O ex-deputado federal Márcio Moreira Alves, famoso por proferir discurso que serviu de justificativa para o Ato Institucional Número 5 (AI-5) em 13 de dezembro de 1968, morreu nesta sexta-feira, 3, aos 72 anos, depois de cinco meses internado no Hospital Samaritano, no Rio, devido a um acidente vascular cerebral.
Um dos primeiros cassados pela nova medida de força dos militares em 68 - acusavam-no de ofensas às Forças Armadas e tiveram negado pedido de autorização para processá-lo, o que foi usado como pretexto para o "golpe dentro do golpe" -, Marcito, como era conhecido pelos amigos, deixou o País clandestinamente e só voltou após a anistia de 1979.
Afastara-se da militância política desde os anos 80 do século passado, depois de não conseguir voltar à Câmara dos Deputados em 1982, e, há alguns anos, com problemas de saúde, deixara a atividade jornalística.
Márcio foi uma das estrelas da oposição à etapa inicial do regime militar, mais branda. Eleito em 1966 pelo MDB, quando era jornalista do jornal Correio da Manhã, depois de denunciar a ocorrência de torturas contra oposicionistas, destacou-se pela eloquência e combatividade na Câmara. (Leia MAIS)
MEU COMENTÁRIO: Tive a oportunidade de conhecer ligeiramente Márcio Moreira Alves já no início dos anos 90, se não me engano, quando era articulista de O Globo. Já nem me lembro do que falamos, mas obviamente referia-se à política.
Nessa época, em que ia muito a Brasília e Rio de Janeiro por motivo profissionais, Márcio já não era o incendiário de outrora e tendia mais ao centro do espectro político.
Não sei o que ele diria sobre o que ocorre da política do Brasil atualmente, já que estava afastado por doença das lides jornalísticas.
Contudo, os meus pêsames aos seus familiares.
sexta-feira, abril 03, 2009
MORRE MÁRCIO MOREIRA ALVES AOS 72 ANOS
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