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segunda-feira, junho 16, 2008

Santa Catarina vai virar uma Nação Nhandéva

Índios autênticos só em catálogos e mostras de museus
Hoje à tarde um leitor me avisou que os quilombolas e indiobolas, como diz o Coronel, estão aprontando no Morro dos Cavalos, justo na BR-101, cujas obras de duplicação estão paralisadas à espera de liberação por parte dos índios.

Uma portaria do Ministro da Justiça confere aos ditos indígenas a posse de cerca de 2 mil hectares de terras que abrangem a área em que atravessa a rodovia, no município de Palhoça, região da Grande Florianópolis.

E foi lá no Blog do Coronel que eu encontrei o link que remete à integra da portaria ministerial reconhecendo a terra como sendo de propriedade dos supostos indígenas. Vejam o preâmbulo:
PORTARIAS DE 18 DE ABRIL DE 2008
O MINISTRO DE ESTADO DA JUSTIÇA, no uso de suas atribuições legais e tendo em vista o disposto no Decreto nº 1.775, de 8 de janeiro de 1996, e diante da proposta apresentada pela Fundação Nacional do Índio - FUNAI, objetivando a definição de limites da Terra Indígena MORRO DOS CAVALOS, constante do processo FUNAI/ BSB/2359/93,

Nº 771 - CONSIDERANDO que a Terra Indígena localizada no município de Palhoça, no Estado de Santa Catarina, foi identificada de conformidade com os termos do § 1º do art. 231 da Constituição Federal e inciso I do art. 17 da Lei nº 6.001, de 19 de dezembro de 1973, como sendo tradicionalmente ocupada pelos grupos indígenas Guarani Mbyá e Nhandéva;CONSIDERANDO os termos do Despacho nº 201/PRES, de 17 de novembro de 2002, do Presidente da FUNAI, publicado no Diário Oficial da União de 18 de dezembro de 2002 e Diário Oficial do Estado de Santa Catarina de 4 de fevereiro de 2003; CONSIDERANDO que julga, nos termos dos pareceres da FUNAI, improcedentes as contestações opostas à identificação e delimitação da terra indígena, conforme Processos FUNAI/BSB/ nºs 1617/02; 0486/03; 0546/03; 0624/03 e 0629/03, resolve:
Art. 1º Declarar de posse permanente dos grupos indígenas Guarani Mbyá e Nhandéva a Terra Indígena MORRO DOS CAVALOS, com superfície aproximada de 1.988 ha (mil, novecentos e oitenta e oito hectares) e perímetro também aproximado de 31 km (trinta e um quilômetros), assim delimitada:
(Clique AQUI para ler o restante da portaria).


Como a Ilha de Santa Catarina, onde está sediado o município de Florianópolis, era habitada pelos índios Carijós, vai ver que qualquer hora dessas algum remanescente dos indiobolas locais requeira o mesmo direito. No país dos petralhas politicamente corretos tudo é possível.

Se a moda pega por aqui, os cidadãos catarinenses podem começar a fazer as malas. Santa Catarina é um dos menores estados brasileiros em extensão territorial. Pelo raciocínio da idiotia dominante, já era. Pertence totalmente aos índios, ou melhor, àquilo que identificam como índio, embora essa gente há muito tempo está completamente aculturada.

Trata-se de uma piada.

A NATUREZA É ENIGMÁTICA?...HUMMM...
Aproveite e dê uma olhada no site da ONG Centro de Trabalho Indigenista (CTI) que comemora as tais demarcações contínuaS e publica a portaria ministerial.

Conforme eles mesmos informam, “o CTI é uma Organização Não-Governamental constituída juridicamente como associação sem fins lucrativos, fundada em março de 1979 por antropólogos e indigenistas que já trabalhavam com alguns grupos indígenas do Brasil”.

Atribuem-se, como missão, “contribuir para que os Povos Indígenas assumam o controle efetivo de toda e qualquer intervenção em seus territórios, esclarecendo-lhes sobre o papel do Estado na proteção e garantia de seus direitos constitucionais”.

E lá há vários textos acadêmicos de antropólogos que dizem e citam coisas como estas:

“O território em si, para mim não é um conceito. Ele só se torna um conceito utilizável para a análise social quando o consideramos a partir do seu uso, a partir do momento em que o pensamos juntamente com aquele atores que dele se utilizam” (Milton Santos, 2000)”
(...)
“Natureza é o primordial, quer dizer, o não construído, o não instituído; donde a idéia de uma eternidade da Natureza (eterno retorno), de uma solidez. A Natureza é enigmática, um objeto que não é inteiramente objeto; ela não está inteiramente diante de nós. Ela é nosso solo, não aquilo que está diante, mas aquilo que nos carrega” (Merleau-Ponty, [1956] 2001).”

Viram só? “A natureza é enigmática, um objeto que não é inteiramente objeto” "...o não construído...?! (argh!)

E o pior que esse cipoal de bobagens faz parte de centenas de dissertações de mestrado e teses de doutorado das universidades federais, a maioria financiada com dinheiro público através da CAPES e outros órgãos do Ministério da Educação.

Essa gente vive em salas com ar condicionado, usando todos os confortos da civilização e, ao mesmo tempo, mama o dinheiro público drenado através de ONGs para produzir toda essa insanidade. E o governo assina embaixo ao mesmo tempo em que lhes transfere vultosos recursos do erário, isto é, dos impostos que somos obrigados a recolher. Vade retro!

O lixo ocidental não tem solução. Portanto, só me resta proclamar: FOGO NOS BOTOCUDOS! FOGO NELES!

2 comentários:

Anônimo disse...

Aluizio, já existe indicação de que caso o Supremo julgue contra a demarcação indígena em Roraima, eles irão recorrer à ONU, e se isto acontecer já dá para prever o resultado, é a mesma coisa do que aconteceu em 1904.Infelizmente os assentados de Brasília só pensam na orgia do "puder."

Anônimo disse...

Muito legal gostei de saber que as tribos Guarani viveram em Palhoça na grande Florianopolis. KETELLEN 9ANOS