Em boa hora a Folha de São Paulo desta quinta-feira traz em editorial uma crítica severa ao relativismo antropológico que coloca índios completamente aculturados acima da lei e da ordem, quando não açula os ex-aborígines a desafiar a lei.
Digo em boa hora, porque não há nenhum jornalista que seja colunista de algum jornal da grande imprensa, inclusive da própria Folha, que tenha se perfilado ao lado da lei e da ordem, sem tergiversar, no que respeita ao episódio que terminou em lesão corporal de natureza grave contra o engenheiro da Eletrobras, conforme foi noticiado pelos jornais.
Dos blogs alojados nos grandes portais, exceção seja feita ao blog do Reinaldo Azevedo, houve apenas, quando muito, o registro frio e seco da estupidez botocuda.
O Editoral da Folha, supre assim, a ausência da condenação e repúdio por parte dos jornalistas, na sua maioria acumpliciados como esse bando de porras-loucas e ecochatos, que estimula atos de violência envolvendo índios de araque, sem-terra, sem-teto e demais sem-vergonhas oportunistas ungidos pela autoridade petralha.
Por isto transcrevo como segue o editorial da Folha intitulado Facão indígena, embora considere que o título adequado é Fogo nos botocudos e fim de papo! Eis o texto:
O terçado (facão) é um símbolo poderoso da violência primitiva e desumanizadora em várias áreas do mundo, como boa parte da Amazônia e da África. Ele voltou à cena no lamentável episódio de Altamira (PA) em que saiu ferido, felizmente sem maior gravidade, Paulo Fernando Rezende.
A agressão exige repúdio unânime, sem evasivas, e investigação célere. É imperativo identificar e responsabilizar criminalmente o agressor, ou agressores.
O engenheiro da Eletrobrás coordena o inventário da bacia do rio Xingu, onde a empresa prepara a construção da controversa usina hidrelétrica de Belo Monte.
Comparecera como convidado para expor as características do empreendimento à platéia de cerca de mil pessoas do Encontro Xingu Vivo para Sempre. De boa vontade, portanto.
O mesmo não se pode dizer das centenas de índios, muitos deles do grupo étnico caiapó, que chegaram armados com bordunas e terçados.
Não há lugar, neste caso, para relativismo antropológico: quem aceita participar de um debate se compromete a esgrimir apenas palavras.
Seria no mínimo ingenuidade, beirando a má-fé, pretender que os caiapós -que têm longa história de contato com brasileiros de origem européia- desconheçam essa regra elementar de convívio.
Não há como escapar: os índios estavam ali para repetir a cena de 19 anos atrás, noutro debate sobre a mesma hidrelétrica (chamada ainda de Cararaô), quando uma índia chegou a encostar seguidas vezes o facão no rosto do então presidente da Eletronorte, José Antônio Muniz Lopes, mas sem no entanto feri-lo.
Os organizadores, é evidente, têm responsabilidade parcial na agressão. Sabedores do precedente, não poderiam aceitar facões no recinto de discussão.
Pior figura fez Roquivam Alves da Silva, do MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens), que se atreveu a falar em "guerra" contra Belo Monte logo após a apresentação do engenheiro.
Começa mal, em resumo, a retomada do diálogo com movimentos sociais da região sobre a usina e a melhor forma de construí-la.
O impacto ambiental do projeto sofreu redução apreciável; basta mencionar que a área de inundação diminuiu em dois terços. Os empreendedores alegam que as terras indígenas não serão mais afetadas.
Os caiapós podem discordar, mas devem abster-se de tentar impor seu ponto de vista pela força. Ao reincidirem na violência contra interlocutores, devem sentir sobre si todo o peso da lei.
EM TEMPO: chamo também a atenção dos leitores para o editorial do Estadão desta quinta-feira e que em sua edição de ontem deu destaque amplo em primeira página ao ataque caiapó.
Na edição desta quinta o editorial tem por título Os índios e a ordem pública, que merece igualmente ser lido e espalhado na web. Clique AQUI e também leia na íntegra.
quinta-feira, maio 22, 2008
É fogo nos botocudos, sem tergiversar!
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Assinar:
Postar comentários (Atom)

3 comentários:
Por que a midia nada comenta sobre a tortura e assassinato de um policial em data próxima ao do assassinato da missionária arruaceira?
Da mesma forma a midia não deu destaque ao fato dos donos da escola de base terem sido torturados para confessarem o que não fizeram. O delegado foi promovido e no fim ficou tudo por isso mesmo, Afinal, a armação foi feita por um jornalista em época que estava na moda atacar as escolas(donos), haviam associações de pais formadas pelos que não pagavam mensalidades sob "argumento" da ganância dos donos.
Só o Goulart de Andrade em seu programa da madrugada entrevistou um dos donos, que relatou o ocorrido. O resto foi um silêncio ensurdecedor, uma notinha no meio do jornal e só. Tal qual no caso do "atentado nazista" contra ONG dos direitos humanos na mesma época do assassinato da diretora de presidio em que se criticava a leniencia com facínoras. ...só notinha de uma dúzia de linhas escondida no meio de um ou outro jornal, com título não chamativo ainda por cima. Pois foi mera fraude realizada pelo ongueiro da ong defensora de bandidos.
E a midia que nada fala sobre os 29 garimpeiros assassinados por indios????????????? ...por isso eles ficarão cada vez mais ousados...
Porque não se cobra cadeia para os assassinos do MST que já mataram fazendeiros e mais ainda empregados de fazendas ...mas nem os críticos têm coragem de falar nos assassinatos praticados pelos "sem terra" e a midia não mais divulga.
Enfim...
...Fogo nos botocudos!
...ah! se um facínora leva um tapa a midia se exalta: "Torturadores e blábláblá" mas quando um jornalista arma para cima de donos de escola que são torturados dentro de uma delegacia ...ahhhh! nada de noticiar isso, de jeito nenhum ...esse é o "joralismo" que usufrui de favores oficiais e oficiosos...
Abs
C. Mouro
Olá, Aluízio!
Um tio meu, já falecido, também bem Alemão, dizia sempre: Índio! para quê índio?, não serve(m) pra nada.
Vc sabe que sometimes a gente para e assiste a alguma besteira e inutilidade na TV, como qualquer mortal.
No dia em que os fazendeiros mandaram balas nos imprestáveis indígenas, o indigesto Datena condenou de imediato os fazendeiros dizendo: os Índios moram aqui há mais tempo do quê nós. São os primeiros habitantes e estão atirando nos coitadinhos.
...
Os índios americanos evoluíram: são donos de grandes fortunas(US$ BIs) controlando cassinos.
Os brasileiros trocaram o Mogno de suas reservas por CACHAÇA, da mais vagabunda possível.
Coisa de brasileiros. Até de índios.
piaaaaaaaaaaaaadddddddddaqaaaaaaaaa
Eu acho que quem recorre a esse argumento jerereca deveria se mandar de volta para a terra de seus ancestrais e ceder seu apê pros nhambiquaras.
Me pergunto: pra quê serve esse argumento? No que resolve alguma coisa? Quer dizer exatamente o quê? Que o país deve rever tudo o que fez até hoje e destruir toda sua infra-estrutura para que se restaure Pindorama?
Sejamos, então, corajosos: que se restaurem seus locais originais, a começar pelo litoral. Onde mora o Minc, por acaso? Derrube-se o Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. E mais: tirem-se à força os facões das mãos dos índios: isso não faz parte da cultura original deles.
Postar um comentário