quarta-feira, fevereiro 02, 2011
BLOG É DESTAQUE EM POPULAR JORNAL DE FLORIANÓPOLIS, O VALENTE 'ILHA CAPITAL'
A última edição do jornal Ilha Capital, aqui de Florianópolis, publicou com destaque artigo que escrevi aqui no blog em suas páginas centrais com chamada de capa. Para quem não sabe, o Ilha Capital é o único jornal de Florianópolis que não se curva ante a seita dos ecochatos e mete o dedo na ferida mostrando as contradições das organizações, entidades e ONGs ambientalistas. No âmbito da política esse valente nanico fustiga com vigor o deletério esquerdismo. Dirigido e editado pelos jornalistas Paulo Simões e Maria Aparecida Nery, esse jornal vem se destacando pelas reportagens especiais, muitas delas exclusivas.
O slogan desse pequeno-grande tablóide é bem humorado e cáustico: 'O Nanico que Incomada'. Sua sede está no Rio Vermelho, localidade do interior da Ilha, por isso é também porta-voz das comunidades 'manezísticas' autênticas que lutam bravamente contra a corrosiva invasão de forasteiros que fazem ocupações ilegais principalmente nas praias onde instalam favelas sob a complacência da militância ecochata.
Em contrapartida, esses mesmos ambientalistas que fecham os olhos para a devastadora ocupação da Ilha por hordas botocudas implicam com a instalação de telões na praia de Campeche para o show internacional de Ben Harper. Enquanto esses telões serão desmontados imediatamente após apresentação do artista americano, cortiços surgem para ficar, emporcalhando todas as praias da Ilha numa sinistra simbiose com autoridades públicas e ONGs ecochatas.
O Ilha Capital circula na forma impressa na capital catarinense mas tem também a versão digital. Aqui no blog, na coluna ao lado, mantenho um link permanente para o site. Clique aqui para ler a última edição desse valente veículo de comunicação.
Longa vida para o Ilha Capital. Sinto-me honrado e orgulhoso de ter meu modesto artigo em destaque. Meu agradecimento e o abraço fraterno à Maria Aparecida Nery e ao Paulo Simões que são dois empreendedores da comunicação vitoriosos. Não é fácil fazer jornal e muito menos com a qualidade e credibilidade do Ilha Capital que já é um ótimo veículo para os anunciantes com uma tabela com preços justos e muito mais em conta. Merece todo o apoio dos anunciantes e suas agências.CLIQUE E SIGA ---> BLOG DO ALUÍZIO AMORIM NO TWITTER
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DANIEL PIPES: Violentos protestos no Egito [A análise de um expert em Oriente Médio]
Transcrevo na íntegra análise de Daniel Pipes, expert em questões relacionadas ao Oriente Médio, sobre a rebelião que vem ocorrendo no Egito. A tradução é assinada por Joseph Skilnik. Não tenho me ocupado em comentar a respeito porque noto insufiência nas informações veiculadas pela grande mídia internacional. Neste caso, o artigo de Daniel Pipes, conceituado analista internacional, joga alguma luz sobre a crise egípcia e seus possíveis desdobramentos. O original em inglês está aqui: Turmoil in Egypt. Vale a pena ler:
Conforme o já muito antecipado momento de crise ter chegado ao Egito e rebeliões populares terem abalado governos por todo o Oriente Médio, o Irã encontra-se mais do que nunca no ponto central da região. Seus governantes islamistas estão prestes a dominar a região. Porém é difícil as revoluções terem sucesso e eu imagino que os islamistas não irão atingir um avanço extraordinário no Oriente Médio e que Teerã não irá surgir como o mais influente. A seguir apresento o que me leva a essa conclusão:
![]() |
| Gen. Omar Suleiman |
Um eco da revolução iraniana: Ao chegar ao poder em 1979, o Aiatolá Ruhollah Khomeini procurou espalhar a insurreição islamista a outros países, mas fracassou praticamente em todas. Parece que três décadas tiveram que passar antes que a imolação de um vendedor em uma obscura cidade na Tunísia, pudesse acender a conflagração à qual Khomeini aspirava e que as autoridades iranianas ainda almejam.
Parte de uma guerra fria no Oriente Médio: O Oriente Médio tem por anos sido dividido em dois grandes blocos envolvidos em uma guerra fria pela conquista da influência. O bloco de resistência liderado pelo Irã inclui a Turquia, Síria, Gaza e o Catar. O bloco do status quo liderado pela Arábia Saudita inclui o Marrocos, Argélia, Tunísia, Egito, Cisjordânia, Jordânia, Iêmen e os emirados do Golfo Pérsico. Observe que nos últimos dias o Líbano está passando do status quo para a resistência e que os tumultos estão ocorrendo somente nas regiões do status quo.
A situação peculiar de Israel: Os líderes israelenses estão calados e a quase irrelevância de Israel nesse aspecto enfatiza a centralidade iraniana. Embora Israel tenha muito a temer com os ganhos iranianos, eles simultaneamente realçam o estado judeu como uma ilha de estabilidade e o único aliado confiável do Oriente Médio.
Falta de ideologia: O uso de slogans e de teorias de conspiração que dominam o discurso no Oriente Médio estão visivelmente ausentes das multidões reunidas em frente a instituições governamentais exigindo o fim da estagnação, arbitrariedade, corrupção, tirania e tortura.
Forças armadas vs. Mesquita: Os recentes acontecimentos confirmam que as mesmas duas forças, as forças armadas e os islamistas, dominam cerca de 20 países do Oriente Médio: as forças armadas posicionam a força bruta e os islamistas fornecem a visão. Há exceções – a esquerda vibrante na Turquia, facções étnicas no Líbano e no Iraque, democracia em Israel, controle do Irã pelos islamistas – mas aquele padrão se mantém.
Iraque: O país mais volátil da região, o Iraque, está ostensivamente ausente das manifestações pelo fato da sua população não estar enfrentando décadas de autocracia.
Um golpe militar? Os islamistas desejam repetir o sucesso no Irã aproveitando-se dos tumultos com o intuito de tomarem o poder. A experiência da Tunísia merece um exame minucioso em busca de um padrão que poderá se repetir em outro lugar. Lá a liderança militar aparentemente concluiu que o homem forte, Zine El Abidine Ben Ali, estava saindo muito caro – especialmente com a gritante corrupção da família da sua esposa – para ser mantido no poder, de modo que o expulsaram e além disso emitiram um mandado de captura internacional para a sua detenção e da sua família.
Feito isso, praticamente toda a antiga guarda permanece no poder, com o mais graduado oficial militar, Chefe do Estado-Maior Rachid Ammar, aparentemente tendo substituído Ben Ali como o homem mais influente do país. A velha guarda espera que administrar ajustes finos ao sistema, conceder mais direitos civis e políticos irá ser o suficiente para se manter no poder. Se essa artimanha der certo, a aparente revolução de meados de janeiro irá terminar como um mero coup d'état.
Esse cenário poderia se repetir em qualquer lugar, especialmente no Egito onde os soldados dominam o governo desde 1952 e tencionam manter o seu poder contra a Irmandade Muçulmana que eles têm reprimido desde 1954. A nomeação de Omar Suleiman pelo homem forte Sr. Hosni Mubarak termina com as pretensões dinásticas da família Mubarak e aumenta a perspectiva da renúncia de Mubarak em favor de um governo militar direto.
De maneira geral, eu aposto no modelo de mais continuidade do que mudança, que surgiu na Tunísia até agora. O governo mão de ferro será um tanto menos rigoroso no Egito e em outros lugares mas os militares em última análise permanecerão os mais influentes.
Política externa dos Estados Unidos: O governo dos Estados Unidos tem um papel vital no que se refere a ajuda aos estados do Oriente Médio para que passem da tirania à participação política sem que os islamistas se apoderem do processo. George W. Bush teve a ideia certa em 2003 ao pedir democracia, mas arruinou o esforço exigindo resultados imediatos. Inicialmente Barack Obama reverteu a velha política de congraçamento com tiranos; agora ele alinha-se cegamente com os islamistas contra o Sr. Mubarak. Ele deveria imitar Bush, porém com melhores resultados, compreendendo que a democratização é um processo que leva décadas, que requer a fixação de ideias que se contraponham às ideias intuitivas sobre eleições, liberdade de expressão e estado de direito.
Parte de uma guerra fria no Oriente Médio: O Oriente Médio tem por anos sido dividido em dois grandes blocos envolvidos em uma guerra fria pela conquista da influência. O bloco de resistência liderado pelo Irã inclui a Turquia, Síria, Gaza e o Catar. O bloco do status quo liderado pela Arábia Saudita inclui o Marrocos, Argélia, Tunísia, Egito, Cisjordânia, Jordânia, Iêmen e os emirados do Golfo Pérsico. Observe que nos últimos dias o Líbano está passando do status quo para a resistência e que os tumultos estão ocorrendo somente nas regiões do status quo.
A situação peculiar de Israel: Os líderes israelenses estão calados e a quase irrelevância de Israel nesse aspecto enfatiza a centralidade iraniana. Embora Israel tenha muito a temer com os ganhos iranianos, eles simultaneamente realçam o estado judeu como uma ilha de estabilidade e o único aliado confiável do Oriente Médio.
Falta de ideologia: O uso de slogans e de teorias de conspiração que dominam o discurso no Oriente Médio estão visivelmente ausentes das multidões reunidas em frente a instituições governamentais exigindo o fim da estagnação, arbitrariedade, corrupção, tirania e tortura.
Forças armadas vs. Mesquita: Os recentes acontecimentos confirmam que as mesmas duas forças, as forças armadas e os islamistas, dominam cerca de 20 países do Oriente Médio: as forças armadas posicionam a força bruta e os islamistas fornecem a visão. Há exceções – a esquerda vibrante na Turquia, facções étnicas no Líbano e no Iraque, democracia em Israel, controle do Irã pelos islamistas – mas aquele padrão se mantém.
Iraque: O país mais volátil da região, o Iraque, está ostensivamente ausente das manifestações pelo fato da sua população não estar enfrentando décadas de autocracia.
Um golpe militar? Os islamistas desejam repetir o sucesso no Irã aproveitando-se dos tumultos com o intuito de tomarem o poder. A experiência da Tunísia merece um exame minucioso em busca de um padrão que poderá se repetir em outro lugar. Lá a liderança militar aparentemente concluiu que o homem forte, Zine El Abidine Ben Ali, estava saindo muito caro – especialmente com a gritante corrupção da família da sua esposa – para ser mantido no poder, de modo que o expulsaram e além disso emitiram um mandado de captura internacional para a sua detenção e da sua família.
Feito isso, praticamente toda a antiga guarda permanece no poder, com o mais graduado oficial militar, Chefe do Estado-Maior Rachid Ammar, aparentemente tendo substituído Ben Ali como o homem mais influente do país. A velha guarda espera que administrar ajustes finos ao sistema, conceder mais direitos civis e políticos irá ser o suficiente para se manter no poder. Se essa artimanha der certo, a aparente revolução de meados de janeiro irá terminar como um mero coup d'état.
Esse cenário poderia se repetir em qualquer lugar, especialmente no Egito onde os soldados dominam o governo desde 1952 e tencionam manter o seu poder contra a Irmandade Muçulmana que eles têm reprimido desde 1954. A nomeação de Omar Suleiman pelo homem forte Sr. Hosni Mubarak termina com as pretensões dinásticas da família Mubarak e aumenta a perspectiva da renúncia de Mubarak em favor de um governo militar direto.
De maneira geral, eu aposto no modelo de mais continuidade do que mudança, que surgiu na Tunísia até agora. O governo mão de ferro será um tanto menos rigoroso no Egito e em outros lugares mas os militares em última análise permanecerão os mais influentes.
Política externa dos Estados Unidos: O governo dos Estados Unidos tem um papel vital no que se refere a ajuda aos estados do Oriente Médio para que passem da tirania à participação política sem que os islamistas se apoderem do processo. George W. Bush teve a ideia certa em 2003 ao pedir democracia, mas arruinou o esforço exigindo resultados imediatos. Inicialmente Barack Obama reverteu a velha política de congraçamento com tiranos; agora ele alinha-se cegamente com os islamistas contra o Sr. Mubarak. Ele deveria imitar Bush, porém com melhores resultados, compreendendo que a democratização é um processo que leva décadas, que requer a fixação de ideias que se contraponham às ideias intuitivas sobre eleições, liberdade de expressão e estado de direito.
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terça-feira, fevereiro 01, 2011
BORNHAUSEN: OPOSIÇÃO NÃO TEM O DIREITO DE QUEIMAR SUA FORÇA NA FOGUEIRA DAS VAIDADES
Transcrevo na íntegra artigo do líder do Democratas na Câmara Federal, o deputado catarinense Paulo Bornhausen, que está publicado na Folha de São Paulo desta terça-feira. O título original do artigo é Oposição fortalecida. Bornhausen analisa o atual quadro político e a responsabilidade dos partidos oposicionistas. Observa que na última eleição eleição o eleitorado concedeu à oposição 44 milhões de votos e o governo dos principais Estados brasileiros.
Um dos itens mais importantes -e pouco mencionado- da herança recebida pela presidente Dilma Rousseff é a oposição, que saiu mais forte das urnas de outubro de 2010. Vou logo aos fatos, porque na própria oposição ainda há quem pense o contrário e, por isso mesmo, pode estar assumindo posições autofágicas, equivocadas.
Um parêntese sobre essa herança: desde a tragédia climática que atingiu Santa Catarina, em 2008, que venho, junto com parlamentares de diversos partidos, lutando por legislação que reforce a Defesa Civil. O que está acontecendo no Rio de Janeiro poderia, sim, ser evitado. Não foi, virou herança e, se o país não reagir, vai ser herança para o próximo governo, em 2014.
Quem acompanha a movimentação em torno da eleição para a presidência da Câmara dos Deputados deve fazer as mesmas contas que PMDB e PT fizeram para buscar nos votos do PSDB e dos Democratas a garantia para o cumprimento do princípio da proporcionalidade para a composição da Mesa.
Matematicamente aptos a assumirem a presidência da Casa, por que PT e PMDB precisariam se juntar à oposição? Porque a oposição tem votos para decidir qualquer votação importante, é simples.
A oposição vai continuar sendo a pedra no caminho. Até porque essa é a sua função, sinalizar a existência de outros caminhos. Ou a pedra no sapato, mostrando que o sapato novo, agora de salto alto, não cabe no pé de quem o está calçando.
É fundamental que a oposição tenha consciência de sua força. Para isso, deve lembrar que o embate político não deve se dar apenas no Parlamento -esse talvez o nosso grande erro nos últimos oito anos.
O processo político de alternância no poder não é imediatista; é processo, algo a ser construído.
A oposição deu passos largos nas últimas eleições: Democratas e PSDB assumiram dez importantes governos estaduais. Isso significa a possibilidade de avanço no plano municipal, em 2012, que projeta uma nova posição federativa em 2014, em busca do objetivo maior, que é o poder central.
Com Rosalba Ciarlini no Rio Grande do Norte e Raimundo Colombo em Santa Catarina, os Democratas chegarão em 2014 com um projeto de gestão que nos credenciará para a disputa da Presidência da República. Isso está sendo possível graças a planejamento definido na fundação do partido, em 2007.
Lá foram traçados princípios e linhas de nossa atuação. Na Câmara, por exemplo, a rotatividade anual da liderança da bancada fez do Democratas um partido sem estrelas, em que todos têm a mesma possibilidade de se destacar.
No campo oposto, temos um país que esgotou sua capacidade de seguir crescendo por inércia. Um país em que a falta de investimentos nos últimos oito anos leva inevitavelmente a um retrocesso no quadro econômico-financeiro.
Um país que voltará a sentir as agruras do arrocho fiscal, consequência da desastrada política de gastos públicos; da administração voltada para a construção de um mito, e não de uma nação.
Para honrar os mais de 44 milhões de votos recebidos em 2010, a oposição precisa seguir a receita que deu certo, seguir a fórmula de suas vitórias: ganharam aqueles que se apoiaram em um projeto de grupo; perderam os individualistas, tanto na oposição como nas hostes governistas.
A oposição unida saiu, sim, fortalecida das urnas de 2010. E não tem o direito de queimar essa força na fogueira das vaidades.
Um parêntese sobre essa herança: desde a tragédia climática que atingiu Santa Catarina, em 2008, que venho, junto com parlamentares de diversos partidos, lutando por legislação que reforce a Defesa Civil. O que está acontecendo no Rio de Janeiro poderia, sim, ser evitado. Não foi, virou herança e, se o país não reagir, vai ser herança para o próximo governo, em 2014.
Quem acompanha a movimentação em torno da eleição para a presidência da Câmara dos Deputados deve fazer as mesmas contas que PMDB e PT fizeram para buscar nos votos do PSDB e dos Democratas a garantia para o cumprimento do princípio da proporcionalidade para a composição da Mesa.
Matematicamente aptos a assumirem a presidência da Casa, por que PT e PMDB precisariam se juntar à oposição? Porque a oposição tem votos para decidir qualquer votação importante, é simples.
A oposição vai continuar sendo a pedra no caminho. Até porque essa é a sua função, sinalizar a existência de outros caminhos. Ou a pedra no sapato, mostrando que o sapato novo, agora de salto alto, não cabe no pé de quem o está calçando.
É fundamental que a oposição tenha consciência de sua força. Para isso, deve lembrar que o embate político não deve se dar apenas no Parlamento -esse talvez o nosso grande erro nos últimos oito anos.
O processo político de alternância no poder não é imediatista; é processo, algo a ser construído.
A oposição deu passos largos nas últimas eleições: Democratas e PSDB assumiram dez importantes governos estaduais. Isso significa a possibilidade de avanço no plano municipal, em 2012, que projeta uma nova posição federativa em 2014, em busca do objetivo maior, que é o poder central.
Com Rosalba Ciarlini no Rio Grande do Norte e Raimundo Colombo em Santa Catarina, os Democratas chegarão em 2014 com um projeto de gestão que nos credenciará para a disputa da Presidência da República. Isso está sendo possível graças a planejamento definido na fundação do partido, em 2007.
Lá foram traçados princípios e linhas de nossa atuação. Na Câmara, por exemplo, a rotatividade anual da liderança da bancada fez do Democratas um partido sem estrelas, em que todos têm a mesma possibilidade de se destacar.
No campo oposto, temos um país que esgotou sua capacidade de seguir crescendo por inércia. Um país em que a falta de investimentos nos últimos oito anos leva inevitavelmente a um retrocesso no quadro econômico-financeiro.
Um país que voltará a sentir as agruras do arrocho fiscal, consequência da desastrada política de gastos públicos; da administração voltada para a construção de um mito, e não de uma nação.
Para honrar os mais de 44 milhões de votos recebidos em 2010, a oposição precisa seguir a receita que deu certo, seguir a fórmula de suas vitórias: ganharam aqueles que se apoiaram em um projeto de grupo; perderam os individualistas, tanto na oposição como nas hostes governistas.
A oposição unida saiu, sim, fortalecida das urnas de 2010. E não tem o direito de queimar essa força na fogueira das vaidades.
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BEN HARPER CANTARÁ À BEIRA DE UMA CLOACA
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| Riozinho, na Praia do Campeche: onde Ben Harper se apresentará |
Após quatro anos, fãs do Ben Harper, que moram ou estão a passeio na Ilha de Santa Catarina, contam os dias para prestigiar o blues, o reggae ou o soul das cordas vocais do cantor californiano, que é sucesso no mundo inteiro. Mas o show promovido pela Skol ainda depende do aval da prefeitura de Florianópolis para que tudo aconteça com a sintonia que o evento merece.
Dessa vez, o evento será gratuito — em troca de dois quilos de alimento — e bem perto do mar. Quase 200 mil votos, pela internet, escolheram a Praia do Campeche, no Sul da Ilha, para receber além de Ben Harper, os cantores Donavon Frankenreiter e Tom Curren, considerados ícones do surf music, e também Armandinho. Florianópolis concorreu com Maresias (SP) e Búzios (RJ), mas o Riozinho levou a bolada.
A combinação natureza e os diversos ritmos de Ben pode ser perfeita para a maioria do público que pretende concorrer aos oito mil ingressos disponíveis pelo Praia Skol Music. Porém, para que o show ocorra em sintonia com as leis do município, a prefeitura ainda precisa dar o aval à organização do evento.
Faltando cinco dias para o espetáculo, nada está definido. Na segunda, aconteceu a primeira reunião entre os organizadores e a Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram), responsável pelas licenças. Um plano de controle ambiental foi entregue pela Skol ao superintendente da Floram, Gerson Basso. No documento, constam as cercas para proteger as Áreas de Preservação Permanente (APP´s), que ficam à beira-mar, e no local do show, um terreno particular. Além disso, a disponibilização de banheiros e estacionamentos.
Segundo Basso, será verificada principalmente a questão do impacto ambiental. Por enquanto, a ideia de telões na praia foi descartada. A previsão é que as licenças sejam concedidas, no máximo, até quinta-feira. Leia MAIS
Dessa vez, o evento será gratuito — em troca de dois quilos de alimento — e bem perto do mar. Quase 200 mil votos, pela internet, escolheram a Praia do Campeche, no Sul da Ilha, para receber além de Ben Harper, os cantores Donavon Frankenreiter e Tom Curren, considerados ícones do surf music, e também Armandinho. Florianópolis concorreu com Maresias (SP) e Búzios (RJ), mas o Riozinho levou a bolada.
A combinação natureza e os diversos ritmos de Ben pode ser perfeita para a maioria do público que pretende concorrer aos oito mil ingressos disponíveis pelo Praia Skol Music. Porém, para que o show ocorra em sintonia com as leis do município, a prefeitura ainda precisa dar o aval à organização do evento.
Faltando cinco dias para o espetáculo, nada está definido. Na segunda, aconteceu a primeira reunião entre os organizadores e a Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram), responsável pelas licenças. Um plano de controle ambiental foi entregue pela Skol ao superintendente da Floram, Gerson Basso. No documento, constam as cercas para proteger as Áreas de Preservação Permanente (APP´s), que ficam à beira-mar, e no local do show, um terreno particular. Além disso, a disponibilização de banheiros e estacionamentos.
Segundo Basso, será verificada principalmente a questão do impacto ambiental. Por enquanto, a ideia de telões na praia foi descartada. A previsão é que as licenças sejam concedidas, no máximo, até quinta-feira. Leia MAIS
Foto De Charles Guerra/DC [Gostei da foto!]
MEU COMENTÁRIO: Vejam só como os ecochatos sabem faturar na mídia. É claro que essa licença será concedida. Tomara que o faturamento ecochato em cima deste lance limite-se à pura militância da seita ecológica.
O problema de Florianópolis jamais será um show que não deverá ultrapassar duas horas. Explico.
O buraco é mais embaixo. No início da temporada os turistólogos calcularam 5 milhões de turistas aportando na Ilha durante estes meses de janeiros e fevereiro. A população de Florianópolis, segundo o último censo do IBGE, totaliza algo ao redor de 500 mil habitantes, enquanto toda a área metropolitana incluindo mais quatro municípios forma um conglomerado de quase 900 mil habitantes. É uma das menores capitais do Brasil mas que vive assediada pelo fato de ter virado moda nacional e internacional. O mundo inteiro quer vir e de fato vem para Florianópolis.
O buraco é mais embaixo. No início da temporada os turistólogos calcularam 5 milhões de turistas aportando na Ilha durante estes meses de janeiros e fevereiro. A população de Florianópolis, segundo o último censo do IBGE, totaliza algo ao redor de 500 mil habitantes, enquanto toda a área metropolitana incluindo mais quatro municípios forma um conglomerado de quase 900 mil habitantes. É uma das menores capitais do Brasil mas que vive assediada pelo fato de ter virado moda nacional e internacional. O mundo inteiro quer vir e de fato vem para Florianópolis.
A infraestrutura da cidade já está há muito tempo defasada para seus habitantes e não dispõe de rede de esgoto tratado. O mar que circunda esta Ilha outrora pacata e bucólica é o destino das dejeções de seus habitantes cujo número é turbinado de forma insana durante o verão.
Implicar com o show de Ben Harper chega a ser uma coisa surrealista.
Quanto ao fato da Ilha estar rodeada de uma enorme cloaca marítima ninguém dá um pio. Muito menos os ecochatos que contam com o beneplácito do jornalismo politicamente correto.
É por isso que não me canso de repetir: o cérebro humano só náo tem limite para a estupidez. Arre!
Lamento a dureza deste comentário, mas a verdade dos fatos tem de prevalecer.
Lamento a dureza deste comentário, mas a verdade dos fatos tem de prevalecer.
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PANAMERICANO: ENGENHARIA FINANCEIRA 'MILAGROSA' SALVA PATRIMÔNIO DE SÍLVIO SANTOS
Um Proer privado evitou a quebra do Panamericano e salvou o patrimônio do empresário Silvio Santos. Ontem à noite, o BTG Pactual comprou a participação de Silvio no Panamericano por R$ 450 milhões. O dinheiro foi usado por Silvio para liquidar a dívida de R$ 4 bilhões que ele contraiu com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para cobrir dois rombos em seu ex-banco. O restante será absorvido pelo FGC, em nome da preservação do sistema financeiro nacional.
Não foi à toa que Silvio saiu sorrindo da sede do BTG Pactual após a assinatura do negócio, na noite de ontem. Em uma só tacada, ele quitou uma dívida de R$ 4 bilhões por pouco mais de 10% do valor. E mais: protegeu a maior parte de seu patrimônio, que engloba o SBT e a empresa de cosméticos Jequiti, entre outras. Em contrapartida, abriu mão do banco, unidade mais rentável de seu grupo.
A engenharia da operação é a seguinte: Silvio não foi pago em dinheiro, mas em recebíveis do BTG, de André Esteves, no valor de R$ 450 milhões. Repassou esses títulos para o FGC e liquidou a dívida que tinha por causa do Panamericano. Cabe agora ao BTG definir quando vai pagar o FGC. O banco de André Esteves tem até 2028 para fazer isso, pagando uma correção 13% ao ano. Se decidir levar a dívida até o prazo final, terá pago R$ 3,8 bilhões ao FGC.
Mas o BTG pode quitar a dívida quando quiser. Se, por exemplo, resolver liquidar o débito amanhã, o fará por R$ 450 milhões. Nesse caso, o FGC assumiria um prejuízo de aproximadamente R$ 3,5 bilhões. Se usar o prazo máximo, o FGC receberá daqui a 17 anos R$ 3,8 bilhões sem correção.
O FGC é uma entidade criada pelos bancos em 1995 (época em que o governo fez o Proer, para socorrer instituições em dificuldades) com objetivo de garantir parte dos depósitos em caso de quebra de algum banco. O dinheiro que sai do fundo precisa da aprovação dos principais banqueiros do País. O Estado apurou que eles ficaram aborrecidos com a situação, mas julgaram que deixar o Panamericano quebrar poderia criar uma crise de confiança no sistema. Em setembro, o FGC tinha um patrimônio total de R$ 26 bilhões.
Em setembro, o Banco Central (BC) descobriu uma fraude no Panamericano que resultou em um rombo de R$ 2,5 bilhões. O FGC emprestou o dinheiro a Silvio, que colocou todo seu patrimônio pessoal como garantia.
Em janeiro, a atual administração do Panamericano, indicada pela Caixa Econômica Federal (que tem e manterá 49% do capital votante do banco), descobriu que o rombo era cera de R$ 1,5 bilhão maior, totalizando R$ 4 bilhões. Para viabilizar a venda e a continuidade das operações do Panamericano, o FGC fez um novo aporte, de R$ 1,5 bilhão.
A partir de hoje, o banco passa a ser dirigido por José Luiz Acar Pedro, sócio do BTG e ex-vice-presidente do Bradesco. Do portal do Estadão
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