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terça-feira, junho 09, 2009

PETROBRAS: POR FIM JORNAIS VÃO AOS FATOS

Publico aqui na íntegra o editorial do jornal O Globo, intitulado Ataque à imprensa, a respeito do fantástico escândalo da caixa-preta envolvendo a Petrobras.

O que O Globo e os demais veículos da grande imprensa estão afirmando agora, ainda que de forma tardia, corrobora as críticas formuladas na blogosfera. Há muito tempo os blogs independentes como este que matenho há quase quatro anos (antes hospedado no UOL), vêm advertindo para o deletério aparelhamento da maior empresa estatal brasileira, como de resto todas as demais áreas do governo federal. Já perdi a conta dos posts que escrevi a respeito.

Pois é agora a grande imprensa brasileira, cuja maioria de seus jornalistas escarnecem o jornalismo na web, que vem confirmar e denunciar aquilo que já denominamos aqui mesmo neste blog de fantástica caixa 2 que a Petrobras vem alimentando com a finalidade de bancar a tresloucada idéia do PT de perpetuar-se no poder.

Bom, antes tarde do que nunca. Enfim, os jornalões estão fazendo o que devem fazer, atendo-se aos fatos e parando de adular o petralhismo, embora tenham por muito tempo feito vistas grossas sobre sobre esse grave fato, que é o solerte aparelhamento político partidário do Estado visando transformar o país numa república comunistóide. Por isso, publico aqui o editorial de O Globo na íntegra. Leiam:

No centro do noticiário de desvios de recursos em contratos superfaturados, de irrigação generosa de ONGs companheiras, e motivo de instalação de uma CPI no Senado, a Petrobras decidiu, de maneira agressiva, antiética e ilegal, tentar acuar O GLOBO, a "Folha de S. Paulo" e "O Estado de S. Paulo", jornais que, por dever de ofício, acompanham com a atenção devida as evidências de desmandos na administração da companhia.

O caminho encontrado pela estatal foi publicar em um blog da empresa as perguntas encaminhadas por repórteres dos jornais e respectivas respostas. Com o detalhe, também grave, de que a empresa divulgou na sexta informações que prestara para uma reportagem que seria publicada no GLOBO de domingo, numa assombrosa quebra do sigilo que precisa existir no relacionamento entre imprensa e fonte prestadora de informações. Agira da mesma forma com os outros jornais.

Mesmo as perguntas, encaminhadas por escrito, são de propriedade do jornalista e do veículo a que ele representa. O indisfarçável objetivo intimidativo da empresa, como bem interpretou nota da Associação Nacional dos Jornais (ANJ), desrespeito profissionais e atenta contra a liberdade de imprensa, ao violar o direito da sociedade de ser informada, sem limitações.

A Petrobras fere a Constituição. Corporação poderosa, com tendência histórica de se descolar de controles públicos, a Petrobras, com a política de aparelhamento do Estado posta em prática por Lula, se tornou, em parte, um bunker nas mãos de correntes de sindicalistas, do PT e sob o jugo dos anseios fisio-lógicos do PMDB.

A estatal alega praticar a "transparência" ao cometer o erro de divulgar material de propriedade de profissionais e veículos de imprensa. Ser cada vez mais transparente é um objetivo correto para a estatal -, caso ela não o use como justificativa para agir deslealmente com os meios de comunicação. A Petrobras errou, e espera-se que volte atrás nos procedimentos nada éticos que adotou no atendimen- to à imprensa.

Pelo seu porte, obrigada a prestar informações a milhares de acionistas e a órgãos reguladores dentro e fora do país, a estatal não pode ser instrumento de grupos políticos, não importa de qual figurino ideológico.

A empresa, sem dúvida uma conquista da sociedade brasileira, já atingiu um porte diante do qual governos devem tratá-la com respeito, mas sem permitir que paire sobre o país, imune a qualquer regulação, que se feche diante do legítimo interesse do contribuinte em saber como são feitos os negócios públicos.

O Tribunal de Contas da União (TCU), ligado ao Legislativo, tem acesso a contratos firmados pela administração direta pelos quais o contribuinte financia ONGs e organizações sociais. A estatal faz o mesmo, mas impede auditores do tribunal de examinarem os acordos, escudada na interpretação de uma lei da era FH.

Sem qualquer preocupação com os interesses dos acionistas privados, no Brasil e no exterior, a estatal montou uma desproporcional equipe de mais de 1.150 profissionais de comunicação, uma redação que supera em três ou quatro vezes cada uma daquelas dos maiores jornais do país. Vê-se agora que um dos objetivos é usar esta redação - ociosa, por falta do que fazer no trabalho normal de comunicação corporativa - na luta política e na ameaça à imprensa.

Outro sinal da transformação da Petrobras em uma espécie de caixa dois de operações políticas está exposto na reportagem do GLOBO, no domingo - cujo sigilo foi quebrado pela estatal -, sobre o apoio continuado ao projeto sem destino do uso da mamona como biocombustível. A própria Agência Nacional de Petróleo (ANP) já atestou a inviabilidade do programa. Mas,como assentamentos do MST, da Contag e outras organizações ditas sociais são beneficiários do projeto, milhões de reais continuam a ser repassados, enquanto a mamona apodrece em armazéns no sertão nordestino.

Não por acaso, no lado da estatal, quem gerencia esta área é Miguel Rossetto, ministro do Desenvolvimento Agrário no primeiro governo Lula, quando patrocinou o aparelhamento do Incra pelo MST e satélites. Hoje, transfere dinheiro da Petrobras para os antigos aliados -, com a vantagem de não precisar prestar contas ao TCU.

O ataque da Petrobras à imprensa, nova especialidade de uma empresa que deveria estar concentrada na exploração do petróleo e gás, não deve ser, portanto, um simples desvio organizacional. Longe disso. Tudo parece coerente com um estilo de administração e diversificação de objetivos adotados nos últimos tempos.

3 comentários:

Anônimo disse...

Os editoriais da semana, criticando a assombrosa quebra de sigilo contra grandes jornais, precisam ser divulgados diariamente em rede nacional até que a população entenda que ninguém pretende praticar ações contra a Petrobrás, muito pelo contrário, os crimes dos companheiros que a invadiram e que estão promovendo um arrastão no patrimônio da Nação, devem ser investigados e divulgados, sim, antes que quebrem uma das maiores empresas do mundo. O presidente Lula age diretamente na operação que pretende abafar o escândalo, intimidar a imprensa e enganar a população, pois, como ele mesmo declarou, pretende ser o presidente da Petrobrás, porque já se considera "dono" da empresa, que não pertence a uma autoridade ou a um partido. Todos sabem que a Petrobrás é NOSSA, do povo brasileiro, e não para servir a interesses particulares.

Anônimo disse...

Alô Aluizio
Falndo em Petrobrás,olhe o que furei na net,....na CHINA.
aqui:
http://news.xinhuanet.com/english/2009-06/08/xinsrc_14206060817022032691314.jpg
é Brasil zil zilzil
abraços

Atha disse...

Mister Aluizio,

Para não perder o Bonde da História, eis aqui o que o PT que se apossou da Pétala Petra Petro faz no Vizinho que comungam na mesma Comungnion do Comunismo.

BBCBrasil - O governo da Província argentina de Santa Fé bloqueou 8,5 milhões de pesos (cerca de R$ 4,4 milhões) das contas bancárias da Petrobras Energia S.A. na Argentina, acusando a empresa de não pagar este montante em dívidas tributárias com a administração local entre 2003 e 2009.

A medida foi autorizada pela Justiça provincial, atendendo a pedido da Subsecretaria de Ingressos Públicos - o fisco local - ligada à Secretaria de Economia do governo de Santa Fé.

A informação foi confirmada à BBC Brasil, nesta terça-feira, pela assessoria do governador Hermes Binner e pelo administrador provincial de Impostos, Nicolas Ruejas.

"A Petrobras foi notificada, mas ainda não respondeu à nossa iniciativa. As dívidas tributárias atrasadas com a província vão de 2003 até hoje", disse Ruejas à BBC Brasil.

A determinação do embargo foi feita na sexta-feira (5), segundo a subsecretária de Ingressos Públicos, Teresa Beren, mas somente nesta terça o caso foi divulgado.

"O embargo é uma medida cautelar, com respaldo da Justiça. Significa que este dinheiro não pode ser usado. O que estamos tentando evitar é que estas dívidas, que são antigas, continuem sendo adiadas. Não queremos que esse caso fique circulando de gabinete para gabinete, sem solução", disse Teresa Beren.

O governador Hermes Binner justificou a medida dizendo que a Petrobras, assim como a empresa americana Cargill, que também teve suas contas embargadas, "devem cumprir a lei".

"Estas são empresas que faturam mais do que o nosso orçamento provincial. Acho muito bem que faturem, mas achamos muito mal que não paguem osimpostos que devem", afirmou.

A Notícia segue...