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sábado, abril 16, 2011

CHACINA: CRIME ESTÁ ELUCIDADO, MAS RELAÇÕES DE WELLINGTON PERMANECEM UM MISTÉRIO

ESTRANHO: assassino em foto no seu próprio computador
Como crime de homicídio, o massacre da escola municipal Tasso da Silveira, na zona oeste do Rio, é dado como “caso encerrado”. Esse é o termo usado pelo delegado Felipe Ettore, da recém-reformulada Delegacia de Homicídios, para explicar que tecnicamente, no âmbito de sua divisão na Polícia Civil, não há mais o que fazer: estão identificadas vítimas, autores e circunstâncias da tragédia.

O melhor, no entanto, é que o encerramento do inquérito não signifique o fim da investigação – e, pelo menos por enquanto, o Departamento de Polícia Técnica parece determinado a esmiuçar a vida pregressa de Wellington Menezes de Oliveira.


O recluso criminoso gastava a maior parte de seu dia no mundo virtual. O que nos primeiros dias parecia um empecilho para o avanço da apuração, agora revela-se um facilitador. Os discos de computador, registros de internet e vídeos deixados por Wellington funcionam como uma grande documentação dos passos do autor de um crime sem precedentes na história do país.
Wellington agiu sozinho, diz a polícia. A despeito das referências desconexas sobre religião e da simpatia por fundamentalistas, não passava de um boçal que decidiu transformar uma vida de rejeição social em brutalidade.

Como ser solitário não é sinônimo de ser único, as conexões e inspirações que colaboraram com a mente deteriorada e diabólica do criminoso não podem ser desprezadas. E a partir deste ponto não cabe mais a resposta de que “como era louco, tudo que dizia era loucura”.

Os quatro vídeos divulgados pela Seretaria de Segurança do Rio na sexta-feira confirmam uma impressão já deixada por Wellington em suas outras mensagens. Wellington se dirige a pessoas que chama de “irmãos”, fala com alguma intimidade – chega a dizer que “como vocês podem ver, estou sem barba” – e age como se estivesse dando satisfação sobre a evolução de seu 'trabalho'.
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MEU COMENTÁRIO: Na foto acima o assassino posa para a câmera de seu próprio computador e salva a fotografia. Ele está exibindo a carta que levou consigo para efetuar a macabra chacina. Resta a indagação: para quem Wellington pretendia se exibir. Com quem mantinha relações pela internet. A tecnologia permite rastrear. A reportagem do site de Veja tem razão. Há indícios de que Wellington prestava contas para alguém ou algum grupo via internet.

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