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sábado, julho 02, 2011

MORRE, AOS 81 ANOS, O EX-PRESIDENTE ITAMAR FRANCO

O ex-presidente e senador Itamar Franco (PPS), de 81 anos, morreu na manhã deste sábado, 2. Ele estava internado no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, desde o dia 21 de maio para tratar de leucemia. Desde então, ele permanecia licenciado de suas atividades no Senado. Nos últimos dias, o ex-presidente apresentou um quadro de pneumonia grave e precisou ser transferido para a UTI do hospital.
Baiano no registro civil, Itamar se tornou um dos mais destacados e comentados políticos mineiros das últimas décadas. Para o País, surgiu na eleição presidencial de 1989, como candidato a vice de Fernando Collor de Mello. Terminou por assumir a Presidência da República após o impeachment do ex-governador alagoano, com quem vivia às turras.
Mesmo entre os mais críticos, Itamar costumava ser reconhecido pela retidão ética. Igual reconhecimento ele sempre cobrou em relação ao legado da estabilidade do País. Econômica, com o lançamento do Plano Real durante seu governo, e política, com a transição bem sucedida após o desastroso desfecho da gestão Collor.
Com seu indefectível topete, o ex-presidente também chamou muita atenção pelo estilo intempestivo, muitas vezes enigmático. Protagonizou situações embaraçosas e embates memoráveis. Se dizia nacionalista e abusava era das referências às "montanhas de Minas".
Como político, o engenheiro Itamar gostava dos cálculos bem pessoais. Orgulhava-se de ter sido fundador do MDB, posterior PMDB, mas não fazia cerimônia: deixava o partido toda vez que seus interesses eram contrariados.
O ex-presidente também melindrava facilmente e não raro surpreendia aliados com rompantes de fúria. Atribui-se a Tancredo Neves a frase de que Itamar guardava o "ódio na geladeira". Em um ponto, porém, detratores e apoiadores concordam: na política, o acaso costumava conspirar a seu favor.
Trajetória. Itamar nasceu em 28 junho de 1930 a bordo de um navio de cabotagem, no mar entre o Rio de Janeiro e Salvador. A mãe, dona Itália Cautier, havia ficado viúva de Augusto César Stiebler Franco pouco antes do nascimento do filho e o registrou na capital baiana, onde morava um tio.
Mas Itamar cresceu e tomou gosto pela política em Juiz de Fora (MG), origem de sua família. Estudou no Granbery, o mais tradicional colégio da cidade da Zona da Mata mineira. Na rigorosa instituição, vinculada à Igreja Metodista, se tornou destaque do time de basquete.
Concluiu o curso Engenharia Civil em 1955 e naquele mesmo ano estreou na política se filiando ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Em vão, tentou se eleger vereador em 1958 e vice-prefeito em 1962. Alcançou o primeiro cargo público - a prefeitura da cidade - cinco anos depois, já filiado ao antigo MDB após o golpe militar de 1964 e o estabelecimento do bipartidarismo. Ficou no Executivo municipal até 1971. No ano seguinte, conquistou um novo mandado na prefeitura, mas em 1974 renunciou e foi eleito senador por Minas Gerais.
Já no PMDB, após o restabelecimento do pluripartidarismo, Itamar foi reeleito para mais um mandato de senador em 1982, na chapa que levou Tancredo Neves ao governo de Minas. Em 1986, deixou o PMDB e filiou-se ao PL para disputar o governo de Minas. Acabou derrotado justamente pelo peemedebista Newton Cardoso, que havia lhe fechado as portas no antigo partido.
Itamar voltou ao Senado, participou dos trabalhos da Assembleia Constituinte, mas antes de encerrar o mandato aceitou o convite do então jovem governador de Alagoas, Fernando Collor de Mello, para compor como vice a chapa vitoriosa na campanha presidencial de 1989. O senador por Minas deixou então o PL para ingressar no obscuro Partido da Reconstrução Nacional (PRN). 
As rusgas com Collor começaram ainda na campanha. Tanto que o presidenciável teria solicitado uma consulta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para saber se poderia trocar seu candidato a vice.  Do portal do Estadão

OS HACKERS PROGRESSISTAS DE MERCADANTE

O Nelson Motta, mandou bem na sua crônica no site do Estadão. Aliás, depois do advento do lulo-petismo sobram do ex-vetusto bastião do liberalismo paulistano, apenas a equipe de editorialistas do jornal, o Nelson Motta e a Dora Kramer. O resto faz teatrinho para agradar a galera petralha. 
Mas como disse, o Motta mandou tão bem nesta sua crônica intitulada 'Perdido do ciberespaço' que decidi transcrevê-la na íntegra, cometendo apenas uma 'esquentada' no título do post. O escrito versa sobre a idéia 'genial' do aloprado Mercadante, o homem que sabe tudo de tecnologia, de chamar os hackers para trabalhar no seu Ministério. Leiam:
Quando vários sites do governo são invadidos e o ministro da Ciência e Tecnologia diz que quer convidar "os hackers" para um encontro no ministério "para ajudarem a construir os indicadores e a forma da transparência", a coisa está feia: ou ele não sabe o que é um hacker ou pensa que pode usá-los como os "blogueiros progressistas", pagando-os com patrocínios estatais.
Astuto e sagaz como um Suplicy, Mercadante pensa que um hacker é um cracker do bem, que pode ser cooptado. Ele quer conversar, ele acredita no diálogo democrático (rs). Ele nunca ouviu falar do cibergênio do mal Kevin Mitnick e de seu rival Tsutomu Shinomura, que protagonizaram o mais célebre e sensacional duelo de hackers da história digital. No final, Shinomura conseguiu rastrear Mitnick e o entregou ao FBI, mas depois também passou para o lado escuro do ciberespaço.
Hackers de verdade invadem redes de computadores de bancos, de cartões de crédito, de companhias telefônicas, de governos, roubam bases de dados, inventam sistemas diabólicos de multiplicação de spams, não são lúdicos grafiteiros digitais do ciberespaço, como crê o analógico ministro. Ele acha que os crackers são malvados que "invadem sistemas para divulgar mensagens políticas", mas acredita que os hackers são bonzinhos, que vão adorar conversar com ele no ministério, todos com os seus crachás de "hacker", tomar um lanche e acertar a data do "Hacker"s Day" patrocinado por uma estatal. Cuidado, ministro, se eles vierem, não são hackers: são nerds.
A ignorância e ingenuidade do ministro sobre temas básicos de sua pasta envergonha, mas não surpreende, é compatível com os conhecimentos de Edison Lobão sobre energia e a expertise de Pedro Novais em turismo.
Só com seus currículos e experiência na área, a maioria dos atuais 37 ministros não conseguiria emprego, mesmo mal pago, em qualquer empresa privada séria. E certamente não passaria em nenhum concurso público para cargos de terceiro escalão nas pastas que ocupam.
Quem sabe os hackers progressistas de Mercadante possam ser úteis nos "núcleos de inteligência" do PT nas próximas eleições ? 

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sexta-feira, julho 01, 2011

CÂNCER GERA DÚVIDAS SOBRE PRESIDÊNCIA DE CHÁVEZ


El uso de herramienta para traducir a otro idioma en la siguiente columna
Em que pese o fato de se conhecer poucos detalhes sobre sua enfermidade, o caudilho venezuelano enfrenta um longo e intenso caminho para poder recuperar-se do câncer que padece, que no melhor dos casos obrigará diminuir significativamente seu ritmo de vida, e no pior, a separar-se do poder.
Médicos consultados pleo jornal El Nuevo Herald disseram que Chávez se encontra sob o que a medicina chama de diganóstico reservado e que seu tratamento requererá constante monitoramente, além de doses significativas de descanso.
"Ele não vai poder manter o mesmo ritmo de vida. Se é um homem que está doente, deve ter um período de recuperação, de convalescência prolongada. E isto impedirá a possibilidade de ser o cavalo de batalha, o presidente que não dorme", disse Gustavo León, um médico cirurgião que exerce a medicina há 30 anos em Miami.
"Terá que seguir o exemplo de Castro, obrigado a passar o cetro da ditadura a seu irmão. Chávez é mais jovem, mas com esta enfermidade tem que repousar, tem que recuperar-se, de maneira que não vai poder manter o mesmo ritmo de vida", insistiu. 
Chávez em sua alocução veiculada na noite desta quinta-feira não especificou o lugar em que os médicos encontraram o tumor extraído. As conjeturas que circularam na Venezuela nas últimas semanas com base em comentários provenientes desde as altas esferas do governo assinalavam que o tumor se encontrava na próstata e no colón.
León Lapco, presidente da Associação Venzuelana Americana de Médicos, disse que na realidade foram muito poucos os detalhes sobre a enfermidade declinados por Chávez em sua mensagem na televisão.
"Com base na informação (de Chávez), não se pode estar seguro se o problema vem realmente do que era um câncer de próstata, que é algo conhecido e relativamente comum", observou Lapco. "E muito menos se o câncer fez metástases".
Um quadro de metástese sobreia consideravelmente as previsões de recuperação, mas atualmente se desconhece quanto avançou a enfermidade.
"O que está claro é que ele necessitará um tratamenteo forte, que somente poderia envolver quimioterapia mas radioterapia também," opinou o médico.
León, por sua vez, disse que a informação contida no discurso de Chávez de quinta-feira às noite, de que o câncer foi detectado depois da operação para extrair abscesso pélvico reforça a versão de que o tumor se encontrava no colón.
"Normalmente, os tumores de próstata não são os que causam esse tipo de abscesso", comentou o cirurgião do Hospital Mercy. "Eu diría que se trata do colon, o intestino grosso. É o que comumente causa divertículos, perfurações e abscesso".
Prosseguindo afirmou que "o tumor de próstata normalmente se manifesta de outra maneira", acrescentando que 'a próstata cresce, o paciente não pode ir ao banheiro, não pode esvaziar a bexiga. Na próstata não é o lugar onde normalmente se vê abscesso".
Há exceções, segundo o jornal, supondo-se que possa ter havido um tumor de próstata e que uma infecção haja causado o abscesso.
El Nuevo Herald conclui a reportagem afirmando que neste caso pode ser que a versão do abscesso não seja certa, já que fez parte dos esforços iniciais do governo de esconder a enfermidade de Chávez. Leia MAIS - En español

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PREVISÃO É DE FRIO INTENSO, NEVE E GEADA NESTE FINAL DE SEMANA. FORTE MASSA DE AR POLAR AVANÇA SOBRE SUL DO BRASIL.

Uma forte massa de ar polar avança em direção ao Sul do Brasil neste fim de semana. O sábado e o domingo ainda devem ser chuvosos entre o centro-leste e norte do Rio Grande do Sul e o Paraná. A combinação de tempo chuvoso com o ar polar faz com que a sensação de frio seja intensa, inclusive nas capitais. 
Não se pode descartar a possibilidade de chuva congelada e ocorrência de neve nas serras gaúcha e catarinense já a partir da noite de sábado. Na fronteira com o Uruguai os dias amanhecem com geada.

Neste sábado, a temperatura começa a baixar também em Mato Grosso do Sul, no oeste de sul de Mato Grosso, e no oeste e sul de São Paulo.


Durante o domingo, o ar polar avança forte sobre o Brasil. Uma forte queda da temperatura  também será observada em Mato Grosso do Sul, no centro-oeste e sul de Mato Grosso, em Rondônia e Acre, além de São Paulo.


Na segunda-feira, o frio será ainda mais acentuado no Acre, Rondônia, sul do Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, sul e oeste de Minas Gerais e Rio de Janeiro, além de todo o Sul do Brasil. Na Região, volta a gear de forma generalizada.
Do site ClimaTempo

CHÁVEZ COPIA FIDEL E PODE JÁ ESTAR PREPARANDO GOLPE QUE TRANSFORMARÁ O IRMÃO ADÁN NO SEU SUCESSOR.

Chávez e seu irmão - mais velho e mais radical - Adán Chávez
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 Em Cuba há mais de 20 dias, o venezuelano Hugo Chávez pode estar aproveitando a estadia não só para tratar o câncer, mas também para aprender algumas lições de ditadura com Fidel Castro. Desde o início dos rumores sobre a saúde do caudilho, especialistas ficaram intrigados com um fenômeno curioso: o aparecimento do irmão mais velho do tiranete, Adán Chávez, na vida pública. “Na ausência de Chávez, chama a atenção a disputa existente entre o setor civil radical e o setor militar do governo. Porém, o fenômeno mais curioso a que temos assistido recentemente é o aparecimento de Adán Chávez no cenário político”, diz Sadio Garavini, doutor em ciências políticas e ex-embaixador venezuelano em diversos países. “Adán começou a dar declarações à imprensa, a expor-se muito mais. Parece que há um esforço para criar-se um sucessor, seguindo o modelo dos Castro, (no qual Raúl sucedeu a Fidel após o anúncio de que este estava doente)”.
A esperança de que um possível afastamento de Chávez devolvesse à Venezuela a chance de viver uma democracia se esvai após uma observação mais cuidadosa. Sem sucessores óbvios ou opositores fortes para Chávez, um agravamento da doença ou uma eventual morte do ditador mergulhariam a Venezuela em um profundo vácuo de poder. Considerando esse cenário, só o que resta à poderosa - e corrupta - família Chávez é a possibilidade de esculpir um sucessor que lhes permita manter seus privilégio, no caso, Adán. 
Sucessão - "Os principais conflitos acontecem dentro das forças do governo, entre diferentes facções que disputam para ver quem será o sucessor", avaliou Moisés Naím, ex-ministro venezuelano, economista do Carnegie Endowment, em entrevista à rede CNN nesta sexta. A avaliação faz bastante sentido, já que a oposição, como uma força única, oferece pouco “risco”, apesar de ter ganhado significativo espaço no cenário político desde as últimas eleições legislativas.
A maior força que mantém unidos partidos e movimentos oposicionistas no bloco Mesa da Unidade Democrática é justamente a rejeição a Chávez. “A oposição na Venezuela é extremamente heterogênea. Se tirarmos esse inimigo comum, que é Chávez, ela irá se fragmentar ainda mais”, avalia Ricardo Gualda, especialista em estratégia da comunicação chavista e professor da Universidade de Columbia. E com opositores e governistas se digladiando para decidir quem despontará como candidato forte, Adán teria mais tempo e espaço para fortalecer a própria imagem e se aproveitar do nome que carrega.
Adán - Se a Venezuela anda mal nas rédeas de Hugo Chávez, a situação poderia ser ainda pior com seu irmão - um cenário bastante difícil de imaginar, mas não impossível. “O irmão mais velho é ainda mais radical que Chávez”, diz Garavini. E, recentemente, Adán comprovou que a opinião do cientista político é acertada. No dia 26 de junho, quando os boatos sobre a saúde de Chávez já estavam em ebulição no mundo todo, Adán veio a público e fez a seguinte declaração, citando o guerrilheiro Che Guevara: “O processo bolivariano começou pela via eleitoral. Mas seria imperdoável que a gente se limitasse às vias eleitorais e nós não víssemos outras maneiras de luta, inclusive, a luta armada”.
Físico de formação e político de carreira, Adán já ocupou o cargo de ministro da Educação no governo do irmão, de 2007 a 2008. Atualmente, é governador do estado de Barinas. Felizmente, o irmão de Hugo Chávez não demonstrou ter sua perigosa habilidade de manipular as massas com um discurso populista. Mas há o risco de que ele se aproveite do legado de Chávez, especialmente se o ditador morrer em breve.
“O melhor cenário para a Venezuela é aquele em que Chávez é derrotado nas urnas, devido a seu governo ineficiente e corrupto. É do interesse do país que o caudilho não morra enquanto sua popularidade for alta entre as classes baixas e ele puder ser transformado em um mártir populista, como Juan Domingo Perón, na Argentina. Pois quem se beneficiaria da lenda criada em torno do seu nome seria Adán. Um cenário desastroso”, argumenta Garavini. “Por pior que seja Chávez, há algumas razões, além das humanitárias, para não torcermos por sua morte.” Texto e foto do site da revista Veja

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PSDB E DEM FORAM PROCURADOS MAS NÃO CAÍRAM NA ARAPUCA DO HACKER QUE INVADIU EMAILS DA DILMA

Minha intuição indica que essa história do tal hacker que invadiu os emails da Dilma para oferecê-los à oposição na campanha de 2010 está muito misteriosa. 
Todavia, pelo que se vê, a oposição agiu corretamente refutando o material. Pode ser tudo verdade mesmo a história do hacker. Mas como observei minha intuição faz com que mantenha um pé atrás. Até porque quem entende bem dessas espionagens é o PT e seu 'setor de inteligência aloprada'. Que o diga o Mercadante que, aliás, afirmou anteontem que queria convidar esses hackers para trabalhar no Ministério da Ciência e Tecnologia. 
Hummm... por enquanto creio que a oposição agiu guiando-se pela mesma desconfiança que a minha intuição sugere. Leiam:

O PSDB e o DEM confirmaram ontem que foram procurados pelo hacker que invadiu o correio eletrônico pessoal da presidente Dilma Rousseff. Ele ofereceu cópias das mensagens aos partidos.
 
A Folha revelou ontem que o rapaz, que disse se chamar "Douglas" e não quis dar o sobrenome, invadiu o endereço eletrônico de Dilma na campanha de 2010.
O diretório nacional do PSDB disse que o partido foi procurado na campanha de 2010 e "rechaçou imediatamente esse tipo de prática".

 
O ex-deputado federal Alberto Fraga, presidente do diretório do DEM no Distrito Federal, também foi procurado e disse que não aceitou a proposta para comprar o material. Fraga gravou suas conversas com "Douglas".

 
Eles mantiveram dois contatos. O primeiro, por telefone, na primeira semana de junho deste ano. O rapaz disse ter procurado o ex-deputado porque o DEM faz oposição ao governo Dilma.

 
Em 9 de junho, dias depois do primeiro telefonema, Fraga e o rapaz se encontraram na sede do DEM do Distrito Federal, num escritório no Setor Comercial Sul de Brasília, quando o ex-deputado gravou a conversa.

 
A Folha começou a apurar na quinta-feira da semana passada a informação de que "Douglas" fizera oferta a um político de Brasília.

 
No último fim de semana, a reportagem conseguiu contatá-lo por telefone e marcou um encontro com ele para segunda, num shopping em Taguatinga (DF), quando ele exibiu parte do seu material.

 
Duas pessoas confirmaram ter enviado a Dilma, durante a campanha eleitoral, as mesmas mensagens que "Douglas" mostrou à Folha.

PROPOSTA

Numa conversa gravada por Fraga, o rapaz pediu R$ 300 mil ao ex-deputado para entregar as mensagens.

 
"Eu queria ajustar tudo lá [em casa], minha filha, minha mulher, acho que uns [R$] 300 mil", disse o rapaz.

 
"Douglas" contou que havia feito uma oferta "ao PSDB", num valor muito mais alto. A proposta, segundo o rapaz, também não foi aceita pelos tucanos.

 
"Acho que -o pessoal não acreditava- quando eu cheguei lá no PSDB, eu exagerei. Aí eu pedi [R$] 3 milhões para eles", disse "Douglas".

 
Fraga perguntou: "Quantos e-mails você acha que tem aí?". O rapaz respondeu: "Acho que 600".

 
"Douglas" apresentou a Fraga arquivos que estavam armazenados em seu computador. Ele diz ter exames de Dilma, uma lista de telefones e uma "pesquisa dos bancos" que teria sido enviada a Dilma de forma "sigilosa".

 
Fraga disse ter olhado algumas das mensagens. "Ele garantiu que entrava quando bem quisesse", contou o ex-deputado à Folha. "Eu disse a ele que era muito errado, que ele estava fazendo coisa errada e que devia parar". Da Folha de S. Paulo desta sexta-feira

JOBIM ELOGIA FHC E DEPLORA OS IDIOTAS QUE HOJE TEM DE ATURAR. A TURMA DO PT TORCEU O NARIZ. FHC DEIXOU ESCAPAR UM LEVE SORRISO.

Há pessoas que só dizem o que deve ser dito quando são contrariadas nos seus interesses pessoais. É o caso desse estranho discurso de Nelson Jobim ao elogiar Fernando Henrique Cardoso e deplorar os idiotas que segundo ele perderam a modéstia na atualidade brasileira. E, por isso, soa como algo fora de lugar, haja vista que Jobim é homem de primeira linha da base alugada do lulopetismo. Leiam:

O ministro Nelson Jobim (Defesa) fez um discurso ontem na homenagem ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que foi interpretado como sinal de insatisfação com sua situação no governo Dilma Rousseff.
 
Começou dizendo que faria um "monólogo" dedicado a FHC -de quem foi ministro da Justiça e que o indicou para o Supremo Tribunal Federal-, e que deixaria "vazios" que o tucano iria "compreender perfeitamente".

 
Jobim elogiou o estilo conciliador do ex-presidente. "Nunca o presidente levantou a voz para ninguém. Nunca criou tensionamento entre aqueles que te assessoravam", disse. A referência foi interpretada como uma alusão ao estilo duro de Dilma com seus auxiliares.

 
"Se estou aqui, foi por tua causa", afirmou, sem mencionar Lula nem Dilma.
Disse que, quando presidente, FHC construiu "um processo político de tolerância, compreensão e criação".

 
"E nós precisamos ter presente, Fernando, que os tempos mudaram." E citou Nelson Rodrigues: "Ele dizia que, no seu tempo, os idiotas chegavam devagar e ficavam quietos. O que se percebe hoje, Fernando, é que os idiotas perderam a modéstia. E nós temos de ter tolerância e compreensão também com os idiotas, que são exatamente aqueles que escrevem para o esquecimento".

 
Esse encerramento da fala provocou perplexidade em governistas da plateia. "O que ele está querendo dizer?", indagou um petista.

 
Questionado sobre a fala, FHC disse que não viu nenhuma tentativa de fazer "comparações". Sobre os "idiotas", FHC sorriu e concordou: "É, aquilo foi forte".
Já o presidente do Instituto Teotonio Vilela, Tasso Jereissati, avaliou que o titular da Defesa "fez um discurso cheio de recados".

 
Aliados do ministro dizem que ele está, de fato, insatisfeito com Dilma. Recentemente se queixou a correligionários de que não é convocado para opinar política e direito, como Lula fazia.

 
Ele também ficou incomodado com o corte do orçamento de sua pasta. Assessores da Defesa negam que Jobim tenha manifestado a vontade de deixar o cargo. Hoje pela manhã o ministro tem audiência agendada com a presidente.

ECUMÊNICO

Vários aliados de Dilma participaram da homenagem a FHC no Senado: o governador Eduardo Campos (PSB-PE), o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), e o ministro Garibaldi Alves (Previdência). A mestre de cerimônias do evento foi a atriz Fernanda Montenegro.

 
O vice-presidente Michel Temer recepcionou o tucano na sala do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP).

 
No discurso, FHC se disse "muito feliz" com a carta elogiosa que recebeu de Dilma pelo seu aniversário de 80 anos e que viu no gesto a prova de que "não é preciso destruirmos um ao outro".

 
O discurso mais crítico ao PT foi feito por José Serra, que disse que, quando presidente, FHC jamais "passou a mão na cabeça de aloprado". Da Folha desta sexta-feira



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HACKER INVADE TWITTER DE JOSÉ SERRA

O ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB), disse na noite desta quinta-feira que o seu perfil no Twitter foi invadido. Em mensagem postada por volta das 23h, Serra lamentou a suposta invasão: "Minha conta do Twitter foi invadida esta noite. As mensagens espúrias já foram excluídas. Vou tentar entender o que aconteceu...".
A primeira mensagem no microblog, enviada pelo suposto hacker por volta das 21h30, indicava o link para uma página fora da rede social com a seguinte inscrição: "Twitter do governador Serra foi hackeado", com uma pintura de Serra.
Pelo menos outras duas mensagens foram postadas pelo suposto hacker. Uma delas dizia: "Parabéns ao meu amigo Fernando Henrique Cardoso". No post seguinte, o suposto hacker pediu para que uma outra conta do Twitter fosse seguida.
Os posts foram apagados cerca de 30 minutos após terem sido postados. Do portal G1