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domingo, junho 08, 2008

A Ministra diante da Justiça

A reportagem exclusiva do jornal O Estado de São Paulo, revelando os tortuosos caminhos que conduziram à venda, ou melhor, à negociata da VarigLog, é uma prova eloqüente da importância da liberdade de imprensa.

Em editorial subseqüente à divulgação das denúncias contidas na entrevista de Denise Abreu, o jornal sumaria os fatos e destaca, sem tergiversar e sem se agachar ao poder, como convém ao verdadeiro jornalismo, que a Ministra Dilma Rousseff, está agora diante da Justiça. E de fato está, se é que as instituições da República estão realmente funcionando.

Reproduzo a seguir os parágrafos iniciais do editorial em questão e no final o link para leitura completa:

De nada adiantou a ministra Dilma Rousseff negar sete vezes que tenha pressionado a diretoria da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para aprovar a venda da Varig à sua antiga subsidiária, a VarigLog, sem que os compradores tivessem condições legais para efetuar a transação.

Ruiu rapidamente a tentativa de abafar o escândalo, como se as denúncias feitas pela ex-diretora da Anac Denise Abreu não passassem de uma desforra de uma antiga funcionária, que na Casa Civil tinha um comportamento "razoável".


Já não se trata, como se pretendeu fazer crer, da palavra de Denise Abreu contra a palavra de Dilma Rousseff.

O juiz José Paulo Magano, da 17ª Vara Cível de São Paulo, depois de estudar os autos do processo de dissolução societária da Volo do Brasil - a empresa proprietária da VarigLog - e de ler a entrevista de Denise Abreu e as declarações de outros três ex-diretores da Anac, oficiou ao procurador-geral da República determinando que se investigue a interferência da chefe da Casa Civil no episódio da aprovação da estrutura societária da empresa pela Anac.

"A situação caracteriza, a princípio, a prática de ilícito penal envolvendo ministro do Estado." O juiz foi peremptório: "Essa concessão, a meu ver, foi concedida de forma irregular, mas eu não vou capitular os crimes, pois não é função do juiz. É preciso apurar. Mas posso dizer que não é função de um administrador público pressionar ou favorecer alguém." (Leia mais).

2 comentários:

Ricardo Rayol disse...

estou imaginando aqui o tamanho do tapete para varrerem essa sujeira gigantesca.

Alexandre, The Great disse...

Se ela soubesse quantos gostariam de vê-la com um "bracelete de aço"...