terça-feira, outubro 04, 2016
segunda-feira, outubro 03, 2016
A DERROCADA PETISTA
Por Nilson Borges Filho (*)
As urnas falaram. O recado do eleitor brasileiro foi direto ao ponto: PT nunca mais. Em Minas Gerais, que no último pleito elegeu o petista Fernando Pimentel governador e Dilma Rousseff presidente da República, se recuperou em parte do vexame de 2014. Das 113 prefeituras administradas pelo Partido dos Trabalhadores sobraram apenas 38 com o resultado deste domingo.
Em São Paulo, um neófito em política, desacreditado pelo seu próprio partido, arrasou com o candidato Fernando Haddad, que tentava a reeleição pelo PT. João Dória que se apresentava como gestor e não como político tradicional liquidou a fatura na primeira volta. O candidato petista ficou com míseros 16,70% dos votos válidos. Um fracasso, que até meses atrás se apresentava como uma opção do PT para o governo paulista.
Das 70 prefeituras petistas de 2012 restaram 8 em todo o Estado de São Paulo. Nas capitais apenas Rio Branco elegeu o candidato petista. A situação em São Paulo chegou ao limite de o candidato Fernando Haddad ter gravado a participação do Lula no seu programa de TV e não ter levado ao ar em consequência da alta rejeição do ex-presidente.
Em Porto Alegre, o candidato do PT, o ex-prefeito Raul Pont, apoiado por Dilma Rousseff, ficou fora do segundo turno. No Rio de Janeiro a candidata do PC do Jandira Feghali, apoiada pelo PT e por Dilma Rousseff, conseguiu 3,34% dos votos depositados nas urnas cariocas
O ABC paulista, local de nascimento do Partido dos Trabalhadores, se transformou em ninho tucano. A narrativa do golpe cantada e decantada fracassou nas urnas. O eleitor não deu a mínima para o discurso vigarista de que o impeachment de Dilma Rousseff, por crimes de responsabilidade, foi um golpe parlamentar. Após este 2 de outubro, as viúvas do lulopetismo precisam urgentemente buscar uma outra narrativa para o afastamento da presidente eleita com dinheiro roubado da Petrobras. O discurso do golpe não colou nessas eleições.
Em Curitiba, Roberto Requião, defensor incansável de Dilma Rousseff, conseguiu 5,6% de votos para próprio filho. Em Belo Horizonte, o governador Fernando Pimentel sitiado no Palácio das Mangabeiras, não deu as caras nessas eleições.
Enrolado até o pescoço nas investigações da operação Acrônimo, Pimentel deixou o candidato do seu partido - deputado Reginaldo Lopes – na rua da amargura. Sem projeto, sem partido confiável, com discurso repetitivo e fora do eixo do “golpismo”, Reginaldo vai voltar para Brasília com 7,27% de votos. Na verdade, em Belo Horizonte os padrinhos dos candidatos sairão com os bolsos vazios: Pimentel derrotado com Reginaldo Lopes, Márcio Lacerda, atual prefeito, apostou em Délio Malheiros e se afundou juntamente com o afilhado. Caso Márcio Lacerda tivesse alguma intenção de disputar o governo do Estado em 2018, as urnas deste domingo frustraram seu objetivo.
Aécio Neves, que perdeu o governo e Minas para o PT em 2014 e no mesmo certame a presidência para Dilma Rousseff, até agora não ganhou nada em Belo Horizonte. João Leite, candidato tucano, chega ao segundo turno com Alexandre Kalil. Candidato neófito em política, sem tempo de propaganda eleitoral, bancado por um partido nanico (PHS) e com um discurso rasteiro, em que joga para arquibancada, Kalil se coloca como um novo fenômeno eleitoral em Belo Horizonte.
Aécio Neves e Antônio Anastasia, senadores e ex-governadores, depois de 12 anos dominando a política mineira não conseguiram liquidar a fatura em primeiro turno elegendo o deputado João Leite. O segundo turno em Belo Horizonte será um teste para Aécio Neves visando 2018.
(*) Nilson Borges Filho é mestre, doutor e pós-doutor em direito. Foi professor do Curso de Direito da UFSC e do Departamento de Ciência Política da UFMG.
domingo, outubro 02, 2016
O "NÃO" DOS COLOMBIANOS AO ACORDO COM O TERROR DAS FARC, O PT ESMAGADO NO BRASIL, O BREXIT NO REINO UNIDO, A ARGENTINA LIBERTA DA BRUXA, TRUMP NOS EUA: O MUNDO OCIDENTAL SE LEVANTA CONTRA A TIRANIA GLOBALISTA.
A maioria dos colombianos disse não neste domingo. Santos e seus sequazes, dentre eles a dupla assassina terrorista Fidel e Raúl Castro, tinham o 'sim' como favas contadas. Entretanto, os colombianos não caíram na esparrela comunista.
Esse acordo espúrio foi endeusado e apoiado pela grande mídia e seus jornalistas vagabundos e mentirosos a serviço da praga comunista. Fizeram de tudo para obter o aval da população da Colômbia. Venceu um rotundo "não!'. Não à peste esquerdista, comunista, socialista ou seja lá o qualificativo que bem couber, para essa desgraça que tem impedido que a América do Sul e Caribe saiam do atoleiro do atraso e da violência.
Seja como for o resultado do "não" ao acordo comunista colombiano desfecha mais um golpe contra o Foro de São Paulo, a organização esquerdista fundada por Lula e Fidel Castro em 1990 em São Paulo, destinada a comunizar todo o continente latino-americano. Deve-se assinalar que as FARC estão entre as organizações e partidos comunistas que integram o Foro de São Paulo. Os jornalistas - sim eles, os jornalistas que conheço muito bem pois estou há mais de 45 anos na profissão e já trabalhei em jornal diário por um bom tempo, em sua maioria são os responsáveis por tudo de terrível, de ruim e de aterrador que ameaça o nosso mundo Ocidental. Os jornalistas, esses maconheiros vadios e imorais usam e abusam da "desinformação" em favor dos comunistas e da trupe bundalelê politicamente correta.
Vale repetir mais uma vez: não comprem jornais, não paguem pelo acesso aos sites da grande mídia, pois isto significa contribuir para o totalitarismo comunista do século XXI cujo objetivo é liquidar com a liberdade individual. Os trastes inclusive criaram uma novilíngua que qualifica de "ódio" e "intolerância" as vozes que se levantam contra essa peste vermelha.
Portanto, o "não" do plebiscito da Colômbia junta-se com a derrota acachapante do PT de Lula et caterva nestas eleições municipais realizadas neste domingo em todo o Brasil. Junta-se também à derrota recente da bruxa argentina.
E tudo isso, cumpre assinalar, soma-se ao Brexit, que foi o movimento vitorioso no Reino Unido livrando os ingleses dos grilhões da União Europeia, que submete o povo europeu à sanha do terrorismo islâmico qualificado de "refugiados", quando se sabe que não é nada disso. Esses terroristas fazem parte desse esquema diabólico de controle absoluto da população ocidental por meio do medo e do terror.
Mais uma vez e quantas forem necessárias farei a advertência: todos esses eventos funestos que vêm ocorrendo no nosso Ocidente se devem ao movimento comunista do século XXI, do qual fazem parte, por incrível que pareça, mega capitalistas como George Soros, Rockefeller e similares que se reúnem anualmente em encontro internacional do denominado Clube Bilderberg. Teoria conspiratória? Uma ova! Está aí o link para o site dessa organização maldita associada ao movimento comunista do século XXI e suas variantes camufladas como o ecochatismo, movimento dito comunista verde, que deseja ditar inclusive o que devemos comer, vestir e como devemos nos locomover. Esses tiranetes vagabundos querem que todos nós andemos de bicicleta, enquanto eles, os chefões viajam de aviões de luxo pelo mundo inteiro.
Tanto é que até mesmo o Lula só se locomove num jatinho Gulf Stream, a mais moderna e sofisticada engenhoca aérea da atualidade. Mas por tudo que está acontecendo simultaneamente como a derrota eleitoral do PT e do chefete do Foro de São Paulo, do referendo da Colômbia e até mesmo de uma vitória de Donald Trump nos EUA é possível divisar no horizonte um facho de luz brilhante sinalizando que o mundo Ocidental se levanta contra aqueles que desejam destruir a nossa liberdade individual, que pretendem nos transformar em autômatos idiotas andando de bicicleta, usando uniforme com aquele capacete ridículo, comendo comida insípida e fumando maconha. Denominam isso de "mobilidade urbana", mais um modismo da novilíngua criado pela 'engenharia social' dos psicopatas da ONU e seguido pelos canalhas da grande mídia.
Não passarão!
BARRACO EM PORTO ALEGRE: DILMA QUERIA CENA PARA O FILMINHO DO IMPEACHMENT, MAS A JUSTIÇA ELEITORAL NÃO DEIXOU.
O voto da ex-presidente Dilma Rousseff na capital gaúcha foi marcado por um intenso tumulto na tarde deste domingo. Antes de ela chegar, os jornalistas que estavam na Escola Santos Dumont à sua espera foram informados que não poderiam acompanhar o voto da petista.
Representantes do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS) responsáveis pelo local de votação afirmaram que o juiz Niwton Carpes da Silva, da 160º zona eleitoral, havia proibido que a imprensa acompanhasse a ex-presidente. O motivo alegado é que, "por ser uma cidadã comum", ela teria que entrar sozinha na sala de votação, sem a presença nem de fotógrafos nem de repórteres.
Na ocasião, o escrivão Luiz Carlos Braga disse que tinha recebido uma "ordem verbal" do juiz, que ainda não estava presente. A orientação era para impedir a entrada de quem quisesse acompanhar Dilma. O juiz também determinou que fosse contida qualquer mobilização de simpatizantes do PT na frente da escola, já que em local de votação só são permitidas manifestações "individuais e silenciosas". Depois, quando chegou ao local, o juiz repetiu os argumentos à imprensa.
Dilma chegou na companhia do ex-ministro Miguel Rossetto e do candidato do PT à prefeitura de Porto Alegre, Raul Pont. Foi recebida com festa por dezenas de apoiadores que estavam na frente da escola. Os jornalistas passaram pelo primeiro portão de acesso, mas foram barrados numa segunda porta de vidro que dá entrada à escola.
Na confusão, os próprios aliados de Dilma, como Rossetto e o deputado federal Henrique Fontana (PT), também foram impedidos de acessar o local de votação. Isso resultou em confronto com a Brigada Militar. Tanto os jornalistas como os políticos argumentaram com os policiais, que mantiveram a ordem do juiz e não permitiram a passagem.
O único que conseguiu passar, porque é candidato, foi Pont. Somente ele presenciou o voto de Dilma. No tumulto, a porta de vidro que separava a multidão das salas onde a ex-presidente e outros eleitores votavam foi quebrada. Algumas pessoas saíram feridas, entre elas Silvana Conti (PC do B), a candidata a vice de Raul Pont. Do site Diário do Poder
sábado, outubro 01, 2016
É BOMBA! REPORTAGEM DE 'VEJA' REVELA QUE A LAVA JATO SE APROXIMA DE RENAN CALHEIROS, O PRESIDENTE DO SENADO.
Reportagem exclusiva da revista Veja que chega às bancas neste sábado retoma de certa forma a sequência de excelentes reportagens políticas depois do repentino voo rasante cometido pelo nefasto passaralho sobre a redação. Nem é preciso assinalar isto, afinal os leitores mais atilados e fiéis assinantes da publicação já haviam voado no sentido contrário do passaralho rumo a outras plagas editoriais.
Seja como for, remediar é alternativa para publicações impressas que sofrem um devastador efeito corrosivo da internet, sobretudo das redes sociais, sites e blogs independentes. Mais à frente esses grandes veículos de mídia em nível nacional e internacional terão de ajustar-se à exigentes demandas dos leitores. A primeira providência será depurar as redações purgando-as do nefasto controle do jornalismo ideológico que reinou folgado até que a internet se consolidasse.
Retomando o mote deste post, trago para os leitores um resumo da reportagem-bomba de Veja desta semana cuja capa conforme ilustração acima, revela que o ex-todo-poderoso Renan Calheiros, o presidente do Senado, poderá se encontrar em Curitiba com Antonio Palocci e, quem sabe, até lá, com Lula da Silva, dentre outras figuras do finado "Partido dos Trabalhadores".
Deve-se colocar o nome completo do PT entre aspas, porque, convenhamos, a designação tão honrosa de "trabalhadores" soa agora, depois de tudo o que veio à luz pela Lava Jato, como um sacrilégio, uma ofensa grave a todos os brasileiros que ralam no dia a dia, que estudam, que trabalham duro para garantir o pão de cada dia de suas famílias.
Dito isto, transcrevo um aperitivo da reportagem de capa de Veja revelando que Renan Calheiros pode ser a bola da vez. Leiam:
Seja como for, remediar é alternativa para publicações impressas que sofrem um devastador efeito corrosivo da internet, sobretudo das redes sociais, sites e blogs independentes. Mais à frente esses grandes veículos de mídia em nível nacional e internacional terão de ajustar-se à exigentes demandas dos leitores. A primeira providência será depurar as redações purgando-as do nefasto controle do jornalismo ideológico que reinou folgado até que a internet se consolidasse.
Retomando o mote deste post, trago para os leitores um resumo da reportagem-bomba de Veja desta semana cuja capa conforme ilustração acima, revela que o ex-todo-poderoso Renan Calheiros, o presidente do Senado, poderá se encontrar em Curitiba com Antonio Palocci e, quem sabe, até lá, com Lula da Silva, dentre outras figuras do finado "Partido dos Trabalhadores".
Deve-se colocar o nome completo do PT entre aspas, porque, convenhamos, a designação tão honrosa de "trabalhadores" soa agora, depois de tudo o que veio à luz pela Lava Jato, como um sacrilégio, uma ofensa grave a todos os brasileiros que ralam no dia a dia, que estudam, que trabalham duro para garantir o pão de cada dia de suas famílias.
Dito isto, transcrevo um aperitivo da reportagem de capa de Veja revelando que Renan Calheiros pode ser a bola da vez. Leiam:
![]() |
Parente, numa pescaria: intermediários e locais de entrega. Fotos: Veja by Andressa Anholete/AFP
|
PEIXÕES GRAÚDOS
Em sua caçada montante, a Operação Lava-Jato nunca esteve tão perto de capturar o terceiro homem na linha de sucessão da República: o senador Renan Calheiros, do PMDB de Alagoas, que preside o Senado Federal. VEJA teve acesso a um despacho sigiloso do ministro Teori Zavascki, cuja leitura traz quatro revelações:
• O homem da mala do PMDB, o empresário e advogado Felipe Rocha Parente, fez um acordo de delação premiada e apresentou cinco anexos, como são chamados os itens que compõem a lista do que o delator pretende detalhar.
• Em um dos cinco anexos, Parente conta que entregava propinas para a cúpula do PMDB. Eram fruto de dinheiro desviado da Transpetro, subsidiária da Petrobras.
• Entre os beneficiários das propinas saídas da Transpetro, estão Renan Calheiros e seu colega de Senado Jader Barbalho, do PMDB do Pará.
• O anexo de Parente ainda precisa ser comprovado no curso da delação, mas já foi confirmado por pelo menos três delatores.
As revelações do despacho de Teori jogam luz sobre um dos momentos mais barulhentos da Lava-Jato, ocorrido entre maio e junho passado. Nessa ocasião, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de uma só tacada, pediu ao Supremo Tribunal Federal que decretasse a prisão de Renan Calheiros, do senador e então ministro do Planejamento Romero Jucá e do ex-presidente da República José Sarney. Os três peixões graúdos do PMDB haviam sido gravados por Sérgio Machado, que comandou a Transpetro durante doze anos por indicação da cúpula peemedebista. Machado negociava um acordo de delação premiada e tentava reunir evidências que sustentassem a estrondosa revelação que faria tão logo assinasse o acordo: como foram distribuídas propinas de 100 milhões de reais ao partido que hoje governa o país.
As prisões pedidas por Janot foram rejeitadas pelo Supremo, mas, em segredo, os investigadores fecharam um acordo de colaboração com Felipe Parente, o entregador de propinas. Do seu depoimento, surgiram os laços que comprometem o PMDB com a Transpetro. O lado visível desses laços já era conhecido. Renan Calheiros era um dos principais fiadores da permanência de Sérgio Machado no comando da Transpetro. O lado invisível apareceu com a delação do próprio Sérgio Machado, que contou que Renan era bem remunerado pela fiança. No início do esquema, recebia um porcentual sobre cada contrato assinado com a estatal. Depois, optou por um mensalão de 300 000 reais, que eram repassados pelo próprio Sérgio Machado, segundo ele mesmo. Em anos eleitorais, o numerário se multiplicava. De 2004 a 2014, Renan embolsou 32 milhões de reais, ainda segundo Machado. Desse total, pelos cálculos do delator, empreiteiras do petrolão simularam ter doado 8 milhões de reais ao diretório nacional do PMDB. Os outros 24 milhões foram entregues em dinheiro vivo. É nessa etapa — na entrega em dinheiro vivo — que entra Felipe Parente. Ao menos até 2007, era ele quem fazia entregas a Renan, conforme contou Sérgio Machado.
Em seus depoimentos, mantidos em sigilo, Felipe Parente confirmou ter distribuído propina da Transpetro a pedido de Sérgio Machado. Citou nomes, lugares e circunstâncias em que o dinheiro foi entregue. Para oferecer provas concretas, deu informações sobre hotéis onde se hospedou para finalizar o trabalho. Contou que, numa ocasião, foi orientado a deixar a “encomenda” destinada ao senador Jader Barbalho com uma tal de “Iara”. Os investigadores chegaram a Iara Jonas, senhora de pouco mais de 60 anos, assessora de confiança de Jader Barbalho. Lotada no gabinete do senador, com salário de quase 20 000 reais, ela trabalha para a família Barbalho há 22 anos. Apresentado à fotografia de Iara, Parente reconheceu-a como a destinatária do dinheiro. Do site da revista Veja
REPORTAGEM-BOMBA DE "ISTOÉ" REVELA TUDO SOBRE O PETISTA ANTONIO PALOCCI, O HOMEM DE R$ 200 MILHÕES.
O texto que segue abaixo é parte da reportagem-bomba da revista IstoÉ que chega às bancas neste sábado. Revela em detalhes a trajetória de um integrante do dito 'núcleo duro' do PT: Antonio Palocci, que ficou mais conhecido com o denominado escândalo Francenildo, o caseiro de uma casa misteriosa que também ficou conhecida como a "mansão dos prazeres", em Brasília, locus onde grandalhões (hoje nanicos) do PT armavam os esquemas que pretendiam eternizar o partido vermelho no poder. O caseiro Francenildo abriu o bico e a casa caiu. Palocci caiu também e passou a agir nas sombras. Sombras escuras sobre as quais a Operação Lava Jato lançou um facho de luz devastador.
A reportagem de IstoÉ faz um inventário do que se sabe até agora. Segue a parte inicial da reportagem com link ao final para leitura completa. Leiam:
Preso na última segunda-feira 26, Antonio Palocci atravessou a recepção da Superintendência da Polícia Federal do Paraná meio sorumbático. Cabisbaixo, mal conseguiu reparar no quadro que adorna a entrada da carceragem em Curitiba com a imagem de uma onça agressiva – “a fera”, como costumam dizer os agentes penitenciários. Seu semblante abatido em nada lembrava o impávido ex-ministro da Fazenda de Lula e da Casa Civil de Dilma, protagonista do Petrolão, responsável por gerenciar negociatas que renderam cifras extraordinárias ao PT. Tampouco fazia jus ao physique du rôle do consultor milionário investigado pelo Ministério Público Federal. Pela primeira vez, em muitos anos, Palocci estava mais para Antonio, o médico sanitarista boa praça de Ribeirão Preto que debutou para a política em 1981 vendendo estrelinha do PT. De lá para cá, realmente, muita coisa mudou em sua vida. Preso pela Lava Jato, o petista é o retrato mais bem acabado do político que enriqueceu no poder – e graças ao poder.
![]() |
| Embarcando para a cadeia: Palocci sobe a escada de acesso à aeronave da Polícia Federal que o transportou à carceragem da Polícia Federal em Curitiba. |
O 'MODUS OPERANDI' DO PT
No início dos anos 2000, antes de se eleger deputado, Palocci tinha um patrimônio que somava R$ 295 mil. Sua conta-corrente no Banco do Brasil apresentava um saldo de R$ 2.300. No Banespa, seus depósitos somavam R$ 148. A ascensão patrimonial foi colossal. Na última semana, o juiz Sérgio Moro bloqueou das contas pessoais – físicas e jurídicas – do petista um total de R$ 30,8 milhões. Entre os bens adquiridos por Palocci nos últimos anos figuram um apartamento nos Jardins, área nobre de São Paulo, avaliado em R$ 13 milhões e um escritório na mesma região, que hoje vale pelo menos R$ 2 milhões. A movimentação bancária do ex-ministro entre 2010 e 2015, a qual ISTOÉ teve acesso, revela números ainda mais exuberantes. Neste período, R$ 216,2 milhões passaram pelas contas de Palocci e de sua empresa de consultoria, a Projeto. Os serviços contratados, acreditam os procuradores, iam além dos conselhos. Muitas vezes, os serviços de consultoria propriamente ditos nem eram prestados. Traduziam-se em lobby. Em português claro: tráfico de influência em favor de grandes empresas junto aos governos petistas.
O enriquecimento e os valores movimentados pela firma de consultoria de Palocci acenderam o sinal de alerta entre os investigadores. Fundada em 2006, a Projeto recebeu R$ 52,8 milhões entre junho de 2011 e abril de 2015. Só em 2010, quando Palocci coordenava a campanha de Dilma, o ex-ministro teve ganhos de R$ 12 milhões. É um faturamento infinitamente maior do que o de prestigiadas assessorias de negócios do País. Conforme ISTOÉ adiantou com exclusividade em seu site, na última semana, duas novas investigações a respeito da evolução patrimonial foram abertas pala Procuradoria da República do Distrito Federal. As autoridades possuem fortes indícios de que os serviços oficialmente contratados pela Caoa e pelo Grupo Pão de Açúcar não foram prestados.
CONLUIO EMPRESARIAL
A primeira das apurações mira em valores recebidos do Grupo Pão de Açúcar. Ao todo, a firma de Palocci amealhou R$ 5,5 milhões do conglomerado varejista. O dinheiro era repassado pelo ex-ministro da Justiça falecido Márcio Thomaz Bastos. Chama a atenção o fato de os depósitos terem começado logo após Palocci ser anunciado ministro da Casa Civil da ex-presidente Dilma. O que por si só configuraria um conflito de interesses. As irregularidades se acumulam. Sequer há um contrato formal entre as partes. O próprio Grupo Pão de Açúcar reconheceu, depois de uma auditoria interna sob nova administração, não ter identificado qualquer serviço prestado pela Projeto. Na prática, acreditam os procuradores, a verdadeira razão dos pagamentos não podia ser registrada em papel: propina para Palocci defender os interesses da empresa.
A segunda apuração do MPF contra Palocci esquadrinha as suas relações com o grupo Caoa. A empresa automobilística aparece como a segunda principal cliente da Projeto. Pagou R$ 10 milhões à firma do petista. Uma parte dos depósitos ocorreu durante a primeira campanha de Dilma. Seria, de acordo com o contrato selado, para Palocci identificar e auxiliar em negócios na China. Não é o que acreditam os investigadores. “Aventou-se que o presente contrato destinar-se-ia, em verdade, a acobertar a prática do crime de tráfico de influência, ocorrido no processo de edição de medidas provisórias que, ao concederem benefícios fiscais à indústria automobilística, favoreceram sobremaneira a Hyundai-Caoa”, afirmou o procurador Frederico Paiva em despacho. A medida provisória, de fato, atendeu aos interesses da Caoa ao prorrogar as vantagens tributárias para montadoras instaladas nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste. O grupo comanda uma fábrica da Hyundai em Anápolis (GO). Por contratar “consultorias” similares, a Caoa se tornou alvo das operações Zelotes e Acrônimo. Em uma delas, há suspeitas de que teria pago R$ 10 milhões a Fernando Pimentel, então ministro da Indústria e Comércio de Dilma. Em troca, teria recebido benefícios fiscais. Clique AQUI para ler a reportagem completa e ver infográficos
Assinar:
Postagens (Atom)












