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terça-feira, maio 13, 2008

60 anos, Am Israel Chai (O povo de Israel vive)

Maio de 1948, Dia da Independência em Tel Aviv
O texto que segue abaixo são os parágrafos iniciais de um artigo do presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo, Boris Ber, publicado na Folha de São Paulo e no site Folha Online, no dia 08 deste mês.

Com este post saúdo o povo de Israel e todos os judeus espalhados pelo mundo.
A eles me associo na comemoração dos 60 anos de criação (maio de 1948) do Estado de Israel por ato da Organização das Nações Unidas, então dirigida por um grande brasileiro, o chanceler Osvaldo Aranha, que acabou entrando para a história como uma figura central nas tratativas que resultaram na criação do novo Estado.
Além da leitura do artigo já citado e que insipirou este post, recomendo ainda dois artigos interessantes artigos alusivos ao 60° aniversário de criação do Estado de Israel no blog Rua da Judiaria (links) de onde também retirei as fotos acima.

Embora não seja judeu defendo o Estado de Israel e o povo judeu e, ao mesmo tempo, deploro os atos terroristas dos quais é vítima, bem como a injustificável perseguição que sofre ao longo de sua história e que culminou com o holocausto, quando os nazistas assassinaram e torturaram mais de 6 milhões de judeus.

Segue o trecho inicial do artigo de Boris Ber:

Hoje (dia 08/05/2008) o Estado de Israel completa 60 anos de sua criação. As comemorações de datas nacionais em diferentes países revestem-se sempre de aspectos festivos. São recordações de processos de independência, coroados de sucesso e que levam a uma celebração posterior de felicidade e tranqüilidade, em ambiente pacifico.

Não é exatamente o caso do Estado de Israel. Esta pequena nação, desde a sua fundação, vem lutando de modo continuo pela sua sobrevivência, em meio à hostilidade de seus vizinhos.

Como se sabe, 24 horas após a proclamação do Estado de Israel, os Exércitos de Egito, Jordânia, Síria, Líbano e Iraque invadiram o país, dando início à Guerra da Independência. Recém-formadas e pobremente equipadas, as Forças de Defesa de Israel (FDI) conquistaram uma expressiva vitória depois de 15 meses de combate.

Terminada essa primeira guerra, os israelenses concentraram seus esforços na construção do Estado. David Ben Gurion foi eleito primeiro-ministro, e Chaim Weizmann, presidente. Ainda em 1949, Israel se tornou o 59º membro das Nações Unidas, aumentando a fúria de seus inimigos, que não reconheciam o Estado de Israel.

Os vizinhos de Israel insistiram em atacar, em 1967, na Guerra dos Seis Dias, e em 1973, na Guerra de Yom Kipur (Dia do Perdão, dia mais sagrado do calendário judaico).

Mesmo com essas guerras, a economia israelense cresceu expressivamente. Os investimentos estrangeiros aumentaram, e, em 1975, Israel se tornou membro associado do Mercado Comum Europeu. (Leia o artigo completo).

5 comentários:

Anônimo disse...

Parabéns ao povo de Israel... a direita judaico-cristã lhe parabeniza por conseguir sobreviver no meio de tantos desafios...

Anônimo disse...

Viva Israel! Parabéns àquele povo brilhante e trabalhador que construiu um oásis DEMOCRÁTICO E PRÓSPERO em meio aos botocudos do deserto. VIVA ISRAEL!!

Stefano

Anônimo disse...

Saudações tapuias

Osvaldo Aranha é figura mais que controversa. Se não me engano, a família tentou impedir a pesquisadora de concluir o seu primeiro trabalho.

Recentemente, na ocasião do lançamento do seu novo livro, a historiadora deu entrevista à FSP. Segue o link de um blog que reproduziu a entrevista

A SOLUÇÃO PARCIAL
A HISTORIADORA MARIA LUIZA TUCCI CARNEIRO, QUE ESTÁ LANÇANDO "O ANTI-SEMITISMO NAS AMÉRICAS", DESCOBRE DOCUMENTOS QUE PROVAM QUE O BRASIL NEGOU VISTO A 9.000 JUDEUS DURANTE A 2ª GUERRA

http://estudosjudaicos.blogspot.com/2008/04/soluo-parcial-entrevista-com-maria.html

Há um artigo interessante do historiador Roney Cytrynowicz que “pretende mostrar como a perspectiva de olhar a história dos imigrantes judeus no Brasil como uma história exclusivamente de anti-semitismo é parcial e limitada, e como pode ser equivocada se a tomarmos como único prisma para estudar o período 1937-19452. A história do preconceito naquele período permite conhecer muito pouco sobre a história dos imigrantes no Brasil (após superar as barreiras legais e políticas para a sua entrada).”

http://www.scielo.br/pdf/rbh/v22n44/14005.pdf

Abs.

Aluizio Amorim disse...

Caro Paulo Araújo: li o material indicado por vc. Fico grato ela indicação já que me interesso pelo tema. Mas parece não haver contradição no que se refere a Aranha. Ele não era anti-semita, pelo contrário. Mas dentro do governo Vargas havia muitos fascistas. Osvaldo Aranha é reconhecido pelos judeus pela sua contribuição à implantação do Estado de Israel.
De toda sorte, os trabalhos apontados por vc são bem interessantes e consistentes.
Mais uma vez obrigado. ABs. do Aluízio Amorim

Anônimo disse...

Se não me engano ele é nome de rua em Telaviv.

O Aranha é figura controversa. Teve papel importante na ONU e não sou eu quem vai dizer que sua atuação não foi bastante determinante no sucesso da votação. Se não me engano, a orientação do governo brasileiro era pela abstenção. Ele teria mudado esse voto.