Este é o texto integral da coluna do Diogo Mainardi que está na Veja que foi às bancas neste sábado com o seguinte título: Dois estalos - e virei Newton. Atente para a parte final do artigo onde há o link "documento". Não deixe de conferir.
Me deu um estalo durante o depoimento de Denise Abreu no Senado. Se eu fosse Newton, teria descoberto a lei da gravidade. Eu sou o Newton do lulismo. Cada um tem o Newton que merece. Estou para Newton assim como o lulismo está para as leis.
Acompanhe. Denise Abreu declarou que foi convocada por Dilma Rousseff dezenove dias depois de ser empossada na Anac. Isso significa que o encontro ocorreu precisamente em 8 de abril de 2006.
Dilma Rousseff teria falado sobre a necessidade de criar um plano emergencial para atender os passageiros da Varig, porque o fim da empresa era iminente. Vinte dias mais tarde, Denise Abreu foi novamente convocada ao Palácio do Planalto.
O tom de Dilma Rousseff era outro. Segundo Denise Abreu, ela agora fazia de tudo para agilizar a venda da Varig aos sócios arrebanhados pelo fundo americano Matlin Patterson.
Foi nesse momento do depoimento que me deu o estalo: o que aconteceu entre os dias 8 e 28 de abril? Qual foi o fator que pode ter determinado o novo rumo do negócio?
Quem teria persuadido o Palácio do Planalto a mudar de idéia, de uma hora para a outra? O que teria induzido a Casa Civil a pressionar a Anac no sentido de ignorar a suspeita de que os compradores da Varig eram apenas testas-de-ferro do fundo americano?
A resposta à primeira pergunta foi moleza. Fiz dois telefonemas e descobri que o fato mais marcante ocorrido no período entre 8 e 28 de abril de 2006 foi a entrada em cena de Roberto Teixeira.
Para ser mais exato, ele apresentou sua proposta de honorários aos sócios do fundo americano em 15 de abril. Foi imediatamente contratado. Falta descobrir o seguinte: ele se reuniu com Dilma Rousseff naqueles dias? Mais importante: ele se reuniu com Lula?
Durante o depoimento de Denise Abreu, me deu um segundo estalo. Dois estalos no mesmo dia podem ser considerados um feito histórico. E o segundo estalo foi ainda melhor do que o primeiro, porque corroborado por um documento inédito.
Os compradores da Varig foram isentados do pagamento das dívidas fiscais e trabalhistas da companhia aérea. Esse é um dos aspectos mais nebulosos do negócio.
No interrogatório a Denise Abreu, os senadores lulistas insistiram que o procurador-geral da Fazenda e o juiz encarregado do caso decidiram a matéria com total autonomia, baseados em argumentos puramente técnicos, sem nenhuma interferência política.
Meu estalo me levou a perguntar qual havia sido o papel de Roberto Teixeira nessa história.
Fiz mais dois telefonemas e descobri um documento assinado pelo próprio Roberto Teixeira, datado de 24 de janeiro de 2008. Além de cobrar 1.220.448 reais dos sócios da Matlin Patterson, ele se atribuía a seguinte vitória: "Tivemos êxito integral na defesa jurídica dos interesses do grupo, livrando-o, até o momento, da sucessão das dívidas trabalhistas da Varig, que a muitos pareceria impossível".
Alguns dos principais escritórios de advocacia do Brasil, como Pinheiro Neto e Machado Meyer, foram consultados sobre o assunto. A todos eles pareceu impossível livrar a Varig das dívidas.
O compadre de Lula dispunha de outros meios. Segundo seu cliente Marco Antonio Audi, Roberto Teixeira tinha "trânsito privilegiado" nos órgãos federais. A ele, tudo podia parecer possível.
sábado, junho 14, 2008
A força do primeiro-Compadre
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4 comentários:
Se repito, se houvesse justiça no Brasil, esse sujeito estaria preso por trafico de influência.
Como nao há cadeia para os poderosos.
Foda-se o Brasil.
Esse "fundo" bem intencionado. Só poderia ser americano. Americanos e brasileiros se merecem, hehehe
Caracoles!
Aluizio, socorra-me!
Eu ando vendo gente atacando o sujeito que gravou corruptos e os denunciou! ...Eles acham que não se deve denunciar companheiros! ...e falam dos @##$% petstas!!
Oque pode resultar de uma coisa destas?
O sujo falando do mal lavado.
...Isso é politica!
Li nos bogs a respeito do governo de corruptos no Rio Grande e leio ataques ao sujeito que denunciou os corruptos da Yeda... O sujeito fez a coisa certa: gravar e denunciar corruptos!
Mas aí é atacado, pois só deve denunciar os inimigos...
A Yeda e demais falam igual, identico, ao que Lulla e seus corruptos falam quandodenunciados.
Porra! acabou! ...eu não entendo mais nada! ...é tudo igual nesse balaio de politicagem botocuda! ...não há onde se apoiar. ...É tudo IGUAL na política!
Abração
C. Mouro
O pior, como todo mundo sabe, é que
não vai acontecer nada com ninguém!
essa quadrilha que tomou conta do Brasil, vai sugar o país até onde
puder...e nós, como sempre vamos ficar c/ cara de imbecis,que é o que nós somos...tínhamos que apren-
der a fazer passeatas,como os fran-
ceses fazem...sou contra a violên-
cia,mas acho que passou da hora de
mostrar nossa indignação!
Zinha
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