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segunda-feira, fevereiro 29, 2016

FIQUEM ATENTOS: O PT ENSAIA UM GOLPE PARA MELAR A OPERAÇÃO LAVA JATO.

Enquanto Luiz Inácio Adams, chefe da Advocacia Geral da União (AGU) já está de malas prontas para abandonar o governo o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, também se prepara para pular fora. 

Em se tratando do PT, que é um partido comunista, expurgos e abandonos de fiéis e velhos 'companheiros' são normais. Mas não se trata disso. Aparentemente é uma retirada estratégica de ambos, principalmente do Ministro da Justiça 

No caso de Cardozo, o ministro estaria sendo trocado por outro, provavelmente de fora do PT para realizar o trabalho sujo exigido por Lula para tentar liquidar a Operação Lava Jato, ou seja, mudar o comando a Polícia Federal na cúpula para, ato contínuo, mudar a direção da corporação nos Estados. Como a sede da Operação Lava Jato está no Estado do Paraná, dá para compreender o que está por trás dos panos.

O que está sendo noticiado pela grande mídia a respeito principalmente da saída de Cardozo é pura desinformação. Aliás, estratégia usada e abusada pelo movimento comunista que controla todos os grandes veículos de comunicação. Em função disso, a grande mídia em sua maioria perdeu totalmente a credibilidade. As exceções contam-se nos dedos.

Estamos assistindo aquele que talvez seja o golpe comunista acalentado pelo Foro de São Paulo. E isto se explica em parte o fato de pessoas importantes estarem amargando prisão por um bom tempo e de bico fechado, a indicar que alimentam a fé e a esperança na impunidade.

Já disse aqui no blog que a derrocada do PT significa um golpe fatal ao Foro de São Paulo. Já perderam o poder na Argentina e também na Bolívia, enquanto na Venezuela o tiranete Nicolás Maduro está sendo fritado em fogo lento. Todavia o país mais importante no jogo geopolítico do Foro de São Paulo é o Brasil. É o maior país da América Latina em dimensão territorial, população e poder econômico.

Quem sabe Lula encontrou um arremedo de Márcio Thomas Bastos para tentar melar a Operação Lava Jato. Assim sendo, Lula poderia seguir livre, leve e solto, bem como seus áulicos do petrolão.

Resta saber se nesta alturas os cidadãos e cidadãs se curvarão docemente ao golpe lulístico sabendo que mais adiante terão que amargar filas homéricas nos supermercado em busca de alimentos, como vem ocorrendo na vizinha Venezuela ou mesmo morrer por falta de medicamentos.

A verdade é que o dinheiro acabou. Já rasparam até o fundo do tacho. Façam suas contas, prezados leitores, e vejam a realidade. O Real já não vale mais nada. Há 56 anos aconteceu a mesma coisa em Cuba. Há 16 anos os venezuelanos começaram a ser espremidos pelos comunistas. Atualmente gastam a maior parte do seu tempo à procura de comida e papel higiênico, vivem debaixo do chicote dos comunistas e nas masmorras do regime agonizam os líderes da oposição.

Sponholz: O Oscar Petralha.

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sábado, fevereiro 27, 2016

LULA AFIRMA QUE GANHOU SÍTIO DE ATIBAIA DE PRESENTE DO EX-PREFEITO JACÓ BITTAR DO PT

Esta foto é do site da Folha de S. Paulo. Pelo que se nota talvez seja esta a derradeira festa do dito 'Partido dos Trabalhadores'.
A novela é longa mas está perto do fim. Durante discurso na festa de aniversário de 36 anos do PT, no Rio de Janeiro, que ficou muito aquém do que fora programado (PT esperava 4 mil pessoas e o público que compareceu foi metade disso), Lula foi a 'estrela' do convescote, mas estrela cadente... 
Segundo o noticiário dos jornais Lula deitou falação, ameaçou, atacou a imprensa fazendo o diabo do jeito que o diabo gosta. Talvez o essencial de tudo que Lula tenha dito circunscreveu-se ao famigerado sítio de Atibaia. Lula disse que ganhou o sítio de presente. Nota-se que Lula já está ensaiando a sua defesa e preparando o terreno de seu depoimento ao Ministério Público.
Transcrevo o lead e o sub-lead de matéria do site da Folha de S. Paulo:
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou seu discurso na festa de aniversário de 36 anos do PT para fazer sua primeira defesa pública das suspeitas de ter sido favorecido por empreiteiras em imóveis no interior de São Paulo. O petista disse não ser dono das duas propriedades investigadas e atacou o Ministério Público e a Polícia Federal.
Pela primeira vez, o petista disse publicamente ter recebido o sítio em Atibaia de presente de seu amigo Jacó Bittar, ex-prefeito de Campinas. "Ele inventou de comprar uma chácara para que eu pudesse descansar depois que eu deixasse a Presidência. E fizeram uma surpresa pra mim. Ficou em segredo até o dia 15 de janeiro", afirmou. Leia MAIS

Sponholz: O acarajé recheado da festa do PT!

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MPF AFIRMA QUE MARQUETEIRO DO PT E MULHER MENTIRAM EM DEPOIMENTO. NÃO SERÁ DE ESTRANHAR SE JUSTIÇA DETERMINAR PRISÃO PREVENTIVA DO CASAL.

Uma análise mesmo superficial das informações contidas nesta matéria do site Diário do Poder que transcrevo a seguir, chega-se à inevitável conclusão que o marqueteiro do PT, João Santana e sua mulher e sócia Mônica Moura, não sairão tão facilmente da cadeia e tudo leva a crer que a polícia e o Ministério Público poderão requerer a prisão preventiva de ambos. Vejam:
O juiz federal Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, decretou nesta sexta-feira, 26, a prorrogação por mais cinco dias da prisão temporária do publicitário João Santana e de sua mulher e sócia Mônica Regina Cunha Moura, marqueteiros das campanhas presidenciais de Lula (2006) e de Dilma (2010 e 2014). A medida é extensiva à Maria Lúcia Guimarães Tavares, secretária da empreiteira Odebrecht. Todos foram presos na Operação Acarajé, 23ª fase da Lava Jato.
“A colocação em liberdade dos três colocará em risco a efetividade de novas diligências da espécie”, destacou o juiz em sua decisão. “Como rastreados no exterior depósitos na conta Shellbill Finance (de João Santana e sua mulher) de apenas US$ 7,5 milhões não excluo a possibilidade da existência de outras contas secretas no exterior ou no Brasil controladas pelo casal, já que as planilhas (apreendidas na residência de Maria Lúcia) indicam pagamentos bem superiores a este valor. Também propiciará mais tempo para o rastreamento dos possíveis pagamentos em reais efetuados no Brasil e a sua completa totalização.”
A prorrogação da temporária do marqueteiro e de sua mulher e sócia foi requerida pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal. Onze procuradores da República que subscrevem o pedido de renovação da custódia alegam que João Santana e Mônica ‘mentiram’ em seus interrogatórios. Eles apresentaram versões que não convenceram os investigadores, principalmente na parte relativa a pagamentos realizados pela empreiteira Odebrecht.
TENTARAM ENGANAR
“Revelam-se indícios de que, além de terem faltado com a verdade em seus depoimentos, Mônica Moura e João Santana receberam de forma dissimulada, pelo Grupo Odebrecht, quantidade ainda maior de recursos provenientes de crimes cometidos contra a Petrobrás”, destacam os procuradores.
Os procuradores anotam que ‘apesar de João Santana e Mônica Moura terem negado veementemente utilizarem o apelido ‘Feira’ para o recebimento dos valores, as anotações manuscritas apreendidas na residência de Maria Lúcia revelaram claramente que a menção a ‘Feira-Mônica’ corresponde ao casal João Santana e Mônica Moura, uma vez que os telefones anotados abaixo de ‘Feira’ correspondem aos números utilizados por ambos’
“Além disso, a planilha de pagamentos apreendida na residência de Maria Lúcia revela a existência de negociação de R$ 24,2 milhões vinculados a ‘Feira’. Tal tabela relata claramente a existência de 7 pagamentos em que o status da planilha aponta para ‘totalmente atendida’, demonstrando que, dos R$ 24,2 milhões, pelo menos R$ 4 milhões foram entregues pela Odebrecht a João Santana e Mônica Moura, referidos como ‘Feira’ até a data de 3 de julho de 2014.
MORO NÃO DESCARTA NOVAS BUSCAS
O juiz Moro anotou. “O exame da documentação poderá indicar a necessidade de buscas adicionais e ainda indicar rastros financeiros ainda desconhecidos, propiciando a coleta de novas provas e, o rastreamento, medidas de quebras de sigilo bancário e de sequestro de ativos. A prova da realização de outros pagamentos subreptícios pelo Grupo Odebrecht à ‘Feira’, ou seja, Monica Moura, durante o ano de 2014 e em reais no Brasil, é, em princípio, inconsistente com álibi apresentado, de que os pagamentos na Shellbill teriam sido os únicos efetuados pela Odebrecht ao casal e igualmente inconsistente com a alegação de que os valores não contabilizados seriam referentes exclusivamente a campanhas eleitorais na Venezuela e em Angola.”
Para Moro, ‘o fato é que os elementos probatórios anteriores e os ora revelados no exame sumário das provas apreendidas, indicam que o relacionamento de João Santana e Mônica Moura com a Odebrecht é muito maior que o admitido e que eles teriam recebido quantias bem mais expressivas do que aquelas já rastreadas até a
conta Shellbill’.
CONEXÃO BOLIVARIANA
O juiz da Lava Jato aponta inconsistências no álibi do marqueteiro. ” Ambos (João Santana e a mulher) ainda admitiram que não haviam declarado a conta, mas que pretendiam regularizar a situação, abrindo mão ainda na ocasião ao seu sigilo bancário, a fim de facilitar que as autoridades brasileiras possam obter os documentos da conta Shellbill na Suíça. Não apresentaram, porém, eles mesmo os documentos, extratos, por exemplo, da conta na Suíça. Nessa fase ainda de investigação, é prematura qualquer conclusão. Entretanto, como apontado na representação policial, há certos problemas no álibi. Primeiro, a proximidade da Shellbill com as fontes de recursos ilícitos no esquema criminoso da Petrobrás. A Odebrecht utilizou as mesmas contas empregadas para pagar propina aos agentes da Petrobrás para remunerar João Santana e Mônica Moura, enquanto a presença de Zwi Skornicki, como fonte de recursos deles, é, por si só, perturbadora, já que colhida prova do papel deste de intermediador de propinas aos agentes da Petrobrás. Nem João Santana ou Mônica Moura explicaram, ademais, porque a Odebrecht teria efetuado pagamentos de campanhas eleitorais na Venezuela e, principalmente, qual a relação de Zwi Skornicki com a campanha eleitoral na Angola.” Do site Diário do Poder

O TRIO ACARAJÉ E O MEGA ESQUEMA DE MENTIRAS E ROUBALHEIRAS: PRISÃO DO MARQUETEIRO DO PT FAZ LAVA JATO AVANÇAR

Enquanto a maioria dos jornalistas dos jornalões troca figurinhas com a turma do PT as principais revistas semanais ainda resistem bravamente ao apetralhamento total de suas redações. É o caso da revista Época desta semana que traz uma extensa reportagem do jornalista Diego Escosteguy sobre os efeitos da Operação Acarajé, desdobramento da Lava Jato, que agora já lambe as bordas do centro do poder petista plantando em Brasília depois que Lula chegou ao Planalto. 

Segundo Época, o marqueteiro João Santana, até há pouco uma espécie de ministro sem Pasta da Dilma e do Lula, ao cair nas malhas da lei sincronizou as investigações da força-tarefa da Lava Jato e aparece como o elo da corrente de maracutaias e roubalheiras variadas que une Lula ao ex-poderoso empresário Marcelo Odebrecht que se encontra preso em Curitiba há pelo menos uns oito meses.

Tais conjeturas não podem ser desprezadas. Não é à toa que enquanto a redação de Época corria contra o relógio no fechamento da edição que chega neste sábado às bancas e já está disponível para assinantes online, o Juiz Sergio Moro acolhia o pedido da Polícia Federal prorrogando por mais cinco dias a prisão de João Santana e de sua mulher e sócia Mônica Moura. O casal continua detido na carceragem da Polícia Federal em Curitiba.

De acordo com a reportagem de Época constata-se que os próximos passos das investigações terão impacto devastador. Seguindo o dinheiro os investigadores poderão bater inclusive no BNDES e outros organismos estatais. É coisa grande.

Transcrevo a seguir um aperitivo da reportagem de Época que dá uma idéia ligeira do tamanho da encrenca. Leiam:

QUEBRANDO O FEITIÇO
Sobranceiro, ele fez sete presidentes. Bruxo, começou logo pelo que parecia impossível: reeleger, em 2006, um Lula que sobrevivera por pouco ao mensalão. Parecia feitiçaria, e o feitiço ganhou o mundo. Não exatamente o mundo. De acordo com a nova linha de investigação da Lava Jato, ganhou os países onde a Odebrecht tinha interesses econômicos e Lula influência política. À eleição do petista, seguiram-se os presidentes amigos do lulismo e da empreiteira. Maurício Funes em El Salvador. Danilo Medina na República Dominicana. José Eduardo dos Santos em Angola. Chávez e Maduro na Venezuela. Enquanto fazia presidentes aqui e ali, cá e acolá, nas Américas e na África, o bruxo aperfeiçoou seu domínio das artes ocultas do marketing político e – abracadabra – elegeu uma desconhecida para o Palácio do Planalto. E, assim, o marqueteiro João Santana e a presidente Dilma Rousseff chegaram ao topo. E lá se mantiveram mesmo depois das eleições de 2014, sobranceiros. Ela, presidindo. Ele, aconselhando.
A prisão do bruxo na segunda-feira da semana passada, acusado de receber dinheiro do petrolão em contas secretas, desfez abruptamente o feitiço do poder. Esvaiu-se a última esperança no PT de que a força incontrolável da Lava Jato não adentraria o Palácio do Planalto. O bruxo está enrascado. Com ele, Dilma e Lula. Acima deles, a Odebrecht, cujo chefe, Marcelo Odebrecht, que faz companhia aJoão Santana na carceragem de Curitiba, comandava, segundo os investigadores, um esquema internacional de pagamento de propinas. É nesse grupo que a Lava Jato avança agora. Avança em meio aos destroços políticos das prisões, rumo às provas de que o marqueteiro, a empreiteira e o ex-presidente agiam juntos, aqui e lá fora. Segundo a suspeita do Ministério Público, a Odebrecht bancava o marqueteiro que elegia os presidentes amigos. A força-tarefa investigará também as gestões do ex-presidente Lula junto a esses mesmos presidentes amigos, que liberaram à Odebrecht dinheiro de contratos financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES. Vai investigar também as conexões entre todos esses fatos.
A feitiçaria era perfeita como o melhor marketing político: funcionava sem ninguém perceber. Não mais. Abracadabra.

Sponholz: Aos 36 anos PT beija a lona!


sexta-feira, fevereiro 26, 2016

REPORTAGEM DE 'VEJA' SOBRE 'OPERAÇÃO ACARAJÉ' PREVÊ A QUEDA DE DILMA ENQUANTO LULA JÁ É CARTA FORA DO BARALHO

A reportagem de capa da revista Veja que chega às bancas neste sábado e já está à disposição dos assinantes da versão online, aborda a Operação Acarajé da Polícia Federal que fez explodir como uma bomba outra parte da roubalheira, propinas, mentiras, fraudes e enganações do desgoverno do PT. Ou melhor: trouxe à tona um fato muito grave que num país sério não só derrubaria Lula, Dilma e seus sequazes, mas os colocaria em prisão perpétua.

A revista Veja acusa na sua reportagem de capa o marqueteiro do PT João Santana, especializado em eleger tiranetes da América Latina e da África, como "o mais hábil profissional da mentira e da manipulação" que fez as campanhas eleitorais de Dilma e Lula. Segundo Veja, Santana recebeu dinheiro sujo no Brasil e em contas secretas na Suíça.


Veja afirma, que em função de tudo isso que aflorou na Operação Acarajé, Dilma pode perder o mandato e Lula a pouca credibilidade que lhe resta.


Conforme anunciei mais cedo aqui, eis um aperitivo picante da reportagem de Veja. Leiam:

A MENTIRA COMO MÉTODO
No começo de 2015, Dilma Rousseff recebeu, no Palácio do Planalto, o petista Fernando Pimentel. Ela acabara de conquistar a reeleição. Ele, o governo de Minas Gerais. Amigos e confidentes há mais de quarenta anos, os dois tinham motivos para comemorar, mas trataram de um assunto espinhoso, capaz de tisnar os resultados obtidos por ambos nas urnas. Pimentel trazia um recado de Emílio Odebrecht, dono da maior empreiteira do país, para a presidente da República. O empresário a advertia do risco de que os pagamentos feitos pela Odebrecht ao marqueteiro João Santana, no exterior, fossem descobertos caso a Operação Lava-Jato atingisse a construtora. Emílio exigia blindagem, principalmente para evitar a prisão do filho Marcelo Odebrecht, sob pena de revelar às autoridades detalhes do esquema ilegal de financiamento da campanha à reeleição. Diante da ameaça de retaliação, Dilma cobrou explicações de seus assessores. Deu-se, então, o ritual de negação encenado com frequência em seu governo. Como no caso da economia, cujo desmantelo foi rechaçado durante meses a fio, os auxiliares disseram que a petista havia conquistado o segundo mandato com dinheiro limpo e declarado. Tudo dentro da lei. A "faxineira ética", portanto, não teria com o que se preocupar.
TENEBROSAS TRANSAÇÕES
Esse discurso se manteve de pé até a semana passada, quando o juiz Sergio Moro, responsável pela Lava-Jato na primeira instância, determinou a prisão de João Santana, o criador dos figurinos de exaltação à honestidade da presidente, e da esposa dele, Monica Moura. O casal recebeu numa conta na Suíça, não declarada à Receita brasileira, 3 milhões de dólares da Odebrecht, acusada formalmente de participar do cartel que assaltou os cofres da Petrobras, e 4,5 milhões de dólares de Zwi Skornicki, um dos operadores do petrolão, o maior esquema de corrupção da história do país. Os detalhes da investigação sobre o marqueteiro foram revelados por VEJA em janeiro passado. A decisão de Moro confirmou as tenebrosas transações descritas por Pimentel a mando de Emílio Odebrecht e fez recrudescer a discussão política e jurídica sobre a cassação da presidente. Pela letra fria da lei, utilizar-se de dinheiro sujo em campanha eleitoral é fator determinante para a perda do mandato. A Polícia Federal e o Ministério Público suspeitam que isso tenha ocorrido na última sucessão presidencial. Delegados e procuradores dizem ter encontrado fortes indícios de que os recursos depositados para Santana na Suíça têm origem nas propinas desviadas da Petrobras. Afirmam também que o marqueteiro embolsou a dinheirama como pagamento por serviços prestados a candidatos do PT.
OS 'ACARAJÉS' NA SUÍÇA
Dois dados em especial chamaram a atenção dos investigadores. Em 2014, quando Dilma disputava a reeleição sob a batuta de João Santana, Skornicki fez depósitos na conta do marqueteiro na Suíça. Em outubro e novembro de 2014, entre o primeiro turno e a comemoração do novo mandato de Dilma, a Odebrecht também teria repassado outros 4 milhões de reais para Santana - dessa vez no Brasil, segundo indicações de uma planilha da empreiteira apreendida pela polícia. Todos esses valores, insistem as autoridades, têm origem no petrolão e podem ter bancado a reeleição da presidente. Os funcionários da Odebrecht chamavam propina de "acarajé". Em depoimentos na semana passada, Santana e Monica livraram Dilma de envolvimento em qualquer irregularidade. Eles alegaram que receberam os "acarajés" na Suíça como pagamento por serviços prestados em campanhas eleitorais, mas campanhas em outros países. Tudo não passaria de um caso internacional de caixa dois, considerado um crime menor. No Brasil, o trabalho de marketing teria sido realizado como manda a legislação. A reeleição de Dilma, portanto, não carregaria a mácula do esquema de corrupção. A polícia não acreditou. Na sexta-feira, o juiz Sergio Moro prorrogou a prisão do casal.
A CONEXÃO-ANGOLA
Primeira a depor, Monica declarou que parte dos pagamentos se referia a serviços prestados na campanha eleitoral em Angola, governada por aliados do PT. Aliados antigos e generosos, como ressaltou o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró. Em seu acordo de delação premiada, Cerveró contou que a Petrobras fechou um contrato milionário com a estatal angolana de petróleo e que, em retribuição, voltaram ao Brasil de 40 milhões a 50 milhões de reais para financiar ilegalmente a campanha de Lula em 2006. Depois da prisão de seu marqueteiro, Dilma convocou os auxiliares de sempre para uma reunião no Planalto e cobrou esclarecimentos do ministro Edinho Silva (Comunicação Social), tesoureiro de sua última campanha presidencial. Ele garantiu a lisura das contas eleitorais da presidente e disse que os pagamentos a João Santana no exterior diziam respeito a dívidas antigas do PT com o marqueteiro, relativas a campanhas de outros candidatos e à produção da propaganda partidária. Ou seja: eram esqueletos do ex-tesoureiro do PT João Vaccari, que nada tinham a ver com a reeleição da chefe.

DILMA JÁ ERA!
Apesar do tradicional ritual de negação, sobram indícios e depoimentos que dão conta de que Dilma se beneficiou, no terreno eleitoral, do dinheiro sujo do petrolão. As primeiras evidências foram encontradas em anotações no telefone do próprio Marcelo Odebrecht, confirmando o que o pai relatara antes a Fernando Pimentel: "Liberar para o Feira (...). Dizer do risco cta suíça chegar na campanha dela". O vínculo da conta na Suíça com o marqueteiro já foi descoberto. "Feira", de acordo com os agentes, era o codinome de Monica Moura. Em outra anotação, Marcelo ressaltou a necessidade de articular com o governo uma estratégia conjunta de defesa. "Ter contato ágil/permanente entre o grupo de crise do governo e nós para que informações sejam passadas e ações coordenadas. Quem?" A estratégia também se confirmou. O ex-presidente Lula defendeu a necessidade de combinar com as empreiteiras um discurso de defesa. Coube ao então líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS), externar essa proposta a Dilma. "Presidente, a prisão (de Marcelo Odebrecht) também é um problema seu, porque a Odebrecht pagou no exterior pelos serviços prestados por João Santana à campanha", disse o senador. Não deu em nada. Convencida por Edinho e pelo então chefe da Casa Civil Aloizio Mercadante, ela manteve a fé cega na legalidade de sua campanha.

JUIZ SERGIO MORO PRORROGA PRISÃO DE JOÃO SANTANA, O MARQUETEIRO DO PT, E DE SUA MULHER MÔNICA MOURA.

O juiz federal Sergio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato em Curitiba, prorrogou nesta sexta-feira, por mais cinco dias, as prisões temporárias do marqueteiro petista João Santana e da mulher e sócia do publicitário, Mônica Moura.
O magistrado, que havia negado, durante as investigações, decretar a prisão preventiva do casal Santana - situação em que os dois não teriam data pré-definida para deixar a cadeia - considerou que "há certos problemas no álibi" apresentado pelos dois, que, em depoimento à Polícia Federal, afirmaram que não sabiam da origem dos recursos que foram depositados na conta da empresa que mantinham no exterior e que não tinham relação com o codinome "Feira" - referência utilizada na contabilidade paralela do Grupo Odebrecht para registrar repasses de dinheiro.
Para o juiz, que chegou a dizer que considera até a hipótese de Santana e Mônica terem outras contas secretas no Brasil e no exterior, a prorrogação da prisão "prevenirá a prática de fraudes para justificar as transações já identificadas". Leia Mais

POLÍCIA FEDERAL PEDE AO JUÍZ SERGIO MORO A PRORROGAGÃO DA PRISÃO DE JOÃO SANTANA, O MARQUETEIRO DO PT.

João Santana, o marqueteiro do PT, que se encontra preso na carceeragem da Polícia Federal em Curitiba juntamente com sua mulher e sócia Mônica Moura. Fot: Veja
A Polícia Federal pediu nesta sexta-feira que o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, prorrogue por mais cinco dias a prisão temporária do marqueteiro do PT, João Santana, e de sua mulher, Mônica Moura. O pedido tem base em novas provas apreendidas nas buscas realizadas nesta semana, na 23ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Acarajé.
"Inicialmente, com relação às alegações da defesa cabe destacar que, em que pese a alegação de que 'tanto os recursos recebidos da Odebrecht como aqueles doados por Zwi [Skornicki] são de campanhas realizadas no exterior, onde foram feitas seis das nove campanhas presidenciais que comandaram', não foi apresentado qualquer indício que seja, por parte de seus defensores, que corrobore tal afirmação", afirmou a PF. "Curiosamente, parte dos recursos foi atribuído à campanha de um ex-Presidente já falecido (Hugo Chávez)." Do site da revista Veja
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A PLANILHA FATÍDICA
Já o site O Antagonista publicou uma planilha citada anteriormente pelo site da revista Época mais cedo, com o pagamento pela Odebrecht de R$ 4 milhões a João Santana em novembro de 2014, em plena campanha de reeleição de Dilma Rousseff.
O documento foi apreendido com Maria Lúcia Tavares, secretária-executiva da Odebrecht, e traz a relação de seis pagamentos de R$ 500 mil e um pagamento de R$ 1 milhão, realizados entre 24 de outubro e 7 de novembro de 2014.
Diz a PF: "Chama a atenção no documento o registro de um programa 'Feira' com possíveis sete pagamentos que alcançam o valor de R$ 4 milhões, bem como referências à 'cid' 'São', o que leva a crer tratar-se da cidade de São Paulo e um 'status' de 'totalmente antendida'."
A planilha é denominada "Paulistinha" e tem a senha "Espinafre".

JOÃO SANTANA RECEBIA US$ 264 MIL DÓLARES POR DIA PARA ASSESSORAR O PRESIDENTE DOMINICANO, DENUNCIA OPOSITOR.

Segundo a coluna de Lauro Jardim, de O Globo, o canal de notícias dominicano "CDN" revelou nesta terça-feira que João Santana recebia, por dia, US$ 264 mil para prestar assessoria ao presidente Danilo Medina.
A denúncia é de Roberto Fulcar, chefe de campanha do PRM, partido de oposição.
Parlamentares opositores de Medina também pediram ao governo que investigue as propriedades de Santana no país e as fontes do dinheiro que recebeu.

Sponholz: O trem pagador.


A CARA DA GALHOFA

O jornal O Estado de S. Paulo não difere muito dos demais veículos da grande imprensa brasileira no que tange ao noticiário. Todavia ainda é o diário com melhor texto jornalístico. Mas é nos editoriais que o velho Estadão tem feito a diferença, sobretudo depois que os psicopatas do PT chegaram ao poder de onde, acreditam, jamais sairão. 

Enquanto os demais veículos dão uma no cravo e outra na ferradura na tentativa de agradar gregos e troianos os editoriais do Estadão não hesitam em dar no cravo. É o papel da imprensa. O resto é laudatória quando não é simplesmente a defesa descarada desse cipoal de iniquidades, deboches, corrupção e roubalheira.

O texto que segue é a íntegra de um excelente editorial do Estadão, cujo título original mantive para este post. Leiam:
João Santana e Mônica: arrogância e deboche. 
O marqueteiro João Santana e sua mulher e sócia, Mônica Moura, nem se deram ao trabalho de fingir vergonha ou constrangimento, como fez, há 11 anos, o publicitário Duda Mendonça. Como todos haverão de se lembrar, o publicitário responsável pela vitoriosa campanha de Luiz Inácio Lula da Silva em 2002 foi às lágrimas três anos mais tarde ao reconhecer, em meio ao escândalo do mensalão, que havia recebido mais de R$ 10 milhões do PT numa conta no exterior, num esquema de lavagem de dinheiro e caixa 2.Há quem diga que as lágrimas de Duda eram tão falsas quanto a imagem que ele criou para Lula na eleição presidencial, mas nada se compara ao sorriso zombeteiro de Mônica Moura ao chegar com o marido à Polícia Federal no Paraná, na terça-feira passada. 
Essa imagem tem tudo para se tornar um dos grandes símbolos do deboche que os petistas e seus associados reservam aos brasileiros sempre que são pilhados fazendo o que não devem. Tal comportamento revela contumaz menosprezo pela inteligência alheia e convicção absoluta na impunidade. 
“Não vou baixar a cabeça, não”, disse Mônica aos jornalistas. Sua confiança se baseia na presunção de que o Brasil é um país de tolos. Acusados na Operação Lava Jato de receber US$ 7,5 milhões em uma conta no exterior, depositados pela Odebrecht e por um dos operadores do assalto à Petrobrás, Mônica e o marido vão argumentar que tudo o que receberam no exterior se refere a serviços prestados em outros países. “Não tem um centavo de valor recebido no exterior que diga respeito a campanhas brasileiras”, garantiu o advogado da dupla. 
Ora, se é assim, como explicar que parte do dinheiro daquela conta atribuída a Santana tenha sido depositada por uma empresa que a Lava Jato diz ser ligada à Odebrecht? Que serviço o marqueteiro prestou à empreiteira para merecer tão vultoso pagamento? 
A versão que interessa à defesa de Santana e da Odebrecht é a que sugere que o dito pagamento se refere às campanhas do marqueteiro em países nos quais os candidatos a presidente também foram financiados pela empreiteira. Mais uma vez, fica claro de que ri a senhora Santana: ela, o marido e a empreiteira querem fazer acreditar que a Odebrecht pagou diretamente ao marqueteiro por serviços que deveriam ser quitados pelos candidatos a quem ele prestava serviço. A vingar essa explicação excêntrica, a única pendência dessa turma com a Justiça seria a existência de uma conta não declarada no exterior. É do barulho. 
Na mesma linha, o ministro da Secretaria da Comunicação Social, Edinho Silva, negou que Santana tenha recebido no exterior qualquer pagamento pelos serviços que prestou à campanha da reeleição da presidente Dilma Rousseff, em 2014. “Fui coordenador financeiro da campanha da presidenta (sic) e asseguro ao Brasil que nada de errado aconteceu nas contas da presidenta (sic) Dilma”, declarou Edinho. 
Para a Lava Jato, no entanto, não é bem assim. Enquanto a Odebrecht, Santana e os petistas recorrem às fábulas, no mundo real os investigadores ficaram sabendo que uma conta não declarada do marqueteiro na Suíça recebeu três depósitos no total de US$ 1,5 milhão entre julho e novembro de 2014, justamente na época em que ele era o responsável pela imaculada – segundo Edinho Silva – campanha 
de Dilma. O dinheiro foi depositado por Zwi Skornicki, operador de propinas da Petrobrás, a quem, aliás, a senhora Santana orientou pessoalmente sobre como proceder para depositar dinheiro nas contas do casal no exterior, conforme se lê num bilhete que hoje é uma das principais evidências da maracutaia. “Euro ou dólar, vocês escolhem o melhor”, escreveu Mônica. 
Em 2005, quando Duda Mendonça confessou ter recebido pagamentos clandestinos do PT, João Santana disse, em entrevista ao jornalista Luiz Maklouf Carvalho, ter ficado “estarrecido” e que na época vaticinou: “O governo acabou”. De fato, era o que deveria ter acontecido. Como não aconteceu – Duda Mendonça se livrou da Justiça e Lula continuou presidente –, Santana parece acreditar que a história vai se repetir. Mas os tempos são outros. 

quinta-feira, fevereiro 25, 2016

Sponholz: O festival de iniquidades dos petralhas.

ODEBRECHT FINANCIOU CAMPANHA DO TIRANO HUGO CHÁVEZ NA VENEZUELA, REVELA MULHER DO MARQUETEIRO DO PT.

A mulher e sócia do marqueteiro petista João Santana, Mônica Moura, afirmou à Polícia Federal que a empreiteira Odebrecht pagou, por caixa dois, despesas da campanha à reeleição do ex-presidente da Venezuela Hugo Chávez, em 2011. Conforme a versão apresentada por Mônica, o custo de propaganda da campanha do presidente-ditador naquele ano foi de 35 milhões de dólares e "grande parte do valor foi recebido de maneira não contabilizada".
Segundo ela, "em razão das dificuldades de pagamento", na época procurou o então executivo da Odebrecht Fernando Miggliaccio, já que ele "colaboraria no custeio de parte da campanha". Ao longo de três anos e até 2014, os dois mantiveram "diversos contatos", inclusive encontros na sede da Odebrecht, disse Mônica à polícia.
Ela ainda estimou em "3 a 4 milhões de reais" os valores pagos pela Odebrecht no exterior, embora os investigadores da Operação Lava Jato atribuam à empreiteira repasses de pelo menos 3 milhões de dólares do grupo do herdeiro Marcelo Odebrecht por meio da empresa offshore Klienfeld. E apresentou uma versão quase vitimista sobre os milhões de dólares recebidos no exterior: "Em todas as suas campanhas, se não fosse por imposição dos contratantes, preferia que fosse tudo contabilizado".
As investigações da Operação Lava Jato encontraram uma mensagem manuscrita por Mônica Moura que evidencia a desenvoltura com que ela trata com um operador de propinas os métodos para receber recursos em contas secretas fora do Brasil. Em um bilhete endereçado ao operador Zwi Skornicki e ao filho dele, Bruno, ela envia cópia de um contrato que firmou com outra empresa para receber recursos no exterior, mas reclama ser "muito burocrático". Decide, então, recorrer a uma versão mais simples e - claro - "por motivos óbvios", nas palavras dela, sem identificação da empresa. Leia MAIS

MEU COMENTÁRIO: Esta é estatura moral e ética dos mega empresários brasileiros. E não é apenas o Odebrecht. São todos eles. Inclui-se os vagabundos que ficam caladinhos e rendem salamaleques para Lula e seus sequazes.

Vejam só. Empresários brasileiros financiando uma ditadura comunista, promovendo campanha eleitoral para manter o chavismo no poder. 

Enquanto isso, lá está o líder oposicionista venezuelano Leopoldo Lopez na cadeia sendo torturado pelos algozes comunistas.

Esse João Santana só elegeu ditaduras comunistas. Aquele vagabundo de Angola está há mais de 30 anos no poder.

Esse João Santana é um cínico!

A REPÚBLICA COMUNISTA DO BRASIL. OU: A VERDADE QUE TODOS FINGEM NÃO VER.

André e seu pai Jorge Gerdau
No momento em que a Polícia Federal deflagra a sexta fase da Operação Zelotes e intima o presidente do Grupo Gerdau, André Gerdau a prestar depoimento tendo em vista que a empresa é suspeita de sonegar até R$ 1,5 bilhão mediante propina no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), não deixa de ser intrigante, como sempre foi, a presença do pai de André, o empresário Jorge Gerdau em contatos dentro do Palácio do Planalto, tanto com Lula, Dilma e seus ministros. 
Tanto é que abundam na internet centenas de fotos mostrando a proximidade de Jorge Gerdau com os governos do PT. 
Mas não é só Jorge Gerdau. São praticamente todos os gigantes do setor produtivo, bem como banqueiros e donos dos maiores maiores veículos da grande mídia que mantêm estreita ligação com o governo petista. 
Tanto é que já referi a este fato inúmeras vezes aqui no blog, assinalando que a permanência do PT no poder há 13 anos se deve ao apoio daquilo que denomino "núcleo duro da economia", constituído pelos mega empresários, banqueiros e donos da grande mídia. A isso se conhece como "patrimonialismo", que, trocando em miúdos trata-se da confusão entre as esferas pública e privada.  
Nessas fotos se vê o empresário Jorge Gerdau sempre sorridente ao lado de Dilma, Lula e seus sequazes.
Isto existe ao longo de toda a história política brasileira. Mas nunca antes como agora sob os governos do PT se registra em alto grau essa deletéria conjugação de interesses escusos envolvendo os entes público e privado. A conjugação de interesses privados com governos totalitários têm exemplos sobrando. Os mais expressivos são o comunismo soviético, o nazismo e o fascisco italiano. O caso brasileiro está mais perto do fascismo de Mussolini que teve a adesão de sindicatos dos trabalhadores e organismos empresariais. Quanto ao nazismo é bom lembrar que os mega empresários alemães aderiram de corpo e alma. Uma empresa química faturou adoidado na fabricação do gás que matou milhares de judeus nos campos de concentração. Tratarei, a seguir, de forma mais sucinta possível, de discorrer sobre os fatos que levaram o Brasil a esse estado de degradação ética e moral.
PUXANDO O FIO DA MEADA
Um dos cuidados da grande mídia é desligar todos esses eventos do plano político-ideológico. Todavia é este o ponto principal. O PT é o dirigente máximo do Foro de São Paulo, uma organização comunista transnacional fundado por Lula e Fidel Castro em 1990, com o objetivo de comunizar todo o continente latino-americano, o Caribe e a América Central. Entretanto, de lá para cá o movimento comunista internacional que, ao contrário do que muitos pensam nunca desapareceu, mudou sua estratégia passando a atuar no nível cultural seguindo os ditames dos ideológos da Escola de Frankfurt e as lições do comunista italiano Antonio Gramsci. Tanto é que a palavra "comunismo" foi banida do vocabulário da grande mídia, embora existam diversos partidos políticos no Brasil e em toda a América Latina em cujas siglas está a qualificação de "comunista" e/ou "socialista", que dá no mesmo.
Esse novo tipo de comunismo largou a violência física para alcançar o poder, embora em alguns casos possa lançar mão dela, como ocorre na Venezuela. Passou a usar a lavagem cerebral por meio da mídia, das escolas e universidades e de toda a área dita "cultural", bem como o aparelhamento de todas as instâncias estatais. No lugar da velha luta cruenta esse dito neo-comunismo passou a utilizar as instituições democráticas para permanecer indefinidamente no poder. No caso do Brasil, uma geração já foi formada, isto é, doutrinada dentro dos cânones desse neo-comunismo, de sorte que mecanismos truculentos como a censura oficial aos meios de comunicação deixam de ser necessários porque boa parte dos profissionais do jornalismo já estão de cabeça feita, como de resto a maioria da população entorpecida principalmente pela televisão. 
APARELHAMENTO E LAVAGEM CEREBRAL
A rigor se tem no Brasil neste momento uma ditadura comunista do século XXI. E tanto isso é verdade que apesar de tudo o que está acontecendo a partir da Operação Lava Jato o governo petista continua intocável embora se saiba que fosse o Brasil um país realmente democrático os governos do PT já teriam sido alijados do poder a partir do mensalão. E, mais do que isso, o PT já teria sido proscrito bem como seus satélites.

Esta situação de aparelhamento geral e irrestrito do Estado promovido pelo PT foi obtido por meio da divisão do butim graças à existência de uma miríade de empresas estatais. Fosse o Brasil um país verdadeiramente capitalista sem empresas estatais para financiar propinas o mensalão e o petrolão sequer seriam cogitados. Da mesma forma grupos empresariais tradicionais como Odebrecht, OAS dentre muitos outros e, agora, o Gerdau, não estariam encalacrados por conta das operações policiais que desmantelam a maior teia e corrupção e roubalheiras da história do Brasil.

Acrescente-se que tudo isso está vindo à luz por um acaso. O início da Operação Lava Jato circunscreveu-se a uma investigação sobre lavagem de dinheiro de supostos criminosos comuns. Mas aí apareceu o elo que fazia a conexão com a Petrobras. Não fosse um grupo de procuradores federais sérios e decididos e um juiz federal como Sergio Moro, é provável que o petrolão jamais seria descoberto, a indicar que o aparelhamento de praticamente todas as instâncias estatais, dentre as quais a Polícia Federal, Ministério Público e o Judiciário como um todo ainda não estavam totalmente sob o domínio do Foro de São Paulo e do PT.

Aliás, convém notar que fatos análogos, guardadas as devidas proporções, acabam de ocorrer na Argentina e agora na Bolívia. Sem falar da Venezuela, onde o tiranete Nicolás Maduro está por um fio. Já é um começo. Mas a redemocratização do Brasil - oxalá aconteça - mudará o panorama político de toda a América Latina.

quarta-feira, fevereiro 24, 2016

Sponholz: Acarajé bichado.

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LULA, DILMA ET CATERVA COLOCAM BRASIL NO FUNDO DO POÇO. PAÍS AGORA É CONSIDERADO 'MAU PAGADOR' POR AGÊNCIA DE RISCO.

A agência de classificação de risco Moody's retirou o grau de investimento, espécie de selo de bom pagador, do Brasil ao cortar, em dois níveis, o rating do país a "Ba2", de "Baa3", nesta quarta-feira, mudando ainda a perspectiva da nota para negativa. O rebaixamento já era amplamente esperado pelo mercado.
Com a decisão, a Moody's junta-se agora às outras duas grandes agências de classificação de risco, Standard & Poor's (S&P) e Fitch, que já haviam retirado a classificação de grau de investimento do Brasil. Sem o rótulo de bom pagador, o país é excluído da cesta de países em que vale a pena investir.
Em nota, a agência diz que a decisão foi motivada pela maior deterioração das métricas de crédito do Brasil, em um ambiente de baixo crescimento, com expectativa de que a dívida do governo ultrapasse 80% do Produto Interno Bruto (PIB) nos próximos três anos.
"A perspectiva negativa reflete a visão de que os riscos são de uma consolidação e uma recuperação ainda mais lentas, ou de que surjam mais choques, o que cria incertezas em relação à magnitude da deterioração do perfil de crédito do Brasil".

A agência também aponta que a "dinâmica política desafiadora" vai atrasar as reformas estruturais e continuar a complicar os esforços de consolidação fiscal. Leia MAIS

Sponholz: Lula e as panelas.


terça-feira, fevereiro 23, 2016

LULA POSA DE VÍTIMA NA TELEVISÃO E O BRASIL RESPONDE COM PANELAÇO FORA LULA, FORA PT.

No dia seguinte à deflagração da fase da Lava Jato que levou para a cadeia o marqueteiro do partido, o PT exibiu na noite desta terça-feira sua propaganda partidária em rede nacional de rádio e televisão. E o programa foi recebido com panelaços país afora. Houve protestos pelo menos em São Paulo, Rio Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Salvador, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A grande estrela do programa foi o ex-presidente Lula, que apareceu culpando os inimigos de sempre e nada falou sobre as graves suspeitas que pesam contra ele. A hashtag #panelaço rapidamente subiu aos Trending Topics do Twitter no Brasil.
Na capital paulista, houve manifestações em Moema, Vila Olímpia, Bela Vista, Jardins, Santa Cecília, Higienópolis, Vila Madalena, Pinheiros, Tatuapé, Perdizes, Lapa e Vila Romana. Na Região Metropolitana, ouviram-se panelas em São Bernardo do Campo, reduto político do ex-presidente. A cidade de Santos, no litoral paulista, registrou panelaços. Em Campinas e Ribeirão Preto, também houve manifestações. No Rio, houve protestos em Copacabana, Lebon, no Meier, na Penha e em Petrópolis. Em Minas, manifestantes bateram panelas em Belo Horizonte.
'ESQUENTA' PARA 13/MARÇO
Convocado ao longo de todo o dia pelas redes sociais, o protesto foi apoiado por movimentos como o Brasil Livre e Vem Pra Rua, dois dos principais grupos que organizam uma manifestação contra o governo e o PT no próximo dia 13 de março.
Enquanto as panelas rugiam, o locutor do comercial petista classificava como "ofensas e acusações de preconceituosos" as diversas frentes de apuração oficiais contra o ex-presidente, como as investigações sobre tráfico de influência internacional, sobre o tríplex e o sítio em nome de sócios de um dos filhos de Lula e sobre as medidas provisórias que beneficiaram o setor automotivo, aprovadas, conforme o MP, com pagamento de propina. "Os que hoje tentam manchar sua história, Lula, são os mesmos de ontem. Os preconceituosos que nunca aceitaram suas ideias e suas origens. Mas não vão conseguir. As ofensas, as acusações, a privacidade invadida. Tudo isso passa, Lula", afirma o PT.
Com pose de vítima, Lula afirma: "De um tempo para cá parece que virou moda falar mal do Brasil. As pessoas que ficam falando em crise, crise, crise, repetem isso todo santo dia e ficam minando a confiança no Brasil. É verdade que erramos, mas acertamos muito mais". Ele ainda atribiu a "gente que não gosta de dividir a poltrona do avião" a falta de credibilidade do governo para recuperar a economia - um argumento que ignora os seguidos rebaixamentos da nota de crédito do país e as previsões cada vez mais assustadoras do Banco Central para o país.
O programa petista também recupera os argumentos já desgastados durante a campanha eleitoral de 2014 e cita a crise econômica mundial de 2008 para justificar o enfraquecimento da economia brasileira. Como os seguidos panelaços durante pronunciamentos de petistas deixam claro: são desculpas em que os brasileiros já não acreditam - e não têm mais paciência para ouvir. Do site da revista Veja

CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO MANTÉM PROMOTOR CONSERINO NO CASO DO TRÍPLEX NO GUARUJÁ. LULA E MARISA LETÍCIA TERÃO QUE DEPOR NO PROCESSO.

Integrante do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) que suspendeu o depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o conselheiro Valter Shuenquener de Araújo votou nesta terça-feira (23) para manter o promotor Cássio Conserino na condução das investigações sobre um tríplex no Guarujá, segundo informa o site da Folha de S. Paulo.
Na semana passada, o conselheiro atendeu a um pedido do deputado Paulo Teixeira (PT-SP) e suspendeu os depoimentos de Lula e de sua mulher, Marisa Letícia, ao Ministério Público de São Paulo. 
Isto quer dizer que Lula e Marisa Letícia vão ter finalmente que dar explicações ao Ministério Público. A manobra do PT derreteu.

A OPERAÇÃO ACARAJÉ E AS POSSÍVEIS CONEXÕES INTERNACIONAIS DO PETROLÃO. SANTANA, O MARKETEIRO DO PT, É MANCHETE NA REPÚBLICA DOMINICANA.

Capa da edição desta terça-feira do jornal Listín Diario da República Dominica. Para ler a versão digital completa clique aqui
O marqueteiro do PT, João Santana, até há pouco uma espécie de ministro sem pasta da Dilma e do Lula, preso nesta terça-feira juntamente com sua mulher Mônica no âmbito da Operação Acarajé, um desdobramento da Lava Jato, é manchete também na República Dominicana, onde era o marqueteiro da campanha do presidente Danilo Medina, que busca a reeleição.

O jornal Listín Diário, de Santo Domingo, a capital dominica, um dos mais importantes diários daquele país, noticiou a prisão do marqueteiro na primeira página e no miolo dedicou uma reportagem de página inteira. O jornal em formato digital pode ser lido na íntegra clicando aqui.

É que o escândalo respingou diretamente sobre a campanha de Medina cujo marketing estava a cargo de Santana. A oposição está exigindo explicações de Medina. Lá, como cá, a resposta do candidato situacionista em boa medida se iguala à conversa fiada de Lula e seus sequazes.

Não será surpresa se algo de podre explodir na República Dominicana. O escândalo e as roubalheiras que castigam o Brasil, conforme se pode aferir a partir da Operação Lava Jato da Polícia Federal, tem tentáculos internacionais.

Prova disso é Olanta Humala, no Peru, já está esperneando. Mas essa novela de terror e mistério está longe de terminar. Numa segunda fase podem aparecer as diversas conexões internacionais, como de fato já estão aparecendo.

MARQUETEIRO DO PT E SUA MULHER SÃO PRESOS NO RETORNO AO BRASIL E SEGUEM PARA CARCERAGEM DA POLÍCIA FEDERAL EM CURITIBA.

O marqueteiro do PT, João Santana e sua mulher Mônica desembarcaram no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, e receberam voz de prisão. Seguem para carceragem da Polícia Federal em Curitiba, sede da Operação Lava Jato. Foto: Veja Clique sobre  imagem para vê-la ampliada
Alvos da 23ª fase da Operação Lava Jato, o marqueteiro das campanhas de Dilma (2014 e 2010) e Lula (2006), João Santana, e a sua mulher, Mônica Moura, chegaram ao Brasil por volta das 9h30 desta terça-feira. O desembarque ocorreu no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo. O casal, que veio de um voo de Punta Cana, na República Dominicana, segue agora para a sede da Polícia Federal em Curitiba, onde é conduzida a Operação Lava Jato.
Os dois tiveram a prisão decretada na operação Acarajé, que mira os repasses - ao todo, de 7,5 milhões de dólares - feitos a João Santana no exterior pela Odebrecht e pelo lobista Zwi Skornicki, representante comercial no Brasil do estaleiro Keppel Fels.
O casal estava no país caribenho onde Santana comandava a campanha à reeleição do presidente Danilo Medina. Após tomar conhecimento do mandado expedido contra ele e a esposa, o publicitário decidiu abandonar a função e voltar ao Brasil para se defender das acusações que pesam contra ele, conforme informou uma nota divulgada por sua assessoria. A sua defesa já havia informado ao juiz Sergio Moro que eles retornariam rapidamente ao país - caso não voltassem, o nome dele e da mulher poderiam ser colocados na lista vermelha da Interpol.
Na petição encaminhada a Moro, o casal pede providências para que a sua chegada ao país não se torne um "odioso espetáculo público". A Justiça Federal do Paraná bloqueou 25 milhões de reais das contas do marqueteiro e sequestrou um apartamento de sua propriedade na Zona Sul de São Paulo. Segundo as investigações, o imóvel teria sido pago com dinheiro oriundo de corrupção na Petrobras. Do site de Veja

segunda-feira, fevereiro 22, 2016

OPERAÇÃO ACARAJÉ DA PF APREENDE BARCO, CARRÕES E MUITO DINHEIRO VIVO. POLÍCIA VASCULHOU ODEBRECHT E APARTAMENTO DO MARQUETEIRO DO PT.

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A Polícia Federal apreendeu nesta segunda-feira mais de 300.000 reais em moeda nacional e estrangeira na 23ª fase da Operação Lava Jato, batizada Acarajé. O dinheiro foi levado pelos agentes durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão em São Paulo, que incluíram a sede da Odebrecht e o apartamento do marqueteiro João Santana, recolhido pela Justiça. Também foram recolhidos uma lancha e carros antigos de colecionador do operador Zwi Skornicki, no Rio de Janeiro. Do site da revista onde há vídeos desse material apreendido

MARQUETEIRO DO PT E SUA MULHER SE ENTREGAM AINDA HOJE PARA A POLÍCIA FEDERAL. ADVOGADOS TEMEM "ODIOSO ESPETÁCULO PÚBLICO" E PEDEM MEDIDAS ESPECIAIS.

Este flagrante que circula pelas redes sociais mostra João Santana "dirigindo" dois atores muito conhecidos dos brasileiros: a dupla Lula e Dilma. 
Alvo de um pedido de prisão temporária na 23ª fase da Operação Lava Jato, o marqueteiro João Santana, responsável pelas campanhas da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula, afirmou à Justiça que voltará nesta segunda-feira ao Brasil. O marqueteiro do PT e a mulher, Mônica Moura, estão na República Dominicana, conforme sua defesa, porque trabalham na campanha à reeleição do presidente do país, Danilo Medina.
Em petição encaminhada ao juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, eles afirmam que "já agendaram seu imediato retorno ao Brasil, movimento que deve ocorrer nas próximas horas". A defesa comunicou ao juiz que eles vão se apresentar aos investigadores e pede que sejam tomadas "medidas para que sua chegada ao país não se transforme em um odioso espetáculo público". O nome deles será incluído na lista de difusão vermelha da Interpol.
O advogado do casal, Fábio Tofic, negou que eles tenham "desistido de embarcar em voo que chegaria hoje ao Brasil" por causa da deflagração da Operação Acarajé. "O referido bilhete aéreo foi emitido pela agência de viagens há mais de uma semana por engano, tanto que cancelado no mesmo dia", disse o criminalista.
O Ministério Público Federal obteve evidências de que, entre setembro de 2013 e novembro de 2014, uma contada mantida pelo publicitário do PT e pela mulher no exterior recebeu 4,5 milhões de dólares, em nove transferências. A força-tarefa da Lava Jato diz que a conta em nome da offshore Shellbill Finance SA, com sede no Panamá, não foi declarada à Receita Federal. Do site da revista Veja

JOÃO SANTANA E MÔNICA: DO DESLUMBRANTE 'PARADISUS' PARA A CARCERAGEM DA POLÍCIA FEDERAL.

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Os fatos falam por si só e não é preciso acrescentar mais nada. O marqueteiro de Lula e Dilma, o João Santana, gabava-se ao autodenominar-se "o último dos socialistas românticos", eufemismo para revestir de suposta realidade o que se conhece por "esquerda festiva" ou como diria Rodrigo Constantino, "esquerda caviar".

Enquanto a polícia aguarda o retorno de João Santana e sua mulher Mônica na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, já que a prisão dos dois já foi decretada, o site O Antagonista descobriu onde está hospedado o casal de marqueteiros no PT na República Dominicana.

O lugar é cinematográfico e paradisíaco. Santana e Mônica estavam - ou ainda estão? - hospedados no Paradisus Punta Cana Resort, com diária de US$ 2,5 mil. Realmente um "paradisus" luxuoso frequentado por magnatas e, agora também, por "socialistas românticos" do PT. 

Sponholz: O acarajé de João Santana!

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OPERAÇÃO 'ACARAJÉ': POLÍCIA FEDERAL FAZ VERDADEIRA DEVASSA NA SEDE DA ODEBRECHT

DEVASSA: Polícia Federal faz buscas na empreiteira Odebrecht, em São Paulo, durante a 23ª fase da Operação Lava Jato, iniciada na manhã desta segunda-feira (22), intitulada 'Acarajé'. Foto: VEJA.com by Folhapress
Os investigadores da força-tarefa da Operação Lava Jato identificaram uma planilha em um e-mail secreto de um executivo do Grupo Odebrecht que, segundo as apurações, detalham o repasse de dinheiro da companhia a campanhas políticas, principalmente a candidatos petistas. O documento foi uma das últimas provas levantadas antes da deflagração da 23ª fase da Operação, batizada Acarajé.
"Essa planilha contém uma espécie de registro de despesas de financimaento de campanhas eleitorais. Pelos indícios, em referência ao Partido dos Trabalhadores", afirmou o agente da PF Filipe Hille Pace, em coletiva de imprensa. Segundo ele, o documento, que será divulgado quando for levantado o sigilo do processo, tratava de repasses feitos entre 2008 e 2012.
O nome da planilha era "Posição italiano 31/07/2012 MO". Segundo Pace, MO seria Marcelo Odebrecht. A PF apontou que os apelidos e siglas citados na planilha são os mesmos usados por Odebrecht em mensagens telefônicas interceptadas pela Lava Jato.
O documento teria sido elaborado por Maria Tavares, ligada à empreiteira, que foi presa hoje em Salvador, e foi encontrado em um e-mail secreto do executivo Fernando Migliaccio, que não foi detido por estar no exterior - se ele não se entregar às autoridades, um alerta vermelho será expedido contra ele na Interpol.
Com base nas informações da planilha, a PF concluiu que o apelido "Feira" se referia, de fato, ao marqueteiro das campanhas de Dilma e Lula, João Santana, em uma alusão ao município baiano de Feira de Santana. Segundo a Lava Jato, o publicitário baiano recebeu 3 milhões de dólares da Odebrecht no exterior. "Foram identificados pagamentos para ele na eleição de El Salvador e [no Brasil] em 2010", disse Hace.
O procurador da Lava Jato Carlos Fernando Lima ressaltou que esta operação se fundamentou em uma quantidade robusta de provas. "Poucas vezes tivemos uma operação com tamanha riqueza documental", afirmou. Do site de Veja

JOÃO SANTANA E MÔNICA CANCELARAM DOMINGO RETORNO AO BRASIL. POLÍCIA DIZ QUE SEUS NOMES SERÃO INCLUÍDOS NO ALERTA VERMELHO DA INTERPOL.

Jaques Wagner, Mônica Moura e João Santana Foto: Veja by Blog do Marron/Reprodução
Além de João Santana, marqueteiro e consultor da presidente Dilma Rousseff, a 23ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Acarajé, tem como alvos também a mulher e sócia de Santana, Mônica Moura, o lobista Zwi Skornicki, o executivo Fernando Miggliaccio da Silva, citado pelo Ministério Público como o verdadeiro operador da Odebrecht, Vinícius Amorim, representante de offshores da Odebrecht, Marcelo Rodrigues, que assinou o contrato entre a offshore de João Santana, Shellbill, e a offshore usada pelo Grupo Odebrecht, Klinfeld, e Maria Lúcia Guimarães Tavares, responsável por uma planilha em que era contabilizado dinheiro suspeito. Também foi alvo de um mandado de prisão Benedicto Barbosa da Silva Jr, vice-presidente de Infraestrutura da Odebrecht Engenharia e Construção no Brasil. Santana, Mônica Moura, Fernando e Benedicto estão no exterior e terão seus nomes incluídos no alerta vermelho da Interpol se não se apresentarem à polícia. (Laryssa Borges, de Brasília)
ESTRANHO CANCELAMENTO 
Já o jornal O Estado de S. Paulo revela que João Santana e sua mulher Mônica, tinham passagem comprada para retornar ao Brasil neste domingo mas não apareceram para o embarque. Diz o site do Estadão:
O marqueteiro João Santana e sua mulher, Mônica Moura, não embarcaram nesta domingo em um voo que partiu da República Dominicana com destino ao aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Segundo investigadores, eles compraram os bilhetes, mas não compareceram no momento do embarque. O voo registrou no show, quando o passageiro não comparece ao check-in ou ao embarque. Com isso, o casal se livrou do constrangimento de ser preso em casa pela 23ª fase da Operação Lava Jato deflagrada nesta segunda-feira,22. A compra da passagem foi monitorada pela Polícia Federal. Leia Mais

JOÃO SANTANA, O MARKETEIRO DE LULA E DILMA, TEM PRISÃO DECRETADA NA OPERAÇÃO LAVA JATO.

O marketeiro do PT, João Santana, alvo da 23a. fase da Operação Lava Jato batizada de 'Acarajé' só não foi preso nesta segunda-feira porque se encontra na República Dominicana. Foto: Veja
A Polícia Federal deu início nesta segunda-feira a mais uma fase da Operação Lava Jato - a 23ª - e mira a relação do marqueteiro João Santana, responsável pelas campanhas do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff, como esquema de corrupção instalado na Petrobras. A PF expediu um mandado de prisão contra o publicitário, mas ele não foi detido porque está no exterior, onde trabalha na campanha à reeleição do presidente da República Dominicana, Danilo Medina. Também são alvos da 23ª fase da Lava Jato a empreiteira Odebrecht e o lobista e engenheiro representante no Brasil do estaleiro Keppel Fels, de Singapura, Zwi Skornicki, que também já havia sido alvo das investigações do petrolão por suspeitas de atuar como operador de propinas.
A 23ª fase da Lava Jato, batizada de Acarajé, cumpre 51 mandados judiciais na Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo e atinge em cheio as campanhas presidenciais de Lula e Dilma. Santana trabalhou como marqueteiro nas corridas presidenciais petistas e sua prisão, quando consolidada, deve ampliar ainda mais as discussões sobre o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Ao todo, foram expedidos 38 mandados de busca e apreensão, dois de prisão preventiva e cinco de condução coercitiva. A Polícia Federal identificou pelo menos 7 milhões de dólares enviados ao exterior e com relação direta com João Santana. Segundo nota da PF, o termo Acarajé se refere ao nome que alguns investigados usavam para designar dinheiro em espécie.
Lula, Dilma e João Santana: o marketeiro funcionava como espécie de 'ministro sem pasta' dentrodo Palácio do Planalto. Foto: Veja
DINHEIRO SECRETO
Conforme revelou VEJA, durante a nona fase da Lava Jato, investigadores detectaram indícios de que subsidiárias da empreiteira Odebrecht repassaram dinheiro a contas no exterior controladas por João Santana, marqueteiro responsável pelas campanhas que levaram Lula e Dilma a vitórias nas últimas três eleições presidenciais. Os indícios são de que o publicitário recebeu secretamente dinheiro por meio de contas que o Grupo Odebrecht mantinha no exterior para quitar despesas de campanhas do PT.
VEJA também mostrou que, ao analisarem o material apreendido ainda na nona fase da Lava Jato, os investigadores encontraram uma carta enviada em 2013 pela esposa de João Santana, Mônica Moura, ao engenheiro Zwi Skornicki com as coordenadas de duas contas no exterior. Sócia do marido, Mônica indicava uma conta nos Estados Unidos e a outra na Inglaterra.
O envolvimento direto de um marqueteiro em suspeitas de corrupção não é novidade nos mais de 13 anos de governo petista. No auge do escândalo do mensalão, o publicitário Duda Mendonça, que dominava as campanhas petistas na época, admitiu à CPI dos Correios que recebera no exterior o pagamento pelos serviços prestados durante a eleição de Lula.

PROPINAS
Em acordo de delação premiada, o ex-gerente de Serviços da Petrobras Pedro Barusco havia apontado Skornicki como responsável por fornecer quase 40 milhões de dólares para abastecer contas de diretores da Petrobras e o caixa do PT entre 2003 e 2013. Segundo o depoimento de Barusco, ao deixar a diretoria de Serviços da Petrobras, em 2013, Renato Duque fez um "acerto" com Skornicki para o recebimento de propinas atrasadas. O montante pago a Duque alcançou 12 milhões de dólares apenas naquele ano, que teriam sido transferidos de uma conta do operador no banco suíço Delta. Skornicki também teria dado 2 milhões de dólares a Barusco. Do site da revista Veja