
A recente guinada de Hugo Chávez concitando às FARC a depor armas e afirmando ser impossível na atualidade uma guerra de guerrilhas, pode ser aparentemente surpreendente, pero non mucho.
A matéria que está na revista Veja desta semana faz um bem elaborado sumário de eventos e situações que justificam a decisão do outrora bufão em maneirar a sua arrogância.
Será que os latino-americanos, idiotas em sua esmagadora maioria, estariam revendo o papel ridículo que desempenham historicamente perante o mundo desenvolvido.
Estariam fazendo as contas e se deparando com os prejuízos e o atraso que representa apoiar títeres populistas tipo Chávez, Lula, Evo Morales e Rafael Caldera? É uma hipótese a ser confirmada em breve.
Passado o período das famigeradas ditaduras no continente, com o retorno à democracia e eleições livres e diretas, é bem possível que os latino tenham tomado um porre de liberdade, enquanto os espertalhões utilizaram essa situação meio à deriva e sem rumo e aproveitaram para reviver sistemas ditatoriais salvacionistas. Viram aí uma oportunidade para se eternizarem no poder.
O modelo foi arquitetato desta feita de forma a fazer crer que o povo estaria no poder e que poderia, inclusive, exercer o direito de vindita contra eventuais desafetos do passado.
A história, no entanto, é rica em exemplos de como este tipo de alternativa não dá certo e nunca logrou resultado em lugar nenhum do mundo. Oxalá esteja começando o fim do delírio comuno-bolivariano.
A matéria de Veja elenca, como disse no início desta análise, alguns fatos que concorrem para fazer com que os tiranetes latino-americanos baixem a bola.
Pincei da reportagem da revista o que segue. Assinante lê tudo clicando no link ao final:
Desde o fim de 2007, o índice de aprovação do presidente venezuelano caiu 20 pontos porcentuais. Apesar de a Venezuela dispor de uma das maiores reservas de petróleo do mundo, a inflação disparou e faltam produtos básicos nas prateleiras.
Depois de derrotado no plebiscito do ano passado, Chávez enfrenta o desafio de eleições para deputados, governadores e prefeitos marcadas para novembro.
O apoio às Farc – cuja profundidade foi exposta em documentos encontrados nos computadores de Raúl Reyes, chefe das Farc morto pelo Exército colombiano, em março – é um fator negativo.
Sete em cada dez venezuelanos consideram o grupo como terrorista. No último sábado, um dia antes de propor a paz no país vizinho, Chávez viu-se às voltas com outro constrangimento: a prisão na Colômbia de um sargento do Exército venezuelano ao tentar vender munição aos narcoterroristas.
"Chávez resolveu tomar distância das Farc porque, do contrário, sabe que afundaria com elas", disse a VEJA Luis Vicente de León, diretor do instituto de pesquisas de opinião Datanalisis, em Caracas.
A perda de apoio popular também explica outras voltas atrás do coronel. Na semana passada, Chávez revogou a Lei de Inteligência, decretada por ele próprio, que transformaria a Venezuela em um estado policial similar a Cuba.
O recuo faz sentido, pois a adoção da lei iria pôr em dúvida a existência de uma democracia na Venezuela. O fato de ter sido eleito democraticamente três vezes é a base da legitimidade de Chávez.
Sem isso, ele se torna, aos olhos do mundo, apenas outro ditador desprezível. Na quarta-feira, o presidente sentou-se com empresários para lançar um pacote de medidas econômicas.
O que em outros países seria um evento natural, na Venezuela é uma surpresa, considerando que muitos dos presentes eram empresários cujas fábricas Chávez tinha ameaçado expropriar. (Assinante lê mais clicando AQUI).
A matéria que está na revista Veja desta semana faz um bem elaborado sumário de eventos e situações que justificam a decisão do outrora bufão em maneirar a sua arrogância.
Será que os latino-americanos, idiotas em sua esmagadora maioria, estariam revendo o papel ridículo que desempenham historicamente perante o mundo desenvolvido.
Estariam fazendo as contas e se deparando com os prejuízos e o atraso que representa apoiar títeres populistas tipo Chávez, Lula, Evo Morales e Rafael Caldera? É uma hipótese a ser confirmada em breve.
Passado o período das famigeradas ditaduras no continente, com o retorno à democracia e eleições livres e diretas, é bem possível que os latino tenham tomado um porre de liberdade, enquanto os espertalhões utilizaram essa situação meio à deriva e sem rumo e aproveitaram para reviver sistemas ditatoriais salvacionistas. Viram aí uma oportunidade para se eternizarem no poder.
O modelo foi arquitetato desta feita de forma a fazer crer que o povo estaria no poder e que poderia, inclusive, exercer o direito de vindita contra eventuais desafetos do passado.
A história, no entanto, é rica em exemplos de como este tipo de alternativa não dá certo e nunca logrou resultado em lugar nenhum do mundo. Oxalá esteja começando o fim do delírio comuno-bolivariano.
A matéria de Veja elenca, como disse no início desta análise, alguns fatos que concorrem para fazer com que os tiranetes latino-americanos baixem a bola.
Pincei da reportagem da revista o que segue. Assinante lê tudo clicando no link ao final:
Desde o fim de 2007, o índice de aprovação do presidente venezuelano caiu 20 pontos porcentuais. Apesar de a Venezuela dispor de uma das maiores reservas de petróleo do mundo, a inflação disparou e faltam produtos básicos nas prateleiras.
Depois de derrotado no plebiscito do ano passado, Chávez enfrenta o desafio de eleições para deputados, governadores e prefeitos marcadas para novembro.
O apoio às Farc – cuja profundidade foi exposta em documentos encontrados nos computadores de Raúl Reyes, chefe das Farc morto pelo Exército colombiano, em março – é um fator negativo.
Sete em cada dez venezuelanos consideram o grupo como terrorista. No último sábado, um dia antes de propor a paz no país vizinho, Chávez viu-se às voltas com outro constrangimento: a prisão na Colômbia de um sargento do Exército venezuelano ao tentar vender munição aos narcoterroristas.
"Chávez resolveu tomar distância das Farc porque, do contrário, sabe que afundaria com elas", disse a VEJA Luis Vicente de León, diretor do instituto de pesquisas de opinião Datanalisis, em Caracas.
A perda de apoio popular também explica outras voltas atrás do coronel. Na semana passada, Chávez revogou a Lei de Inteligência, decretada por ele próprio, que transformaria a Venezuela em um estado policial similar a Cuba.
O recuo faz sentido, pois a adoção da lei iria pôr em dúvida a existência de uma democracia na Venezuela. O fato de ter sido eleito democraticamente três vezes é a base da legitimidade de Chávez.
Sem isso, ele se torna, aos olhos do mundo, apenas outro ditador desprezível. Na quarta-feira, o presidente sentou-se com empresários para lançar um pacote de medidas econômicas.
O que em outros países seria um evento natural, na Venezuela é uma surpresa, considerando que muitos dos presentes eram empresários cujas fábricas Chávez tinha ameaçado expropriar. (Assinante lê mais clicando AQUI).
Foto: revista Veja.

6 comentários:
Nada que esses botocudos façam de diferente me impressiona.
A meu ver, trata-se de estratégia de guerra, um pequeno recuo para re-arranjar as tropas e depois um ataque fulminante.
Comunista não presta, elles comem criancinhas, em ambos sentidos!
A Veja é a única revista que ainda dá espaço pra Hugo Chavez. O Chavez só existe porque os Estados Unidos enchem o bolso dele de dólares. O petróleo da Venezuela é vendido para os Estados Unidos. Por que não fizeram um embargo aos moldes dos cubanos?
Esse blog é a Veja genérica. Criatividade zero.
Não acredito, Aluízio. O que creio é que se trata de mais uma estratégia factóide para amealhar votos e permanecer no poder por mais um tempo. Já por aqui "o buraco é mais embaixo" e a porrada come entre eles mesmos. É "briga de foice (que metáfora certeira) no escuro".
Acrescento aos comentários acima: a orientação é cubana. Podem estar certos de que outros aprendizes de ditador farão o mesmo, inclusive o lulalá.
Abraços Aluizio.
Seu blog está excelente!
Sera que ele nao recebeu aviso do EUA, para ficar na dele, ou por medo da Quinta Frota Naval criada e sediada na Florida, que esta bem ai, pode ser.........
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