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domingo, setembro 04, 2011

CIENTISTA POLÍTICO SE ESPANTA COM SECTARISMO DO PT E TOLERÂNCIA DO PARTIDO COM CORRUPÇÃO

Se o PT quer ajudar o governo Dilma Rousseff, nas decisões de seu 4.º Congresso Nacional deste fim de semana, deve colaborar com seu empenho em livrar o governo da corrupção. "Esse não é só um problema moral, mas político. A corrupção impede a modernização do País e a promoção de políticas para entrar no século 21", afirma o cientista político Aldo Fornazieri, da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo.
Ele diz estranhar um certo tom "dos anos 80" nos documentos. "Me espanta, nas conversas entre petistas, esse discurso sobre conspiração midiática", diz o cientista político. "Percebo uma certa recaída no sectarismo. Se o PT insistir nisso, vai dar um passo atrás".
Para ele, não passa de invenção o conflito entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua sucessora. Fornazieri entende que Lula não deve ser cobrado pela corrupção da atual equipe de governo, porque o ministério Dilma "resultou de um acordo eleitoral do qual ela participou". Nesta avaliação sobre os dois dias de debates do PT, ele faz duas sugestões: a criação de um "Estatuto da Corrupção, como fez a Colômbia", e que o PT faça "um reparo histórico" e admita os méritos do governo Fernando Henrique Cardoso.
Há um tom mais radical, estilo anos 80, na linguagem e nas propostas da resolução discutida no congresso. É uma estratégia, para se firmar junto ao Planalto?
Os documentos que vi, até a véspera do encontro, revelam uma certa recaída no sectarismo político. Se o PT insistir nisso, terá dado um passo atrás. O congresso foi convocado para uma reforma estatutária, falar de prévias e eleições internas, mas é claro que a política não pode ficar de fora. E o tema é essa agenda negativa da corrupção.
Na qual o partido não exibe a indignação de outros tempos. 
Sim, sua atitude tem sido ambígua. Parece que o PT reluta em apoiar as medidas saneadoras de Dilma, temendo que respinguem na figura de Lula. Isso é um equívoco, pois Lula está apoiando o governo nessa luta.
Não é por ele ter tido papel decisivo na nomeação dos demitidos de hoje?
O ministério atual é produto de um acordo eleitoral do qual Dilma participou. Todos sabiam que era um ministério com prazo de validade. Só que a validade acabou mais cedo, por causa dos escândalos de corrupção.
Escândalos que podem, ainda, envolver mais dois ministros.
Num país com alto padrão de moralidade, o Pedro Novais, do Turismo, nem deveria ter sido nomeado. O PT não deveria titubear sobre esse tema. A corrupção não é só um problema moral, é político. Se o Brasil não avançar para um padrão melhor, não fará a revolução necessária para ser um país moderno, transparente, do século 21. E quando surgem problemas, o povo tem de protestar, a imprensa tem de chiar e o governo tem de agir.
Alguns líderes do PT só gostam da imprensa que não chia. 
Pois é, me espanta no PT esse discurso sobre a tal conspiração midiática. Ninguém leva mais isso a sério. O PT precisa se modernizar, entender que a imprensa é uma caixa de ressonância da sociedade. Basta considerar que nenhum dos escândalos foi desmentido. Seria melhor debaterem algo como um Estatuto da Corrupção, no estilo do aprovado pela Colômbia, e uma boa lei de transparência e de acesso à informação.
As resoluções sobre mídia estão no centro dos debates. Para onde isso aponta?
Todo mundo concorda que as comunicações precisam de março regulatório. Isso já existe em muitos países. Mas não há o que discutir a respeito do conteúdo da informação, que é garantido pela Constituição.
O PT voltou a falar em reforma política, com financiamento público e lista fechada – criticada por concentrar poder na direção dos partidos. O que o sr. acha?
Reforma política e do Estado é uma agenda permanente, mas pouco viável. Faz mais sentido que ela seja pontual, ao longo do tempo, e não feita toda de uma vez. Quanto ao financiamento e à lista fechada, acho que os dois pontos têm de ficar de fato amarrados. Só vejo sentido com os dois juntos. Se você cria o financiamento e mantém a lista aberta, não tem como o partido controlar os recursos, eles serão pulverizados. Quanto ao poder dos partidos, o próprio texto que fala em financiamento criava mecanismos legais exigindo processos democráticos para a elaboração da lista. Para que não seja definida pela direção, sozinha.
Alguns líderes tucanos, como Aécio, Alckmin e FHC, têm feito certa aproximação com o governo Dilma. Onde isso vai dar? 
Com Dilma, mudou o padrão de relacionamento com a oposição. Acho que alguém do PT, seria bom que fosse o próprio Lula, deveria fazer um reparo histórico, admitindo os avanços do governo FHC, dizer que o que ele deixou não foi herança maldita. A Dilma fez isso, na hora em que era possível fazer.
O PT deve mexer nas prévias? 
Se o congresso decidir por isso, será um retrocesso. O PT devia preservar essa conquista. Hoje há um desencanto da juventude com os partidos, vistos como cúpulas burocráticas que se apoderaram do espaço de fazer política. As prévias são um antídoto contra isso. O Lula, a meu ver, tem todo direito de patrocinar uma candidatura, como a do Fernando Haddad, em São Paulo, mas o candidato é quem tem de batalhar por um consenso, sem depender da supressão das prévias. Do portal do Estadão

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sábado, setembro 03, 2011

EXCLUSIVO! PT DECIDE EM CONGRESSO USAR TECNOLOGIA AMERICANA PARA MELHORAR A IMAGEM DA DILMA!

Clique s/ a imagem e veja ampliada. AQUI p/ acessar a tecnologia
Usando um disfarce especial de militante do MST, a reportagem do blog furou a segurança do Congresso do PT e pode transitar tranquilamente no recinto do evento neste sábado. Usando boné do MST e uma camisa vermelhona, o repórter do blog conseguiu acesso a todas as salas. Deteve-se numa em que companheiros e companheiras debatiam de forma acalorada qual a ferramenta de marketing mais adequada para melhorar a imagem da Presidenta Dilma.
Foi nesse momento que um americano levantou-se identificando-se como enviado especial do presidente Barack Obama para sugerir uma nova tecnologia destinada a dar uma repaginada na Presidenta.
Houve um certo silêncio quando o americano pediu a palavra, haja vista que os petistas são antiamericanos empedernidos. Entretanto, no momento desse silêncio relutante apareceu o Gilberto Carvalho afirmando que o americano tinha comparecido ao Congresso do PT a convite da própria Dilma que se mostra preocupada com a sua imagem que piorou muito desde que foi transformada em 'faxineira'.
A fala de Gilbertinho soou como uma ordem e os petistas então consentiram que o americano mostrasse a nova tecnologia capaz de repaginar imagens. 
"Poderemos fazer milagres" - disse o homem ao abrir seu laptop e lançar no telão da sala imagens revelando os detalhes do funcionamento da ferramenta.
O repórter do blog então teve acesso ao vivo, em cima do lance, da nova tecnologia e pôde enviar pelo iPhone a imagem projetada no telão que reproduzo acima com exclusividade para os leitores do blog. No momento em que o americano explicava o funcionamento dessa tecnologia, alguém sugeriu que poderia ser aplicada também para reverter o inchaço e a cor vermelhona do rosto de Lula.
Em seguida apareceram um repórter e o fotógrafo da revista Veja. Mas aí já era tarde. O material já estava na redação do blog.
Se quiserem conhecer o funcionamento desse milagre da tecnologia, cliquem AQUI.

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PT DEFLAGRA CAMPANHA PARA RETORNO DA CENSURA À IMPRENSA. GOLPE FINAL CONTRA DEMOCRACIA VIRÁ COM REFORMA POLÍTICA.

Foto do site da revista Veja diz tudo
A abertura de mais um congresso do PT em Brasília, nesta sexta-feira, marcou a volta de uma antiga obsessão do partido: o controle dos meios de comunicação. A mais nova ofensiva do partido sobre a imprensa está explícita na proposta de resolução que será aprovada ao fim do encontro, no domingo. Diz o texto: “A crescente partidarização, a parcialidade, a afronta aos fatos como sustentação do noticiário preocupam a todos os que lutam por meios de comunicação que sejam efetivamente democráticos. Por tudo isso, o PT luta por um marco regulatório capaz de democratizar a mídia no país”.

Nos discursos do presidente da legenda, Rui Falcão, e do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, os meios de comunicação se transformaram no principal alvo de um partido que enfrenta uma oposição cada vez mais enfraquecida. Falcão defendeu que o Parlamento aprove um marco regulatório para os meios de comunicação.

Até quando declarou apoio à propalada “faxina do governo”, Falcão não poupou a imprensa: “Apoiamos incondicionalmente o combate sem tréguas da corrupção. Sem transferir acriticamente para setores da midia que se erigem juízes da moralidade uma responsabilidade que é pública, a ser compartilhada por todos os cidadãos”, teorizou.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um discurso curto e não ficou até o final do evento. Logo no início, admitiu estar inseguro:  “Eu não sei muito o que dizer. Não posso me meter muito nas coisas do partido porque o presidente já falou. Segundo porque não posso me meter nas coisas do Brasil, porque a presidente vai falar". Leia mais - texto e foto do site da revista Veja

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OS COVEIROS DA DEMOCRACIA

Durante a abertura do 4º Congresso Nacional do PT nesta sexta-feira, 2, em Brasília, enquanto o apresentador do evento chamava os ex-presidentes nacionais e os ministros do partido, o ex-ministro José Dirceu foi aclamado de pé pelos militantes. Dirceu foi recebido aos gritos de “Dirceu, guerreiro do povo brasileiro”.
Reportagem da revista Veja revelou, no último final de semana, que José Dirceu – apontado pelo procurador-geral da República como “chefe da quadrilha” do mensalão – mantém uma espécie de gabinete paralelo num hotel de luxo em Brasília, em que recebe ministros, senadores, deputados e até lideranças da oposição.
Compõem a mesa ao lado de Dirceu os ex-presidentes do PT José Genoino, o deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP), as ministras da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e o presidente do PT, Rui Falcão. Texto e foto do portal do Estadão