Lula esteve há pouco na Venezuela e deve ter acertado a visita de Chávez ao Brasil como forma de desviar a atenção da imprensa que continua focada no escândalo Palocci. Será o clássico tiro pela culatra. Chávez está em baixa em seu país e os venezuelanos deveráo derrotá-lo nas próximas eleições. Ou quem sabe Chávez virá ao Brasil para mostrar para a Dilma como implantar uma ditadura bolivariana, a começar pela mordaça à Imprensa e o fechamento de veículos de comunicação, como fez em seu país?
Num país sério Chávez seria alvo de manifestação de protesto, pois é um ditador que liquidou a democracia em seu país. Fechou o Senado e criou uma assembléia integrada por seus áulicos. Aqui no Brasil a malta botocuda permanecerá calada e conivente com essa afrontosa visita do tirano, enquanto na Câmara dos Deputados avança um projeto de lei que cria a mordaça à Imprensa, da mesma forma como Chávez fez em seu país. Leiam este resumo do site da revista Veja sobre a situação em que Chávez deixou a Venezuela:
Uma pesquisa divulgada na última semana pelo jornal El Universal demonstrou que 51% dos eleitores da Venezuela querem um novo líder para seu país. O levantamento, realizado pela empresa Hinterlaces, é um sintoma de que o prolongado governo do presidente Hugo Chávez pode estar perto do fim. A falta de comida, a inflação, a violência e os problemas com a energia elétrica são apenas alguns dos motivos que têm levado os venezuelanos a desacreditarem o coronel, antes tão exaltado popularmente, e apostarem na oposição como fonte de esperança para o fim da era chavista, que já dura doze anos. É nesse clima de desprestígio que o presidente visita o Brasil para fechar acordos com Dilma Rousseff nesta segunda-feira.
A primeira tentativa de Chávez de chegar ao poder foi em 1992, quando liderou um golpe militar contra o então presidente Carlos Andrés Pérez. Por causa da desmobilização de seus aliados, o golpe se frustrou e Chávez acabou preso. Sua exposição, no entanto, rendeu-lhe as graças do povo, que o elegeu anos mais tarde, em 1998, presidente do país com 56% dos votos. O coronel chegou com discurso sedutor, esbravejando soluções e promessas. Mudou o nome do país para República Bolivariana da Venezuela e garantiu que faria uma revolução socialista moderna, aliada à democracia.
Recessão – Aos poucos, as medidas autoritárias do caudilho passaram a afetar diretamente o bolso e o conforto dos venezuelanos. "Produtividade e rentabilidade são conceitos do malvado capitalismo e do neoliberalismo", avisava o coronel em 2004. A má-utilização dos recursos vindos da exportação de petróleo – mais com a compra de armas que com investimento na produção interna – e a própria queda na produção do bem mais abundante do país provocou um grande impacto nas contas públicas.
A oferta de alimentos ficou escassa e os preços subiram drasticamente. A população teve que adaptar a dieta ao que conseguisse encontrar. O governo criou mercados populares com a venda direta de produtos aos consumidores, mas não adiantou. “A equação de Chávez não fecha, ele está destruindo a economia e o povo está passando muita dificuldade“, comenta Norman Gall, diretor executivo do Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial, estudioso da América Latina que viveu seis anos na Venezuela. Leia MAISCLIQUE E SIGA ---> BLOG DO ALUÍZIO AMORIM NO TWITTER


