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segunda-feira, junho 03, 2013

CONCURSO DA ANVISA É MARCADO POR CONFUSÃO EM 4 ESTADOS. HÁ DENÚNCIAS DE VAZAMENTO DE INFORMAÇÕES.

Candidatos denunciam, na delegacia, série de problemas durante provas do concurso público da Anvisa (Foto do site de Veja)
O concurso público para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), realizado neste domingo, foi marcado por desorganização e tumultos em pelo menos em quatro capitais. Candidatos reclamaram de problemas no Rio de Janeiro, em Alagoas, na Bahia e em Brasília durante a prova para uma das 314 vagas disponíveis, com salários entre 4,7 mil e 10 mil reais.
Na capital fluminense, houve falhas nas mudanças dos locais das provas, além de atrasos e violação de lacres. No Colégio Estadual Vicente Jannuzzi, na Barra da Tijuca, Zona Oeste, os testes que deveriam ter sido entregues às 8 horas, só foram distribuídos pouco antes das 13 horas. Durante as cinco horas de espera, em meio a discussões, candidatos afirmam não ter recebido qualquer explicação dos organizadores.
Muitos foram embora sem conseguir realizar a prova e alguns recorreram à polícia para tentar cancelar o concurso. Outros realizaram os testes com os celulares nas mesas - o que é proibido. De acordo com eles, o atraso teria ocorrido em função da mudança do local da prova. A avaliação, que seria realizada na Barra da Tijuca, foi transferida para o Cefet, nas imediações do Macaranã, na Zona Norte, mas devido ao amistoso entre Brasil e Inglaterra, o local da prova voltou à Zona Oeste, o que causou confusão.
Outros estados - Em Brasília, candidatos também registraram ocorrências nas delegacias apontando irregularidades. Assim como no Rio, muitos candidatos afirmaram que concorrentes usaram aparelhos eletrônicos durante a prova. Os problemas se repetiram na Bahia, onde os aspirantes aos cargos afirmam que houve vazamento de informações. Em Alagoas, os inscritos dizem que a folha de respostas tinha espaço para marcação de 60 questões - vinte a menos do que o total da prova.
Em nota, a Anvisa disse que tomou conhecimento dos problemas e afirmou que "avaliará a natureza das ocorrências e adotará todas as medidas para preservar a lisura do concurso e o direito de todos os participantes". Leia MAIS

COM AVAL DO GOVERNO DA DILMA, DÍVIDA EXTERNA DOS ESTADOS AVANÇA.

Infográfico do site da Folha de S. Paulo
Graças ao aval do Ministério da Fazenda, os governos estaduais têm tomado volume inédito de empréstimos no exterior, a despeito de obstáculos legais ao aumento do endividamento público.
Com o impulso de interesses políticos e econômicos na expansão das obras públicas, a dívida externa estadual teve um salto de mais de 50% em apenas um ano.
O montante passou de US$ 12,5 bilhões, em abril do ano passado, para US$ 19 bilhões no mês retrasado. Medida em moeda nacional, a dívida, que não chegava a R$ 20 bilhões no início do governo Dilma Rousseff, hoje se aproxima dos R$ 40 bilhões.
Trata-se do maior ritmo de alta desde o final dos anos 90, quando um colapso das finanças estaduais levou à criação da Lei de Responsabilidade Fiscal e ao monitoramento das operações de crédito pelo Tesouro Nacional.
A atual safra de governadores desfruta de uma liberalidade para o endividamento impensável nas quatro administrações anteriores.
Reação à paralisia econômica do país, o estímulo federal ao investimento desencadeou uma corrida suprapartidária por dólares e projetos de infraestrutura --que tende a ficar mais intensa com a aproximação das eleições do próximo ano.
A Fazenda decidiu contornar uma restrição criada em 1997, segundo a qual a União só pode garantir empréstimos tomados por Estados cuja capacidade de pagamento seja classificada como "A" ou "B" em avaliação do Tesouro.
A lei permite que, "em caráter excepcional", a União garanta empréstimos para Estados com nota "C" e "D" em caso de "projeto relevante para o governo federal" com garantias do tomador.
Mas o excepcional virou regra. Da administração tucana de São Paulo à petista de Sergipe, Estados mais e menos endividados foram autorizados a tomar novos empréstimos no país e no exterior para objetivos variados.
VITRINES
O governador Geraldo Alckmin conseguiu, por exemplo, US$ 1,1 bilhão para obras do Rodoanel, mesmo com a nota "C" atribuída ao Estado. O Ceará de Cid Gomes (PSB), nota "D", obteve US$ 100 milhões para ações de apoio à agricultura familiar.
Envolvido na organização da Copa de 2014 e da Olimpíada de 2016, o Rio elevou sua dívida externa de R$ 2 bilhões, no fim da primeira gestão de Sérgio Cabral (PMDB), para R$ 5,4 bilhões em 2012.
Houve autorização de empréstimos até para o Rio Grande do Sul do petista Tarso Genro, único Estado cuja dívida total, interna e externa, ultrapassa o teto legal de 200% da receita anual.
Como em todos os casos, o crédito foi aprovado sem dificuldade no Senado, que formalmente dá a última palavra.
Contraída, na maior parte, em organismos como o Banco Mundial, a nova dívida externa estadual ainda pesa pouco nos orçamentos, com juros inferiores às taxas domésticas.

No entanto, além da expansão acelerada, esse endividamento traz o risco ligado à variação do câmbio -ainda mais com a tendência atual de alta do dólar. Do site do jornal Folha de S. Paulo

Sponholz: Turismo em favelas "pacificadas".


LÍDER INDÍGENA DO AMAZONAS HABITUÉ DE CERIMÔNIAS COM PETISTAS FALSIFICOU REGISTRO NA FUNAI, AFIRMA A POLÍCIA FEDERAL.

Lula e Dilma fantasiados de índio com cocares presentados por Paulo Apurinã em solenidade pouco antes do câncer acometer o ex-presidente.
Um líder indígena do Amazonas, habitué de cerimônias com autoridades como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua sucessora, Dilma Rousseff, não é índio, segundo a Polícia Federal.
Para a PF, Paulo José Ribeiro da Silva, 39, o Paulo Apurinã, fraudou o Rani (Registro Administrativo de Nascimento de Índio), RG indígena emitido pela Funai (Fundação Nacional do Índio).
Após um ano e meio de apuração, ele e a mãe, Francisca da Silva Filha, 56, foram indiciados sob suspeita de falsificação de documento público.
Paulo Apurinã afirma que é índio
Entre os indícios de fraude, diz a PF, estão a ausência de dados genealógicos e de estudos antropológicos, além de depoimentos de índios que negaram a origem dos dois.
A própria mãe de Silva, em depoimento à PF, afirmou ter tirado os nomes indígenas dela e do filho --"Ababicareyma" (mulher livre) e "Caiquara" (o amado)-- de um dicionário de tupi-guarani. Eles não falam a língua apurinã.
"Esses documentos foram adquiridos mediante fraude com colaboração de uma funcionária da Funai", disse Sérgio Fontes, superintendente da PF no Amazonas, sobre os registros obtidos em 2007.
Documento administrativo da Funai, o Rani não confere direitos por si só, mas na ausência da certidão de nascimento serve como subsídio para inclusão em programas sociais, como o Bolsa Família, e cotas em universidades.
Com o Rani, a mãe de Silva entrou como cotista no curso de turismo da Universidade Estadual do Amazonas.
Um dos critérios para emissão do registro é o autorreconhecimento --a comunidade indígena tem de reconhecer a pessoa como índio. Caso a Funai tenha dúvidas sobre a etnia, deve pedir laudo antropológico, o que não ocorreu.
CERIMÔNIAS
Porta-voz do Mirream (Movimento Indígena de Renovação e Reflexão do Amazonas), Silva ganhou notoriedade em 2009, após liderar invasões de terras públicas para assentar índios sem teto.
Em outubro de 2011, presenteou Dilma e Lula com cocares na inauguração de ponte sobre o rio Negro. "O meu cocar está com a Dilma", disse à Folha nesta semana. Ele nega ter fraudado o registro.
A investigação começou em dezembro de 2011, após ele ser detido por desacato no aeroporto de Manaus. Tentava embarcar com cocar de penas de ave ameaçada de extinção e insultou um fiscal do Ibama e um agente da PF. Foi condenado à prestação de um ano de serviços comunitários.
Estimados em cerca de 8.000, os índios apurinã vivem dispersos às margens do rio Purus, no Amazonas, em Mato Grosso e em Rondônia.

O cacique apurinã José Milton Brasil, 48, da comunidade Valparaíso, em Manaus, disse ter dúvidas sobre a origem de Silva. "Precisamos saber qual é a linhagem dele para não sermos enganados." Do jornal Folha de S. Paulo desta segunda-feira

sábado, junho 01, 2013

MILITARES VENEZUELANOS ASSALTAM BRASILEIROS NA FRONTEIRA COM A VENEZUELA, DENUNCIAM DEPUTADOS.

Fronteira Brasil-Venezuela (Foto do site NotíciasClic)
Leitores deste blog na Venezuela encaminharam via Twitter indagação sobre as agressões que brasileiros vêm sofrendo por parte do Exército venezuelano quando viajam àquele país. Entretanto, nos sites dos principais jornais brasileiros não consegui encontrar nada, mas o fato é destacado pelo site NotíciasClic, da Venezuela. 
O Google mostra apenas um registro desta matéria no site da rádio Mirante AM, que faz parte da Rede Globo e, pelo relato dos deputados federais e estaduais que fazem a denúncia os fatos são graves, conforme pode se constatar. 
Transcrevo na íntegra a matéria do site da rádio Mirante:

Deputados federais e estaduais defendem o fechamento temporário da fronteira do Brasil com a Venezuela. O objetivo é fazer com que o governo venezuelano tome alguma providência para impedir que a Guarda Nacional e o Exército daquele país continuem extorquindo brasileiros que viajam de carro com destino, principalmente, à Ilha de Margarita, no mar do Caribe.

Durante audiência pública pelas comissões de Relações Exteriores e de Integração Nacional, o presidente da Assembleia Legislativa de Roraima, Chico Guerra, e o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Amazonas, Abdala Fraxe, apresentaram denúncias sobre brasileiros que sofrem intimidações. O deputado Abala Fraxe cita um dos casos:

"O que nos chama mais atenção são os relatos em relação às mulheres. Verdadeiros atentados ao pudor: mulheres passando por constrangimentos do lado dos seus maridos, dos seus namorados, dos seus filhos. E hoje já existe até um manual de como seguir para Margarita de carro. Mulher é que tem que ir de calça comprida, de preferência, frouxa, porque se delinear de alguma maneira o corpo dela, os militares da Guarda Nacional, os policiais podem fazer um atentado violento ao pudor junto a elas”.

O deputado Edio Lopes, do PMDB de Roraima, explicou que muitos cidadãos de Roraima e do Amazonas escolhem a Ilha de Margarita como opção de férias, porque fica mais barato viajar para lá que para outros destinos turísticos no Brasil. Edio Lopes conta que também passou por constrangimentos quando foi de carro à Venezuela com a família:

"Num dos últimos postos de fiscalização da Guarda Nacional Venezuelana, nós fomos abordados e, numa visível tentativa de extorsão dos policiais que lá estavam, chegou-se ao ponto de eles pegarem a bagagem da minha esposa e jogaram toda a roupa, inclusive roupas sujas sobre uma mesa e, com uma baioneta, ele ficava mexendo a roupa e pegando cada peça de roupa, inclusive peças íntimas da minha esposa, com visível cara de ironia, e colocando peça a peça de volta dentro da mala de roupas”.

O deputado Francisco Praciano, do PT do Amazonas, que solicitou a realização da audiência, e o deputado Márcio Junqueira, do Democratas de Roraima, cobraram medidas do governo para pressionar a Venezuela a resolver o problema. Márcio Junqueira foi incisivo:

"Não vemos outro caminho a não ser propor o fechamento da fronteira até que a Venezuela possa, efetivamente, garantir a segurança não só dos brasileiros, mas de qualquer ser humano que adentre aquele país, inclusive dos deles”.

Os deputados federais e estaduais reclamaram da omissão do Ministério das Relações Exteriores. De acordo com os parlamentares, o Itamaraty nunca deu resposta às várias denúncias e reclamações encaminhadas por eles em relação às extorsões e intimidações dos policiais e militares venezuelanos aos brasileiros.

Presente à audiência, o chefe da Divisão de Assistência Consular do Ministério das Relações Exteriores, Aloysio Gomide Filho, afirmou que, diante do aumento das denúncias em 2012, a Embaixada do Brasil na Venezuela pediu providências ao governo venezuelano.

O diplomata afirmou que, como as reclamações deixaram de chegar aos quatro consulados brasileiros naquele país, entendeu-se que as extorsões tinham diminuído. Aloysio Gomide destacou que, para que o Itamaraty tenha dados para acionar o governo da Venezuela, é necessário que os brasileiros molestados busquem os consulados brasileiros para reclamar e registrem boletins de ocorrência nas delegacias venezuelanas. Do site da Rádio Mirante do Maranhão

COTAÇÃO DO DÓLAR DISPARA SINALIZANDO QUE INTERVENCIONISMO ESTATAL DO GOVERNO DO PT AFUGENTA INVESTIDORES E PARALISA ECONOMIA

Apesar da intervenção do Banco Central, o dólar à vista --referência para as negociações no mercado financeiro-- fechou essa sexta-feira (31) em alta de 1,3% em relação ao real, cotado em R$ 2,137 na venda. É a maior cotação de fechamento desde 5 de maio de 2009, quando ficou em R$ 2,153.
Na semana, o dólar à vista acumulou ganho de 4,02% e, no mês, de 6,8%.
Depois de subir quase 1,7% pela manhã, o Banco Central promoveu no início da tarde um leilão de swap tradicional --equivalente a venda de dólares no mercado futuro-- quando a cotação da moeda no mercado à vista chegou a R$ 2,145 na venda. Foi a primeira intervenção do BC no câmbio desde 27 de março.
A operação ocorreu dois dias depois de o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmar que o governo não usaria o mercado de câmbio como instrumento para controlar a inflação.
O dólar comercial --utilizado no comércio exterior-- fechou esta sexta-feira com valorização de 1,37%, para R$ 2,143 na venda.
No leilão de hoje, foram ofertados 30 mil contratos com vencimento em 1º de julho de 2013, dos quais 17.600 foram vendidos. A operação movimentou US$ 876,7 milhões.
"O que parece é que a intenção do BC foi apenas amenizar a alta do dólar. Isso porque, se ele quisesse, teria aceitado as ofertas para vender todos os contratos que foram colocados a venda, e não apenas 59% do total", afirma Hideaki Ilha, operador de câmbio da Fair Corretora.
A cotação do dólar chegou a subir quase 1,7% pela manhã, reduziu para 0,5% após o leilão do BC, mas voltou a subir no decorrer da tarde.
O dia foi marcado pela formação da ptax --taxa que é usada como referência na liquidação de diversos contratos de câmbio--, o que tende a estimular para cima a cotação da moeda, segundo operadores.
A alta do dólar também ocorreu depois da elevação na taxa básica de juros nacional --a Selic-- de 7,5% para 8% ao ano, conforme decisão do BC na última quarta-feira.
"Geralmente, o dólar cai em cenário de elevação dos juros. O que estamos vendo, porém, é que os investidores, especialmente os estrangeiros, não estão conseguindo confiar em nossa economia. Eles estão evitando aplicar no Brasil, preferindo colocar seus recursos em mercados com uma política econômica mais estável", diz Ilha.
Para Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora, a entrada de dólares no país seguirá fragilizada, mesmo com uma Selic maior, por causa do intervencionismo do governo Dilma na economia.
Tal intervencionismo impediu a Petrobras de subir a gasolina, fez os bancos públicos reduzirem juros para forçar competição com os privados, diminuiu o ganho das empresas de energia para tornar mais barato o custo da eletricidade e promoveu o corte de uma série de impostos.
"Os investidores internacionais veem o governo interferindo em diversos segmentos da economia constantemente. Isso assusta e afasta os estrangeiros do país. Eles [os investidores internacionais] acabam colocando recursos em mercados com rentabilidade menor, mas com uma gestão política mais confiável." Do site da Folha de S. Paulo

Sponholz: CPI-Bomba apavora o Planalto!