Depois de dar um passada de olhos na Folha de São Paulo e de resto os demais veículos da grande imprensa brasileira, torna-se uma tarefa enfadonha estruturar algum tipo de análise política que se refira ao Brasil. O tom do noticiário desta sexta-feira reflete apenas uma frase do Fernando Henrique Cardoso que recomenda ao seu ondulante PSDB que não gastar vela com defundo ruim, ou seja, não adianta tentar ser simpático para os bolsas-família que, por ironia, foi um estamento por ele próprio criado. Tem razão. Os bolsas-família não representam apenas um eleitorado cativo do PT, mas mas a essência e a razão da existência de toda essa boçalidade que tipifica o petismo. Se o Brasil um dia crescer economicamente e sua população praticar o exercício de pensar o primeiro partido que desaparecerá do cenário político brasileiro será o PT.
Minha análise sobre o Brasil e a América Latina não pode ser explicada através de conceitos da filosofia política. O certo é que se for para encontrar o fio da meada que deu origem à sociedade brasileira tem-se que compulsar compêndios de zoologia.
O tipo brasileiro encaixa-se perfeitamente entre os animais ruminantes, quadrúpedes e orelhudos, sendo o burro ou o jegue o modelo padrão.
O que afirmo pode ser chocante, mas é honesto.
A evolução da espécie, segundo Darwin, não significa progresso mas sim mutações em razão de adaptação ao meio. Esse processo evolutivo não tem solução de continuidade e, por isso, continua e continuará ocorrendo enquanto o planeta não virar poeira cósmica.
Por uma miríade de infinitas variáveis no curso desse processo evolutivo certas espécies de chimpanzés se transformaram no que os otimistas designaram como 'homo sapiens'. Surpreendemente pequena parcela da humanidade conseguiu diferenciar-se dos quadrúpedes e foi essa diminuta espécie quem deu a conformação para denominada cultura ocidental.
Ocorre que a evolução prossegue e esse ramos de humanos dotados de inteligência podem estar se adaptando ao meio ambiente social que é constituído de maioria completamente estúpida e com o cérebro atrofiado por razões que a própria razão que resta desconhece. O impacto de infinitas variáveis determina a evolução da espécie e parece que a humanidade já iniciou o caminho de volta às cavernas.
Apenas em algumas regiões do Globo percebe-se ainda a existência de 'homo sapiens' mas no geral predominam espécies completamente irracionais.
No Brasil e no resto da América Latina há fortes indícios de que suas populações sequer chegaram à condição de 'homo sapiens' permanencendo numa espécie de 'limbo' evolutivo. Ergueram apenas as duas patas dianteiras, mas o cérebro continuou embotado. O mesmo se pode dizer com relação às sociedades afro-asiáticas.
O exemplo mais eloqüente que dá consistência à minha intuição decorre do conteúdo veiculado pelos órgãos de comunicação, justamente por que são o mecanismo que reflete a média do pensamento e interesse da sociedade.
Tudo o que afirmei pode parecer absurdo. Mas se pensarmos bem há evidências de sobra indicando que o retorno às cavernas já foi iniciado.
CLIQUE E SIGA ---> BLOG DO ALUÍZIO AMORIM NO TWITTER