O Estadão velho de guerra lavrou um tento histórico com o editorial em que anunciou na sua edição deste sábado a seu apoio a José Serra e, ao mesmo tempo, a sua repulsa pela deletéria agressão do governo de Lula e seus sequazes contra a democracia e a liberdade de imprensa.
E, por isso, neste domingo a Folha de São Paulo, locus por excelência da idiotia politicamente correta expressada por sua linha editorial mambembe, estampa em sua primeira página um editorial e por meio dele tenta ganhar o terreno irremediavelmente perdido para o seu principal concorrente, o jornal O Estado de São Paulo.
O editorial da Folha perto escritura do Estadão é fraquinho. Aliás, os textos da Folha se caracterizam pelo primarismo jornalístico. E o dito é tão fraquinho, ondulante e mal escrito que precisou ser colocado na primeira página para lhe conferir um ar de grandiosidade que não tem.
A Folha de São Paulo parou nos anos 70. Seus articulistas jovens e velhos são todos velhos porque nasceram velhos. Há quem nasça velho pela obtusidade cerebral, que é algo incurável. A inteligência sempre foi rarefeita e por isso criei uma frase que repito sempre: "A humanidade é generosa na produção da estupidez e extretamente parcimoniosa na geração da genialidade".
A Folha de São Paulo é o jornal que acolhe dentre seus articulistas o líder do MST, a falange de bate-paus do comunismo botocudo do PT. E o faz para se dizer imparcial, quando na verdade a imparcialidade caberia neste caso se o debate central da política brasileira não passasse pela afronta à lei e à ordem patrocinada por Lula e seus sequazes. O que deseja o PT e seus movimentos sociais é alterar a Constituição, fazer tábula rasa da democracia parlamentar em troca de um 'democratismo' de maioria manipulada pelo partido. Tal qual ocorre nas republiquetas comunistas bananeiras.
Trata-se portanto de uma imparcialidade cretina que coloca em pé de igualdade aqueles cidadãos comprometidos com a democracia e a liberdade de imprensa com aqueles que desejam destruí-la. Ora, se a Folha de São Paulo defende a liberdade de imprensa, como diz no seu editorial que vocês lerão abaixo, não pode acolher como articulistas do jornal os coveiros da democracia.
Se Lula e o PT avançam de forma desabusada contra as instituições democráticas isto se deve principalmente à leniência dos veículos de comunicação que ao longo desses quase oito anos de lulismo colaboraram decisivamente para nutrir o ego do presidente dito operário e se ocuparam, todos eles, sem distinção, de malhar José Serra e o Democratas sem qualquer razão objetiva que justificasse. Em contrapartida veicularam à farta os releases do famigerado terrorista do DIP palaciano.
Todos os veículos de comunicação, com destaque para as televisões, são os principais responsáveis pelo que se vive atualmente no Brasil e pela forma debochada e atrevida com que se comporta Lula.
Apesar de tudo isso, o editorial do Estadão foi muito mais objetivo e por isso mesmo resplandeceu lá no seu cantinho, a valente coluna de opinião Notas & Informações. Destacou-se pelo seu conteúdo, pela qualidade do texto impecável, denso e bem escrito.
E para concluir este prólogo, considero que o editorial do Estadão serviu para sacudir a poeira e os paranhos que envolvem o jornalismo brasileiro. Oxalá que continue assim.
Seja como for é saudável que a Folha passe a se preocupar com o que pode vir por aí. E além de editorial que publica neste domingo em sua primeira página, sua direção deveria acionar o temível e detestável passaralho e colocar no olho da rua a vagabundagem comunista e incompente que agride os leitores diariamente com suas louvaminhas ao Lula e seus sequazes, qundo não escamoteiam deliberadamente a informação essencial no sentido de beneficiar o governo do PT.
É hora de resistir em defesa da democracia e da liberdade. Esses idiotas que povoam as redações podem servir, no máximo, para os serviços gerais da empresa, como moto-boys e estafetas em geral. E olhe lá!
Eis o editorial da Folha na íntegra, cujo título é "Todo poder tem limite":
Os altos índices de aprovação popular do presidente Lula não são fortuitos. Refletem o ambiente internacional favorável aos países em desenvolvimento, apesar da crise que atinge o mundo desenvolvido. Refletem,em especial, os acertos do atual chefe do Estado.
Lula teve o discernimento de manter a política econômica sensata de seu antecessor. Seu governo conduziu à retomada do crescimento e ampliou uma antes incipiente política de transferências de renda aos estratos sociais mais carentes.A desigualdade social, ainda imensa, começa a se reduzir. Ninguém lhe contesta seriamente esses méritos.
Nem por isso seu governo pode julgar-se acima de críticas.O direito de inquirir,duvidar e divergir da autoridade pública é o cerne da democracia, que não se resume apenas à preponderância da vontade da maioria.
Vai longe, aliás, o tempo em que não se respeitavam maiorias no Brasil. As eleições são livres e diretas, as apurações, confiáveis -e ninguém questiona que o vencedor toma posse e governa.
Se existe risco à vista, é de enfraquecimento do sistema de freios e contrapesos que protege as liberdades públicas e o direito ao dissenso quando se formam ondas eleitorais avassaladoras, ainda que passageiras. Nesses períodos, é a imprensa independente quem emite o primeiro alarme, não sendo outro o motivo do nervosismo presidencial em relação a jornais e revistas nesta altura da campanha eleitoral.
Pois foi a imprensa quem revelou ao país que uma agência da Receita Federal plantada no berço político do PT, no ABC paulista, fora convertida em órgão de espionagem clandestina contra adversários.
Foi a imprensa quem mostrou que o principal gabinete do governo, a assessoria imediata de Lula e de sua candidata Dilma Rousseff, estava minado por espantosa infiltração de interesses particulares. É de calcular o grau de desleixo para com o dinheiro e os direitos do contribuinte ao longo da vasta extensão do Estado federal.
Esta Folha procura manter uma orientação de independência, pluralidade e apartidarismo editoriais, o que redunda em questionamentos incisivos durante períodos de polarização eleitoral.
Quem acompanha a trajetória do jornal sabe o quanto essa mesma orientação foi incômoda ao governo tucano. Basta lembrar que Fernando Henrique Cardoso, na entrevista em que se despediu da Presidência, acusou a Folha de haver tentado insuflar seu impeachment.
Lula e a candidata oficial têm-se limitado até aqui a vituperar a imprensa, exercendo seu próprio direito à livre expressão, embora em termos incompatíveis com a serenidade requerida no exercício do cargo que pretendem intercambiar.
Fiquem ambos advertidos, porém, de que tais bravatas somente redobram a confiança na utilidade pública do jornalismo livre. Fiquem advertidos de que tentativas de controle da imprensa serão repudiadas - e qualquer governo terá de violar cláusulas pétreas da Constituição na aventura temerária de implantá-lo.