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segunda-feira, agosto 08, 2011

OPOSIÇÃO QUER OUVIR O 'HOMEM DA MALA' QUE ESPANCOU JORNALISTA DA REVISTA VEJA

 Fróes, o misterioso lobista que atua no Ministério da Agricultura
O líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), apresentou um requerimento nesta segunda-feira para que o lobista Júlio Fróes, o ex-secretário executivo do Ministério da Agricultura Milton Ortolan e o ex-diretor financeiro da Conab Oscar Jucá Neto, irmão do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), prestem esclarecimentos à Comissão de Agricultura do Senado sobre o esquema de corrupção no Ministério de Agricultura, revelado por VEJA.
Ortolan pediu demissão no sábado depois que reportagem mostrou que ele foi o responsável por liberar a ação de um lobista na pasta. A reportagem mostrou que "Doutor Júlio", como Júlio Fróes é conhecido pelos servidores, goza de privilégios no Ministério da Agricultura. Tem acesso liberado à entrada privativa do ministério e usa uma sala com computador, telefone e secretária na sobreloja do prédio, onde está instalada a Comissão de Licitação - repartição que elabora as concorrências que, só neste ano, deverão liberar  1,5 bilhão de reais da pasta.
O que diz a edição de VEJA - No ano passado, acompanhado por Ortolan, Fróes se instalou pela primeira vez em uma sala do ministério para redigir um documento que justificava a contratação dos serviços da Fundação São Paulo (Fundasp), mantenedora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Foram dois dias de trabalho, ao cabo dos quais o ministro Rossi autorizou a contratação da entidade, sem licitação, com pagamentos de 9 milhões de reais. O representante da fundação beneficiada? O próprio Júlio Froes. 

Meses mais tarde, o lobista convocou uma reunião com funcionários que o haviam auxiliado na elaboração do documento. O encontro aconteceu na sala da Assessoria Parlamentar, no oitavo andar do ministério. Cada um que chegava recebia uma pasta. As pastas continham dinheiro - uma "agendinha", no dizer do lobista. Leia a reportagem COMPLETA 

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domingo, agosto 07, 2011

LOBISTA DO MINISTÉRIO DA AGRICULTURA ESPANCA JORNALISTA DA REVISTA VEJA

Transcrevo a Carta ao Leitor da revista Veja que foi às bancas neste sábado que relata a agressão sofrida pelo jornalista e editor de Veja, Rodrigo Rangel, cometida por um tal de "doutor" Júlio Froes. Faço a transcrição a partir do blog do Reinaldo Azevedo que apropriadamente observa que "agora eles não querem mais 'controlar' mídia; decidiram que é o caso de espancar os jornalistas." Leiam:
Ao longo de quase 43 anos de existência, VEJA teve de driblar a censura da ditadura militar, foi ameaçada por extremistas de direita e de esquerda e tornou-se alvo de campanhas difamatórias promovidas por mercenários da escrita bancados pelo governo petista. Na semana passada, em Brasília, o ataque deu-se no nível da agressão física a um jornalista de VEJA. No fim da tarde da última quinta-feira, o editor Rodrigo Rangel, da sucursal da revista na capital do país, cumpria uma das obrigações elementares do bom jornalismo: ouvir o outro lado da história. A história em questão tem como personagem principal o lobista Júlio Fróes. Como revela a reportagem que começa na página 64 desta edição, Fróes montou sua base de operações no Ministério da Agricultura. Ali, manipulava licitações para beneficiar empresas e subornava funcionários públicos com “pacotes de dinheiro”. Tudo com o aval e o conhecimento dos graúdos que cercam o ministro Wagner Rossi. O lobista, embora não tenha nenhum vínculo formal com o Ministério da Agricultura, gozava de tratamento vip, como usar a entrada e o elevador privativos do ministro. Na repartição, era conhecido como “doutor Júlio”.
O jornalista de VEJA foi entrevistar o “doutor” num restaurante, para tentar entender a origem de tantos privilégios. A conversa durou trinta minutos. Confrontado com os fatos apresentados por Rangel, o lobista Fróes, sem poder refutá-los, passou a fazer ameaças. Perguntou se o jornalista tinha mulher e filhos. Nesse ponto, Rangel achou mais prudente dar a entrevista - integralmente gravada - por encerrada. Quando ele se levantou da mesa, porém, Fróes puxou-o pelo braço, aplicou-lhe uma gravata e joelhadas na barriga e no rosto. Rangel foi jogado contra uma mesa. Antes de fugir, o “doutor” ainda roubou o bloco de anotações do repórter. A agressão, testemunhada por mais de uma dezena de clientes e funcionários do restaurante, foi comunicada à polícia. O jornalista, com um dente quebrado, fez exame no Instituto Médico Legal. Ao longo de quase 43 anos de existência, VEJA ultrapassou toda sorte de obstáculo para exercer sua missão de fiscalizar o poder e denunciar os que subtraem a nação. Não será a violência física do “doutor Júlio” que mudará essa história.

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