirabolante história envolvendo um terrorista salvadorenho.
Peña Esclusa continua preso nos calabouços de Hugo Chávez, onde apodrecem outros dirigentes políticos dissidentes.
Esclusa revela que seus amigos o aconselharam a trabalhar a partir do exterior, para sua segurança, mas que não aceitou a idéia por achar que seu país necessita de lideranças capazes de se sacrificar pela Nação e nunca abandonou a Venezuela.
Aqui, em español, parte da carta de Peña Esclusa que foi publicada pelo forum do site do Noticiero Digital:
Desde hace dos años, he estado esperando mi encarcelamiento, debido al trabajo tan efectivo que vengo realizando en contra del Señor Chávez y de sus aliados del Foro de Sao Paulo. En los próximos días y semanas, se ira divulgando el alcance de dicho trabajo.
Amigos y conocidos, e incluso mis compañeros de UnoAmerica en todo el continente, me insistieron en que debía salir de Venezuela y trabajar desde afuera. “En el exterior podrás ser más útil a la causa; en la cárcel estarás anulado”, me decían.
Sin embargo, yo les contestaba: “Venezuela necesita líderes dispuestos a sacrificarse por su patria. Hay tanto desencanto, tanto decreimiento, que debemos proporcionarle al país, dirigentes que den testimonio de su amor por Venezuela. Es la única forma de levantar la moral del pueblo”, les dije.
También les he reiterado a mis compañeros, que esta lucha no es sólo política, sino primordialmente espiritual. Un modelo materialista y ateo, no se le vence con recetas políticas, sino con valores y principios trascendentes, encarnados en líderes que, con su ejemplo, infundan optimismo y esperanza.
Fue Juan Pablo II quien derrotó el comunismo en Polonia y no la actuación política, aunque la colaboración de Solidarność fue fundamental. Aquí aprovecho para acotar que Fuerza Solidaria, la organización que presido, está inspirada en aquella misma lucha; de allí su nombre.
Por lo dicho anteriormente, mi encarcelamiento no sólo podría contribuir la liberación de Venezuela, de las garras del Castro-Comunismo; sino que paradójicamente, también me ayuda a liberarme a mi mismo.
Siento que mi vida cobra un significado especial, porque no vivo para mi propio beneficio, sino para una causa que es superior a mí.
Si con la cárcel mis adversarios pensaban mantenerme prisionero, han logrado justamente lo contrario, han liberado sentimientos y emociones indescriptibles, de aquellas que hinchan el corazón de amor por la patria.
A mis queridos compatriotas les reitero: ¡No tengan miedo! ¡Animo, tengan esperanza!
Alejandro Peña Esclusa
Desde La Hermana Cárcel
Caracas, 17 julio 2010
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domingo, julho 18, 2010
LEITORES COMPRAM JORNAL PARA LER NOTÍCIAS E OPINIÕES SOBRE "FATOS". O QUE DIZ O MANUAL DA REDAÇÃO INTERESSA A SEUS FUNCIONÁRIOS
Compreende-se daí que para a Folha, aqueles que conspiram contra a liberdade de imprensa, que desejam assassinar a liberdade e o Estado de Direito postulando a implantação do comunismo no Brasil como fazem os líderes do PT, do MST e de seus satélites nanicos, sejam incluídos como "tendências ideológicas expressivas da sociedade" e, portanto "devem estar representados no jornal". E tanto é verdade que o Stédile do MST e outros do mesmo naipe já cansaram de destilar o veneno comunista nas páginas da Folha. É comunista, ou não é? Não sou hipócrita e digo o que tem de ser dito.
Ora, isso não tem qualquer cabimento. Poder-se-ia falar em "tendências ideológicas expressivas da sociedade" aquelas que informam, por exemplo, as correntes conservadoras e liberais para as quais a democracia é fundmental. Mas a prevalecer essa orientação editorial da Folha, é possível então que o jornal acolha em suas páginas um artigo de Hugo Chávez. Ou não? Ou um artigo de Ahmadinejad, o amigo do Presidente da República e que também tem o apoio do PT. Ou não? Afinal, o PT com suas recorrentes tentativas de "controlar a mídia" seria uma "tendência ideológica expressiva" na sociedade brasileira?
Por essas e outras os venezuelanos vivem um Estado policial. Chávez jurava de pés juntos que não iria desrespeitar a Constituição. Deu no que deu. Na última segunda-feira a polícia política de Chávez invadiu o apartamento do líder opositor Alejandro Peña Esclusa, alegemou-o, plantou espoletas dentro de uma gaveta no quarto de uma de suas três filhas menores e disse ao mundo que Peña Esclusa tinha ligações com o terrorismo. Esclusa continua até agora nos calabouços da stasi bolivariana.
Era de se esperar que a Folha de São Paulo publicasse um editorial vigoroso contra mais essa ignomínia do tirano de Miraflores. Esse funesto episódio ocorrido na Venezuela não é um fato isolado, porquanto é do conhecimento de todos que faz parte do esquema do Foro de São Paulo, organização esquerdista que dá suporte coletivo aos tiranos latino-americanos. Lula é um dos fundadores dessa organização.
Um jornal que tem compromisso apenas com os fatos não precisa jamais publicar textos para explicar que sua linha editorial é isenta e imparcial. Os leitores não se interessam por textos desse tipo. Os leitores sabem quando um jornal é ou não comprometido com os fatos. Não compram um jornal para saber o que diz o seu manual de redação, mas adquirem um periódico para ter acesso a notícias e opiniões atinentes aos fatos. Só.
Transcrevo o texto que está na edição da Folha deste domingo. Os comentários estão abertos para vocês opinarem, caros leitores. O debate está livremente aberto aqui no blog a respeito desse assunto que é importantíssimo. O título do texto da Folha é: "Folha reafirma princípios editoriais":
Em 1984, ao lançar seu primeiro Projeto Editorial, a Folha cristalizou no "Manual da Redação" a opção por um jornalismo crítico, pluralista, apartidário e moderno, que deveria ser feito com "intransigência técnica".
A última versão do projeto, divulgada em 17 de agosto de 1997, está reproduzida na atual edição do manual e reafirma o compromisso da Folha com aqueles quatro princípios editoriais.
O texto do "Manual da Redação" afirma: "Tais valores adquiriram a característica doutrinária que está impregnada na personalidade do jornal e que ajudou a moldar o estilo brasileiro da imprensa nas últimas décadas".
A cobertura eleitoral deste ano, assim, não poderia fugir desse script.
Diferentemente do que ocorre em jornais de outros países -como nos Estados Unidos, onde o "New York Times" publicou o editorial "Barack Obama para presidente"-, a Folha não apoia nenhuma candidatura.
Em um ambiente político polarizado, princípios editoriais bem definidos tornam-se balizas que ajudam o jornal a manter-se equidistante das campanhas, fazendo uma cobertura isenta sem perder o tom crítico.
A atual versão do Projeto Editorial atualizou aqueles princípios à luz das transformações ocorridas durante a década de 90 "na política, na economia, nas ideias".
Assim, a disposição crítica do jornal deveria tornar-se mais refinada e aguda, num cenário em que "o debate técnico substituiu, em boa medida, o debate ideológico".
Do ponto de vista da política, o "Manual da Redação" determina um jornalismo "crítico em relação a todos os partidos políticos, governos, grupos, tendências ideológicas e acontecimentos".
O pluralismo, por sua vez, não poderia resumir-se na busca formal pelo "outro lado". Deveria, mais que isso, "renovar-se na busca de uma compreensão mais autêntica das várias facetas implicadas no episódio jornalístico".
O verbete "pluralismo" do manual estabelece que "todas as tendências ideológicas expressivas da sociedade devem estar representadas no jornal".
E a atitude apartidária, que "obriga a um tratamento distanciado em relação às correntes de interesse", não poderia ser "álibi para uma neutralidade acomodada".
Segundo Suzana Singer, ombudsman da Folha, a existência desses parâmetros bem estabelecidos é fundamental para guiar a cobertura eleitoral.
De acordo com ela, o jornal até agora tem seguido esses princípios. Ainda assim, Singer afirma que recebe reclamações dos leitores.
"A maioria das reclamações políticas que recebo é sobre uma suposta proteção ao candidato do PSDB. Mas tem muita gente que acha o contrário, que a Folha é petista", diz ela.
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