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terça-feira, agosto 23, 2016

TRUMP DESDE CRIANCINHA

Por Alexandre Borges (*)
Do site Senso Incomum
Sou Trump desde criancinha. Mais precisamente, desde ontem. Se você tem alguma preocupação com os rumos do planeta, deveria ser também.
Sei de todos os defeitos de Trump, tanto os reais quanto imaginários, e lamento a estupidez dos principais comentaristas conservadores americanos que não foram apenas contra a indicação do seu nome (eu fui contra até ontem) mas apostaram no tudo ou nada e queimaram as pontes possíveis para um acordo a partir da sua nomeação. É um momento em que muitos “pundits” deveriam considerar seriamente a aposentadoria.
O treino acabou e é hora do campeonato. Não há pouca coisa em jogo nesta eleição presidencial e é bom você ter plena noção disso. Lembre do que disse Andrew Breitbart em 2012, quando muitos conservadores torciam o nariz para Mitt Romney (se você não sabe quem é Andrew Breitbart, não perca tempo com Trump agora e vá estudar um pouco): “a luta é contra eles, eu vou apoiar qualquer candidato republicano, não importa, é nós contra eles. Se você não apoia nossos candidatos, você é uma vergonha para nosso lado. Se você não ajuda nosso lado por ter restrições ao candidato, você está do lado deles.”
Barack Obama deixará a presidência com uma coleção inigualável de crimes contra o próprio país, que vão da explosão do déficit público ao acordo com o Irã que poderá levar o mundo à Terceira Guerra Mundial, em parte com a cumplicidade de Hillary Clinton. O próximo presidente terá que reverter parte deste desastre e ainda indicar um juiz da Suprema Corte que será o fiel da balança entre direita e esquerda na mais alta instância jurídica da única superpotência do planeta.
“Ah, mas Trump pode fazer isso e aquilo”. Sim, ele pode cometer erros, mas enquanto em relação a ele trabalhamos com possibilidades e hipóteses, Hillary tem um currículo que deverá um dia não só desqualificar seu nome para qualquer cargo público como mandá-la para a cadeia. É literalmente o desastre certo pelo duvidoso. “Mas Trump já foi do lado de lá e teve posições de esquerda”. Ronald Reagan também, próximo assunto. Até Olavo de Carvalho e David Horowitz já foram de esquerda, C. S. Lewis já foi ateu, Saulo de Tarso matava cristãos antes de se tornar São Paulo. Sigamos.
Trump pode ser um idiota ou um gênio, os próximos meses dirão. Se ele é um bilionário narcisista e destemperado ou um brilhante estrategista que usou as mais novas táticas do playbook político para vencer, só saberemos com o tempo. Se Trump subitamente assumir um tom conciliatório e começar a soar como estadista, é preciso parar de dizer que ele não sabe o que está fazendo.
Num momento em que a grande imprensa, especialmente a americana, está praticamente toda virada para a esquerda e em campanha pelo partido democrata, bancar o louco para ganhar as manchetes e manipular a imprensa para abrir um canal direto com a população é simplesmente genial. Como saber se ele brincou com todo mundo para ter acesso aos eleitores menos instruídos e, após criar uma base sólida de apoio popular, vai buscar uma conciliação com os formadores de opinião, não há como saber neste momento. E aconselho que você desconfie de todo mundo que acha que sabe o que vai acontecer, especialmente numa eleição que está desafiando todas as previsões.
Um dos mais inteligentes conservadores da atualidade é Milo Yiannopoulos, o britânico que trabalha no Breitbart.com de Londres. Católico, abertamente gay e com 32 anos, é uma das vozes mais lúcidas comentando o atual momento da política americana e um defensor ferrenho de Donald Trump. Para ele, o Partido Republicano está envelhecido, perdeu a conexão com a realidade e com as bases, e só um troll como Trump para chacoalhar tudo e forçar a renovação do partido. Espero que ele esteja certo.
Agora é hora de curar as feridas da batalha anterior e se preparar para a guerra ao lado de Trump contra Hillary. Falo como alguém que apoiou Scott Walker, Carly Fiorina e Ted Cruz contra Trump, mas ele venceu democraticamente um por um por mérito e não há como não reconhecer que ele é o merecedor da vaga.
Antes de tomar uma decisão contrária a Trump apenas para não dar o braço a torcer, lembre do que disse John Milton, papel de Al Pacino em “O Advogado do Diabo” (1999): “Vanity – definitely my favorite sin.” O mundo não suportará mais quatro anos de desmandos na Casa Branca e é isso que importa.
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COMENTO:
Para quem não conhece, Alexandre Borges é Diretor do Instituto Liberal e um exímio remador contra a maré vermelha. Escritor prolífico é articulista em diversos sites da internet e em sua página do Facebook que é muito lida.
Este artigo que transcrevo acima está no site Senso Incomum sob o comando do escritor, ensaísta e palestrante Flávio Morgenstern. São nomes de uma nova safra de intelectuais brasileiros liberais e conservadores. Sim, a designação "intelectual" é pretensamente apropriada pelo esquerdismo. Mas fazendo bem as contas é difícil considerar intelectuais os esquerdistas áulicos dos assassinos Fidel Castro, Nicolás Maduro e Rafael Correa, para ficar apenas aqui na América Latina e adjacências.
Este artigo de Alexandre Borges é daqueles escritos que jamais seriam publicados pela grande mídia nacional e internacional, toda ela sob o severo controle da vagabundagem comunista. Sim, são vagabundos. Com 45 anos de jornalismo nunca vi um comunista trabalhando ou empreendendo e contribuindo para gerar empregos. 
Concordo totalmente com o Alexandre Borges no que respeita à eleição presidencial americana. E faço a publicação deste artigo também para mostrar como o jornalismo capacho dos comunistas escamoteia a verdade dos fatos.
Não se sabe quem vencerá o pleito presidencial americano. Mas uma coisa é certa: a ira e o inconformismo do jornalismo esquerdista bundalelê com a performance desse bem sucedido empresário americano é indicador seguro de que Donald Trump tem condições de derrubar a velhota comunista, dando um chega prá lá nesses psicopatas cavernosos.

Sponholz: Janot, Toffoli e muito mistério...

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E AGORA, MICHEL?

O Presidente Michel Temer em seu gabinete no Palácio do Planalto. Foto: IstoÉ
Por Elsinho Mouco (*)
Transcrito do site da revista IstoÉ
Presidente também tem que saber jogar, saber driblar, tem que ter coragem para escalar, para fazer as escolhas certas. E é claro, um pouco de sorte, é sempre muito bem-vinda. Os 3 bilhões de reais com que o presidente Michel Temer apoiou o Rio de Janeiro foram decisivos para que tivéssemos uma Olimpíada organizada e mais segura.
Tudo que o mundo pedia, tudo o que a gente esperava. Qual é o balanço dessa festa toda? Só o cronometro do tempo vai dizer. Uma coisa é certa, o resultado dos jogos não serão medidos só pelas medalhas conquistadas pelos nossos atletas, mas sim pelos mais de 3 bilhões de corações conquistados mundo afora. Saiu barato, é um recorde dos recordes.
Demos ao mundo o nosso melhor, demos uma demonstração do jeito brasileiro de fazer bem feito, jogamos fora todo o “lixo” noticioso que se fazia do Rio e do Brasil. Quanto isso vale?
Com a palavra e ação, o nosso presidente Temer, que esta próximo de ser escalado, em definitivo, para ser o técnico dessa imensa seleção de 200 milhões de brasileiros que lutam diariamente pelo seu País.
O sentimento que fica dessa Olimpíada, independentemente dos que conquistaram os pódios, é que temos um povo dedicado, esperançoso e merecedor de uma vida melhor. Esperança e confiança não nos faltam, a única coisa que perseguimos é o prêmio da eficiência, da decência e do ouro ético.
O privilégio da convivência de mais de uma década com o presidente Michel Temer me dá a certeza de que ele vai virar esse jogo, vai resgatar a ordem e o progresso que nossa gente tanto busca. E merece.
Boa sorte presidente. E um Brasil vencedor para todos.
Agora é com você, Michel.
(*) Elsinho Mouco é publicitário do PMDB

Sponholz: Assim caminha a impunidade.


segunda-feira, agosto 22, 2016

MUITO MISTÉRIO ÀS VÉSPERAS DO IMPEACHMENT

Quando o noticiário político parece que dá uma travada e fica incompreensível é porque há algo no ar além dos aviões de carreira como repetiria se vivo fosse o Barão de Itararé. Parece que enquanto rolava a Olimpíada os ratões da política brasileira embrenharam-se no breu das tocas. O resultado disso foi a decisão de Rodrigo Janot de suspender a tal delação premiada do empreiteiro amigão de Lula, Dilma e seus sequazes por conta de vazamento que rendeu reportagem de capa da revista Veja.

Um resumo da matéria publiquei aqui no blog. Mas olhem que estive a fim de nem postar a matéria, haja vista para o seu conteúdo que não tem pé nem cabeça afinal circunscreve-se a uma ameaça, sim, porque de concreto não há nada. A reportagem de Veja tem como lead uma ilação. No mínimo é uma coisa muito estranha. Quem vazou a história da delação de Léo Pinheiro?

Se a reportagem não aventa um fato concreto em contrapartida a decisão do PGR atira no lixo o que seria uma série de documentos na formulação da decisão do empresário Léo Pinheiro que, nestas alturas, e no condicional, teria decidido abrir o bico. Com a canetada de Janot, fica o dito pelo não dito.

Entranhamente, até a esta hora o site de Veja não postou aquilo que no jargão jornalístico qualifica-se de "suite". Todavia, enquanto a revista não se manifestar tem-se a impressão que a reportagem de capa da edição que chegou às bancas neste sábado é no mínimo estranha, se é que me entendem.

E, quando o noticiário político e os comentário que se tecem em torno do que está rolando soam estranhos sempre vem à tona a velha frase: 'há algo no ar além dos aviões de carreira". E, juntando-se os cacos, realmente chega-se a esta conclusão, mormente quando coisas estranhas começam a ocorrer às vésperas do impeachment da Dilma.

A propóstio, a jornalista Joice Hasselmann gravou um vídeo em que relata e comenta o que estaria sendo decidido no breu das tocas com uma possível renúncia da Dilma para mais adiante conseguir uma absolvição. O plano seria esvaziar o impacto do afastamento definitivo da "ex-presidenta", limpando a sua biografia. De quebra, o plano ainda teria o efeito de esvaziar a Operação Lava Jato livrando Lula, Dilma e a petralhada do Juiz Sergio Moro.

Como o evento político do impeachment e da desarticulação do esquerdismo liderado pelo PT parecem mas não são apenas um assunto doméstico do Brasil - lembrem-se do Foro de São Paulo - há forças também em nível internacional jogando tudo para salvar o projeto esquerdista, mesmo com Dilma afastada do poder. Deve-se sempre lembrar que o movimento comunista é e sempre foi global. E talvez sua globalização na atualidade seja muito maior do que fora no passado recente.

Seja como for, os fatos estão aí. No momento parecem soltos no ar. Faço portanto a postagem do vídeo de Joice Hasselmann. Afinal, melhor prevenir do que remediar. Vejam:

sábado, agosto 20, 2016

COM LULA E SEUS SEQUAZES PROSCRITOS BRASIL CONQUISTA O OURO NO FUTEBOL OLÍMPICO. A OUTRA MEDALHA SERÁ CONQUISTADA NA ARENA POLÍTICA. BYE, BYE COMUNISTAS.

O golaço de Neymar contra a Alemanha abriu o caminho para a conquista da Medalha de Ouro para o Brasil. A próxima festa será na arena política com o impeachment da Dilma. A felicidade às vezes custa a chegar mas quando chega vem em dose dupla. No tapetão do Senado o escore será ainda mais generoso: 61 X 20. E 2016 entrará para a história do futebol e da política. Para a felicidade geral da Nação. Bye, bye, comunistas. Fotos do site de Veja
A expulsão da comunistada do PT do poder representa um alívio sob todos os aspectos. É como a quebra de um feitiço. Tanto é que a Seleção brasileira de futebol que andava em baixa desde que a bandalha de Lula subiu a rampa do Planalto, conquistou neste sábado a cobiçada Medalha de Ouro Olímpica. Pela primeira vez na história empatando com a Alemanha no tempo regulamentar e na prorrogação para vencer em seguida nos penaltis.

Não chegou a ser uma desforra dos 7 a 1 na malfadada Copa do Mundo. Mas não deixa de ser um alento. De certa forma reflete um momento da vida nacional que experimenta uma agradável sensação de alívio ao libertar-se dos comunistas vagabundos, assassinos e ladravazes.

Nada de marketagem, nada de discursos de analfabeto metido a líder. Em contraste, a descrição do Presidente Michel Temer já representa um alívio sob todos os aspectos.

Tudo isso serve para comprovar o quanto a população brasileira foi seviciada pelo bando de psicopatas chefiado por Lula por mais de uma década. O epílogo desse estado de horror em que a bandalha do PT submeteu os brasileiros está chegando ao fim. Até porque os senadores sabem que o custo de perfilar-se ao lado dos interesses do PT representa a morte política. E não haverá perdão.

A expectativa da vitória no campo político será de 61 X 20. O escore portanto será maior do que a vitória da Seleção. Todos esses eventos se desenrolam como se fosse um filme de cinema. A única diferença é que se tem a certeza de um final feliz. A vitória do Brasil sobre a Alemanha alcançando o Ouro é um ótimo presságio.

Pra Frente Brasil! Salve a Seleção! Salve a Liberdade que não tem preço. #ForaPT 

Sponholz: O segredo das medalhas de ouro.

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sexta-feira, agosto 19, 2016

MARIA DO ROSÁRIO TENTOU TIRAR CASQUINHA EM MANIFESTAÇÃO CONTRA BANDITISMO EM PORTO ALEGRE E FOI DURAMENTE HOSTILIZADA

A deputada federal Maria do Rosário (PT/RS) foi duramente hostilizada ao passar por uma manifestação organizada por amigos e familiares da médica Graziela Müller Lerias, 32 anos, morta durante um assalto no último domingo (14), em Porto Alegre. Os manifestantes estavam reunidos em frente ao Palácio Piratini (sede do Governo do Rio Grande do Sul) e cobravam por mais segurança.
Aos gritos, o público começou a reclamar da deputada, chamando-a de “Cúmplice”, “Defensora de bandido”, “Ih Fora, Ih Fora” e "Vai embora, vai embora". Por não aguentar a pressão, se rendeu e acabou indo embora do local.
Mais tarde, a petista foi ao Twitter se lamentar. Ela disse que participava de um seminário perto do protesto quando percebeu a movimentação. Ao ser informada que era um ato em memória de Graziela, resolveu prestar solidariedade.
“Estou à disposição da família da médica Graziela Lerias. Num momento de dor não podemos quantificar o sofrimento. Fica para sempre”, publicou Rosário no Twitter.

"Até quando por raciocínio primário vai haver esse discurso que responsabiliza quem defende DH (Direitos Humanos) pela violência? É o contrário, entendam”, criticou. Do site Diário do Poder

REPORTAGEM EXCLUSIVA DE 'VEJA' REVELA: EMPREITEIRA DELATA MINISTRO DO SUPREMO DIAS TOFFOLI.

A revista Veja, que preferiu a Olimpíada e outras amenidades como destaque de suas últimas capas, desta feita retomou o jornalismo investigativo e revela mais uma bomba, desta vez envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli.

Veja diz que teve acesso ao capítulo do depoimento - delação premiada - do empresário Léo Pinheiro, da OAS, que inclui o magistrado Dias Toffoli indicado à Suprema Corte por Lula quando era Presidente da República.

Veja postou no seu site um aperitivo da reportagem-bomba, que transcrevo como segue:
Era um encontro de trabalho como muitos que acontecem em Brasília. O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, e o empreiteiro José Aldemário Pinheiro Filho, conhecido como Léo Pinheiro, então presidente da construtora OAS, já se conheciam, mas não eram amigos nem tinham intimidade. No meio da conversa, o ministro falou sobre um tema que lhe causava dor de cabeça. Sua casa, localizada num bairro nobre de Brasília, apresentava infiltrações e problemas na estrutura de alvenaria. De temperamento afável e voluntarioso, o empreiteiro não hesitou. Dias depois, mandou uma equipe de engenheiros da OAS até a residência de Toffoli para fazer uma vistoria. Os técnicos constataram as avarias, relataram a Léo Pinheiro que havia falhas na impermeabilização da cobertura e sugeriram a solução. É um serviço complicado e, em geral, de custo salgado. O empreiteiro indicou uma empresa especializada para executar o trabalho. Terminada a obra, os engenheiros da OAS fizeram uma nova vistoria para se certificarem de que tudo estava de acordo. Estava. O ministro não teria mais problemas com as infiltrações — mas só com as infiltrações.

A história descrita está relatada em um dos capítulos da proposta de delação do empreiteiro Léo Pinheiro, apresentada recentemente à Procuradoria-Ge­ral da República e à qual VEJA teve acesso. Condenado a dezesseis anos e quatro meses de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa no escândalo do petrolão, Léo Pinheiro decidiu confessar seus crimes para não passar o resto dos seus dias na cadeia. Para ganhar uma redução de pena, o executivo está disposto a sacrificar a fidelidade de longa data a alguns figurões da República com os quais conviveu de perto na última década. As histórias que se dispõe a contar, segundo os investigadores, só são comparáveis às do empreiteiro Marcelo Odebrecht em poder destrutivo. No anexo a que VEJA teve acesso, pela primeira vez uma delação no âmbito da Lava-Jato chega a um ministro do Supremo Tribunal Federal.

No documento, VEJA constatou que Léo Pinheiro, como é próprio nas propostas de delação, não fornece detalhes sobre o encontro entre ele e Dias Toffoli. Onde? Quando? Como? Por quê? Essas são perguntas a que o candidato a delator responde apenas numa segunda etapa, caso a colaboração seja aceita. Nessa primeira fase, ele apresenta apenas um cardápio de eventos que podem ajudar os investigadores a solucionar crimes, rastrear dinheiro, localizar contas secretas ou identificar personagens novos. É nesse contexto que se insere o capítulo que trata da obra na casa do ministro do STF.

Tal como está, a narrativa de Léo Pinheiro deixa uma dúvida central: existe algum problema em um ministro do STF pedir um favor despretensioso a um empreiteiro da OAS? Há um impedimento moral, pois esse tipo de pedido abre brecha para situações altamente indesejadas, mas qual é o crime? Léo Pinheiro conta que a empresa de im­per­mea­bi­li­za­ção que indicou para o serviço é de Brasília e diz mais: que a correção da tal impermeabilização foi integralmente custeada pelo ministro Tof­fo­li. Então, onde está o crime? A questão é que ninguém se propõe a fazer uma delação para contar frivolidades. Portanto, se Léo Pinheiro, depois de meses e meses de negociação, propôs um anexo em que menciona uma obra na casa do ministro Toffoli, isso é um sinal de que algo subterrâneo está para vir à luz no momento em que a delação for homologada e os detalhes começarem a aparecer. Do site da revista Veja

REPORTAGEM-BOMBA DE 'ISTOÉ' REVELA: DEPOIS DO IMPEACHMENT, DILMA, LULA E SEUS SEQUAZES PODEM PEGAR CADEIA.

Dilma Rousseff e Lula: horizonte nebuloso no pós-impeachment. Foto: IstoÉ
A revista IstoÉ que chega às bancas neste sábado traz um bom inventário dos episódios que conduziram Dilma Rousseff ao impeachment. Selecionei os trechos fundamentais da principal reportagem da revista assinada por Pedro Marcondes de Moura. Trata-se de um levantamento dos fatos relativos ao processo do impeachment. Entretanto, há mais, muito mais coisas que complicam seriamente Dilma, Lula, Mercadante e José Eduardo Cardoso, não estando descartado após o impeachment o andamento de processos criminais contra Dilma, Lula e seus sequazes já então sem foro privilegiado. Pela gravidade dos fatos e dependendo das investigações pode dar cadeia. Leiam:
Na semana em que o Senado inicia o derradeiro julgamento do impeachment, a presidente afastada Dilma Rousseff enfrenta o auge de sua fragilidade. As preocupações da petista vão além da iminência de deixar o Palácio do Planalto pela porta dos fundos. Agora, pesam contra ela mais do que as acusações por ter editado créditos complementares ou ter cometido as famigeradas pedaladas fiscais, passíveis de perda de mandato. Dilma passou a ser investigada por um crime comum. Desde a última semana, ela corre risco real de ser condenada pela Justiça por interferir na Operação Lava Jato. Atendendo a um pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, determinou a abertura de um inquérito para apurar as suspeitas de que a petista usou o cargo para obstruir a Justiça, o que configura crime. Para Zavascki, há fortes indícios de que Dilma liderou uma conspiração para nomear Marcelo Navarro Ribeiro Dantas ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) em troca do compromisso para soltar empreiteiros presos da Lava Jato, articulou uma tentativa de evitar a delação do ex-senador Delcídio do Amaral e nomeou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tirá-lo da jurisdição do juiz Sérgio Moro.
SEM FORO PRIVILEGIADO
O momento para as acusações contra ela não poderia ser pior. Dilma já planejava um exílio de oito meses por países latino-americanos, tão logo sua saída do cargo fosse oficializada. Com a decisão de Teori, talvez seja mais prudente mudar o plano de vôo. Motivo: ao perder o foro privilegiado, Dilma poderá ser processada em primeira instância junto a outros acusados de também obstruir a Justiça, como os ex-ministros Aloizio Mercadante, José Eduardo Cardozo e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão atinge ainda os ministros do STJ Marcelo Navarro e Francisco Falcão. Uma eventual condenação pode levar Dilma à cadeia. Por muito menos, Delcídio foi preso. Agora começa a etapa de coleta de provas, o que pode incluir até o depoimento de investigados. Em sua primeira diligência, Teori solicitou os registros de visitas de Navarro ao Senado.
Política e juridicamente, a abertura do inquérito pelo Supremo pode ser considerada o pior revés já experimentado por Dilma desde sua ascensão ao poder. Isolada e sem apoio até do PT, Dilma tentava construir a narrativa da vítima. Sonhava em entrar para a história como uma presidente cassada sem provas e acima de qualquer suspeita. Desde a posse para o segundo mandato, a petista ecoava um mantra de que o governo dela era marcado pela independência nas investigações de corrupção e propagandeava a inexistência de acusações de enriquecimento pessoal, apesar das inúmeras provas de que o Petrolão abasteceu as campanhas dela de 2010 e 2014 ao Palácio do Planalto. Agora, ao autorizar a abertura do inquérito, o STF sepulta de uma vez a sua versão. Mostra que existem, sim, suspeitas contra ela. Mais do que isso.
COISAS DO ARCO DA VELHA
Há evidências de suas digitais em, pelo menos, duas tentativas de obstruir a Lava Jato: a nomeação de Navarro ao STJ e a tentativa de empossar Lula na Casa Civil. Em um primeiro movimento, Aloizio Mercadante, então ministro da Casa Civil, foi flagrado, em uma conversa gravada com um assessor do ex-senador Delcídio do Amaral, oferecendo ajuda para que o parlamentar não fizesse um acordo de delação premiada. O diálogo acabou vindo à tona quando Delcídio, com o objetivo de deixar a prisão, resolveu contar tudo o que sabia aos procuradores. O ex-senador afirmou à Justiça, em depoimento revelado por ISTOÉ com exclusividade, que o Palácio do Planalto – mais precisamente Dilma Rousseff – interferiu diretamente para que o Superior Tribunal de Justiça soltasse empreiteiros. Em uma conspiração envolvendo Dilma, o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo e o presidente do STJ Francisco Falcão foi acertada a nomeação de Marcelo Navarro Ribeiro Dantas para a Corte com a condição de que ele concedesse a liberdade aos empresários envolvidos no Petrolão. Navarro, de fato, votou favorável à soltura Otávio Azevedo, da Andrade Gutierrez, e Marcelo Odebrecht. O plano só não vingou porque a maioria da turma do STJ optou por mantê-los detidos. Não importa. Para Teori e Janot, há elementos para a caracterização da prática criminosa por Dilma e companhia.
Sob investigação: STF autoriza inquérito contra Dilma, Lula e os ex-ministros José Eduardo Cardozo e Aloizio Mercadante por conspiração para parar a Lava Jato - Foto: IstoÉ
PARCERIA CRIMINOSA
A terceira investida de Dilma para interferir na Lava Jato ocorreu em março. Após o ex-presidente Lula ser alvo de uma condução coercitiva, a petista o nomeou ministro da Casa Civil. Interceptações telefônicas de conversas entre os dois mostram a pressa com que ela agiu para que o antecessor assumisse o cargo. Enviou pelo assessor Jorge Messias o termo de posse, antes mesmo da cerimônia, para que Lula ganhasse foro privilegiado e seu caso saísse das mãos do juiz Sérgio Moro. Por decisão do Supremo, a conversa não pode ser usada na acusação por ter ocorrido após o período de gravação autorizado por Moro. Outra prova, no entanto, foi suficiente para encalacrar Lula e Dilma: uma edição extra do Diário Oficial da União publicada pelo Palácio do Planalto para garantir que a nomeação do ex-presidente entrasse em vigor o mais rápido possível. Para Miguel Reale Jr., um dos juristas signatários do pedido de impeachment de Dilma, o episódio é uma afronta aos princípios republicanos e confere materialidade ao impedimento da presidente. “É um ato de imoralidade administrativa e política”, afirma. O inciso 5 do artigo 6º da a Lei nº 1.079 define como crime de responsabilidade exatamente o que as ações de Dilma atestaram, ou seja, “opor-se diretamente e por fatos ao livre exercício do Poder Judiciário, ou obstar, por meios violentos, ao efeito dos seus atos, mandados ou sentenças. Do site da revista IstoÉ onde há muito mais para ler

Sponholz: Morofobia.