Pelo menos dois dos quatro acusados de extorsão contra o padre Júlio Lancelotti, que foram absolvidos nesta segunda-feira (9), já haviam sido soltos por volta das 19h. De acordo com o advogado Nelson Bernardo da Costa, os irmãos Evandro e Everson Guimarães foram soltos no final do dia.
Os quatro foram acusados pelo Ministério Público de “associarem-se em quadrilha com a finalidade de praticar reiteradamente delitos de extorsão contra a vítima”.
Em depoimento à polícia, Batista negou o crime. Ele disse que mantinha relações sexuais com o religioso desde os 16 anos e afirmou que o padre lhe dava dinheiro espontaneamente. Seu advogado, Nelson Bernardo da Costa, chegou a afirmar que o padre havia dado mais de R$ 600 mil a seu cliente.
O padre Júlio Lancelotti pertence à Pastoral do Menor em São Paulo. Em outubro de 2007, ele denunciou à polícia que foi ameaçado durante anos por pessoas que afirmavam que, caso ele não desse dinheiro ao grupo, elas fariam uma falsa denúncia de pedofilia contra o ex-interno da Febem.
Padre Julio Lancelotti disse que acreditava que “ia poder tocar no coração deles e que eles iam mudar pelo bem, e não pelo mal, não pela força”, e por isso não denunciou a extorsão antes. Ele contou que ajudou o ex-interno diversas vezes desde que saiu da Febem, como fez com tantos outros jovens. Depois de casado, o ex-interno e a mulher teriam passado a fazer exigências e a ameaçá-lo. (Leia mais).
segunda-feira, junho 09, 2008
Acusados de extorquir Lancelotti são absolvidos
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4 comentários:
o padre é papai noel? coelhinho da páscoa?
Essa história nunca foi bem contada. O histórico de casos desse tipo costuma ter outro desfecho.
Tem algo cheirando mal no ar.
A absolvição na Justiça reforça a versão do envolvimento amoroso do religioso com os rapazes.
Que mixórdia, hein?
É, Alexandre. Infelizmente esta é a conclusão que sugere a absolvição dos acusados.
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