ATENÇÃO STF! ATENÇÃO OAB! ISTO É GRAVÍSSIMO!
O que segue é matéria que está na Folha de São Paulo desta segunda-feira. Não falta mais nada para destruir a Nação brasileira, quando um grupo de operadores do direito defende o uso de cartas psicografadas nos tribunais e estimulam, nas audiências, a fraternidade entre vítimas de criminosos.
Trata-se da maior aberração que vejo ao longo da minha vida. Ou melhor, a segunda. A primeira foi o tal “direito alternativo ou achado na rua” e, agora, “o direito espírita”.
O jornalista Vinícius Queiroz Galvão, que assina esta matéria adianta que “A Folha levantou quatro decisões em que cartas psicografadas, supostamente atribuídas às vítimas do crime, foram usadas como provas para inocentar réus acusados de homicídio.”
E, de forma muito apropriada o jornalista alinha, como podem ver no texto que segue na íntegra, as discussões seríssimas que se levantam a partir dessa deletéria iniciativa dos espiritistas:
1) o laicismo, princípio que prega o distanciamento do Estado da religião;
2) a contaminação de decisões por valores ou crenças de caráter religioso ou pessoal;
3) e o caráter científico do direito positivo, que deve se basear em verdades comprovadas, e não, como a religião, em verdades reveladas.
O Supremo Tribunal Federal tem de se pronunciar contrariamente a essa loucura dos que acreditam em cartas psicografadas do além como prova válida em julgamentos.
Nada contra que façam as suas sessões e acreditem em gnomos, duendes, espíritos, deus e o que valha, mas que fiquem restritos aos seus centros e terreiros.
Falo como jornalista e também como advogado e mestre em Direito formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Usar cartas supostamente psicografadas por espíritos como documentos de prova em juízo é o maior disparate. É inadimissível!
Eis o texto na íntegra da matéria que está na Folha de São Paulo:
Eles defendem um Judiciário mais sensível às questões humanitárias, dizem que a maior lei é a de Deus, vêem na condenação penal e na própria função uma missão de vida, defendem o uso de cartas psicografadas nos tribunais e estimulam, nas audiências, a fraternidade entre vítimas e criminosos.
Discutir temas polêmicos, como o aborto, a eutanásia, o casamento gay, a pena de morte e as pesquisas de células-tronco, condenados pelas religiões cristãs, são alguns dos objetivos da recém-criada AJE (Associação Jurídico-Espírita) de São Paulo, que teve anteontem a primeira reunião deliberativa, e já existe no RS e no ES.
"O Estado é laico, mas as pessoas não. Não tem como dissociar e dizer: vou usar a minha fé só dentro do centro espírita", afirma o promotor Tiago Essado, um dos fundadores da AJE.
Embalada na esteira do crescimento da Abrame (Associação Brasileira de Magistrados Espíritas), que hoje reúne 700 juízes, desembargadores e ministros de tribunais superiores, e que aceita apenas togados como membros, a AJE surge com uma proposta de abranger todos os operadores do direito e já conta com 200 associados ou interessados, entre promotores, delegados de polícia e advogados, além de juízes.
Embora juristas não vejam ilegalidade no fato de juízes se reunirem em associações religiosas, a questão levanta discussões como:
1) o laicismo, princípio que prega o distanciamento do Estado da religião;
2) a contaminação de decisões por valores ou crenças de caráter religioso ou pessoal;
3) e o caráter científico do direito positivo, que deve se basear em verdades comprovadas, e não, como a religião, em verdades reveladas.
Além dos tribunais superiores (entre outros, o vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça, Francisco Cesar Asfor Rocha, é um dos integrantes da diretoria da Abrame), a convicção espírita permeou também o Conselho Nacional de Justiça, o órgão de controle externo do Judiciário.
"Não enxergaria nenhuma diferença entre uma declaração feita por mim ou por você e uma declaração mediúnica, que foi psicografada por alguém", diz Alexandre Azevedo, juiz-auxiliar da presidência do CNJ, designado pelo conselho para falar a respeito das associações.
A Folha levantou quatro decisões em que cartas psicografadas, supostamente atribuídas às vítimas do crime, foram usadas como provas para inocentar réus acusados de homicídio.
Segundo Zalmino Zimmermann, juiz federal aposentado e presidente da Abrame, o propósito da associação "é questionar os poderes constituídos para que o direito e a Justiça sofram mais de perto a influência de espiritualizar".
"O objetivo geral é a espiritualização e a humanização do direito e da Justiça", diz.
Para o juiz de direito Jaime Martins Filho, a escolha de sua profissão não foi uma casualidade e, por isso, a exerce como uma missão de vida.
"Não acredito em acaso, mas numa ordem que rege o universo, acredito em leis universais."
E ele explica "a finalidade religiosa da associação".
"Dentro da liberdade de religião, são os juízes aplicando princípios religiosos no seu dia-a-dia. Temos um foco que é a magistratura, procurar trabalhar esses valores espirituais que estão relacionados com a própria religião dentro da magistratura", diz Martins Filho.
O que segue é matéria que está na Folha de São Paulo desta segunda-feira. Não falta mais nada para destruir a Nação brasileira, quando um grupo de operadores do direito defende o uso de cartas psicografadas nos tribunais e estimulam, nas audiências, a fraternidade entre vítimas de criminosos.
Trata-se da maior aberração que vejo ao longo da minha vida. Ou melhor, a segunda. A primeira foi o tal “direito alternativo ou achado na rua” e, agora, “o direito espírita”.
O jornalista Vinícius Queiroz Galvão, que assina esta matéria adianta que “A Folha levantou quatro decisões em que cartas psicografadas, supostamente atribuídas às vítimas do crime, foram usadas como provas para inocentar réus acusados de homicídio.”
E, de forma muito apropriada o jornalista alinha, como podem ver no texto que segue na íntegra, as discussões seríssimas que se levantam a partir dessa deletéria iniciativa dos espiritistas:
1) o laicismo, princípio que prega o distanciamento do Estado da religião;
2) a contaminação de decisões por valores ou crenças de caráter religioso ou pessoal;
3) e o caráter científico do direito positivo, que deve se basear em verdades comprovadas, e não, como a religião, em verdades reveladas.
O Supremo Tribunal Federal tem de se pronunciar contrariamente a essa loucura dos que acreditam em cartas psicografadas do além como prova válida em julgamentos.
Nada contra que façam as suas sessões e acreditem em gnomos, duendes, espíritos, deus e o que valha, mas que fiquem restritos aos seus centros e terreiros.
Falo como jornalista e também como advogado e mestre em Direito formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Usar cartas supostamente psicografadas por espíritos como documentos de prova em juízo é o maior disparate. É inadimissível!
Eis o texto na íntegra da matéria que está na Folha de São Paulo:
Eles defendem um Judiciário mais sensível às questões humanitárias, dizem que a maior lei é a de Deus, vêem na condenação penal e na própria função uma missão de vida, defendem o uso de cartas psicografadas nos tribunais e estimulam, nas audiências, a fraternidade entre vítimas e criminosos.
Discutir temas polêmicos, como o aborto, a eutanásia, o casamento gay, a pena de morte e as pesquisas de células-tronco, condenados pelas religiões cristãs, são alguns dos objetivos da recém-criada AJE (Associação Jurídico-Espírita) de São Paulo, que teve anteontem a primeira reunião deliberativa, e já existe no RS e no ES.
"O Estado é laico, mas as pessoas não. Não tem como dissociar e dizer: vou usar a minha fé só dentro do centro espírita", afirma o promotor Tiago Essado, um dos fundadores da AJE.
Embalada na esteira do crescimento da Abrame (Associação Brasileira de Magistrados Espíritas), que hoje reúne 700 juízes, desembargadores e ministros de tribunais superiores, e que aceita apenas togados como membros, a AJE surge com uma proposta de abranger todos os operadores do direito e já conta com 200 associados ou interessados, entre promotores, delegados de polícia e advogados, além de juízes.
Embora juristas não vejam ilegalidade no fato de juízes se reunirem em associações religiosas, a questão levanta discussões como:
1) o laicismo, princípio que prega o distanciamento do Estado da religião;
2) a contaminação de decisões por valores ou crenças de caráter religioso ou pessoal;
3) e o caráter científico do direito positivo, que deve se basear em verdades comprovadas, e não, como a religião, em verdades reveladas.
Além dos tribunais superiores (entre outros, o vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça, Francisco Cesar Asfor Rocha, é um dos integrantes da diretoria da Abrame), a convicção espírita permeou também o Conselho Nacional de Justiça, o órgão de controle externo do Judiciário.
"Não enxergaria nenhuma diferença entre uma declaração feita por mim ou por você e uma declaração mediúnica, que foi psicografada por alguém", diz Alexandre Azevedo, juiz-auxiliar da presidência do CNJ, designado pelo conselho para falar a respeito das associações.
A Folha levantou quatro decisões em que cartas psicografadas, supostamente atribuídas às vítimas do crime, foram usadas como provas para inocentar réus acusados de homicídio.
Segundo Zalmino Zimmermann, juiz federal aposentado e presidente da Abrame, o propósito da associação "é questionar os poderes constituídos para que o direito e a Justiça sofram mais de perto a influência de espiritualizar".
"O objetivo geral é a espiritualização e a humanização do direito e da Justiça", diz.
Para o juiz de direito Jaime Martins Filho, a escolha de sua profissão não foi uma casualidade e, por isso, a exerce como uma missão de vida.
"Não acredito em acaso, mas numa ordem que rege o universo, acredito em leis universais."
E ele explica "a finalidade religiosa da associação".
"Dentro da liberdade de religião, são os juízes aplicando princípios religiosos no seu dia-a-dia. Temos um foco que é a magistratura, procurar trabalhar esses valores espirituais que estão relacionados com a própria religião dentro da magistratura", diz Martins Filho.
A enérgica reação dos Juristas
Juristas e teóricos do direito consultados pela Folha dizem ver uma "deturpação" do Estado democrático de Direito na medida em que decisões judiciais são fundamentadas ou contaminadas por valores ou critérios religiosos.
Para Dalmo de Abreu Dallari, professor aposentado da Faculdade de Direito da USP, e autor dos livros "O Poder dos Juízes" e "O Futuro do Estado", "o uso de psicografia é claramente ilegal"."Não há o reconhecimento disso no sistema jurídico brasileiro. Se isso for a prova o julgamento é nulo. Não pode", diz.
Um dos maiores teóricos do direito brasileiro, Marcelo Neves, professor de teoria do Estado da USP e de teoria do direito do doutorado da PUC, diz haver uma "descaracterização dos princípios do Estado constitucional moderno" na aplicação de valores espíritas no dia-a-dia do Poder Judiciário.
"Não podem se definir posições sobre casos jurídicos a partir de uma percepção religiosa do mundo. A partir do momento que esses magistrados não conseguem se desvincular é um problema gravíssimo para o Estado de Direito, que parte do princípio de ser um Estado laico e que posições religiosas diversas não podem ser determinantes no processo de decisão jurisdicional", afirma Marcelo Neves.
CidadaniaPara Dallari, a associação de juízes espíritas é "exercício de cidadania". "Os juízes têm plena liberdade religiosa como todos os demais cidadãos, como têm o direito de associação."
Mas, segundo o jurista, "se isso interferir no desempenho da função jurisdicional, aí sim se torna ilegal e ofende a laicidade". "Nunca tive notícia de juízes espíritas."
Segundo Neves, o uso de psicografia nos tribunais "é um perigo" e só tem significado nos campos religioso e pessoal."Isso não pode passar para o plano jurídico porque realmente é uma interferência destrutiva da consistência do Estado democrático de Direito."
"Não existe amparo legal na utilização do sobrenatural", completa Dallari."Escorar uma decisão com base numa prova psicografada não tem ressonância no mundo jurídico. É indevida uma decisão que se embasa na psicografia, que cientificamente não é comprovada", diz Walter Nunes da Silva Júnior, presidente da Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil).
Livros como "A Filosofia Penal dos Espíritas" e "A Psicografia ante os Tribuanais" já foram lançados no meio jurídico-espírita. (Vinícios Queiroz Galvão, da Folha)
Para Dalmo de Abreu Dallari, professor aposentado da Faculdade de Direito da USP, e autor dos livros "O Poder dos Juízes" e "O Futuro do Estado", "o uso de psicografia é claramente ilegal"."Não há o reconhecimento disso no sistema jurídico brasileiro. Se isso for a prova o julgamento é nulo. Não pode", diz.
Um dos maiores teóricos do direito brasileiro, Marcelo Neves, professor de teoria do Estado da USP e de teoria do direito do doutorado da PUC, diz haver uma "descaracterização dos princípios do Estado constitucional moderno" na aplicação de valores espíritas no dia-a-dia do Poder Judiciário.
"Não podem se definir posições sobre casos jurídicos a partir de uma percepção religiosa do mundo. A partir do momento que esses magistrados não conseguem se desvincular é um problema gravíssimo para o Estado de Direito, que parte do princípio de ser um Estado laico e que posições religiosas diversas não podem ser determinantes no processo de decisão jurisdicional", afirma Marcelo Neves.
CidadaniaPara Dallari, a associação de juízes espíritas é "exercício de cidadania". "Os juízes têm plena liberdade religiosa como todos os demais cidadãos, como têm o direito de associação."
Mas, segundo o jurista, "se isso interferir no desempenho da função jurisdicional, aí sim se torna ilegal e ofende a laicidade". "Nunca tive notícia de juízes espíritas."
Segundo Neves, o uso de psicografia nos tribunais "é um perigo" e só tem significado nos campos religioso e pessoal."Isso não pode passar para o plano jurídico porque realmente é uma interferência destrutiva da consistência do Estado democrático de Direito."
"Não existe amparo legal na utilização do sobrenatural", completa Dallari."Escorar uma decisão com base numa prova psicografada não tem ressonância no mundo jurídico. É indevida uma decisão que se embasa na psicografia, que cientificamente não é comprovada", diz Walter Nunes da Silva Júnior, presidente da Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil).
Livros como "A Filosofia Penal dos Espíritas" e "A Psicografia ante os Tribuanais" já foram lançados no meio jurídico-espírita. (Vinícios Queiroz Galvão, da Folha)

5 comentários:
Querer misturar religião com leis não dá certo.
Logo, logo quererão, juízes espíritas, juízes judeus, juízes católicos, protestantes, evangélicos, budistas, maometanos,etc...etc... e, é claro, leis específicas para cada criminoso a depender de sua religião.
Seria uma volta ao passado?
Legal! Então eu vou preferir descambar para o lado da Lei do Corão! Será fenomenal lutar por ver "criminosos" serem tratados pelos olhos dessa doutrina.
E pensar alguns que o sul do país é desprovido desse DNA botocudo. Isto é mazela national.
Sem dúvida. Infelizmente o Sul, como qualquer região do planeta, possui botocudos. A única diferença é que a proporção de botocudos no Sul é um pouquinho menor. Mas a verdade é que a esmagadora maioria da população brasileira é composta de botocudos. O que é lamentável.
Tô doidão, bicho tô doidão.
"O objetivo geral é a espiritualização e a humanização do direito e da Justiça", diz.
Para o juiz de direito Jaime Martins Filho, a escolha de sua profissão não foi uma casualidade e, por isso, a exerce como uma missão de vida.
"Não acredito em acaso, mas numa ordem que rege o universo, acredito em leis universais."
Fico com Einstein:
"A palavra Deus para mim não é mais do que a expressão e o produto da debilidade humana. A Biblia é uma coleção honrosa - mas primitiva - de lendas bastante infantis"
Piiiiiiiiiiaaaaaaaaaaaaaaaaaddddddddddaaaaaaaaaaa
A diferença entre o presente e o futuro. Entre um país de verdade e um país de mentira." - Diogo Mainardi
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"Este não é o Brasil. Nenhum Brasil existe. E acaso existirão os brasileiros?" - C. Drummond de Andrade
Quando um juíz aplica a "justiça social", ele comete um ato religioso, não jurídico. Porque o conceito de "justiça social" tem o mesmo rigor "científico" que uma carta psicografada. "Justiça social" não é uma "verdade comprovada". "Justiça social" é uma religião, cujos maiores adeptos são justamente os magistrados.
No livro Direito, Economia e Mercados, Armando Castelar Pinheiro e Jairo Saddi dizem o seguinte:
"Perguntados se levados a optar entre duas posições extremas -- respeitar sempre os contratos, independentemente de suas repercussões sociais, ou tomar decisões que violem os contratos, na busca da justiça social--, uma larga maioria dos entrevistados (magistrados), 73,1%, respondeu que optaria pela segunda alternativa".
Vivemos numa teocracia. Temos nossa koranstituição. Vivemos cercados de xiitas. Rendemos culto aos nossos juízaiatolás.
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