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quinta-feira, maio 19, 2011

DOMINIQUE STRAUSS-KAHN RENUNCIA AO CARGO DE DIRETOR-GERENTE DO FMI. PERMANECE PRESO.

Ficha de Strauss-Kahn no Departamento de Polícia de NY

Cedendo à crescente pressão, Dominique Strauss-Kahn renunciou ao cargo de diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI). Em comunicado divulgado na noite desta quarta, o FMI anunciou que o economista francês de 62 anos apresentou sua renúncia perante o diretório da instituição financeira e negou "com a mais absoluta firmeza" todas as acusações apresentadas contra ele. Strauss-Kahn está preso em Nova York acusado por uma camareira de 32 anos de abuso sexual.
Segundo a nota divulgada, o homem antes cotado para presidir a França tomou a decisão de deixar o Fundo "com infinita tristeza" e pensando, em primeiro lugar, em sua esposa, filhos, família e amigos.
No breve comunicado, o economista também se dirige aos colegas de FMI: "alcançamos grandes conquistas nos últimos três anos e meio", afirmou, em referência ao reconhecido desempenho da instituição para lidar com os desdobramentos da crise financeira de 2008, em particular na costura de pacotes de socorro a países europeus - era, aliás, o que estaria fazendo esta semana, não fosse sua prisão no aeroporto JFK, em Nova York, pouco antes de embarcar rumo a Paris.
Strauss-Kahn acrescenta em sua carta de renúncia que tomou a decisão porque quer proteger o FMI, "que serviu com honra e devoção, e especialmente porque quero dedicar todas as minhas forças, meu tempo e energia em provar a minha inocência" - passagem que parece indicar a renúncia, também, à corrida presidencial na França.
Strauss-Kahn está confinado no presídio de Rikers Islands à espera da próxima audiência judicial. Na primeira, teve negado o pedido de liberdade mediante fiança. Nesta quinta, em nova audiência, tentará mais uma vez ganhar a liberdade. Leia MAIS no portal da revista Veja

quarta-feira, abril 20, 2011

DEMOROU! CUBA FINALMENTE ENXERGOU O QUE NÃO QUERIA VER: O FRACASSO DO MODELO SOCIALISTA.

Fidel entrega envelope a Raúl Rodríguez Castro, neto e guarda-costas de Raúl Castro, nesta terça-feira, em sua casa, em Havana. O voto era para a eleição de novos integrantes do Partido Comunista. Fidel também oficializou sua renúncia à liderança do partido (Do site da revista Veja)
Um dia após a aprovação de um ousado projeto de reformas proposto pelo próprio presidente de Cuba, Raúl Castro, - que tem como objetivo ''atualizar'' o modelo político e econômico do país - outro anúncio veio reforçar o fracasso de um sistema que ainda insistia na permanência do socialismo ultrapassado. O ex-presidente Fidel Castro, que liderou a histórica revolução de 1959 no país, abriu mão do seu longo cargo de primeiro-secretário no Partido Comunista de Cuba (PCC), única agremiação política cubana desde então, criada em 1965. Aos 84 anos, declarou que não pretende ocupar nenhum outro posto dentro do partido por causa de sua idade e saúde - debilitado, o ditador enfrenta complicações no estômago. Os acontecimentos, sem precedentes dentro do comunismo cubano, são vistos com esperança e otimismo pela população do país e pelo mundo. A China - que já experimentou a transição de um regime extremamente fechado para um novo modelo de abertura econômica, até se transformar em um verdadeiro exemplo de desenvolvimento - foi um dos países que já manifestou seu apoio às mudanças em Cuba.

O 6º Congresso do PCC, o primeiro desde 1997, teve início no último sábado e continua até esta terça-feira. As mais de 300 iniciativas apresentadas representam uma abertura ao setor privado, com o corte de empregos, a redução dos subsídios, a autogestão empresarial e descentralização do aparelho estatal. Também foi prometida uma reforma agrária e uma desburocratização da administração pública - com a redução do setor e a ampliação de direitos cedidos à iniciativa privada, como, por exemplo, o direito ao autoemprego. Algumas dessas medidas, na prática, já estão em vigor há alguns meses. Em setembro de 2010, Raúl anunciou que pretendia demitir mais de 1 milhão de funcionários dos empregos públicos até 2011 - mais de 10% da população economicamente ativa de Cuba. Mas uma das mais importantes medidas é a de que, pela primeira vez desde 1959, os cubanos poderão comprar e vender seus imóveis. Nos últimos 50 anos, só era permitido passar propriedades para os filhos ou trocá-las através de um sistema complicado e muitas vezes corrupto.

Na promessa de um "sistemático rejuvenescimento" do governo, Raúl Castro ainda limitou os altos cargos políticos a dois mandatos de cinco anos e defendeu a prática constante de uma severa autocrítica. Nesta terça-feira, Fidel deixou a direção do PCC - que logo foi sucedida por Raúl Castro - pedindo que os jovens que participam do 6º Congresso do partido "retifiquem" o socialismo e "superem" o capitalismo. Ele admitiu equívocos do regime e apoiou a necessidade de reformas, apesar de insistir em demonizar a ideologia capitalista. Para ele, o sistema americano fomenta e promove os “instintos egoístas” do ser humano, sendo um difícil desafio na “época bárbara” das sociedades de consumo. Assim, apenas uma soma dos melhores talentos políticos de sua população seria capaz de enfrentar a política do "império", que "põe em risco” a espécie humana. “Esta tarefa é ainda mais dura do que aquela por nossa geração, quando foi proclamado o socialismo em Cuba." Do site da revista Veja

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