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domingo, abril 15, 2012

CHÁVEZ SE AFASTA DO CENÁRIO NACIONAL E INTERNACIONAL PARA LUTAR CONTRA O CÂNCER E A VENEZUELA SE TRANSFORMOU NUM CALDEIRÃO DE RUMORES E INCERTEZAS

Durante missa de Páscoa, Chávez chorou implorando pela vida
Os venezuelanos estão cada vez mais inquietos com a sorte de seu país praticamente à deriva depois que o caudilho Hugo Chávez começou a lutar contra o câncer e praticamente saiu do cenário nacional e internacional, conforme relata o jornal El Nuevo Herald. Na última hora teve que desistir de participar da Cúpula das Américas e já se encontra outra vez em Havana, para receber sessões de radioterapia.
Em função doença Chávez está praticamente ausente do Palácio Miraflores o que gera incertezas e preocupações.
O governo venezuelano continua guardando sigilo absoluto sobre a real evolução da doença. Não fornece boletins médicos e faz pouco caso da preocupaçãos cidadãos.
Ao sonegar informações sobre a saúde presidencial, o que seria normal em qualquer país civilizado, o governo chavista transformou a Venezuela num caldeirão de rumores e boatos. 
Pela internet circulam milhares de versões sobre o estado de saúde do Caudilho, como este email apócrifo que circula na Venezuela, que transcrevo abaixo, informando que Chávez estaría enfrentando sérias complicações e se mantém de pé à base de medicamentos como a morfina para mitigar episódios de dor aguda. Tudo isso poderia ser evitado caso o governo chavista fosse realmente democrático e transparente.
Sejam apenas boatos ou não, o fato é que a cada dia que passa os venezuelanos se perguntam se realmente Hugo Chávez terá condições de se manter na presidência e concorrer nas eleições de outrubro deste ano.

Vejam esse texto que circula via internet:
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miren lo que me enviaron amigos que están en el ambiente militar:
Regresó prácticamente drogado.
‎​El tumor continúa en su expansión y crecimiento. No hay una mejoría o alivio a su malestar.
Con la radiación no le ha ido nada bien. Los efectos que causa en su organismo son fuertes. Diarrea constante, vómitos y llega un momento cuando se descompensa terriblemente.
‎​En esta oportunidad los cubanos se asustaron. Por un momento pensaron se les moría allí.
‎​No hay manera de detener el crecimiento del tumor.
El va a Brasil o hasta a USA. No aguanta más dolor !
‎​Me dicen qué tiene más de 24 horas llorando
‎​Qué Dios se apiade de él!! Me cuentan qué los dolores son horrendos
La dosis de morfina fue subida. Y le están metiendo otras drogas para mantenerlo en pie.
‎​En el vuelo vino sedado. Por eso no sabía ni lo que decía!
‎​Los médicos de verdad, los 2 venezolanos y el de Brasil, ya le dijeron a la hija qué se prepare. La morfina le va afectar corazón!
Se lo llevaron a casa de su mamá porque no está en condiciones de nada. No es capaz de ir al baño solo!!!
La madre está tratando de convencerlo de qué se quede en Barinas por más tiempo. El piensa que puede ocurrir un milagro si va a Brasil o Cuba pero ya toda la familia sabe qué no hay vuelta atrás. ....
Los medicamentos qué le están dando para los dolores son tan fuertes qué el temor de los médicos venezolanos es un paro cardiorespiratorio.
Cuidado y no termina abril. Está demasiado débil orgánicamente hablando. Tiene varias complicaciones a consecuencia del cáncer
Me dicen que las porciones de alimentos son diminutas. Por eso tienen qué obligarlo a comer cada 2 horas!
Y cuándo come ese poquito entonces se va en vómitos. Ya le están dando muchas cosas vía intravenosa.
Tiene una vía permanente desde el lunes en la madrugada
Eso es lo próximo qué viene si no le da el paro qué están esperando. No olvides qué él ha sido fumador empedernido!
Los ojos se le afectaron por complicaciones con las medicinas.
En resumen, todo esto acelera ...... y ...... ?

sexta-feira, novembro 25, 2011

BOLIVARIANOS E OPOSIÇÃO APREENSIVOS COM REAL ESTADO DE SAÚDE DE HUGO CHÁVEZ, QUE ESTÁ MUITO INCHADO.

Inchaço de Chávez aumenta e alimenta novos rumores
As preocupações sobre o verdadeiro estado de saúde de Hugo Chávez, foram levantadas nesta sexta-feira nos dois campos políticos: tanto a Oposição, quanto os comunistas mostraram-se preocupados com a evolução do câncer que acomete o caudilho. Até hoje ninguém sabe ao certo de qual parte de seu corpo os médicos cubanos extraíram o tumor canceroso.
A estudante chilena Camila Vallejo, líder da Juventude Comunista Chilena, aproveitou uma entrevista que concedeu à televisão para enviar "saludos" ao ditador mas, estranhamente, lhe pediu que se matenha de pé e saudável e em luta.
De outra parte, o prefeito oposicionista de Caracas, Antonio Ledezma, cobrou do governo que seja esclarecido o real estado de saúde de Chávez. O prefeito fez esta exigência durante um debate organizado pela fundação "Internacionalismo Democrático, presidente Alvaro Uribe", organização recentemente criada em Washington por pessoas próximas ao ex-mandatário colombiano.
Ninguém do governo chavista ousa falar sobre a doença do caudilho, fato que continua alimentando rumores desde o dia em que se internou em Cuba para submeter-se a uma cirurgia destinada a extirpar-lhe um "tumor pélvico". Antes disso, Chávez caminhava claudicando apoiado num par de muletas.
Mas o fato que está intrigando a oposição e os comunistas que lhe dão apoio é o fato do inusitado inchaço que acomete Chávez, ao ponto de já lhe cair uma papada abaixo do queixo. Praticamente o pescoço do caudilho já desapareceu.
Chávez no entanto assegura que está completamente curado e anunciou que virá ao Brasil em dezembro para uma visita a Lula que se trata do câncer de laringe e já recebeu a segunda dose de quimioterapia.

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terça-feira, fevereiro 15, 2011

QUEDA DE MUBARAK FOI SÓ O FIM DO COMEÇO

Editorial do jornal O Estado de São Paulo que transcrevo após este prólogo identifica com razão 'sinais contraditórios' emitidos pela cúpula militar que derrubou o ditador Hosny Mubarak acossado por protestos populares que curiosamente foram comemorados pelos aiatolás iranianos, enquanto os inimigos do finado regime continuam apodrecendo nas masmorras. O desfecho da crise continua sendo de difícil previsão enquanto a Irmandade Muçulmana come pelas beiradas. Resta torcer para que o Egito não se torne mais uma teocracia islâmica do tipo iraniano, mas por enquanto esse risco não está afastado. Leiam o editorial intitulado 'Sinais contraditórios':
A cúpula militar egípcia que derrubou o ditador Hosni Mubarak na última sexta-feira, 18.º dia da Revolução de 25 de Janeiro, como resolveram denominá-la os seus participantes, parece ter ido além do que provavelmente desejariam as centenas de milhares de pessoas que haviam transformado a Praça Tahrir, no centro do Cairo, no cenário de um movimento pela instauração da democracia que galvanizou o mundo, comparável na esfera árabe-muçulmana à queda do Muro de Berlim em 1989.

Ainda enquanto ele se recusava a se erguer do trono, o Conselho Supremo das Forças Armadas, do qual são mais conhecidos apenas dois membros - o seu titular, marechal da reserva Hussein Tantawi, durante muito tempo um dos primeiros nomes do regime ditatorial, e o chefe do Estado-Maior das Três Forças, general Sami Hafez Enan -, quebrou o seu costumeiro silêncio ao anunciar solenemente o seu endosso às "legítimas demandas do povo".

E depois que Mubarak deixou claro que não havia entendido a mensagem - assim como não ouvira o clamor popular pela sua partida -, os militares finalmente fizeram o que deles se esperava, despachando o ditador para Sharm El-Sheik. O júbilo popular que se seguiu, decerto levando os demais autocratas árabes a se perguntar qual deles será o próximo, abafou o fato de que o Conselho deixou de transferir o poder para o presidente do Parlamento, o sucessor legal de Mubarak.

Para os egípcios, porém, não era hora de finos pontos de direito constitucional. Não só estavam livres da soturna figura que os oprimia há três décadas, como estavam fartos de saber que o Parlamento, fruto de faraônicas fraudes eleitorais, não passava de uma câmara de eco das vontades do ditador e avalista das violências do regime. Tanto que a sua dissolução e a suspensão da Constituição, consumadas no segundo dia da nova ordem, foram recebidas com naturalidade. De mais a mais, os comandantes militares, representando a única instituição nacional dotada de legitimidade, prometeram eleições em seis meses.

Na véspera, já haviam tranquilizado o mundo ao afirmar que, sob a sua tutela, o Egito cumprirá os seus compromissos internacionais, neles incluído o reconhecimento de Israel - fato que custou a vida a Anwar el-Sadat, o antecessor de Mubarak, e tornou o Egito destinatário de US$ 1,3 bilhão por ano em ajuda militar americana. Mas, pelo que deixou de anunciar, o Conselho emitiu sinais contraditórios em matéria de adesão aos princípios democráticos pelos quais 300 pessoas morreram durante os protestos populares.

O Conselho não soltou os presos políticos, que apodrecem nas masmorras egípcias, nem revogou o estado de emergência em vigor desde 1981, que permitiu a Mubarak encarcerar os seus críticos reais ou presumíveis e manter a imprensa amordaçada. No seu terceiro comunicado, a cúpula militar reiterou que a legislação ditatorial será derrogada "assim que as atuais circunstâncias terminarem".

Os militares escolherão eles próprios os membros do comitê que irá redigir a nova Constituição - a sua única concessão, por enquanto, foi a de acenar com um referendo para ratificá-la. Por fim, mantiveram por ora o Ministério remodelado por Mubarak quando a repressão falhou em calar os protestos. Como diz o primeiro-ministro Ahmed Shafiq, a única diferença é que, em vez de responder ao presidente, o Gabinete responderá ao Conselho. Em suma, por enquanto os militares apenas deceparam o topo da estrutura política egípcia.

Talvez não pudesse ser de outra forma. A autocracia mumificou o sistema de partidos, a mídia e as instituições de governo. A única força política organizada no país é a Irmandade Muçulmana, ilegal desde 1954. E o Exército, com os seus vastos interesses econômicos e escassos pendores liberais, obteve tudo que quis da gerontocracia de Mubarak. Ninguém melhor do que o marechal Tantawi, de 75 anos, que se outorgou a função de chefe de Estado, encarna a mentalidade conservadora do velho estabelecimento militar. Como não podia deixar de ser, a queda do ditador, portanto, foi só o fim do começo. O resto está para ser escrito.