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quinta-feira, maio 15, 2008

82% dos jornalistas lêem blog, sem possuí-los

Uma pesquisa da empresa de comunicação Textual afirma que 82% dos jornalistas utilizam blogs como fonte de pesquisa para suas matérias e reportagens.

A empresa entrevistou, por questionário, 100 profissionais da mídia, nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte e Brasília, durante o mês de maio.

Os resultados foram apresentados na quarta (14/05), numa palestra com a sócia-diretora da Textual, Carina Almeida, no 11º Congresso Brasileiro de Comunicação Corporativa, em São Paulo.

Apesar de consultarem blogs, a maioria dos jornalistas consultados não os possui. Trinta e quatro por cento disseram que não ter páginas pessoais na internet. A empresa não chegou a perguntar o porquê da não-aderência. (Leia mais).

MEU COMENTÁRIO: o que fica cada vez mais evidente é que a internet é uma mídia e precisa ser entendida como tal. O jornalismo tradicional ainda usa a internet como uma ferramenta de trabalho, mas não como uma mídia que tem singularidades e particularidades.

Outro fato curioso é que a maioria dos jornalistas não possui blog. Isto é intrigante, já que o blog permite ao jornalista possuir o seu próprio veículo e fugir da ditadura da redação.

Compreendo, entretanto, que se muitos jornalistas desafiarem a linha editorial de seus respectivos veículos acabarão perdendo o emprego.

E é por isso que blogs de redação são insossos e de baixa audiência. Ressalve-se alguns poucos que estão vinculados aos portais da grande mídia, muito embora esses blogueiros não façam parte da redação do veículo. Aqueles que integram a redação e possuem simultaneamente um blog, apresentam aquele tipo de jornalismo que qualifico de insosso.

O debate sobre tudo isso está apenas engatinhando, como de resto a própria web. Calcula-se que essa fantástica ferramenta da tecnologia esteja rendendo por enquanto apenas cerca de 10% do seu potencial.

Comentários abertos para quem desejar opinar e/ou acrescentar alguma informação que contribua para este debate que é pertinente. Muito pertinente.

2 comentários:

Orlando Tambosi disse...

Bom comentário, Aluízio,

o fato é que os jornais ainda não compreenderam a blogosfera. Reproduzem na nova mídia o que fazem no impresso, e com a linguagem do impresso. A linguagem do blog é diferente, propicia mais liberdade.

Mas dá pra contar nos dedos quem usa essa liberdade - coisa que, acho, nós dois fazemos, talvez pela vivência que já tivemos com as redações.

Aluizio Amorim disse...

Sim, Tambosi. É isto aí. Acontece com a internet e, particularmente com os blogs, aquilo que aconteceu com a televisão. Incialmente foram transplantados para a televisão a técnica e o estilo do rádio. A primeira tentativa foi levar o Repórter Esso para a TV. E isto, de certa forma, aconteceu, com o titular do Repórter Esso, Heron Domingues, migrando para a televisão.
Note-se o quanto o jornalismo na televisão brasileira evoluiu no que tange à linguagem, o ritmo, o texto e a entonação de voz dos repórteres e apresentadores.
O início de tudo é o jornalismo impresso. Depois sua transposição para o rádio.Note-se que o rádio não tem imagem. O jornal tem imagens congeladas pela fotografia, enquanto a televisão tem a imagem em movimento, a captura da ocorrência e ainda a figura do repórter. O rádio é a oralidade e o apelo à excitação e imaginação do ouvinte.
A internet faz uma convergência de todas essas mídias. No blog eu escrevo, posso transmitir a minha voz, um vídeo, uma fotografia, enfim, tudo que está disponível em termos de meios de comunicação. E a grande novidade é a oportunidade de interação com o leitor, telespectador e ouvinte!
Estamos pois nos defrontando com uma nova mídia que dispõe, por enquanto, de todas essas possibilidades, sem contar que está conectada em termos planetário sem parar, 24 horas!
O que alinhei nesta rápida reflexão dá para se ter idéia do quanto a comunicação e, particularmente o jornalismo, já mudaram e mudarão no futuro imediato numa proporção incalculável neste momento.
Confesso que para mim, que nunca tive medo do futuro, isso tudo é muito divertido...hehehe...sorry, dinossauros...heheheh...