segunda-feira, fevereiro 08, 2016

BONECO DO 'JAPONÊS DA FEDERAL' TOMA O LUGAR DE DILMA NO TRADICIONAL DESFILE CARNAVALESCO DE OLINDA

Boneco do agente da Polícia Federal Newton Ishii no desfile dos Bonecos Gigantes na cidade de Olinda, em Pernambuco. Clique sobre a imagem para vê-la ampliada
O empresário Leandro Bezerra de Castro, que comanda a Embaixada dos Bonecos Gigantes, afirmou neste domingo que desistiu de levar para a folia de Olinda a boneca feita em homenagem à presidente Dilma Rousseff. O desfile dos Bonecos Gigantes, uma das principais atrações do carnaval pernambucano, acontece nesta segunda-feira. Segundo Castro, o motivo é a "baixa popularidade" enfrentada pela petista.

"Muita gente me falou que achava que se levássemos a Dilma iríamos ter problemas com vaias e talvez até outras coisas mais graves. Então, para evitar a polêmica decidi que ela não vai desfilar", disse.

No ano de 2015, a gigante Dilma também acabou ficando de fora da festa. Neste ano, serão 80 bonecos gigantes participantes do desfile, que percorre o sítio histórico de Olinda, ao som da Orquestra de Frevo de Pernambuco. Entre os estreantes estão o agente da Polícia Federal, Newton Ishii, o "Japonês da Federal", e o juiz federal Sérgio Moro, à frente da operação Lava Jato. Do site de Veja 

É BOMBA! DELAÇÃO DE EX-CHEFÃO DA ANDRADE GUTIERREZ PROMETE DETONAR TUDO ATINGINDO LULA E DILMA.

Otávio Marques de Azevedo era presidente da poderosa Andrade Gutierrez e sua delação promete ser nitroglicerina pura. Fotos: DP
A decisão do juiz Sérgio Moro, de conceder prisão domiciliar aos dois executivos da Andrade Gutierrez, surpreendeu a Procuradoria-Geral da República, que há pelo menos um mês examina o possível acordo de delação deles. Fontes ligadas à investigação dizem que as delações de Otávio Marques de Azevedo, ex-presidente, e Elton Negrão, ex-diretor da empreiteira, comprometem Lula e a presidente Dilma.
Tanto quanto a Odebrecht, a mineira Andrade Gutierrez foi parceira dos governos petistas de Lula e Dilma, inclusive no financiamento eleitoral.
As revelações prometidas pelos executivos da Andrade Gutierrez são tão importantes que Moro os liberou antes de homologada a delação.
A expectativa, na Lava Jato, é que a delação de Otávio Azevedo será tão bombástica quanto seria a eventual delação de Marcelo Odebrecht.
Otávio Marques de Azevedo promete contar tudo sobre a corrupção dos governos Lula e Dilma, no petrolão e na usina nuclear de Angra 3. Da Coluna Cláudio Humberto/Diário do Poder

Sponholz: O sonho de Lula.


domingo, fevereiro 07, 2016

O PÚBLICO E O PRIVADO

Por Merval Pereira
Transcrito do site de O Globo
Marcelo Odebrecht, então presidente da empreiteira, comentou com conhecidos, pouco antes de ser preso pela Operação Lava-Jato, a atuação de Leo Pinheiro, presidente da OAS, no sítio de Atibaia: “O que que tem o Léo ajudar o Lula naquele sítio dele? São amigos, não custa nada ajudar”.

Sabe-se agora, pela reportagem da Folha, que o comentário era, na verdade, uma defesa prévia, pois também a Odebrecht ajudou a reformar o sítio cuja propriedade é atribuída ao ex-presidente.

E o cerne da questão é justamente esse, a complacência com que o público e o privado foram sendo misturados nesses anos petistas, em trocas de favores entre o estado brasileiro e empresas privadas, tipo “uma mão lava a outra”.
É verdade que esse sistema não foi inaugurado com o PT, mas foi esse partido que o institucionalizou, demonstrando uma capacidade insuspeitada de organização. Diz-se que o ex-presidente Fernando Henrique acreditava que Lula e o PT não teriam condições de governar o país em 2002, quando foi eleito pela primeira vez, e procurariam um acordo com o PSDB.

Ledo e ivo engano, como gosta de dizer o Cony. A capacidade de aparelhamento do estado revelada pelo PT nesses 13 anos de poder é impressionante, não deixando pedra sobre pedra da construção institucional que vinha sendo organizada depois do controle da hiperinflação.

É nesse contexto que se inserem as investigações sobre os possíveis bens ocultos do ex-presidente Lula, e suas palestras pelo mundo patrocinadas por diversas empreiteiras, todas envolvidas na Operação Lava-Jato. Seria uma resposta definitiva se Lula enviasse ao Ministério Público as gravações de todas as palestras que deu pelo mundo, provando que não há nada de ilícito na sua atividade.

O maior indício do temor de Lula é a prioridade de sua equipe de advogados de defesa: retirar do juiz Sérgio Moro a responsabilidade do processo, alegando que o tríplex do Guarujá nada tem a ver com a Operação da Lava-Jato. Só que tem.

A propriedade do hoje famoso tríplex de Guarujá é controvertida justamente pelas declarações do próprio Instituto Lula, que desde que uma reportagem do Globo de dezembro de 2014 denunciou que Lula recebera o tríplex com adendos incorporados ao projeto original pela OAS, inclusive um elevador privativo interno, já confirmou a propriedade de Lula e voltou atrás diversas vezes.

Seria simples convocar uma entrevista coletiva com os blogueiros oficiais e mostrar a eles documentos que provassem que o presidente, ou Dona Marisa, devolveram as cotas que dizem ter tido no Bancoop e receberam de volta da OAS o dinheiro aplicado.

Eles não fariam perguntas embaraçosas e a defesa estaria disponível na internet. Claro que é difícil explicar por que a OAS gastou mais de R$ 700 mil num apartamento avaliado em R$ 1,5 milhão e ainda devolveu dinheiro para o antigo proprietário. Ou por que um engenheiro importante da Odebrecht aproveitou suas férias para fazer de graça um trabalho no sítio de Atibaia sem saber direito para quem estava trabalhando e por que.

Mas nada de concreto é feito, só negativas vazias e ataques ao que seria uma “caçada” a Lula, que mereceria, por seu histórico, um tratamento “mais respeitoso”, de acordo com o ministro Jaques Wagner.

O contrário é que seria necessário, que Lula tivesse mais respeito com a população e desse explicações razoáveis sobre o tríplex do Guarujá e também sobre o sítio de Atibaia, que está em nome de sócios de um filho seu.

É inegável que a propriedade é usada por Lula e sua família como se fosse deles, pois até mesmo parte da sua mudança foi mandada para lá quando ele deixou o governo, em 2010. Há depoimentos diversos, nos dois imóveis, de gente que viu Lula e parentes usufruindo do local, orientando obras, e comprovação da participação de executivos e engenheiros das duas empreiteiras.

Ontem Lula admitiu que frequenta o sítio, que seria propriedade de amigos da família. E por que esse proprietário, Fernando Bittar, que é sócio de um filho de Lula e filho de um líder petista, não vem a público revelar que tem muito prazer em que Lula use seu sítio como se fosse seu? E que gostou muito que a Odebrecht tivesse feito reformas de graça na sua propriedade para dar mais conforto a Lula. Ou que prove que pagou pelas reformas. O outro sócio, Jonas Suassuna, já tirou o corpo fora dizendo sua parte no sítio não tem nada a ver com a que Lula frequenta.

BRIGA DE CACHORRO GRANDE: ENQUANTO RONCAM AS CUÍCAS E TAMBORINS, BUMLAI, O AMIGO DE LULA, RESOLVEU PARTIR PARA CIMA DO PT.

Bumlai resolveu partir para o ataque por meio de seus advogados
O pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Lula, pôs um fim nas relações muito próximas que mantinha com o PT. Por meio de seus advogados, ele pediu ao juiz federal Sérgio Moro que libere seus bens – confiscados desde novembro, quando foi preso na Operação Passe Livre, desdobramento da Lava Jato. A defesa alega que todos os ativos que Bumlai amealhou “possuem origem comprovadamente lícita”.
Eles partem para o ataque a outros protagonistas do episódio que envolve um enigmático empréstimo milionário do próprio Bumlai realizado em outubro de 2004 no Banco Schahin e a contratação para operar o navio-sonda Vitória 10.000.
“Seria mais coerente impor a constrição aos corréus, os afagados e protegidos donos do Banco Schahin, aos caciques do PT ou ainda aos que compunham a Diretoria Internacional da Petrobrás pois, se existe alguém que teve ganho patrimonial com a pouca-vergonha da contratação fraudulenta do tal navio-sonda, certamente não foi o peticionário (Bumlai)”, afirmam os criminalistas Arnaldo Malheiros Filho, Daniella Meggiolaro, Conrado de Almeida Prado e Lyzie de Souza Andrade Perfi, defensores do amigo de Lula.
O ataque de Bumlai escancara o rompimento com o partido que seu amigo fundou no início dos anos 1980. Admirador de Lula, a quem conheceu em 2002, o pecuarista se prestou a fazer o empréstimo que o levou à prisão no dia 24 de novembro de 2015, sob acusação formal de gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro. Isolado, na iminência de uma pesada condenação que o juiz da Lava Jato poderá lhe infligir, Bumlai foi para cima do PT.
DINHEIRO PARA O PT
A origem da acusação ao pecuarista é exatamente o empréstimo de R$ 12,17 milhões no Schahin, dinheiro que, segundo Bumlai, foi integralmente destinado ao PT. Na ocasião, afirmou, o partido de Lula atravessava dificuldades de caixa e necessitava de reforço para saldar dívidas de campanha.
Em troca do “socorro” financeiro ao PT, o Grupo Schahin foi contratado pela Petrobrás, em 2009, ao preço de US$ 1,6 bilhão, sem licitação, para operar o navio-sonda, conforme as investigações.
“Conquanto tenha admitido sua participação na tomada do empréstimo junto ao Banco Schahin, não restam dúvidas de que o montante de R$ 12.176.850,80 (doze milhões, cento e setenta e seis mil, oitocentos e cinquenta reais e oitenta centavos) foi repassado integralmente pela instituição financeira ao Partido dos Trabalhadores e utilizado posteriormente como moeda de troca para realização de negócio espúrio, uma bandalheira entre o Grupo Schahin e então dirigentes da Petrobrás, ao qual o peticionário é totalmente alheio, não tendo disposto de nenhum centavo desse dinheiro nem tampouco usufruído dos proveitos obtidos com a contratação da operação da sonda Vitória 10.000”, dizem Malheiros Filho e sua equipe.
Bloqueio. A reação de Bumlai ocorre apenas alguns dias depois que o juiz da Lava Jato, em 22 de janeiro, ampliando os efeitos da decisão de bloqueio de ativos financeiros em contas do pecuarista e de suas empresas, determinou o arresto de seus bens e de seus filhos visando à recuperação imediata do valor de R$ 56,63 milhões. Leia a reportagem completa clicando AQUI

sábado, fevereiro 06, 2016

DEPÓSITO QUE VENDEU MATERIAL DE CONSTRUÇÃO PARA O SÍTIO DE LULA EM ATIBAIA DECIDIU FECHAR E MUDAR DE ENDEREÇO

Depósito Dias em Atibaia: portas fechadas - Foto: Veja S. Paulo.
Localizado em Atibaia, no interior do estado, o Depósito Dias fechou as portas nesta quinta (4). A loja ganhou manchetes após a ex-dona do estabelecimento, Patrícia Fabiana Melo Nunes, ter denunciado ao jornal Folha de S. Paulo que a empresa Odebrecht gastou em seu negócio cerca de 500 000 reais com materiais de construção para um sítio ligado a Lula.
O atual proprietário do espaço, o empresário Nestor Lorencini, se viu prejudicado pelo escândalo. "Não tenho nada a ver com isso, mas os clientes acabaram achando que eu tinha alguma culpa no cartório", reclama ele, que gerencia o lugar há dois anos. Na última semana, após extensa cobertura da imprensa, o movimento do comércio caiu drasticamente. 
O depósito migrará para um outro imóvel na região central e também mudará de nome. Assim, Lorencini pretende se livrar da fama de que teria se beneficiado com algum esquema.  Do site Veja São Paulo

Sponholz: Procura-se barbudo com 9 dedos!

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sexta-feira, fevereiro 05, 2016

O TRISTE FIM DE UM IMPOSTOR

Por Nilson Borges Filho (*)
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva começa a se render aos fatos. Por maior que sejam os esforços de partidários, amigos sindicalistas, advogados contratados a peso de ouro e alguns gatos pingados da base aliada, não há como contestar que Lula é proprietário (ou foi) de um apartamento tríplex em Guarujá. Como se explica a presença do ex-presidente, de sua mulher Marisa Letícia e de seu filho Lulinha no apartamento reformado pela empreiteira OAS, se nada daquilo pertencia a família? Curiosidade? Duvido. Lula seria decorador de interiores? Não mesmo.
As alegações dos advogados do ex-presidente não se sustentam por um único segundo. São frágeis no conteúdo e na forma. A cada nota do Instituto Lula sobre a compra do apartamento tríplex pela família Lula da Silva, mais fica patente que houve ocultação de patrimônio. E que motivos teria a empreiteira OAS gastar 700 mil reais na reforma de uma unidade do edifício Solaris, se o interessado não fosse alguém  do topo da pirâmide política brasileira? Lula pode até ter desistido do imóvel, mas não dá mais para esconder que o apartamento pertencia a sua família e que a empreiteira estava lhe prestando um agrado. As investigações estão adiantadas e logo a justiça paulista terá condições de dar o veredito final sobre o apartamento do Lula que não é do Lula.
Não bastasse isso, novas denúncias alcançam o ex-presidente sobre a propriedade de um sítio em Atibaia de 170 mil metros quadrados de área total, com casas, lago, piscina, churrasqueira e tudo aquilo que um casa de campo merece em sofisticação. Lula nega ser proprietário do imóvel em cuja escritura aparecem dois sócios do filho mais velho como reais donos do sítio. Lula frequentou 111 vezes o sítio, o que é muito para quem não é proprietário. 
Novamente surgem no meio desse imbróglio armários e eletrodomésticos  custeados por empreiteiras amigas  do ex-presidente e que estão  enroladas na operação lava jato. A cada negativa do ex-presidente novos indícios aparecem contra a tese dos advogados do ex-presidente. Afinal, o que faziam caminhões de mudança despejando móveis, acessórios e outros bens móveis na sede do sítio de Atibaia? A rigor, não há um único dia em que não surgem indícios reveladores sobre a conduta duvidosa de Lula com relação a atos praticados no exercício do mandato. A operação Zelotes está em campo para saber de implicações de servidores públicos e políticos na aprovação de Medidas Provisórias de interesse de empresas privadas.
O clima no PT e no Palácio do Planalto é de barata voa. O Partido dos Trabalhadores encontra dificuldade em sair na defesa do ex-presidente, pois o cerco está se fechando. Muitos dos apoiadores de Lula querem distância do padrinho político. Afinal, 2016 é ano de eleição para  prefeituras e câmaras de vereadores. Já no planalto o clima é de velório: voltaram a ordem do dia vaias à presidente em pleno Congresso Nacional, panelaços nas principais cidades do país, inflação nas alturas, desemprego a galope e falta de caixa para saldar compromissos de campanha. O setor produtivo e o varejo já deram sinais de que a crise está centro do governo.
Os escândalos de corrupção batem à porta do Palácio do Planalto. No Congresso a base aliada tem demonstrado que não é tão aliada como pensam os ursinhos de pelúcia da presidente. Jacques Wagner e Berzoini perderam a primeira batalha de 2016 na Câmara dos Deputados. O principal aliado de Dilma Rousseff no Senado e que por enquanto segura o impeachment da presidente está com os dias contados.
Renan Calheiros voltou a ser protagonista de processos que correm no Supremo Tribunal Federal. O mais estridente decorre de indícios de que Renan Calheiros recebeu propina de um lobista da empreiteira Mendes Júnior para pagar pensão de uma amante. A volta de Renan às manchetes de jornais e revistas semanais por envolvimento com malfeitos com dinheiro público é fatal para Dilma. Uma presidente sem credibilidade, seu principal apoiador no Congresso Nacional perto de ser enxotado da vida pública e tudo o mais que se sabe desse governo, o  Brasil está no fundo do poço. A saída para o país é o impeachment já.
(*) Nilson Borges Filho é mestre, doutor e pós-doutor em Direito. Foi professor da UFSC e da UFMG. Atuou como juiz no TRE de Santa Catarina.

REPORTAGEM DEVASTADORA DE 'ISTOÉ' REVELA CONEXÃO DE RENAN CALHEIROS E O PETROLÃO

Termina nesta semana o prazo concedido à Polícia Federal pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), para a conclusão do inquérito que relaciona o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ao esquema do Petrolão. Nele, Renan é suspeito de ser beneficiário de propina desviada da Petrobras. A julgar pelo que os investigadores conseguiram desvendar até agora, o presidente do Senado terá dificuldades para escapar da denúncia. Obtido por ISTOÉ, relatório produzido pela PF no Paraná, a partir do conteúdo encontrado num celular do ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, – condenado a 16 anos de prisão por, entre outras razões, pagar propina a políticos –, é explosivo. O material de 50 páginas indica uma série de mensagens trocadas entre Pinheiro e seus auxiliares, em que o empreiteiro demonstra intimidade com o presidente do Senado. Mais do que isso.
COMPLICOU 
Relatório da PF revela intimidade de Renan com empreiteiro condenado no Petrolão
Trechos das conversas sugerem, de acordo com os investigadores, a influência exercida pelo empreiteiro sobre Renan, que à frente de uma das Casas do Congresso teria passado a atuar em sintonia com as conveniências da OAS – uma das empreiteiras do Petrolão que mais contribuíram para a campanha de seu filho ao governo de Alagoas. Os documentos em poder da PF indicam que Pinheiro possa ter influído para enterrar o projeto que proibia a doação privada a políticos bem como a CPI dos gastos com a Copa, temas considerados de suma importância para a empreiteira. Ambos dependiam da caneta e do prestígio político de Renan para serem sepultados. E foi exatamente o que ocorreu com as duas proposições entre 2013 e 2014. Da cadeira de presidente do Senado, Renan mandou-as para o arquivo.
As mensagens encontradas no celular de Pinheiro revelam que, para alcançar o seu objetivo de interferir em projetos de seu interesse no Congresso, o executivo da OAS participou de uma série de reuniões com Renan. Ao menos uma delas ocorreu no final de semana. Diz o relatório: “Uma breve análise das mensagens trocadas entre Leo Pinheiro e o usuário identificado por Renan Calheiros reflete entre 2012 e 2014 ao menos 06 pedidos para encontro ou contato, 02 comunicações que indicam que um interlocutor (de Pinheiro) estava ou estaria logo em um determinado local, 03 agradecimentos de Leo Pinheiro para Renan Calheiros e 14 citações de notícia de Renan no email de Leo Pinheiro”.
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Numa sequência de mensagens rastreadas pela PF, ocorridas entre os dias 13 e 17 de setembro de 2013, a Lava Jato conseguiu identificar claramente a ingerência da OAS sobre a pauta do Congresso. Segundo o relatório, em 13 de setembro de 2013, o assessor de Leo Pinheiro, Marcos Ramalho, o comunica sobre um encontro com Renan na residência oficial do Senado que ocorreria no domingo seguinte às 11h. A reunião, avisou o assessor, havia sido agendada por Alexandre Grangeiro, um conhecido lobista da OAS em Brasília. No dia marcado, Pinheiro, em mensagem encaminhada ao assessor, checa o local do encontro. “Bom dia. O encontro das 11hs será na residência da Presidência?”. Ao que o assessor confirma: “Sim, na residência oficial”. Procurado por ISTOÉ, Renan reconheceu por meio de sua assessoria que se reuniu “em algumas oportunidades com o Sr. Leo Pinheiro”. “Todas as conversas foram estritamente institucionais”, acrescentou a assessoria de Renan. Para a PF, no entanto, a quebra do sigilo telefônico do ex-presidente da OAS indica que a reunião de Pinheiro e Grangeiro com o presidente do Senado, no domingo 15, serviu para que os três combinassem o arquivamento de uma proposta que a empreiteira não gostaria que prosperasse na Casa. O empreiteiro da OAS parecia empenhado em conseguir o que queria. No dia seguinte, ele mandou entregar na casa de Renan um corte de terno. Por acaso, era aniversário do presidente do Senado. “Hoje é aniversário Sen. Renan Calheiros (corte já entregue)”, avisa seu assessor pelo celular. Na terça-feira 17, dois dias depois do encontro, consumou-se o desenlace esperado por todos. Pinheiro enviou uma mensagem ao diretor jurídico da OAS, Agenor Valadares, em que afirmou que o presidente do Senado estava, naquele momento, ligando para ele. “Renan está me ligando. Engavetou?”, questionou Pinheiro. “Sim. Engavetou. Porém a expectativa é de que só até dezembro. Em dezembro, teria uma reavaliação”, respondeu Valadares. Para os investigadores da Lava Jato, essa troca de mensagens revela que o que fora acertado com Renan, na conversa na residência do Senado da qual participaram os dirigentes da OAS, foi cumprido.
LAVA JATO FULMINANTE
Para identificar o que tanto interessava à OAS àquela altura, a Lava Jato cruzou as datas das mensagens trocadas pelo celular com os temas em discussão no Senado durante aqueles dias. Bingo! Os investigadores descobriram que tramitava na Casa um assunto essencial para empreiteira: o projeto que acabava com as doações eleitorais de empresas. De iniciativa do senador Randolfe Rodrigues (Rede -AP), a proposta fez parte de uma minireforma política em apreciação na Casa como resposta às manifestações populares que ocorreram em junho daquele ano. O tema não interessava a empresários e muito menos aos políticos. Por isso, a importância para a OAS do seu engavetamento. Naquele momento, a Lava Jato não era uma realidade. Hoje, perto de completar dois anos, a investigação revelou como são intrincadas as relações entre financiamento eleitoral, políticos e contratos com a administração pública. Em 2013, para o deleite de Leo Pinheiro, o Senado presidido por Renan recusou a proposta de barrar o dinheiro empresarial. No ano passado, o STF se encarregou de jogar uma pá de cal nas doações privadas. Mas esta é outra história. Clique AQUI para ler TUDO!

quinta-feira, fevereiro 04, 2016

Sponholz: Pá nelas!


MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL INVESTIGA PARA ONDE FOI MUDANÇA DE LULA QUANDO PETISTA DEIXOU GOVERNO

O Ministério Público Federal requereu à empresa Granero Transportes documentos sobre a mudança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de sua família do Palácio da Alvorada para São Paulo ao deixar o governo, no fim de seu segundo mandato. O objetivo é confirmar se a empresa levou parte dos objetos pessoais do petista para um sítio em Atibaia, no interior de São Paulo.
Esse seria mais um indício de que a propriedade pertence ao ex-presidente, embora esteja em nome de empresários amigos de sua família e sócios de um de seus filhos.
A primeira informação sobre o envio da carga para Atibaia foi publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo em 2011. Um prestador de serviços da transportadora confirmou que o refúgio no interior paulista foi um dos destinos.
O sítio é investigado na Operação Lava Jato por suspeita de que as empreiteiras OAS e Odebrecht pagaram por reformas no local, o que seria uma compensação por contratos obtidos em órgãos públicos. Há indícios, segundo os investigadores, de que o ex-presidente ocultou patrimônio.
Fotógrafo que trabalhou para a Granero em 2011 registrando imagens da mudança, Orípedes Antônio Ribeiro, afirmou que alguns caminhões levaram objetos do Alvorada para Atibaia.
Ele explicou que fez imagens da chegada dos caminhões apenas em São Bernardo do Campo (SP), onde o ex-presidente mantém um apartamento, mas que um dos dirigentes da empresa lhe relatou, na ocasião, que outros veículos foram para o sítio no interior paulista.
"Não fiz o sítio, mas sabia que para lá foram presentes que ele (Lula) ganhava de outros governos. Obra de arte era em Atibaia", disse. Orípedes afirmou que seguiam para o sítio obras de arte e vinhos e que, na época, perguntou para um dos responsáveis pela empresa para onde iriam os onze caminhões. "Estava na época com o Emerson (Granero, diretor executivo da transportadora) fazendo as fotos (em São Bernardo). Perguntei e me disseram que tinha ido para Atibaia", acrescentou.
A Granero foi contratada para fazer a mudança pelo governo. A empresa alega que os dados estão em seu arquivo morto e que os entregará ao Ministério Público.
O Instituto Lula não respondeu aos questionamentos sobre a mudança. O ex-presidente já confirmou que frequenta o sítio em dias de descanso. Uma parte da área está registrada em nome de Fernando Bittar e a outra, de Jonas Suassuna. Ambos são sócios de Fábio Luís Lula da Silva, um dos filho do petista. As duas frações, contíguas, não são divididas por cerca ou muro. Do site da revista Veja

Sponholz: Os foliões da roubalheira.


ESQUERDA AGONIZA MAS AINDA NÃO MORREU. AQUI AS DICAS PARA ARRANCAR AQUELE TUBINHO QUE LHE DÁ UM SOPRO DE VIDA.

A partir de uma entrevista fajuta eivada de desinformação que o sociólogo José de Souza Martins, 77, concedeu à revista Veja desta semana, o grupo Terça Livre editou este hangout que está no vídeo acima e que tem apenas 30 minutos. Vale muito a pena assistir. Encareço aos estimados leitores que vejam e ouçam com atenção. É uma verdadeira aula de política no seu sentido mais exato.
A apresentação é do Allan dos Santos e do Ítalo Lorenzon. De forma sintética e objetiva eles oferecem uma análise muito especial do que realmente está rolando na política brasileira e as reais manobras do PT e demais partidos esquerdistas que neste momento se lançam a uma nova empreitada pela manutenção do poder. Lembrem-se antes de tudo que a política, como tão bem assinalou Max Weber, é a luta pelo poder e/ou a luta pela manutenção do poder. 
Ao mesmo tempo constatarão que o grosso da crônica política do jornalismo da grande mídia passa muito longe daquilo que é essencial ao sonegar o que realmente contribui para a compreensão de todo o processo político. Neste caso, leitores e telespectadores recebem doses diárias e cavalares de pura “desinformação”. É exatamente por isso que as pessoas em sua maioria esboçam, com razão, um cansaço, reclamando que nada muda, que não acontece nada e por aí vai.
Se vocês, caros leitores, ouvirem com atenção este hangout ao final passarão a contar com informações lhes permitirão fazer uma nova leitura do contexto político e social brasileiro. Descobrirão imediatamente aquilo que está sendo tramado no breu das tocas e que os jornalistas a soldo da bandalha comunista escamoteiam em proveito de um diabólico projeto de poder perpétuo que neste momento passa por um processo de transformação para não morrer. Já está agonizando. Falta apenas sacar aquele tubo que ainda lhe passa os nutrientes.

Sponholz: Xô CPMF, Dilma, Lula...


quarta-feira, fevereiro 03, 2016

PSDB APERTA O CERCO E TENTARÁ CRIAR A 'CPI DO LULA' QUE ENVOLVE MARACUTAIAS NA BANCOOP

Fotomontagem by João Alberto @JAGJundiai
Com as investigações da Operação Lava Jato apertando o cerco ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PSDB tenta viabilizar a criação de uma CPI para apurar irregularidades envolvendo a Bancoop (Cooperativa Habitacional do Sindicato dos Bancários).
Deputados discutem com os correligionários do Senado a possibilidade de formar uma comissão mista de investigação, mas, caso a ideia não prospere, contentam-se com um colegiado apenas na Câmara.
Dentre as principais estratégias da oposição a Dilma Rousseff e ao PT neste ano está a criação de CPIs com potencial de desgastar o partido e a presidente. Até março, devem ser abertas três vagas de CPI na Câmara. A primeira a ser instalada deve ser a do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), a segunda será a da Fifa e a terceira, por ordem de inscrição, seria do DPVAT, que pode ser derrubada para dar lugar a uma CPI que mire a Bancoop.
O alvo da CPI, por trás da cooperativa, seria o ex-presidente Lula e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, que está preso em Curitiba por causa da Operação Lava Jato e foi presidente da Bancoop.
A mulher do ex-presidente Lula, Marisa Letícia, comprou cotas da cooperativa para o condomínio Solaris, no Guarujá (SP), empreendimento que foi assumido pela empreiteira OAS, investigada pela Lava Jato, após a falência da Bancoop. Segundo a defesa de Lula, o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro foi quem teve a iniciativa de fazer a reforma em um tríplex que caberia ao casal Lula da Silva. Porém, ainda conforme a assessoria, o petista nunca soube dos valores da obra.
Em nota, a assessoria também confirmou que Lula chegou a visitar o condomínio Solaris junto com Léo Pinheiro.
SÍNDROME DA PERSEGUIÇÃO
Nesta terça-feira, 2, em reunião com líderes da base aliada da Câmara, o chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, fez um desabafo aos presentes. Segundo alguns líderes ele se queixou do que chamou de “perseguição ao ex-presidente Lula”. Citou ocasiões em que disse ter sido alvo de acusações que foram “estampadas”, porém nunca comprovadas, e pediu a união de todos na defesa das propostas do governo Dilma Rousseff.
Wagner se referia a mensagens de telefone interceptadas por investigadores da Lava Jato que apontaram a relação dele com Léo Pinheiro, um dos condenados por participação no esquema de corrupção da Petrobrás. 
O Estado revelou no mês passado diálogos entre os ministro e Pinheiro durante a segunda gestão Wagner (2011-2015) no governo da Bahia. Os investigadores suspeitam que parte das conversas trate de doações para a campanha petista na disputa pela prefeitura de Salvador. Wagner nega qualquer irregularidade nas conversas. Do site do Estadão

O REGIME PETISTA E O CARNAVAL DOS MICROCÉFALOS

Por Milton Simon Pires (*)
Transcrito do blog Ataque Aberto
Em 27 de janeiro de 2013, duzentas e quarenta e duas pessoas morreram num incêndio dentro de uma boate na cidade de Santa Maria, aqui no Rio Grande do Sul. Escrevi, na época, um artigo chamado “Santa Maria e a Guerra do Vietnam” onde responsabilizei diretamente o Poder Público pela morte das pessoas, dei “nome aos bois” e alertei para chegada dos médicos cubanos ao Brasil.
Trabalhando como funcionário (médico intensivista) de um hospital controlado pelo PC do B, paguei meu preço nas “avaliações funcionais” e nas “queixas de funcionários e colegas” contra mim. Em 2014 fui acusado de um crime que não cometi – agredir uma médica dentro do Hospital – e perdi meu emprego. Até hoje não consegui, mesmo tendo feito concurso público, voltar ao trabalho e meu nome, como o nome de todos aqueles que desafiam a esquerda brasileira, foi para o lixo naquilo que eles fazem de melhor: assassinar a reputação de quem se "atreve a fazer oposição."
Passados três anos, o Brasil inteiro vive o terror da epidemia do Zika Virus: o “vírus da microencefalia”, como ele se tornou conhecido no pais da rubéola, da toxoplasmose do citomegalovírus, do herpes, do alcoolismo e das viciadas em crack que vagam nas ruas de São Paulo, foi descoberto em 1947 em Uganda. Afirmo ser minha convicção que ele só chegou ao Brasil em virtude da mais completa irresponsabilidade, da corrupção e do descontrole de um governo criminoso que não controla fronteiras nem entrada de imigrantes africanos (inclusive em navios com mosquitos) no país.
O transmissor deste vírus – o mosquito Aedes Aegypit – é, como eu escrevi outro dia, uma espécie de “fusca dos mosquitos”- transporta uma infinidade de vírus a “baixo custo” para si mesmo. Há quase trinta anos (isto mesmo: trinta anos) o Governo Brasileiro vem tentando exterminar o inseto. Recentemente, em função da epidemia de dengue, as ações foram intensificadas mas, ao invés de produzirem o resultado final esperado (a extinção do mosquito) foram eficientes no sentido de torná-lo mais resistente – fenômeno comum quando se combate seres vivos a longo prazo sem conseguir matá-los. Agora, o Poder Público que não controla bandidos que entram dentro de UPAS (unidades de pronto-atendimento) e moscas varejeiras dentro de UTI's (unidades de terapia intensiva) quer “controlar um vírus” !!!
Politicamente, a organização criminosa que atende pelo nome de “Partido dos Trabalhadores” precisa urgentemente da aprovação da nova CPMF para encher os cofres do país que ela mesma destruiu. A imprensa vem “colaborando muito” e mostra cenas de terror dentro de UPAS e dos hospitais falidos que os verdadeiros médicos brasileiros -  não sindicalistas e não petistas - já reconhecem e denunciam desde a implantação do SUS. 
Dos médicos cubanos, ninguém fala mais – nenhuma palavra sequer do Ministério da Saúde e do Regime Petista propondo alguma ação específica por parte destes que foram trazidos ao Brasil a peso de ouro para encher os cofres de Fidel Castro. O máximo que se escutou até agora veio de um ministro ligado ao PMDB que “ganhou o Ministério da Saúde” como pagamento para evitar o impeachment de Dilma. Ele disse que “torcia para que mulheres tivessem contato com o vírus antes de engravidar”, declaração que não merece comentário mas que surpreende porque vem de alguém com nível cognitivo que parece estar mais próximo do PT do que do PMDB.
Recentemente, a Dra. Margaret Chan, Diretora Geral da Organização Mundial da Saúde (a mesma instituição que já recomendou que as pessoas comam insetos e apoiou o Programa Mais Médicos no Brasil) declarou que a epidemia de Zika Virus é uma emergência mundial em termos de saúde pública. Imagino a festa por parte dos petistas do Ministério da Saúde que querem a aprovação da CPMF e da militância feminista aborteira: nada poderia ser mais conveniente mesmo reconhecendo que se trata, definitivamente, de uma situação gravíssima e que milhões de bebês vão nascer com cérebros menores a partir da infecção das mães nas doze primeiras semanas de gestação. Um vírus que pode trazer ao mesmo tempo mais impostos e a liberação total do aborto no Brasil é uma "benção" (na visão de um militante petista) 
A única coisa que o Ministério da Saúde e o Regime Petista não dizem (e isso posso citar sem receio de destruir a carreira ou perder o emprego que a esquerda já me tirou) é qual o valor em dinheiro colocado pela PETROBRAS (que já fez isso em anos anteriores) no Carnaval do Rio de Janeiro – festa nacional caracterizada por uma promiscuidade sexual reconhecida em todo planeta e pelo número enorme de brasileiras que engravidam nesse período do ano.
(*) Milton Simon Pires é médico. 

COMO A AIDS O VIRUS ZIKA TAMBÉM PODE ESTAR SENDO TRANSMITIDO EM RELAÇÕES SEXUAIS

Baladas, carnaval, álcool, drogas e euforia podem levar as pessoas a ficarem mais expostas ao contágio da doença.
Autoridades de saúde de Dallas, no estado do Texas, nos Estados Unidos, relataram nesta terça-feira um caso de transmissão sexual do vírus zika. Um paciente foi infectado após ter relações sexuais com uma pessoa que foi picada por um mosquito na Venezuela — país onde o vírus é disseminado.
"O serviço de saúde do condado de Dallas recebeu a confirmação dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) do primeiro caso de zika vírus sexualmente transmitido no condado de Dallas em 2016", disse um comunicado, que acrescenta: "O paciente foi infectado com o vírus após uma interação sexual com um indivíduo doente que voltou de um país onde o zika vírus está presente".
A relação entre casos de microcefalia e a infecção do vírus, ainda investigada, foi tratada como emergência internacional pela Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, principalmente no Nordeste, os casos de microcefalia cresceram de maneira dramática desde meados de 2015.
Segundo a autoridade de saúde de Dallas Zachary Thompson, é preciso tomar mais cuidados para evitar a transmissão da doença.
— Agora que nós sabemos que o vírus zika pode ser transmitido sexualmente, isso nos dá mais fundamentos para campanhas educativas voltadas para a proteção da população.
Thompson também acrescentou que o melhor método de prevenção contra a infecção é o uso de camisinhas.
O VIRUS MALDITO E AS DÚVIDAS
Apesar de ser citado pelo condado de Dallas, o CDC disse que não investigou como ocorreu a transmissão do vírus. Já a Organização Pan-Americana de Saúde (PAS/OMS), por sua vez, disse que é necessário mais evidências para que seja comprovada a possibilidade de transmissão sexual.
O caso acende o alerta para outras duas possíveis formas de transmissão da doença, além da picada do Aedes aegypti: por transfusão de sangue e por leite materno. Pesquisadores já encontraram evidências de que o vírus pode ser encontrado nesses nesses fluidos corporais, além do sêmen.
A transmissão sexual do vírus teve seu primeiro relato em 2008, quando um pesquisador americano do estado do Colorado voltou de uma viagem ao Senegal com sintomas de zika. Sua mulher, que não saía dos Estados Unidos fazia mais de um ano, também desenvolveu a doença poucos dias depois. Foi apenas a partir daí que médicos passaram a cogitar a hipótese de o vírus ser transmitido sexualmente. Depois disso, o zika ainda foi detectado no sêmen de outros turistas que passaram pela África e de um homem na Polinésia Francesa. Do site de O Globo

Sponholz: Na mira do Moro!


terça-feira, fevereiro 02, 2016

DILMA É VAIADA NO CONGRESSO DURANTE DISCURSO EM QUE DEFENDEU VOLTA DA CPMF

A presidente da República, Dilma Rousseff, discursou a deputados e senadores no Congresso Nacional durante a abertura do ano legislativo de 2016. Em sua fala, a presidente falou sobre a crise econômica, mas, novamente, não apresentou medidas concretas para a recuperação do País, além do aumento de impostos e da recriação da CPMF. A ideia foi amplamente rejeitada e a grande maioria dos presentes vaiaram a presidente todas as vezes que mencionou o tributo.
Outro ponto abordado pela presidente foi a reforma da Previdência. Segundo ela, a previsão é que a população economicamente ativa em 2050 será praticamente a mesma de hoje, mas com o triplo de idosos recebendo benefícios.
O único consenso foi quanto ao zika vírus, cuja epidemia levou a Organização Mundial da Saúde a declarar estado de emergência mundial. Dilma lembrou a importância de combater a proliferação do mosquito aedes aegypti para conter a disseminação da doença relacionada aos mais recentes casos de microcefalia. Do site Diário do Poder

EXTRA! SAIBA TUDO O QUE LULA NÃO SABIA.

Começam a ir ao ar nesta terça-feira as inserções do Partido dos Trabalhadores em rede nacional de televisão com o objetivo de defender o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, além de ter em seus calcanhares a Operação Lava Jato, é investigado pelo Ministério Público em São Paulo e Brasília. Enquanto a sigla reduz as evidências colhidas contra Lula a 'preconceito', o ex-presidente volta a utilizar-se da retórica de que nada sabia sobre as traficâncias em série operadas por petistas graúdos com gabinete no Planalto. Também não explica por que as reformas em seus imóveis foram pagas por empreiteiras enroladas no petrolão. Nem dá detalhes de sua amizade com empreiteiros hoje condenados pela Justiça.
O site de Veja preparou uma lista com os principais escândalos que envolveram assessores diretos, ou parentes, do ex-presidente. Mas dos quais ele alega nunca ter ficado sabendo. Confira:
Petrolão: o PT de volta à prisão
Gestado e colocado em prática nos governos de Lula, e estendido ao primeiro mandato de Dilma, o esquema de corrupção na Petrobras é o maior já descoberto no Brasil. Conduzida pelo juiz federal Sergio Moro, a Operação Lava Jato levou à carceragem da Polícia Federal em Curitiba José Dirceu, o ex-tesoureiro petista João Vaccari Neto e empreiteiros do chamado “clube do bilhão”, além de diretores da estatal e inúmeros operadores. Segundo delatores da operação, o PT ficaria com 3% dos contratos superfaturados da Petrobras e haveria compra de apoio político no Congresso, aos moldes do mensalão. A Lava Jato chegou aos calcanhares de Lula na semana passada, com sua 22ª etapa, a Triplo X, que apura se imóveis construídos pela cooperativa Bancoop, como o Condomínio Solaris, no Guarujá, foram usados para pagamento de propinas e lavagem de dinheiro. A vizinha de Lula na praia das Astúrias, Nelci Warken, está presa.
Mensalão
Enquanto ainda não se tinha notícia das traficâncias na Petrobras, o mensalão reinou absoluto como maior caso de corrupção da história do Brasil. Descoberto em 2005, após denúncia do ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ), o esquema se resumia à compra de apoio político ao governo Lula no Congresso por meio de operadores como o publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza. O escândalo levaria José Dirceu e outros petistas estrelados a condenações no STF, mas Lula não se abalou. O presidente caprichou no tom de vítima e mandou, sem corar, o já clássico pronunciamento: “Quero dizer a vocês, com toda a franqueza, eu me sinto traído. Traído por práticas inaceitáveis das quais nunca tive conhecimento. Estou indignado pelas revelações que aparecem a cada dia, e que chocam o país. O PT foi criado justamente para fortalecer a ética na política”.
O caso de Rosemary
Uma das mais íntimas assessoras de Lula, Rosemary Noronha era chefe do escritório da Presidência da República em São Paulo em novembro de 2012, quando foi pega na Operação Porto Seguro, da Polícia Federal, vendendo facilidades no governo do “chefe”, como costumava chamar o presidente. Instado a se pronunciar sobre Rose e suas peripécias, Lula se negou a fazer comentários sobre “assuntos particulares”. Exonerada do cargo pouco depois da deflagração da operação, Rose foi indiciada por tráfico de influência e corrupção passiva.

Os negócios do primogênito
A veia empreendedora dos filhos da família Lula da Silva aflorou depois da chegada de Lula à Presidência da República. A faixa presidencial no peito do pai funcionou como um toque de Midas às brilhantes ideias de Fábio Luís, o Lulinha, e Luís Cláudio. Lulinha foi de monitor do zoológico de São Paulo a beneficiário de um aporte de cinco milhões de reais da antiga Telemar, hoje Oi, em uma empresa aberta por ele em 2004, a Gamecorp. Como a Telemar tinha participação do BNDES, o Ministério Público resolveu investigar o investimento em 2006. Quando o caso veio a público, Lula se mostrou um orgulhoso pai coruja ao classificar o filho como um autêntico “Ronaldinho dos negócios”.
Os negócios do caçula
Luís Cláudio, o caçula dos Lula da Silva, é o caso mais recente de ascensão social na família. Formado em educação física, Luís Cláudio chegou a trabalhar em clubes de futebol, como Corinthians e Palmeiras. Numa guinada empreendedora, no entanto, recebeu 2,5 milhões de reais da Marcondes & Mautoni, empresa especializada em lobby para o setor automotivo, por... uma consultoria esportiva. Os investigadores da Operação Zelotes concluíram que o estudo entregue pelo filho de Lula para justificar tamanho investimento foi retirado da internet. O amador Luís Cláudio não teve a mesma sorte do irmão. Em depoimento à Zelotes, Lula disse que seu caçula não o consultou sobre os pagamentos feitos pelo lobista Mauro Marcondes, preso por supostamente participar da compra de medidas provisórias em seu governo.
Tríplex no Guarujá
A revelação de que Lula possui um tríplex de frente para o mar da praia das Astúrias, no Guarujá (SP), construído por uma cooperativa de bancários que faliu nas mãos de um ex-tesoureiro do PT, hoje preso, e reformado pela OAS, empreiteira enterrada até o pescoço no Petrolão, também seria desmentida pela fábrica de justificativas do ex-presidente. Segundo o portador da imodesta e autoproclamada “alma mais honesta deste país”, Lula, dona Marisa Letícia comprou a prestações uma cota da Bancoop em 2005 e, assim como outras 3.000 famílias, teria a opção de compra do imóvel quando ele saísse do papel. O apartamento não teria interessado e a cota, devidamente declarada no imposto de renda, foi passada para frente. Desta vez, no entanto, Lula terá que sustentar sua versão na condição de investigado pelo Ministério Público, em depoimento que ocorrerá em 17 de fevereiro.
Fundos de pensão
Dos quatro principais fundos de pensão de estatais, Petros (Petrobras), Funcef (Caixa Econômica Federal), Postalis (Correios) e Previ (Banco do Brasil), só o último não é comandado por indicados do PT – e não está deficitário. Segundo o presidente da CPI dos Fundos de Pensão da Câmara, Efraim Filho (DEM-PB), a corrupção nos fundos de pensão segue os moldes de Mensalão e Petrolão, sob influência de nomes ligados a Lula, como José Dirceu, Antonio Palocci e José Carlos Bumlai, cujo aposto mais conhecido é “amigo do Lula”.
"Aloprados"
Em setembro de 2006, a Polícia Federal prendeu dois petistas que tentavam negociar um falso dossiê para envolver José Serra, então candidato ao governo paulista, e Geraldo Alckmin, que disputava a Presidência da República, no caso da máfia dos sanguessugas. Beneficiário dos possíveis estragos causados aos tucanos pelos dossiês, Lula atribuiu o caso a “um bando de aloprados”. O ex-assessor especial da Presidência Freud de Godoy foi acusado pelos tais “aloprados” de participar da negociação dos dossiês, e o coordenador-geral da campanha à reeleição, Ricardo Berzoini, tinha conhecimento de toda a operação. Abusando da lógica, Lula disse que “se tem um candidato que não precisava de sarna para se coçar, era eu”.