A crônica de Nelson Motta é, como sempre, daqueles textos que se salvam entre o cipoal de platitudes ou o lodaçal politicamente correto em que se transformou a grande imprensa brasileira. Desta feita Motta levanta o diáfano véu que cobre um hipotético, mas não completamente descartável, episódio de Romeu e Julieta tucano-petralha, envolvendo a Presidenta e a figura mais odiada pelo PT, ou seja, Fernando Henrique Cardoso. O título original do escrito é 'O poder dos sentimentos', mas não resisti e tive que dar uma 'esquentada' no título do post. Leiam:
A relação de amor e ódio entre Lula e Fernando Henrique já foi estudada em um livro de Paulo Markun com o sugestivo título de O sapo e o príncipe. Mas, além de um estudo psicanalítico, esse caso passional daria um romance.
Sim, os políticos também amam, também sofrem com rejeição e abandono, com ciúmes e traições. Eles tem paixão pelo poder, mas também outros amores, ambições e frustrações, da carne e do espírito. Lula e Fernando não são exceção.
Nem Dilma. Com todo respeito.
Mesmo na solidão do Planalto, ou por isso mesmo, quem sabe o seu coração não bate mais forte por alguém? Por um amor impossível e platônico? Ou por alguma fantasia, afinal, ela é presidente mas é mulher. E por que não uma relação amorosa plena? Ela teria todo direito. Marta Suplicy trocou de marido quando era prefeita e, de novo, como senadora. Por que a presidenta seria diferenta? Se Itamar namorava, por que ela não poderia?
Ao contrário de Lula, Dilma tem sido gentil, generosa e simpática com Fernando. Já fez reconhecimentos públicos de méritos de seu governo e cada vez faz menos criticas à sua administração. Conversou animadamente com ele em uma solenidade e o convidou a visitá-la, não só com o seu partido, mas também sozinho. Depois, no banquete de Obama, todo mundo viu o clima que rolou entre eles, brindando entre sorrisos e charmes. O velho professor continua em forma, a nova presidenta parecia encantada. Depois, ele falou maravilhas dela para a imprensa.
Dilma está mais segura, emagrecendo, melhorando o visual, tentando adoçar seu estilo duro e discreto. Mas as duronas também amam. E como! É um clássico de Hollywood. Dilma é, tem que ser para ter chegado aonde chegou, uma mulher forte e intensa, que pode ser muito atraente para senhores maduros apaixonados pelo poder.
Não seria nenhum absurdo se Dilma e Fernando quisessem se conhecer melhor. Ela poderia trocar ideias e afetos com um homem inteligente, culto e charmoso e não ficaria restrita às opiniões do círculo intimo palaciano. E de Lula, que morreria de ciúmes. Seria uma espécie de Romeu e Julieta maduro - mas com final feliz. Do portal do Estadão

Texto típico daqueles que só vem nas mulheres olho vivo nos homens. Este tipo de gente mais velha não aceita sequer amizade entre o homem e a mulher.Felizmente uma geração que chega ao ocaso.
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