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quinta-feira, junho 12, 2008

A utopia do retrocesso

Excepcional o editorial do jornal O Estado de São Paulo desta quinta-feira, sob o título “Viciados em violência – e impunes”, cujos parágrafos iniciais seguem após este prólogo.

O título também resume de forma lapidar uma situação típica desses tempos de lulismo, de petralhas, de politicamente corretos, racistas e idiotas de todos os gêneros e o que é mais pernicioso: criminosos que podem fazer o que bem entendem. Têm a garantia da impunidade do Estado petralha e as bênçãos da igreja católica.

Esses semoventes passaram, com Lula e seus sequazes no poder, a constituir-se numa espécie que está acima da lei e da ordem. O editorial merece ser lido integralmente. Link aberto.


O pretexto é o de menos. O que importa é que, quando quer, onde quer e como quer, a Via Campesina, representada no Brasil principalmente pelo Movimento dos Sem-Terra (MST), investe contra uma coleção de alvos que inclui propriedades rurais, centros de pesquisas agronômicas, canteiros de obras, rodovias, ferrovias, hidrelétricas e ainda indústrias e escritórios.

Em resumo, contra a ordem econômica e social, substrato da ordem política, como está definida na Constituição de 1988 - que o partido do presidente da República se recusou a assinar.


O mote para a sortida predatória, anteontem, em 13 Estados, foi a alta do preço dos alimentos, provocada pelo suspeito de sempre, o modelo agrícola brasileiro, ultimamente em conluio com o também demonizado cultivo de cana para a produção de etanol.

Os ''campesinos'' têm horror, na realidade, ao mundo contemporâneo. A sua Internacional - diferentemente daquela outra que podia ser acusada de tudo, menos de pregar a desmodernização das ''bases materiais da existência'', como diziam os seus teóricos - persegue uma fantasia insana: a destruição do capitalismo para tornar possível a exumação do modo de organização da economia e da sociedade que precedeu a Revolução Industrial.

É a utopia do retrocesso, nostálgica de uma idealizada Idade Média. Não é coincidência, a propósito, a proximidade entre esses novos milenaristas e setores da Igreja Católica praticantes da Teologia da Libertação, que também consideram anátema as transformações tecnológicas e o cosmopolitismo da era da globalização. (Leia mais).


EM TEMPO: ontem, a idiota-mor do parlamento brasileiro, a deputada Luciana Genro, num discurso da tribuna da Câmara, proferido numa voz esganiçada beirando a histeria, condenou a Brigada Militar gaúcha que, cumprindo o que manda a lei, reprimiu como devia a horda de desordeiros fanáticos do MST e da Via Campesina.

Pois não vi nenhum parlamentar contestar de forma veemente a pregação da desordem por Luciana Genro.

É por essas e outras que em passado recente o porra-louca Bruno Maranhão liderou aquele quebra-quebra contra a Câmara Federal.

Quem foi punido?

Um comentário:

Alexandre, The Great disse...

Resposta à última pergunta: eu e vc! Com a aprovação da CSS ontem na Câmara