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quarta-feira, setembro 03, 2014

PARA VARIAR, MAIS UM ESCÂNDALO. E MARINA SILVA AINDA QUER CONVIDAR O LULA COMO CONSELHEIRO DE SEU EVENTUAL GOVERNO.

 O ministro Walton Alencar: ele dava atenção especial a processos de interesse do governo em troca da nomeação da mulher para uma vaga no STJ (Foto do site de Veja)
O Tribunal de Contas da União (TCU) carrega entre suas prerrogativas constitucionais a missão sagrada de zelar pelas melhores práticas de gestão na máquina estatal. É ponto pacífico, nesse caso, que quem tem o poder de fiscalizar e punir o erro alheio, tem também a obrigação de dar exemplo de correção no funcionalismo. A capacidade de ser transparente e de não se omitir ante os problemas que possam aparecer é o que faz do tribunal uma instituição forte, capaz de depurar seus procedimentos, ou uma instituição frágil, submetida a interesses fisiológicos e antirrepublicanos. Na mais recente edição de VEJA, que está nas bancas, o tribunal é confrontado com esses dois caminhos: a responsabilidade ou a omissão. Revelada a intensa troca de favores estabelecida entre o ministro Walton Alencar e a então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e seu braço-direito na pasta, Erenice Guerra, o tribunal, por enquanto, escolheu a omissão.
Quatro dias depois de ter tomado conhecimento das mensagens nas quais Walton repassa informações privilegiadas do TCU à Casa Civil na mesma velocidade em que usa a influência de Dilma e Erenice para conseguir a nomeação de sua mulher, Isabel Gallotti, para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), o presidente do tribunal, ministro Augusto Nardes, emitiu um único pronunciamento em que afirma que “tomou ciência das notícias veiculadas no último final de semana e irá emitir pronunciamento após avaliação”. Procurado para se posicionar sobre o caso, o corregedor do tribunal, ministro Aroldo Cedraz, a quem compete investigar desvios de conduta como os ora revelados por VEJA, também silenciou.

O único que se manifestou sobre o caso, por mais irônico que isso possa parecer, foi o próprio ministro Walton Alencar. A nota enviada por ele ao comando do TCU merece ser lida mais pelo que o ministro omite do que pelo que diz. Ignorando as mensagens reproduzidas por VEJA em que ele escreve a Erenice em diferentes momentos para trocar favores e pedir ajuda para emplacar a sua mulher num cargo de ponta, Walton concentra-se sobre o mais leve dos pecados revelados na reportagem: a parte que Erenice solicita que ele aconselhe o advogado do PT Márcio Silva sobre questões eleitorais: “Na qualidade de ministro do TCU, tenho, por dever de ofício, de manter contato com autoridades de todos os Poderes e escalões. Nesse sentido, a solicitação da então ministra Chefe da Casa Civil de receber certo advogado nada significa, pois todos sabem que todos os advogados que solicitam audiência no meu gabinete são por mim recebidos indiscriminadamente”. Receber um advogado é uma coisa. Dar conselhos eleitorais a ele, outra bem diferente. A resposta seletiva do ministro joga ainda mais responsabilidade sobre o comando do TCU, a quem cabe adotar as devidas providências sobre o caso. Do site da revista Veja

terça-feira, setembro 02, 2014

ANTISSEMITAS DEPRAVADOS USAM A BIENAL PARA ATACAR ISRAEL E CONTAM COM O APOIO DOS JORNALISTAS BOÇAIS QUE DOMINAM A GRANDE MÍDIA

A 31º Bienal, um esgoto a céu aberto. 
Confesso que nessa passei batido. Mas o excelente blog do professor Luis Nazario não deixou passar em branco. Os ditos artista da 31º Bienal, decidiram lavrar um protesto e ameaçaram abandonar essa mostra de arte caso os organizadores aceitassem o apoio financeiro de Israel. Publico parte do artigo do professor Nazario com link para o texto completo no seu blog.

Claro que a decisão desses nazistas deve ter sido acolhida pela organização do evento, como foi acolhida de forma acrítica quando não de apoio, pelos jornalistas dos jornalões. 

Estive apenas uma vez na bienal, lá pelos idos dos anos 90 quando a ideologia do pensamento politicamente correto ainda não tinha dominado completamente a visão de mudo dos terráqueos. Fui apenas um vez e não pretendo nunca mais colocar os pés naquela pocilga de desvairados onde predomina o lixo estético com o nome de arte. 

Os artistas, na quase totalidade, em todas as áreas bem como a maioria dos jornalistas, como já disse aqui neste blog, compõem o que há de mais podre e nauseante na sociedade humana. São depravados, degenerados, maconheiros, mentirosos, vadios e militantes de primeira hora do esquerdismo delirante, sem falar que são antissemitas de carteirinha!

A Bienal é portanto a consumação estética dessa barbaridade, dessa conspiração desses psicopatas contra a civilização ocidental. Tanto é que nenhum desses semoventes useiros e vezeiros em assinar manifestos emite um pio sobre a decapitação de jornalistas pelos tarados islâmicos, bem como o assassinato de cristãos e massa que vem ocorrendo nas arábias. É claro que esse tipos deletérios comungam com a sanha assassina desses psicopatas que pretendem varrer Israel do mapa! E não perderam a oportunidade de reafirmar toda a sua boçalidade e estupidez ao refutar o apoio financeiro de Israel à Bienal. E repito: obtiveram a complacência da grande imprensa brasileira hoje o locus do nefasto controle desses vagabundos. Leiam o excelente artigo do professor Luiz Nazario, intitulado "Os boicotadores de Israel":

Politicamente, os 55 artistas que exigem da Fundação Bienal de São Paulo a retirada do apoio que Israel deu ao evento em sua 31ª edição, para a qual foram selecionados, estão mais atrasados que o Anão Diplomático, que já autorizou o retorno de seu embaixador a Tel-Aviv, após as tão “necessárias” consultas empreendidas durante o conflito provocado pelos terroristas do Hamas em Gaza.
Numa Carta Aberta à Fundação Bienal, eles escrevem que “ao aceitar esse financiamento [não especificado no texto], o nosso trabalho artístico exibido na exposição é prejudicado [sic] e, implicitamente, usado para legitimar agressões e violação do direito internacional e dos direitos humanos em curso em Israel [sic]“. Ou seja, o “dinheiro sujo” de Israel prejudica o trabalho e corrompe as boas intenções desses artistas puros…
Puros de alma como os “cristãos velhos de sangue limpo” e os “arianos de sangue puro”, eles recaem na noção mística primitiva aplicada aos judeus pela Inquisição e revivida pelo Nazismo, segundo a qual os judeus são os “contaminadores” do mundo.
Os artistas boicotadores de Israel seguem igualmente os métodos que os nazistas inauguraram em 1933 nos chamados Boicotes aos Judeus, com a diferença de que hoje essas práticas antipáticas da extrema-direita são redimensionadas para um movimento cool e pós-moderno: o Boicote ao Estado Judeu, também chamado de BDS (Boycotts, Divestment and Sanctions against Israel), articulado pelos militantes palestinos.
Como que dotados de um faro apurado de cães de caça, os artistas engajados no BDS detectaram que “a Fundação Bienal de São Paulo aceitou dinheiro do Estado de Israel” e apontaram seus dedos duros: “o logo do Consulado de Israel aparece no pavilhão da Bienal, em suas publicações e em seu website”. Oh!

Selecionados por uma Bienal que descobrem estar assim “contaminada pelo dinheiro de Israel”, os 55 artistas ingratos (incluindo eventuais judeus que desprezam seu povo) exigem agora, num ultimátum, que aquela Fundação “amiga de Israel” escolha: ou ela devolve o que recebeu de Israel, ou eles retiram suas obras da exposição. Como são importantes! Leiam AQUI o artigo na íntegra

O BUSUU, IDIOMA FALADO APENAS POR 8 PESSOAS, ERA UMA CURIOSIDADE E TANTO. ATÉ QUE SURGIU O "MARINÊS", FALADO APENAS POR UMA PESSOA, MARINA SILVA. CHAMEM OS ANTROPÓLOGOS.


O site de Veja resumiu bem o que é o ‘marinês’, uma a estranha língua falada pela Marina Silva. Imagina essa mulher governando o Brasil que já possui uma população estimada em 202 milhões em ação!, ou inação... e sob a ameaça, de repente, de sofrer apagões generalizados de energia elétrica, com uma economia em recessão, enquanto a inflação já corrói o poder de compra dos salários.
Enfim, um cipoal de problemas que se tornaram mais agudos a partir do governo de seu amigo e irmão camarada, Lula, que atualmente anda muito sozinho depois que sua equipe foi transferida para a Papuda. Tanto é que Marina já afirmou que vai convidar Lula para a função de oráculo de seu governo caso os brasileiros confirmem sua vocação para a idiotia votando nela.
E o “marinês” foi exercitado por Marina durante toda a entrevista que concedeu ao Jornal da Globo. O grande feito de Marina foi derrubar seus entrevistadores e, por conseguinte, também os telespectadores. Ninguém entendeu nada, já que Marina não respondeu às perguntas que lhe foram feitas. Não afirmou e nem confirmou nada, muito pelo contrário.
Foi aí que me lembrei de um vídeo muito engraçado de propaganda do instituto de idiomas Busuu. No vídeo os aborígenes africanos falam o busuu, um idioma em extinção que na historinha do vídeo é falado apenas por 8 pessoas no mundo e o slogan é “vamos salvar o busuu”. Marina Silva, entretanto, supera esses aborígenes, pois o “marinês” é falado apenas por uma pessoa, a própria Marina. O pessoal do Busuu ainda não viu nada!.
Leiam o que relata o site de Veja:
"A senhora é a favor ou contra o casamento gay?"
"Vai reajustar a gasolina?"
"As termelétricas salvaram o Brasil neste ano. Pretende desligá-las se for eleita?"
Marina Silva, candidata do PSB à Presidência da República, mais uma vez abusou do "marinês" na madrugada desta terça-feira – a entrevista foi gravada horas antes nos estúdios da TV Globo – e, falando em rodeios, sem assumir posições assertivas, esquivou-se de perguntas sobre temas espinhosos para sua campanha no Jornal da Globo. Marina abriu a série de entrevistas de 25 minutos com os presidenciáveis – Dilma foi a única que se recusou a participar.
Gays – Logo de cara, os entrevistadores fizeram quatro perguntas para Marina sobre o recuo de sua campanha, que modificou um trecho do programa de governo favorável ao casamento entre homossexuais no final de semana, um dia depois do texto ter sido divulgado. Após o lançamento da cartilha de governo, Marina foi pressionada por pastores evangélicos. A saída foi alterar o documento e atribuir a mudança a um "erro de processo" – os coordenadores, segundo ela, incluíram a proposta "sem mediação". Hoje, não foi diferente: "Foi incluído o documento enviado pelo movimento LGBT tal qual enviaram". Em seguida, o entrevistador questionou a candidata se ela concordava com uma manchete dizendo: "Marina é a favor do casamento gay". Ela não concordou nem discordou. O entrevistador insistiu. E com esta manchete: "Marina é contra o casamento gay". Marina não concordou nem discordou. E terminou dizendo que era a favor da união civil entre pessoas do mesmo sexo, conforme a legislação do país reconhece. "O que a lei assegura é a união civil."

Em seguida, questionada se consultava a Bíblia antes de tomar suas decisões, deu nova volta, afirmou que seus críticos tentam colar nela a pecha de fundamentalista, mas lançou frases direcionadas ao eleitorado evangélico, como "uma pessoa que crê" e "a Bíblia é uma fonte de inspiração".

Marina ainda repisou posições que têm martelado no dia a dia da campanha, como a defesa do tripé econômico – câmbio flutuante, meta de inflação e responsabilidade fiscal – com independência total do Banco Central, críticas à atual condução econômica – "Há uma visão tacanha de se governar pensando nas eleições" – e seu compromisso em acabar com a reeleição, se for eleita.

Já nos minutos finais, os apresentadores do Jornal da Globo questionaram a ambientalista, que carrega a bandeira da energia limpa, se pretende desativar as termelétricas, que salvaram o país neste ano. A pergunta foi direta: sim ou não? Marina começou a resposta: "Falando desse jeito há uma simplificação..." E deixou escapar um breve sorriso. Era o "marinês" mais uma vez em ação. Do site da revista 

segunda-feira, setembro 01, 2014

AQUI UMA ÓTIMA ANÁLISE DO DEBATE DOS CANDIDATOS PRESIDENCIAIS QUE FOI AO AR PELO SBT TV NESTA SEGUNDA-FEIRA


Aqui neste vídeo da TVeja, uma excelente análise do debate entre os candidatos presidenciais que foi ao ar pelo SBT TV nesta segunda-feira. Vale a pena ver.  

USO POLÍTICO A POLÍCIA FEDERAL PELOS GOVERNOS DO PT PROVOCA ESCALADA DE SUICÍDIOS DE POLICIAS, SEGUNDO REVELA JORNALISTA. CORPORAÇÃO REAGE E PROMETE PROTESTO EM BRASÍLIA.

Nesta quarta-feira, Brasília deve testemunhar um protesto único. Agentes e escrivães da Polícia Federal planejam instalar 16 caixões defronte ao Ministério da Justiça. É um protesto contra os 16 suicídios ocorridos na instituição nos últimos 3 anos, segundo informa o blog do jornalista Claudio Tognoli.
O último suicídio ocorreu neste sábado, 30 de agosto. Um agente se enforcou em sua residência, em Aracaju, Sergipe – um local tido como um paraíso de excelência para que um policial federal trabalhe.
O agente estava sob tratamento psicológico. “Mas tudo o que a PF fez foi apenas lhe tirar a arma e não dar o acompanhamento devido”, disse a este blog  Luiz Boudens, da Federação Nacional dos Policiais Federais.
Nos últimos 3 anos ocorreram na PF 29 mortes: 16 delas por suicídio e 6 por acidente de automóvel. Numa pesquisa fos federais, num universo de 11 mil policiais, entre 2 mil entrevistados, 30% tomam algum tipo de medicamento para poder aguentar psicologicamente a situação.
No dia 13 de junho passado o jornalista Claudio Tognoli, denunciou em seu blog o uso político da Polícia Federal pelos governo do PT.
“O uso político da Polícia Federal por parte do governo tem feito os agentes baterem recorde histórico de suicídios e afastamentos da instituição por problemas psicológicos e assédio moral. Neste ano eleitoral, a situação piorou: e a PF tem nada menos que 600 operações para serem deflagradas a qualquer momento –preferencialmente contra inimigos políticos do governo”. Leia MAIS
  

AS ÁGUAS DA RECESSÃO JÁ CHEGARAM AOS PORÕES DO TITANIC-BRASIL. NA CABINE DE COMANDO TRÊS IRRESPONSÁVEIS: LULA, DILMA E MARINA SILVA. E TODOS FINGEM NÃO VER A TRAGÉDIA ANUNCIADA.

Faltando pouco mais de um mês para a eleições presidenciais, de governadores do Estados, de deputados estaduais e federais e de um terço do Senado, o que se vê é a apatia total e geral dos brasileiros. Não fosse o programa eleitoral que passa na televisões  e rádios, poder-se-ia afirmar que de maneira alguma o Brasil está em vésperas de uma eleição. E o nível de politização dos brasileiros é praticamente zero se contrastado com países como a Venezuela, por exemplo, que tem mobilizado multidões nas ruas e um envolvimento enorme de seus eleitores.
Tanto é, segundo noticia o colunista do site de Veja, Lauro Jardim, o debate que foi ao ar no final da tarde desta segunda-feira pelo SBT TV, registra mirrados quatro pontos de audiência, enquanto neste mesmo horário a emissora costuma registrar uma audiência 50% maior.
Dado a este fato, é de indagar-se qual o parâmetro utilizado pela população brasileira para declinar seu voto nas pesquisas eleitorais. Todos os dias passo por diversos lugares, as ruas, os shoppings, supermercados ou até mesmo as prosaicas padarias. Nunca ouvi um pio sobre o fato de que o Brasil está no auge de sua campanha eleitoral. Ninguém discute, ninguém debate, ninguém se envolve e no máximo todos costumam encher a boca para afirmar que detestam a política e os políticos todos. 
Entretanto, no dia da eleição, a esmagadora maioria dos eleitores está nas filas de votação votando. Claro que o voto é obrigatório pela legislação eleitoral brasileira, mas assim mesmo, no dia das eleições os eleitores estão lá e sabem exatamente em quem irão votar.
Essa maioria dos eleitores passa ao largo da campanha eleitoral que só acontece atualmente apenas por meio da grande mídia e, mais recentemente, pelas redes sociais na internet. Quem viveu as campanhas eleitorais de outrora nota uma diferença extraordinária e, justamente, depois que o Brasil retomou o caminho democrático das eleições diretas para presidente da República que foram suspensas pelos governos militares.
O que se nota é que o viés caudilhesco do pensamento político dominante que se revela por exemplo na reverência ao ditador Getúlio Vargas, continua imperante neste século XXI apesar do extraordinário crescimento da população brasileira agora estimada em 202 milhões de habitantes e a multiplicidade de meios de comunicação turbinados pelos dispositivos móveis, hoje ao alcance de qualquer pessoa de todos os estratos sociais e econômicos.
A tarefa de acompanhar os fatos políticos e participar da campanha eleitoral é portanto muito mais fácil do que antes do advento do boom da grande mídia e da internet. A motivação das pessoas deveria ser redobrada, todos ávidos em conhecer e analisar todo o processo político e o posicionamento dos candidatos ao nível do espectro político-ideológico, que é o que verdadeiramente importa. É esse o ponto fundamental que deve, ou pelo menos deveria, orientar o eleitorado.
E por que isso não ocorre? A resposta é óbvia. A questão ideológica é relativizada, quando não ignorada completamente. Tanto é que no Brasil não existem partidos políticos à direita do expectro político-ideológico, de víes conservador ou mesmo liberal. Quando se ouve dizer que todos os políticos são iguais, no fundo isso faz sentido. Nesta eleição como nas outras do passado recente, os candidatos todos praticamente dizem as mesmas coisas e acenam com planos de governo de viés esquerdista, ou seja, que postulam o gigantismo estatal.
Notem que PT do Lula e da Dilma e a Rede/PSB de Marina Silva são esquerdistas radicais e mesmo quando se vê o país definhar economicamente chafurdando no lodaçal do atraso e da recessão, continuam acenando com mais caraminguás estatais. Apenas Aécio Neves, embora também social-democrata, de esquerda, destoa ainda que discretamente, da cantilena estatista.
Mas, como se pode notar, Aécio Neves usa de todos os artifícios possíveis para tranquilizar o eleitor. Mais ou menos assim: olha, eu prometo diminuir os gastos estatais mas juro que não vou cortar as bolsas e ajudas variadas. Tanto é que antes da eleição Aécio Neves foi obrigado a propor no Senado projeto que transforma em lei a bolsa família, como uma forma de vacinar-se antecipadamente da acusação de ser contra os pobres e desvalidos.
Uma tremenda bobagem porque em todos os palanques a discurseira da Dilma e da Marina Silva continua prometendo mais esmolas e acusando a oposição de ser a elite que pretende massacrar os pobres. Tanto é que em pleno século XXI votos no Brasil são comprados com a doação, bancada com dinheiro público, de dentaduras, como se viu recentemente.
Isto faz com que a rigor não exista a discussão de ordem política e ideológica, razão pela qual não se registra debate nenhum, pois prevalece a tese esquerdista do gigantismo do Estado. Depois de mais de 500 anos, desde o dia em que foi descoberto o Brasil, os brasileiros continuam à procura não de um estadista, mas de um pai generoso.
E a cena que se vê agora pode ser comparada com o histórico naufrágio do glamouroso Titanic. Enquanto os passageiros se entregavam às delícias das festas e comilanças a água sorrateiramente adentrava os porões da embarcação para poucas horas depois fazê-la sumir nas profundezas do mar. 
O fabuloso navio havia colidido com um iceberg. Mas pela sua grandeza o momento da colisão não foi suficientemente estrondoso para que boa parte dos passageiros se dessem conta do início da tragédia. 
É o que está acontecendo neste momento comparando-se o Brasil com o Titanic. A água da recessão econômica já começou a tomar conta dos porões dessa embarcação possante que tem à bordo mais de 200 milhões de passageiros e poucos se dão conta disso, ou fingem não ver, esboçando aquele cinismo asqueroso que tipifica a maioria dos brasileiros.

AUMENTA O MISTÉRIO DO JATINHO FANTASMA: CONTRATO DO AVIÃO USADO POR MARINA SILVA E CAMPOS OMITE O COMPRADOR.

Marina Silva numa das viagens no jatinho fantasma em campanha com Campos
A proposta que selou a compra, por US$ 8,5 milhões (R$ 19 milhões), do jato que caiu com o ex­governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) não cita nome nem informações sobre quem adquiriu a aeronave e não foi registrada em cartório.
O documento, obtido pela Folha, traz só uma assinatura ao lado do local e data da proposta de compra (Recife, 15 de maio de 2014), o que é inusual para um negócio de quase R$ 20 milhões.
O empresário pernambucano que foi apresentado pelo antigo dono do jato como o comprador, João Lyra de Mello Filho, recebeu da reportagem uma cópia do documento,  mas não quis comentar se a assinatura na proposta era dele.
João Lyra é dono de uma financeira em Recife, já foi multado por lavagem de dinheiro e não tem capacidade financeira de assumir uma dívida de US$ 8,5 milhões, segundo a Cessna.
O fabricante do jato recusou o nome dele para herdar o financiamento por falta de capacidade econômica.
No contrato, o comprador se dispõe a pagar "todos os custos operacionais diretos e fixos da aeronave", incluindo manutenção e salários dos pilotos.
Os vendedores do jato, Alexandre e Fabrício Andrade, são os donos do grupo A. F. Andrade, de Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo), que já teve a maior usina de álcool no país, mas está em recuperação judicial, com dívidas que somam R$ 341 milhões.
CAIXA DOIS
A ausência do nome é um indício de que o jato pode ter sido comprado com recursos de caixa dois de empresários ou do partido, segundo policiais ouvidos pela Folha.
Segundo essa hipótese, o comprador não colocou o nome na proposta de compra porque sabia da suposta ilicitude do negócio.
O "Jornal Nacional" revelou na última terça­feira (26) que empresas fantasmas e uma peixaria foram usadas para fazer pagamentos no total de R$ 1,7 milhão para os donos da aeronave.
O PSB tem repetido, por diversas vias, que os eventuais problemas são de quem Há também a suspeita de que a venda foi apenas uma simulação para evitar que o uso da aeronave na campanha possa caracterizar o crime de uso de táxi áereo pirata.
A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) proíbe que donos de jatos o aluguem; só empresas de táxi aéreo podem prestar esse serviço, por questões de segurança.
Segundo a proposta, o jato foi vendido por US$ 8,5 milhões. Na data do Contrato, 15 de maio, o comprador se dispunha a pagar US$ 327,8 mil ao grupo A. F. Andrade.
O grupo receberia, 15 dias depois, mais US$ 139,8 mil, de acordo com o documento obtido pela Folha.
PAPEL DE PÃO
Três advogados ouvidos pela reportagem, dois deles sob condição de que seus nomes não fossem citados, classificaram o documento de "papel de pão", gíria para designar algo sem validade.
"Contrato sem o nome do comprador não tem validade jurídica. É um contrato de gaveta", disse Luciano de Souza Godoy, professor de direito civil da FGV (Fundação Getulio Vargas) em São Paulo.
O documento, segundo ele, parece até ser falso para uma compra de US$ 8,5 milhões.
"Nunca vi alguém fechar um negócio desse valor com uma proposta sem o nome do comprador e sem registro em cartório", afirmou Godoy.
A informalidade da linguagem sugere que o contrato não foi escrito por advogado: "Me proponho a comprar a aeronave Cessna Citation XLS+número de série 6066, prefixo PR­AFA (a aeronave') por US$ 8.500.000", registra o primeiro parágrafo. Da Folha de S. Paulo desta segunda-feira

COMO SERÁ A POLÍTICA ECONÔMICA PROPOSTA POR AÉCIO NEVES? O ECONOMISTA ARMÍNIO FRAGA, COTADO PARA MINISTRO DA FAZENDA, DIZ O QUE SERÁ FEITO PARA BRECAR A RECESSÃO E SALVAR O BRASIL DA BANCARROTA!

A Folha de S. Paulo desta segunda-feira traz uma entrevista com o economista Armínio Fraga, um dos artífices do Plano Real com o qual o governo Fernando Henrique Cardoso detonou a inflação promovendo a estabilidade econômica pelas primeira vez na história do Brasil. Se Aécio Neves for eleito Pesidente do Brasil, Armínio Fraga (foto) será o Ministro da Fazenda.
Transcrevo a entrevista na íntegra e que pode ser compartilhada nas redes sociais ou mesmo por meio do email. Essas ferramentas estão sempre no final de todos os posts do blog. 
A entrevista está boa e vale a apena ser lida. Aliás, ler e estudar com atenção o que defendem os candidatos presidenciais e os inegrantes de suas respectivas equipes é o único caminho que tem o eleitor para votar com responsabilidade, evitando a pior alternativa, impedindo que o Brasil seja lançado mais uma vez no lodaçal da recessão que está aí e poderá ser severa punindo exatamente aqueles que vivem de salário e que mais precisam da estabilidade econômica e inflação baixa, sob controle.
Esta eleição é uma oportunidade ímpar na história do Brasil de fazer o Brasil avançar economicamente pois este é o único meio de realizar o que o esquerdismo delirante qualifica de "justiça social". Sem crescimento nunca haverá a possibilidade das pessoas melhorarem de vida ou mesmo manter o seu padrão até agora alcançado. 
Sem dúvida o economista Armínio Fraga tem conhecimento e experiência. É do ramo. E uma qualidade: é discreto, claro e objetivo. Portanto, vale a pena ler:
"Nomeado" futuro ministro da Fazenda, caso Aécio Neves (PSDB) vença a eleição, Arminio Fraga, 57, reclama do aparente patrulhamento, na sua opinião, do atual debate sobre problemas econômicos.
Ele diz que precisa "fazer um discurso" antes de tratar de temas relevantes, como o reajuste do salário mínimo e as mudanças na previdência. "Senão, você é acusado de ser assassino de velhinhas, o que obviamente não é o caso."
Falar da discussão muda a fisionomia do (quase sempre pacato) economista: "Eu tenho que fazer um preâmbulo. Se não, imediatamente, o PT vai falar: Eles vão arrochar os salários, arrochar os aposentados'", afirmou.
Nesta entrevista à Folha, Arminio fala sobre uma das bases de maior apoio político de Aécio: a diminuição da oferta de empréstimos do BNDES. "O empresariado tem que se engajar numa posição mais moderna."
Para ele, sua "nomeação", sozinha, não representa um choque de confiança. "Arminio Fraga não resolve nada."
Folha - ­ Se Aécio Neves vencer, qual será a regra de reajuste do salário mínimo?
Arminio Fraga ­ O Aécio já declarou que a política de aumento real do salário mínimo continua. A regra, no mínimo, vale por um ano e a essa altura não vejo por que mudar ­a preocupação é que ele [o reajuste] fique até baixo neste momento.
Eu disse, e fui mal interpretado, que os salários em geral tinham subido muito, e que para continuar a subir, o que é totalmente desejável e alcançável, o Brasil teria que mostrar também um crescimento da produtividade. Como acredito que, com Aécio, os salários vão subir, sinceramente, não tenho problema com essa fórmula.
Economistas próximos do sr. dizem que a regra atual onera a Previdência e desequilibra as contas do governo.
O papel de um futuro ministro da Fazenda não é tanto ter uma opinião a respeito disso, mas mostrar qual é o orçamento e qual é a tendência no médio prazo. Eu acho que isso está fazendo falta, o Brasil está voando no escuro, em um ambiente de um populismo exacerbado.
Vocês são críticos à atuação do BNDES, mas o banco oferece crédito barato para parte do empresariado. Como dizer para eles que isso tem de mudar?
O empresariado hoje entende que esse mercado de crédito dual, onde alguns
privilegiados recebem crédito e a maioria não recebe, não é bom. Indiretamente põe pressão no juro, tem implicações distributivas perversas e, no fundo, existe porque outras coisas não estão funcionando. Se outras coisas forem postas para funcionar, todo esse aparato de UTI pode ser removido. Fazer uma reforma tributária que desonere a exportação, o investimento, simplifique o sistema [tributário], tem um impacto enorme. Mobilizar capital para infraestrutura e arrumar a casa para ter um juro mais baixo para todo mundo tem um impacto enorme também.
Essas políticas, não só o crédito subsidiado, mas muitas das desonerações e do aparato protecionista, não são a resposta ideal.
À medida que se possa corrigir essas falhas, será possível desfazer esse caminho que não está dando certo. Alguém acha que a indústria no Brasil está indo bem, com todo esse crédito, subsídio e proteções?
Um ajuste fiscal envolveria cortar quais gastos?
A sociedade tem que fazer opções. O nosso papel é colocar essa discussão na mesa, de uma maneira que ela possa ser concluída com mais consciência dos custos e benefícios e quais são os efeitos do ponto de vista do crescimento, da distribuição de renda. Há um imenso espaço para fazer políticas que teriam impacto redistributivo relevante. O caminho a seguir foi mapeado pelo FHC. Ele tomou a decisão de delegar áreas que naquele momento faziam parte do governo para o setor privado, sob supervisão, para focar em saúde e educação. Foi um pacto extraordinário. Essa discussão tem que ser permanente.
O sr. falou em tirar subsídios e focar na redução da desigualdade. Como os empresários reagiriam?
Eles temem que a correção dos fundamentos [da economia] não ocorra e eles fiquem no pior dos mundos. Mas acho que o empresariado tem de se engajar numa posição mais moderna. O melhor exemplo é o Pedro Passos [sócio da Natura e colunista da Folha], que com muita coragem está quebrando todos os tabus e defendendo posições muito parecidas com essas. Acho que esse esgotamento do modelo já é entendido pela maioria. Ninguém gosta de ficar indo a Brasília negociar alguma coisa. Mesmo os que se beneficiavam mais disso estão vendo o Brasil parando. Eu tenho a convicção de que arrumar a casa, fazendo ajustes, vai gerar crescimento. A recessão já chegou.
Se o crescimento se recuperar, não diminui o ímpeto por reformas?
Só vai haver choque de confiança se o governo mostrar serviço. No gogó não vai. 
O seu nome sozinho não basta para recuperar a confiança?
Arminio Fraga não resolve nada. Quem tem de resolver é o Brasil. Se o governo não atrapalhar, já ajuda bastante.
O programa do PSDB não trata de problemas da Previdência como a necessidade de aumentar a idade mínima, acabar com as pensões. Vocês vão enfrentar essas questões?
Nossa estratégia já está bem mapeada. Começar com uma reforma política, uma reforma administrativa, e colocar na mesa uma proposta já bem amarrada de reforma tributária. Fazer uma blitz na infraestrutura, mobilizar capital privado e, com isso, deslanchar uma primeira etapa do investimento no Brasil que nos parece ser urgente.
Em paralelo, acho que temos que declarar a guerra ao custo Brasil.
O tema da Previdência é importante, mas ele se presta também ao populismo. A nossa posição é que esse tema precisa ser debatido. Mas tenho de fazer um preâmbulo, se não imediatamente o PT vai falar: "Eles vão arrochar os salários, vão arrochar os aposentados". Isso tudo é mentira. Mas é, assim, nós não temos medo de discutir.
Na medida em que as pessoas vivem mais, você tem de pensar na idade de
aposentadoria e na viabilidade atual do sistema. Outra coisa estranha são as pensões. E acho que também merece ser discutido, sem prejuízo de quem já tem o benefício. E outros temas: como um país que está com desemprego baixo tem um aumento colossal no seguro­ desemprego?
São ótimos temas, mas para falar deles é preciso fazer um discurso antes, senão você vai ser acusado de "assassino das velhinhas", o que obviamente não é o caso. 
O governo diz que está fazendo um ajuste gradual e que chegaria aos mesmos objetivos sem dor.
Que ajuste? As contas fiscais estão piorando. Eles estão fazendo um desajuste gradual na área fiscal, e a inflação está em 6,5%, apesar dos preços reprimidos. Qual a credibilidade que o governo tem para dizer que vai fazer um ajuste gradual? Eu também acredito que o ajuste fiscal pode ser feito em dois anos. Eu também acredito que a meta de inflação não precisa ser reduzida da noite para o dia, mas tem que acontecer. Não é incorreto o que o governo diz, mas não corresponde ao que eles praticam.
Por que a independência do Banco Central não é bandeira do PSDB?
Esse é um tema antigo e polêmico dentro do PSDB. O partido sempre gostou da ideia de dar autonomia ao Banco Central, mas com algum mecanismo de proteção em relação a problemas extremos, como o Banco Central trabalhar mal. O Aécio deixou claro que vai dar a chamada autonomia operacional ao Banco Central e não está fechado discutir a lei.
Olhando de fora, o atual Banco Central é autônomo?
Menos do que seria desejável. Sou amigo do [presidente do BC Alexandre] Tombini, mas acho que ele vem sofrendo porque há de fato uma percepção de que ele está sob muita pressão.
Para aprovar uma reforma tributária precisa construir uma maioria. Como vocês fariam?
Precisa. Acho que o Aécio trabalharia isso.
Com quem? 
Acho que com o país todo. É tal a emergência nessa área que eu acho que tanto o Congresso quanto a sociedade, os empresários em particular, iam dar muito apoio. Acho que é algo que seria muito bacana. E, se o Executivo estiver disposto a trabalhar isso dando um mínimo de garantia para os Estados, a coisa é bem viável.
O que a proposta de reforma tributária de vocês tem de diferente?
Correndo o risco de soar um pouco agressivo, a nossa é a única. Teve proposta [do governo] de unificar as alíquotas do ICMS. Nós estamos falando em consolidar esses impostos, acabar com a cumulatividade, simplificar as regras. Estamos bem avançados nesse trabalho. Nossa ideia é abrir a discussão.
Vocês ofereceriam propostas para uma reforma em um eventual governo Marina?
Sim, sim, claro. Acho que qualquer coisa que nós façamos não é segredo.
Você participaria de um eventual governo Marina Silva?
Estou discutindo esses temas com Aécio há quase dois anos e acredito que ele é o caminho. Eu não vou. Não pretendo ir se não for com ele.