O vídeo acima mostra um lance de tainhas na Praia da Barra da Lagoa aqui na Ilha, pois Florianópolis, a capital catarinense tem a maioria do seu território sobre a Ilha de Santa Catarina. Em inúmeras vezes pude apreciar ao vivo lances de tainha nas praias da Ilha, mas na atualidade tornou-se uma aventura perigosa ir a uma dessas praias. O interior da Ilha, onde estão as praias foi dominado pelos botocudos que procedem principalmente do Rio Grande do Sul e, mais recentemente de São Paulo, Paraná e até mesmo do Nordeste.
Hoje em dia ficou praticamente impossível chegar com segurança e rapidez em alguma das 42 praias que recortam essa bela Ilha. Florianópolis ficou uma cidade famosa e foi invadida por uma horda de forasteiros incalculável que já conseguiu descaracterizar aquele que já foi um pedacinho de terra perdido no mar de encanto e tranquilidade. Hoje é um lixo dirigido por um bando de incompetentes e idiotas.
A cidade tem equipamentos que foram dimensionados para uma população ao redor de 200 mil pessoas. Hoje seguramente há perto de 600 mil habitantes no município da Capital, enquanto na área metropolitana conurbada onde se entrelaçam cinco municípios, a população pode andar perto de 900 mil habitantes, numa projeção aproximada com base no último censo.
Ao contrário de cidades como São Paulo, Joinville e Blumeau, por exemplo, que são procuradas por pessoas que desejam trabalhar, as que desembarcam em Florianópolis vem para a praia. O trabalho para essa gente é secundário e serve apenas para amealhar alguns trocados para poder curtir a praia. Ninguém vem para Florianópolis para trabalhar. O resultado é que a cidade se transformou num valhacouto de vagabundos onde impera a violência. Ninguém se arrisca mais a circular à noite pela cidade. Recente levantamento do jornal Diário Catarinense, revelou que ocorre pelo menos um homicídio por hora na Grande Florianópolis.
Não possuo dados estatísticos. Mas minha intuição me leva a crer que Florianópolis está hoje entre as cidades mais violentas do Brasil e, quiçá, da América Latina!
E o pior de tudo é que as autoridades continuam comendo moscas. Tanto a Prefeitura como o Governo do Estado. Não há qualquer planejamento, qualquer iniciativa notável, nada! E a cidade vai afundando num mar de violência, insegurança e proliferação de favelas. O trânsito é completamente caótico enquanto os botocudos continuam chegando para ficar e vão diretamente para as praias. Para terem uma idéia, a Praia dos Ingleses tem uma população muito superior a qualquer município de médio porte catarinense, incluindo uma favela.
Com uma população predominantemente marcada pela presença dos botocudos, os serviços em geral, os bares, restaurantes e hotéis são todos umas porcarias. O atendimento é péssimo porque quem está trabalhando não se envolve com o que faz. Não existe profissionalismo, porque a maioria das pessoas está em Florianópolis para curtir a praia e nunca para trabalhar.
De bom mesmo, resta - por enquanto - em Florinópolis algumas belas paisagens olhando-se de longe. Hoje em dia vejo os lances de tainhas no YouTube. Há alguns poucos anos poderia ver ao vivo e adquirir esse peixe maravilhoso quando chegava pulando dentro da rede para depois degustá-lo tranquilamente.
Hoje se quiser comer uma tainha terei que ir ao mercado público que é um local anti-higiênico. Se as autoridades da saúde pública tivessem pelo menos meia dúzia de neurônios na cabeça fechavam aquele troço para uma reforma geral e irrestrita e exigiriam a observância de normas rígidas de segurança alimentar.
Para que tenham uma idéia da verdadeira e calamitosa situação, quando as pessoas entram no mercado público de Florianópolis sentem um odor estranho no ar resultante do cheiro de peixe com o odor fétido do esgoto. Florianópolis, como a totalidade das cidades brasileiras, não possui esgoto tratado.
Nas ruas que circundam o mercado público os comerciantes chegam a tapar as bocas de lobo dos bueiros porquanto essas cavidades exalam o odor fétido da podridão insalubre que compõe o sub-solo da Capital.
Por isso tudo que eu prefiro ver a Ilha, suas praias e suas tainhas no YouTube. Ave, americanos! que inventaram a internet.
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