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domingo, abril 17, 2011

LÍDER DO PT DEFENDE PLANTIO DE MACONHA

Na contramão do que prega o governo Dilma Rousseff, o líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira (SP), defende a liberação do plantio de maconha e a criação de cooperativas de usuários.
Em um recente debate sobre o assunto, o deputado disse que a política de "cerco" às drogas é "perversa" e gera mais violência. Ele também disse que o governo deveria autorizar a criação de cooperativas para o plantio e a distribuição da maconha para usuários.
Teixeira falou sobre o assunto num debate organizado pelos grupos "Matilha Cultural" e "Desentorpecendo a Razão" em São Paulo, em 24 de fevereiro.
Um vídeo com a íntegra da exposição foi publicado no blog do deputado e no site Hempadão (cujo título faz uma brincadeira com as palavras "hemp", maconha em inglês, e "empadão").
A reportagem fez vários pedidos de entrevista ao deputado desde 16 de março, mas sua assessoria não deu resposta. Do site do jornal São Paulo Agora

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terça-feira, dezembro 14, 2010

LIDER DO PT APÓIA LIBERAÇÃO DA JOGATINA. PORTANTO LULA E SEUS SEQUAZES SÃO MILITANTES DA MÁFIA DO JOGO. É VERGONHOSO!

Transcrevo o texto da manchete da Folha de São Paulo desta terça-feira, a respeito da iminente vitória do crime organizado na votação da liberação da jogo no Brasil que ocorre num momento, de forma estratégica, em que a maioria da sociedade brasileira está desligada do noticiário político e às voltas com os festejos de final de ano. E a manchete da Folha reflete meia verdade quando diz que "técnicos do governo" tentam impedir a aprovação da liberação da máfia do jogo Ora, a própria matéria, como todos podem constatar, afirma que o líder do governo na Câmra, deputado Cândido Vacarezza do PT de São Paulo defende a liberação do jogo e inclusive dos cassinos. A verdade é que foi só passar a eleição e o assunto foi à votação na Câmara. Lula, o cara, silencia e, claro, Dilma também. É sintomático. Leiam:

Técnicos dos três Poderes capitaneados pelo Ministério da Justiça emitiram uma nota técnica para municiar os deputados federais de argumentos contra a aprovação do projeto de lei que libera os bingos no país.
 
Feito há uma semana e enviado à Câmara, que pode votar hoje o projeto, o documento afirma que a legalização do jogo sem uma estrutura adequada de fiscalização será uma porta de entrada à lavagem de dinheiro.
Caso a Câmara aprove o texto, ele ainda segue para o Senado. Há uma série de emendas apresentadas que podem alterar a proposta.

 
De acordo com a nota, a redação atual do projeto "não permite ao Estado brasileiro construir sistemas de regulamentação e fiscalização capazes de evitar que a atividade de bingos se mantenha livre da sanha lucrativa da criminalização organizada".

 
A nota da Enccla (fórum que reúne os três Poderes contra lavagem de dinheiro e corrupção) rebate um dos principais trunfos usados a favor do projeto: a destinação de recursos para a saúde.

 
O envio da verba "não ocorrerá de fato", pois a a cobrança de remuneração, a título de royalties, pelo exercício de atividade econômica que não constitui serviço público é incompatível com a Constituição, diz.

 
O futuro ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, em sua atuação na Câmara, também manifestou várias vezes ser contra o projeto.

 
Mesmo com a posição dos órgãos técnicos, o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), defende os jogos, inclusive cassinos.
"Temos que trazer esse ambiente para a luz do dia e assim conseguir ter mais controle", disse Vaccarezza.

 
O governo vai liberar a bancada para votar como quiser. O PT também.
Já a oposição promete votar contra. "Essa é uma lei muito ruim. Pode favorecer inúmeras práticas criminosas. Além disso, a própria Receita já disse que não tem condições de fiscalizar nada", disse o líder tucano, João Almeida (BA).

LEI "MUITO AVANÇADA"
O presidente da Abrabin (Associação Brasileira dos Bingos), Olavo Sales, afirma que a legislação está "muito avançada" com relação à fiscalização proposta.

 
"Nenhum lavador de dinheiro que se preze vai querer fazer lavagem de dinheiro num dos ambientes mais caros em termos fiscais e tributários." Entre os argumentos pró-aprovação estão a previsão de criação de 250 mil empregos e o pagamento de R$ 7 bilhões anuais em tributos.
Da Folha de Sao Paulo desta terça-feira