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domingo, setembro 18, 2011

CRACK SE ALASTRA NO INTERIOR DO NORDESTE

Pedras de crack, a droga que se espalha por todo o Brasil
Ele começou nas drogas com álcool há dez anos, quando tinha 17. Depois, viciou-se em maconha. Há cinco anos, quando chegou aos 23, mergulhou de cabeça na pedra de cocaína, o crack. Hoje, aos 28, é um dos 43 internos em uma chácara de recuperação de dependentes químicos no interior do Nordeste. Diz que está limpo, sente-se bem depois de quatro meses sem drogas, e lamenta o inferno vivido no crack ao lembrar que só conseguiu parar quando viu a mãe dentro de um carro de polícia tentando livrá-lo da cadeia por roubo.
Etelvi Nascimento Silva, solteiro, nunca esteve em São Paulo, a metrópole que convive com o crack consumido a céu aberto. Da cracolândia paulistana, ele só ouviu falar. Etelvi fumou sua primeira pedra de cocaína no sertão pernambucano, em Floresta, onde nasceu e se criou. A cidade tem 30 mil habitantes e fica a 430 quilômetros de Recife.
Região apelidada há anos de "polígono da maconha", por esconder na caatinga extensas plantações da erva proibida, a área já apresenta os sintomas da doença grave que rompeu os limites das grandes metrópoles, como na famigerada cracolândia de São Paulo, e migrou com força para cidades de médio porte, chegando até isoladas comunidades da área rural.
Hoje, embora o governo federal não saiba oficialmente o tamanho do estrago do crack no fundão do País - a Fiocruz tem pesquisadores em campo tentando medir a extensão do dano da pedra nas populações fragilizadas -, na sertaneja Floresta, terra de Etelvi, e nas vizinhas Petrolândia (32 mil habitantes), Belém do São Francisco (20 mil) e Itacuruba (10 mil), a droga avança. E essa região nordestina, que está dentro da grande área do mapa chamada "polígono da seca", esta prestes a trocar a alcunha de "polígono da maconha" pela de "polígono do crack". Clique AQUI para ler a reportagem completa