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terça-feira, janeiro 10, 2012

DILMA E OS SEIS CAVALEIROS DO PÓS-APOCALIPSE

Os seis cavaleiros do pós-apocalipse (by Augusto Nunes)
Depois de alguns dias de férias o Augusto Nunes voltou a mil por hora e tem postado em suas coluna do site da revista Veja excelentes artigos, como este que transcrevo o primeiro parágrafo como segue e que tem um título impagável e na medida certa para definir que se passa no interior do Palácio do Planalto: "A farsa-tarefa de Dilma":
São seis os cavaleiros do pós-apocalipse que aparecem na foto que deveria figurar em qualquer dicionário universal junto à palavra Cinismo. Cinco envergam ternos circunspectos, um ostenta farda verde oliva; quatro estão de cabeça baixa, fingindo assumir a vergonha que não têm; um tem o olhar perdido no infinito a dois metros de distância, mas no fundo exulta: meia hora antes, salvara o empregão; o último, o de bigode em forma de símbolo do Batman, aparentemente balbucia alguma promessa morta no berço por sua incompetência científica e tecnológica. Sem ter como inovar ─ terceira missão de sua pasta – repete o anúncio feito por algum outro mentiroso exato um ano atrás, diante da devastação da região serrana pelas chuvas do verão de 2011: “Vamos fazer um mapeamento in loco para identificar as áreas mais vulneráveis e ajudar a Defesa Civil na remoção das famílias”. Leia AQUI o artigo completo.  

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segunda-feira, janeiro 09, 2012

MAIS DE 13 MIL DESABRIGADOS NO RIO DE JANEIRO. POR MUITO MENOS JORNALÕES FIZERAM CORO COM PETRALHAS CHAMANDO JOSÉ SERRA DE "ZÉ ALAGÃO'

O que acontece no Rio é uma coisa impressionante
Aproxima-se de 13 mil o número de pessoas obrigadas a deixar suas casas devido à força das enchentes no Rio de Janeiro. São 10.601 desalojados, sendo quase 7 mil em Cardoso Moreira e Itaperuna. Na madrugada desta segunda-feira, um deslizamento de terra atingiu oito casas no distrito de Jamapará, em Sapucaia, matando sete pessoas, sendo duas crianças. Equipes de busca e salvamento continuam no local e contam com o auxílio de cães farejadores. Pelo menos 12 pessoas estão desaparecidas. O município contabiliza ainda uma oitava morte decorrente do desabamento de uma casa, sem relação com o deslizamento. Também foi registrado um óbito em Laje do Muriaé.

Na noite de domingo, a força do rio Muriaé levou ao
rompimento de um dique, em Cardoso Moreira. O município é o que tem mais pessoas fora de casa por causa das chuvas. Já são 3.974 pessoas desalojadas e outras 910 desabrigadas, segundo o último boletim da Defesa Civil. A situação também é grave em Itaperuna, onde há 3 mil desalojados e outros 106 desabrigados. Em Campos dos Goytacazes, são 1600 desalojados e mais 800 desabrigados. Do site da revista Veja

MEU COMENTÁRIO: Por muito menos, em São Paulo, os jornalões fizeram coro com os petralhas e chamavam José Serra de "Zé Alagão".
Entretanto, jamais se ouviu alguém ou algum jornalão cair de pau no Sérgio Cabral, cognominando'-o de  "Sérgio Alagão'.
A oposição continua fechada em copas.
Como é recesso, os nobres senadores e deputados estão curtindo suas férias em alguma praia paradisíaca.

quarta-feira, janeiro 04, 2012

BEZERRA DIZ QUE DILMA SABIA DE TUDO SOBRE O FATO DE QUE PERNAMBUCO RECEBEU MAIS RECURSOS PARA PREVENÇÃO DE DESASTRES

O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, admitiu nesta quarta-feira que Pernambuco foi o estado que mais recebeu recursos para prevenção de desastres. Bezerra é natural de Pernambuco, cotado para disputar a prefeitura de Recife nas eleições deste ano e provocou desconforto no Palácio do Planalto quando veio à tona a notícia de que ele destinara 90% da verba antienchente do governo para o estado. Chegou-se ao número considerando os valores efetivamente gastos pelo governo para os projetos - de um total de 28,9 milhões de reais para todo o Brasil, Pernambuco recebeu 25,5 milhões de reais. O ministro então interrompeu as férias e convocou uma entrevista coletiva.

Para tentar se explicar, Bezerra citou outros números, o valor empenhado em ações de prevenção e destinado aos estados. Dinheiro empenhado não significa dinheiro gasto. Em 2011, o empenho total repassado à unidades federativas foi de 218 milhões. Disso, admitiu o ministro, 98 milhões de reais foram para Pernambuco, ou quase 50%. Do dinheiro empenhado em Pernambuco, 70 milhões de reais foram para a construção de cinco barragens. Ele justificou a liberação dizendo que o estado teve um dos maiores acidentes naturais da história do Brasil, com mais de 80.000 pessoas atingidas. Segundo Bezerra, a presidente Dilma Rousseff sabia de tudo.  

“Essa priorização desses 70 milhões de reais para construir obras preventivas, como cinco barragens, foi feita em discussão técnica com Ministério do Planejamento, com Casa Civil, com conhecimento de Dilma Rousseff”, disse. "Não existe política partidária, miúda, pequena nisso. Assim como não aceito a descriminação de nenhum estado, não se pode discriminar Pernambuco por ser estado do ministro. Não é correto, não é justo.” Leia MAIS

quinta-feira, setembro 22, 2011

ARTIGO: Tragédias climáticas e a tragédia da mídia

Por Dirceu Martins Pio (*)

É trágica a cobertura que a mídia brasileira tem dedicado às tragédias climáticas nos últimos anos: rapidez, superficialidade, descompromisso, sensacionalismo – são as marcas de espaços dedicados ao tema, seja na mídia impressa, na eletrônica ou na digital. A mídia não tem conseguido ir além das circunstâncias e se mostra despreparada para abordar aspectos técnicos e científicos do assunto. Se as áreas de risco fossem um paciente e a mídia o seu médico, diria que a medicina se volta para combater a febre sem nenhuma preocupação com a infecção que certamente a teria provocado.

A metáfora é boa. Num país em que governos e autoridades dos três poderes constituídos só combatem o “malfeito”, como reação a denúncias publicadas pela mídia, sobretudo pela mídia impressa, os problemas de alta complexidade das áreas de risco só vão passar por evolução favorável quando seu médico se dedicar, com inteligência e determinação, ao combate das infecções capazes de produzir tanta febre nos últimos anos.

O mais recente exemplo dessa leniência da mídia ocorre em relação a Santa Catarina, onde a impetuosidade das chuvas voltou a provocar, sobretudo no Vale do Itajaí, o flagelo de milhares de famílias. Mais uma vez, o Brasil exportou para o mundo as suas fragilidades na prevenção dos dramas sociais que atingem as áreas de risco junto com a inépcia de seus governantes.

Solução definitiva
Vamos procurar entender um pouco melhor o que se passa no Vale do Itajaí, uma região industrializada e de atrações turísticas que a levam a ser um dos destinos prediletos da população do estado de São Paulo. São dois os rios – Itajaí-Açu e Itajaí-Mirim – transformados ao longo do tempo no “carrasco” das populações de municípios como Rio do Sul, Blumenau, Ilhota, Gaspar, Brusque, Luiz Alves e Itajaí. São rios de itinerário curto e que deságuam na região portuária de Itajaí, à beira-mar. Quando chove forte nas cabeceiras, os dois rios começam a transbordar e inundam todos os municípios ribeirinhos.

O problema está em que as inundações ocorrem nos níveis assustadores desta última enchente, quando o mar, em Itajaí, pelo fenômeno de maré alta, começa a reter o caudal que desce das cabeceiras. Nesse caso, o problema se amplia em poucas horas e há cidades, como Blumenau, onde o rio fora do leito chega atingir mais de dez metros de altura. Quase toda Blumenau foi totalmente submersa nas várias enchentes dos últimos 25 anos.

A mídia cobre as enchentes do Vale do Itajaí factualmente, para usar um jargão dos jornalistas. Parece desconhecer que a Jica (da sigla em inglês, Japan International Cooperation Agency) estudou o fenômeno das enchentes no Vale do Itajaí e apontou como solução definitiva para os problemas a implantação de um “canal extravasor” que ligue Blumenau a um outro ponto e deságue no mar, na praia de Armação, alguns quilômetros acima da foz natural dos dois rios, na região portuária de Itajaí. O “canal extravasor” poderá permanecer fechado na maior parte do tempo e só será aberto por ocasião das chuvas mais fortes.

A perene letargia
Quem já cobriu as enchentes de Santa Catarina, como eu, em 1983 e 1985, sabe dizer que a proposta japonesa tem uma lógica irrefutável; a área portuária de Itajaí é “entrolhada” por baía e reentrâncias e até os navios costumam representar obstáculos à vazão das águas. O ponto do litoral onde o “canal extravasor” despejaria suas águas é de mar aberto, em condições de dar vazão em regime de maré alta ou maré vazante. A vazão do Itajaí-Mirim, que tem produzido enchentes devastadoras ao município de Brusque, também seria beneficiada pela redução do volume de água do Itajaí-Açu. E há mais: o porto de Itajaí seria um grande beneficiário da solução, pois sofre excessivamente com o volume de águas que desce de Blumenau e que já foi capaz de deixá-lo semi-paralisado por vários anos, recentemente.

A cada enchente, contudo, são atirados na lata do lixo, e ao cabo de grande sofrimento das populações flageladas, recursos suficientes para que seja construído mais de um canal extravasor. E a mídia cobre mais uma enchente e passa ao largo das causas do problema. Não desfralda a bandeira da “solução definitiva”, seja pelo canal extravasor ou por outra que venha a ser apontada.

A população do Vale do Itajaí não merece conviver por mais tempo com esse estigma, que tem tolhido a sua incrível capacidade de desenvolvimento. O projeto que possa libertá-la, entretanto, só vai sair da gaveta dos burocratas de plantão quando a mídia acordar de sua já quase perene letargia.


(*) Dirceu Martins Pio é jornalista. Foi diretor da Agência Estado (Grupo Estadão) e da Gazeta Mercantil.

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domingo, setembro 11, 2011

COMO MINIMIZAR O EFEITO DAS ENCHENTES NO VALE DO ITAJAÍ? É UM DESAFIO QUE TEM DE SER ENCARADO PELAS AUTORIDADES!

Situação em  Rio do sul. Veja galeria c/ mais fotos AQUI
O centro comercial de Rio do Sul, cidade do Alto Vale do Itajaí, em Santa Catarina, teve o seu comércio praticamente todo destruído. As fotos acima, que são do site do Diário Catarinense, mostram ruas da área central da cidade e se reperte o drama que os rio-suleneses viveram nas cheias de 1983 e 1984. 
Em 1984 vi com os meus próprios olhos a devastação de Rio do Sul. Nessa época trabalhava no jornal O Estado, de Florianópolis e cobri a enchente de Rio do Sul, juntamente com o fotógrafo Marco César.
Para chegar a Rio do Sul tivemos que viajar a bordo de um avião de guerra da FAB até Lages, onde pernoitamos, e de lá seguir num helicóptero da Base Aérea de Santa Maria até Rio do Sul. O helicóptero carregava um estoque de pães para alimentar os flagelados.
O tempo estava melhorando. Mas um denso novoeiro cobria integralmente o Vale do Itajaí, o que obrigou o piloto do helicóptero a pousar no alto da Serra Canoas, num pasto, onde tivemos que permanecer cerca de 2 horas até que o nevoeiro fosse se dissipando e oferecesse segurança para o helicóptero decolar e chegar à cidade. Mesmo assim, aterrissamos no bairro Canoas e de lá, a pé, usando botas de borracha até os joelhos para poder cruzar áreas alagadas, nos dirigimos ao centro da cidade e de lá até o morro Boa Vista, onde pude me encontrar com o então prefeito Danilo Lourival Schmidt para fazer um levantamento dos estragos. As autoridades haviam montado um bunker no morro de onde administravam a cidade e tomavam medidas emergenciais.
O tempo passa. Lá se vão 27 anos. 
As intempéries e cheias no Vale do Itajaí sempre aconteceram. Não têm nada a ver com mudança climática, aquecimento global e bobagens análogas. Não estou chutando. Eu nasci e me criei em Rio do Sul onde por lá vivi até os meus 20 anos.  Nos anos 50 e 60 as cheias eram muito mais frequentes até porque ainda não existiam as barragens de contenção de Taió e Ituporanga, que foram construídas durante os governos militares. De lá para cá não se fez absolutamente mais nada no sentido de minimizar o efeito danoso das enchentes. 
Entretanto, naquele tempo o impacto das águas tinha dimensão menor, haja vista que a população de Rio do Sul e de todo Vale do Itajaí era muito menor. Atualmente essa área de Santa Catarina, extremamente desenvolvida e de alta produtividade industrial e agrícola é densamente povoada.  
As fotos que ilustram o post mostram a situação dramática de Rio do Sul com o seu comércio completamente destruído, sem falar nas milhares de casas detonadas pelo lodaçal.
Estou tomando Rio do Sul como um exemplo do que está ocorrendo em Santa Catarina. Mas não é só em Rio do Sul. Cidades como Blumenau, Timbó, Ituporanga, Brusque e outras de menor porte estão na mesma situação.
Deve-se destacar também que Itajaí, que abriga o segundo maior porto brasileiro, também foi devastada pela enchente. Itajaí fica na foz do Rio Itajaí-Açu que se forma no centro da cidade de Rio do Sul onde acontece a confluência dos rios Itajaí do Oeste, que procede da região de Taió e Itajaí do Sul, que desce a partir de Ituporanga.
A região do Alto Vale do Itajaí fica mais ou menos no pé da Serra, a 341 metros acima do nível do mar. O Itajaí-Açu então desce com força e velocidade quando está cheio, formando cascatas ao despencar da Serra da Subida em direção a Blumenau e Itajaí. No litoral torna-se mais calmo e faz meandros até encontrar o oceano. O efeito da maré alta combinando-se com o rio caudaloso provoca o transbordamento sobre a planíce que abriga a cidade de Itajaí e aí a situação fica caótica.
É impossível impedir esses fenômenos naturais. Entretanto, os governos federal e estadual têm o dever de pensar em alternativas que minimizem os efeitos dessas constantes enchentes. Que mais se poderia agregar às barragens de contenção? Está aí um desafio que tem de ser encarado seriamente.

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quinta-feira, setembro 08, 2011

URGENTE! RIO TRANSBORDA EM RIO DO SUL! EM BLUMENAU CELESC TERÁ QUE DESLIGAR ENERGIA EM VÁRIOS PONTOS!

A Celesc encaminhou nota oficial avisando que haverá suspensão de abastecimento nos locais de maior alagamento por questões de segurança. O presidente da Celesc, Antonio Gavazzoni, está em Blumenau verificando a situação e esteve reunido com a Defesa Civil.
Conforme a nota alguns desligamentos deverão ocorrer por questão de segurança.  Os locais mais afetados com o desligamento são áreas onde há deslizamento. Não foram divulgados os locais exatos onde já existe desligamento de energia.
Em Rio do Sul, o rio que passa ao lado da agência e da loja de atendimento está transbordando, e os empregados da Celesc já se preparam para deixar o prédio. De acordo com o gerente Manoel Arisoli Pereira, a equipe também está prestando atendimento aos empregados que tiveram suas residências atingidas.
Em caso de emergência, os consumidores devem ligar para 0800 48 0196. Do portal da RBS\Diário Catarinense

ENCHENTE: CALAMIDADE PÚBLICA EM RIO DO SUL!

O prefeito de Rio do Sul, Milton Hobus, decretou situação de calamidade pública na tarde de quinta-feira. A cidade sofre com inundações e deslizamentos de terra desde a madrugada. A expectativa da Defesa Civil é de que o rio chegue ao nível de até 12 metros, causando problemas em vários bairros da cidade.

Em reunião na tarde desta quinta-feira, o prefeito pediu empenho dos funcionários e calma a toda população atingida. A orientação é que os todos saiam dos locais de risco. Na medição das 17 horas, o nível do rio chegou a 9,75 metros e a barragem de Ituporanga marcava 2,8 metros de água acima do vertedouro. Todas as comportas abertas foram abertas.

Pelo menos seis abrigos oficiais foram abertos pela Secretaria de Assistência Social  e Habitação de Rio do Sul para atender as famílias atingidas nos bairros Sumaré, Santa Rita, Bela Aliança, Progresso e dois na Barragem. O número de abrigos pode subir para 14. O corpo de bombeiros, polícias civil e militar e a defesa civil estão auxiliando na retirada de famílias de locais onde há inundações. Do portal da RBS/Diário Catarinense

VÍDEOS MOSTRAM VIOLÊNCIA DAS ÁGUAS EM SC

Este vídeo mostra o espantoso volume de água do Rio Itapocu, que corta a cidade de Jaraguá do Sul, no Vale do Itapocu, en tre Blumenau e Joinville. Esta cena do rio é em bairro afastado do centro desta cidade que é um dos maiores centros industriais de Santa Catarina.

Continua chovendo muito em Santa Catarina, a noite vai chegando e requer providências emergenciais.

Há pouco o site do Diário Catarinensde anunciou que o Governador Raimundo Colombo estaría se deslocando para Blumenau.

quinta-feira, janeiro 13, 2011

JORNALISTAS QUE NÃO TEM VERGONHA NA CARA!

Pelo menos a grande imprensa brasileira tem o Reinaldo Azevedo e mais alguns pouquíssimos jornalistas que não praticam a deletéria louvaminha de apoio ao petismo e seus satélites. No caso do desastre ocasionado pelas chuvas no Rio de Janeiro, Reinaldo foi ao ponto e colocou uma realidade, ou seja, a contumaz esperteza do governador carioca Sérgio Cabral que está em viagem de férias no exterior enquanto bombeiros e voluntários procuram por cadáveres que se amontoam sobre os escombros da tragédia. E aponta de forma oportuna que o tratamento dispensado pelo jornalismo petralha que domina a maioria das redações no que concerne ao efeito das chuvas em São Paulo e no Rio de Janeiro tem as suas nuances.

Enquanto Alckmin e Kassab são apedrejados pelos jornalistas a soldo do PT, no Rio de Janeiro verifica-se da parte deles uma condescendência que chega às raias do ridículo. Entretanto a maioria dos consumidores de notícias não descobriu ainda os blogs independentes e que se atêm aos fatos. Por isso, essa grande parcela da população brasileira é impiedosamente bombardeada por um noticiário miseravelmente maquiado de acordo com os interesses políticos do PT e seus áulicos.

Por isso transcrevo na íntegra post do Reinaldo intitulado Cabral em viagem de férias? É uma questão de vergonha na cara. Leiam:

Acompanhei a cobertura que o Jornal Nacional fez da tragédia no Rio. Já são 257 mortos. Tristeza, melancolia, desastre. Havia estranhado a ausência do governador Sérgio Cabral. Onde estaria Sérgio Cabral? No desastre de Ilha Grande, no ano passado, ele também custou a dar as caras. Especulava-se que estivesse fora do país. Não! É provável que descansasse numa casa de veraneio em Mangaratiba. Deve ter demorado a aparecer porque, sei lá, não tinha considerado a coisa tão grave assim.
Há pouco, o Jornal Nacional informou que Sérgio Cabral está em viagem de férias. Fora do país. Sei. Há algo mais previsível do que o desastre das águas nesse período? A única coisa que varia é o número de mortos. Ou seja: Cabral fugiu das chuvas e do noticiário. Ele só comparece quando é para partir para o abraço de exultação. Até o da solidariedade ele se nega a dar.
O JN foi bonzinho com ele. Destacou uma frase sua no jornal O Globo condenando as ocupações irregulares. Ah, bom! Bobo é Gilberto Kassab, que decide mostrar a cara quando a enchente cobre as ruas de São Paulo. O governador inteligente é aquele que foge da enxurrada, dos soterramentos e dos cadáveres.
A viagem de Cabral já era indecente antes mesmo de o mundo vir abaixo. Agora que veio, vamos ver quanto tempo ele vai demorar para voltar. Sua presença não ressuscita ninguém, sei disso. Mas é uma questão de vergonha na cara!