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sábado, janeiro 21, 2012

AFRICANIDADES E A ÉTICA DO TRABALHO

Igreja Evangélica Luterana de Rio do Sul (SC) - foto de Xico Stocker
Há uns quatro anos escrevi este texto intitulado Africanidades e a ética do trabalho. Faço novamente a postagem integral por acreditar que responde a muitas indagações que procuram respostas plausíveis que expliquem o atraso brasileiro. Sim, porque queiram ou não os arautos de um suposto desenvolvimento do Brasil nos últimos anos, o certo é que continua sendo um dos países mais atrasados do planeta . Lá se vão mais de 500 anos da data que assinala a descoberta do Brasil, mas os problemas se repetem num círculo vicioso e refratário às mudanças que poderiam melhorar muito a vida da Nação.

A matriz teórica que utilizo neste texto procede a sociologia weberiana que não é estudada no Brasil. Quando se referem a Max Weber é para destratá-lo, o que significa desprezar o mais importante intelectual do século XX e o único sociólogo que se preocupou em conferir cientificidade às ciências sociais. Em outras palavras, Weber recusou-se a embarcar no delírio dos trapaceiros da sociologia . 

Tirante a obra de Weber o resto das teorias sociológicas, principalmente a marxista, constitui puro lixo. Por isso, nas universidades brasileiras os marxistas se encarregam de promover a lavagem cerebral dos jovens levando-os a alimentar o ressentimento à livre iniciativa, a cultivar a idiotia da luta de classes e a louvar primitivos aborígenes.
Não imprimi viés acadêmico a este texto. Trata-se de um escrito de formato jornalístico, embora pudesse fazê-lo a gosto da academia. Aliás, isto já fiz no meu livro Elementos de Sociologia do Direito em Max Weber, obra que não pretende ser nenhuma jóia rara mas oferece, pelo menos, uma honesta e sintética noção da vasta obra desse singular filósofo alemão.
A idéia de escrever esse mini ensaio surgiu pelo fato de que, com o advento da chegada do PT ao poder, certas idioticies, como ensinar cultura africana nas escolas ou, ainda, a instituição de políticas afirmativas com suas cotas raciais, passaram a ser o mote da administração federal. Quanto a isso, cabe ressaltar que no Brasil vigora uma miscigenação que começou quando os portugueses escravocratas emergiam nas madrugadas das casas grandes com seus camisolões e de lamparina nas mãos em busca de sexo com suas escravas nas senzalas. 
Este talvez tenha sido o melhor legado dos portugueses que, com esse ato espúrio, acabaram extirpando maldição do racismo, fato que não aconteceu por exemplo nos Estados Unidos, onde as políticas afirmativas se tornaram uma providência obrigatória.
Vale a pena enfrentar o texto que segue, meio longo para um blog. Todavia poderá servir para que seja construído um produtivo debate. E os comentários estão democraticamente abertos, seja para concordar com as minhas assertivas como para criticá-las, corrigí-las ou ainda acrescentar algo mais. Eis o texto:

Nasci e me criei em Rio do Sul, cidade localizada no Alto Vale do Itajaí, quase no centro do Estado de Santa Catarina, no começo da subida da serra. Essa cidade é marcada fortemente pela influência da cultura germânica, em função de sua colonização por imigrantes alemães, além de italianos.

Entretanto foram os alemães que dominaram culturalmente o Vale do Itajaí. A primeira coisa que esses pioneiros fizeram ao desbravar a exuberante Mata Atlântica que cobre a região, foi construir uma igreja protestante, uma escola e uma maternidade.

A maioria desses alemães professava o credo luterano. E, quando era garoto, já admirava a igrejinha protestante que ficava próxima à minha casa.

Estudei o antigo curso primário na Escola Ruy Barbosa, pertencente à comunidade luterana local e que se originou da antiga deutsche-schule (escola alemã) criada pelos pioneiros.

Recentemente fui a um casamento realizado nessa igreja Luterana em Rio do Sul. E fiquei observando a beleza da igrejinha iluminada e circundada por um bem cuidado jardim.


Só não sei se ainda existe ao lado uma enorme "bagueira", que atraía muitos pássaros. Certa vez, num dia de maio resplandecente e frio, um bando de tucanos invadiu a bagueira. Era no início da tarde.

Em poucos minutos vários caçadores com as suas espingardas rumaram para o morro da igreja. Várias aves foram abatidas naquele dia para de noite transformarem-se em suculentos ensopados. Tudo muito natural naquele tempo. Hoje não admito sequer um pássaro na gaiola. Gosto de apreciá-los livres e contentes.

A vetusta igreja de confissão luterana que está na ilustração acima me lembra o famoso ensaio de Max Weber, A ética protestante e o espírito do capitalismo.


AS RAÍZES DA ÉTICA DO TRABALHO
Embora tenha sido educado no credo católico, mas ateu desde tenra infância, certa vez fiquei à porta dessa igreja que estava aberta. Constatei a ausência de genuflexório e também de confessionário. Aquilo me deixou intrigado.
Só muito mais tarde ao ter contato com os escritos weberianos, particularmente sua sociologia da religião, é que compreendi as razões da ausência daqueles equipamentos e de estátuas de santos, comuns nos templos católicos.

Para os evangélicos não existem santos. Venerá-los representa o pecado da idolatria. Além do que o dogma protestante difere fundamentalmente do católico no que respeita à salvação da alma. É por isto que o crente luterano e calvinista vive sempre a angústia da salvação.
Lutero e Calvino, os reformadores que enfrentaram o poder do Papa, não davam moleza.


Advertiam nas suas pregações que ninguém poderá conhecer os insondáveis desígnios de Deus. Aos humanos não é dada condição de saber quem se salvará.

O crente calvinista-luterano terá então que levar uma vida marcada por hábitos espartanos e, ao mesmo tempo, negar os prazeres mundanos e a prodigalidade se quiser salvar a sua alma.
Se pecar não há, como no catolicismo, o sacramento da confissão, rito que purga o católico pecador. Também não adianta rogar de joelhos (daí a ausência de genuflexório).

Por isso, a maioria dos católicos sai do confessionário, comunga rapidamente e, dali a pouco, está praticando aquilo que os dez mandamentos proíbem. Nesse caso, o crente católico retorna ao confessionário e segue toda a sua vida nesse círculo vicioso: peca-limpa-peca...sucessivamente. E, ao final da vida, no leito de morte, um padre administrará a extrema-unção, garantindo ao moribundo um passaporte sem escala no inferno.

No protestantismo essa possibilidade não existe. Se o crente protestante comete uma falta, estará com o passaporte da salvação cassado.


Não há nenhum tipo de purgação terrena capaz de livrá-lo do inferno. Terá que se haver um dia com o rigor implacável dos céus.

Sobra então, como ocupação na vida terrena, o trabalho e a retidão pautados por rigoroso ascetismo. Esse, pelo menos é, ligeiramente, o ensinamento da doutrina protestante de Lutero e Calvino.

Por certo não são todos os crentes que seguirão ao pé da letra o rigor exigido. Mas essas noções com relação à salvação têm um peso avassalador na construção da ação e relação social e na visão de mundo de uma determinada cultura.

Daí, que para Weber, ao contrário de Marx, as superestruturas, onde repousam as crenças e as ideologias, jogam um papel fundamental no que tange à ação social e seu decurso.

PROTESTATISMO E CAPITALISMO
Não é à toa que um dos grandes ideólogos do capitalismo norte-americano Benjamim Franklin, advertia: se o teu credor passar pela frente da tua oficina e ouvir o tilintar da bigorna e o ronco da forja, o bolso dele ficará aberto para ti. Mas, se pelo contrário, passar pela frente de uma taberna e te ver bebendo, seus bolsos se fecharão para sempre. Franklin dizia mais ou menos isso, que Weber reproduz em “A ética protestante o espírito do capitalismo”.

Essa noção do trabalho como atividade fundamental capaz de pavimentar o caminho para a salvação, em determinado momento da história contribuiu para a emergência do capitalismo. Trabalho + poupança + investimento + trabalho...e assim por diante.


A ação que poderá garantir o céu é a mesma que impulsiona o capitalismo. Trata-se do famoso conceito de afinidade eletiva entre capitalismo e protestantismo.

Grosso modo, esta é a tese central weberiana. O ensaio de Weber com relação à ética protestante é de um vigor e atualidade extraordinários.

Os estudos que realizei sobre parte da obra de Weber fizeram-me compreender, então, as razões das diferenças marcantes que existem nas áreas colonizadas por luteranos e calvinistas daquelas de pura influência católica.
Falo nisso no meu livro Nazismo em Santa Catarina, que publiquei no ano 2000 e que está com a sua edição esgotada. Reporto-me a este fato quando nesse livro faço um exercício memorialístico daquilo que constatara no cotidiano da minha infância.
O Vale do Itajaí é uma dessas regiões que foram visivelmente influenciadas pela ética do trabalho, a qual se vincula ao dogma protestante que orienta a ação daqueles que adotam esse credo. A maioria dos alemães que colonizou a região do Vale professa o credo protestante.

E isto teve uma importância fundamental para o desenvolvimento econômico desse pedacinho do Brasil. Lutero era alemão. Calvino, suíço. Alemanha e Suíça são tipificadas como Nações que privilegiam a organização e, sobretudo, a seriedade respeitantes ao trabalho.
 
O SENTIDO DO TRABALHO
Para os germânicos é o trabalho que confere sentido à vida. Para os protestantes germânicos, muito mais. Eis aí a diferença. E foi por isso mesmo que na fase posterior ao descobrimento das Américas verificou-se uma onda de pirataria que consistia na aventura nos mares à caça de tesouros e pilhagem. Nessas histórias e lendas não se vê falar, por exemplo, de pirataria alemã.

Essa atividade aventureira em busca do lucro fácil sem trabalho é uma ação típica dos povos ibéricos, como portugueses e espanhóis. No seu clássico Raízes do Brasil, o sociólogo Sérgio Buarque de Holanda alude a esse aspecto que teria influenciado enormemente a formação cultural brasileira.

Franceses e ingleses também estão relacionados à cultura baseada em menos trabalho e mais esperteza e oportunismo. Até hoje o principal jornal de finanças que orienta o mercado internacional continua sendo o respeitado Financial Times editado na Inglaterra.


O inglês prefere, como forma de ganhar a vida, o asséptico ambiente de um banco a ter que meter a mão na massa. O nobre inglês, trajando um indefectível safári com direito a capacete e outros adereços, ou metido num legítimo traje de linho impolutamente branco, contrastando com o gentio em andrajos das colônias, corresponde ao fato de que o trabalho é encarado por ele negativamente. É algo sujo.

Esta é a característica dessas culturas e que contrasta com os valores cultivados pelos alemães.

CUSCUS, ACARAJÉ E CIÊNCIA
Há uns quatro anos, quando escrevi este texto, os jornais divulgaram uma matéria sobre um curso especial que a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação (Secad/MEC).

O curso, que é destinado a professores, denomina-se “Educação - Africanidades – Brasil”, do Programa de Educação Continuada em Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana.

Trata-se, evidentemente, de mais uma dessas iniciativas do governo petista que segue a cartilha do politicamente correto. Alegam para isso o fato de que existem muitos descendentes de africanos no Brasil e que, portanto, ao lado das cotas raciais nas universidades, essa disciplina terá que ser introduzida nas escolas.

Aí fico imaginando. Já pensaram se as africanidades tivessem prevalecido no Brasil?


Estaríamos hoje vivendo como no tempo do boi e do arado. Duvido que os negros brasileiros desejam retornar para a África. Como duvido que os Estados Unidos, que têm um apreciável contingente da raça negra, tentem fazer com que seus cidadãos aprendam africanidades.

Com todo o respeito que tenho pelas nações africanas e pelos seus descendentes, aquelas culturas não combinam com desenvolvimento. Poderemos ter sofrido algumas influências africanas, como o consumo da farinha de mandioca, do cuscus, do acarajé, além da prática, por algumas pessoas, dos rituais de candomblé. Nada contra.

Nada contra, também, àquelas pessoas que cultuam essas tradições trazidas pelos negros nos tempos do Brasil colônia. E isto já consta dos textos de história do Brasil e da sociologia que não são lidos e nem ensinados.


A maioria dos professores dessas disciplinas nunca leu Casa Grande e Senzala, de Gilberto Freire; Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda; os Donos do Poder, de Raimundo Faoro, e vai por aí. Há inclusive um ótimo documentário com base em Raízes do Brasil, parece-me dirigido por Nelson Pereira dos Santos.

Entretanto, precisamos urgentemente é fomentar o aprendizado das ciências e a inovação tecnológica.


Precisamos queimar etapas. As universidades devem ter como disciplina obrigatória a Filosofia da Ciência. A maioria dos egressos das nossas universidades não tem idéia nenhuma sobre teoria do conhecimento. Nunca ouviu falar nisso.

Precisamos estimular os jovens a estudar, a pesquisar, a pensar, a aprender inglês e alemão para ter acesso ao que de mais avançado se realiza no campo da ciência, do desenvolvimento e da inovação tecnológica.

E, seguramente, não será com “africanidades” e cotas raciais que derrotaremos o atraso que coloca o Brasil hoje na rabeira do ranking de crescimento dos países emergentes.

Cada vez que viajo ao Vale do Itajaí vou apreciando aquela paisagem típica, as construções germânicas que atestam o trabalho dos colonos pioneiros; as casas rodeadas de lavouras a espremer a BR-470; o linguajar macarrônico dos colonos remanescentes; as fábricas e fabriquetas, enfim, essa saudável tendência capitalística que emerge da ética do trabalho.

E quando piso na minha terra a primeira coisa que faço é visualizar a antiga igrejinha protestante com aquele estilo bonito, simples e despojado. Para mim, ainda que não professe qualquer tipo de religião, a Igreja luterana de Rio do Sul e todo o seu entorno são a expressão material da ética protestante e o espírito do capitalismo.

Deixemos, pois, as africanidades para os africanos colocando de forma urgente na agenda dos brasileiros mais ciência e menos delírios politicamente corretos.


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segunda-feira, novembro 07, 2011

O PAÍS DOS JECAS TATUS: POPULAÇÃO BRASILEIRA CRESCE E INGRESSO DE ESTUDANTES NO ENSINO SUPERIOR MOSTRA ESTAGNAÇÃO!

Ilustração do blog Pingado
O número de estudantes que ingressaram no ensino superior em 2010 foi semelhante ao dos anos anteriores, num sinal de desaceleração dos avanços na área. No ano passado, pouco menos de 2,2 milhões de estudantes entraram no ensino superior no Brasil. O índice, embora maior do que o de 2009, é semelhante aos de 2007 e 2008. O Brasil encerrou o ano de 2010 com cerca de 6,5 milhões de estudantes universitários – dos quais 173 mil se dedicam a uma pós-graduação. Um número ínfimo quando colocado em perspectiva: os universitários são apenas 3,4% da população brasileira, estimada pelo IBGE em 190,7 milhões de pessoas.
“Houve um incremento muito forte na década, que fecha mais do que dobrando o número de universitários no Brasil”, disse o ministro da Educação, Fernando Haddad, em entrevista coletiva. O petista ressaltou ainda que o Brasil está caminhando para superar as metas do Plano Nacional de Educação, que traçou objetivos até 2020. Apesar do crescimento, o número de alunos formados continua sendo menos da metade dos que ingressam na faculdade: no ano passado, pouco mais de 970 mil alunos concluíram o ensino superior. Do site da revista Veja

MEU COMENTÁRIO: Isto não quer dizer que os brasileiros não gostam de estudar. Trata-se de uma realidade genética. Já disse várias vezes aqui no blog que a ciência em curto prazo mostrará que no processo da evolução da espécie que vai do chimpanzé ao denominado 'homo sapiens', há variáveis que determinam diferenças na constituição do cérebro humano. Até porque já está provado que a inteligência dos humanos sempre foi rarefeita. 
Quando faço tal abordagem as pessoas contestam e logo vão me acusar de preconceito. Não se trata de nenhum tipo de preconceito, mas de uma evidência que ciência mais adiante provará, explicará e, com certeza, encontrará uma tecnologia que minimize esse flagelo.
A patrulha politicamente correta continuará esperneando e praguejando, enquanto no anonimato silencioso dos centros de pesquisa dos países desenvolvidos a ciência avança. Sem parar! 
Basta observar o comportamento da maioria dos brasileiros e ver qual o volume de produção científica e inovação tecnológica do Brasil. É praticamente zero. Alguns gritarão que há exceções. Sim, há e comprovam a regra expressa na realidade.
Dizer que a inapetência para o estudo decorre da 'exclusão social' é uma tremenda mentira. Afirmar que faltam escolas, financiamento público e blá, blá, blá... é mentira.
Essa inapetência e indolência crônica é genética. 
O Brasil continua sendo o país dos jecas tatus. Tanto é que o país renova todo ano o elogio da jequice, com as denominadas festa caipiras no mês de junho.

sexta-feira, abril 15, 2011

PRESIDENTE DA OAB DIZ O QUE JÁ DEVERIA TER DITO: CAMPANHA DO DESARMAMENTO É 'CORTINA DE FUMAÇA'. PRECISA É COMBATER CRIMINALIDADE

Para o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, a proposta do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) , de um plebiscito nacional sobre o comércio de armas de fogo pode ser considerada "uma cortina de fumaça para desviar o foco dos reais problemas". Na avaliação de Ophir Cavalcante, o que o país precisa, na verdade, é de um plano nacional de segurança pública, de forma a combater o comércio ilegal de armas e munição, que é o grande propulsor da violência.

- Hoje, vive-se no Brasil uma verdadeira guerra civil urbana pela ausência de uma política clara, consistente e efetiva de combate à criminalidade e o tráfico de armas - afirmou, ressaltando que já houve um referendo em 2005 :

- O plebiscito pode ser uma cortina de fumaça para desviar o foco dos reais problemas de segurança que devem ser enfrentados pelo governo, além de se constituir num desrespeito à vontade popular legitimamente expressada no referendo de 2005

Ainda segundo o presidente nacional da OAB, o governo precisa cuidar da questão da segurança pública como um problema social macro.

- É necessário um olhar nacional e global a respeito de uma política de segurança pública para nosso país - finalizou Ophir.

A proposta de realização de um plebiscito em outubro próximo para que a população brasileira decida se apoia ou não a comercialização de armas de fogo e munição no país divide os partidos no Senado. Em debate, senadores alertaram para o fato de que aprovar o plebiscito pode ser uma decisão precipitada, sem condições de ser executada de fato ainda este ano. A oposição - PSDB e DEM - se posiciona contra a realização em outubro próximo. O líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), concorda com o plebiscito, mas só em 2012, alegando que não há previsão de recursos orçamentários para a realização este ano.

O presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), mostrou contrariedade diante da proposta do presidente do Senado. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, também se posicionou:

- A parte de desarmamento diz respeito à segurança, aos problemas do Ministério da Justiça. Se o Ministério da Justiça pretende ter o auxilio das Forças Armadas, aí é outra coisa. Mas a gerência e as decisões são com o Ministério da Justiça.

Na solenidade de instalação no Senado da Subcomissão Permanente em Defesa da Mulher, a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, defendeu nesta terça-feira a proposta para realização de um novo referendo popular sobre o comércio de armas. Do portal de O Globo


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sábado, abril 09, 2011

SIM, O DINHERIO TRAZ LIBERDADE! ISTO SÓ É NOVIDADE PARA O BRASIL, PAÍS DE ESTÚPIDOS.


Vejam este vídeo. Num país onde impera uma visão de mundo obtusa que estigmatiza os ricos a naturalidade com que o bilionário Jim Rogers se refere ao dinheiro chega a soar esquisito. Aliás, é uma matéria jornalística que jamais seria feita em países de alto capitalismo e verdadeiramente democráticos e livres, como os Estados Unidos e a Inglaterra, porque não teria qualquer sentido, percebem?

Infelizmente o que se pode denominar de cosmovisão prevalecente no Brasil, isto é, como as pessoas vêem e interpretam o mundo e, particularmente, aquilo que concerne à economia e ao trabalho, consiste no fator determinante para se ter o tipo de sociedade que se tem.

Com a chegada do PT ao poder essa cosmovisão idiota foi implacavelmente turbinada.

A repórter que faz a matéria, cumprindo a pauta da Redação idiota da Rede Globo, recheada de jornalistas imbecis, espanta-se com a naturalidade e o bom humor de Jim Rogers quando se refere ao fato de ser rico.

A repórter pensa que está arrombando. Na verdade ela reproduz no texto toda a estupidez da maioria esmagadora dos brasileiros, embora estes se achem sempre os mais espertos do mundo!

Este trágico destino histórico do Brasil provém do pensamento dominante da área mais atrasada da Europa que colonizou a América Latina, ou sejam a península ibérica, região que resistiu até onde pôde à modernidade derivada da reforma protestante. É uma região da Europa que foi refratária à racionalidade introduzida no mundo pela ciência moderna que surgiu particularmente na área anglo-saxônica européia. Esse fato se comprova justamente pela ausência histórica nessa parte da Europa de produção científica e inovação. Veja por exemplo que a América Latina inteira é a reprodução da Península Ibérica. Essa cosmovisão dos brasileiros e do restante do continente latino-americano é portanto atávica.

E tanto é verdade que continua sendo instilada no cérebro dos estudantes as bobagens do marxismo segundo as quais todas as superestruturas (o Direito, as leis, a organização do Estado, o modo de produção etc...) derivam exclusivamente das relações econômicas desprezando-se a esfera axiológica que reúne o conjunto de crenças que as pessoas têm sobre determinados valores e que pesam de forma determinante na orientação das ações e relações sociais. Max Weber explica muito bem este aspecto comprovando-o na sua obra capital, A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo que está à venda na livraria aqui do blog na coluna ao lado bastando clicar sobre o livro para comprá-lo pela internet.

Não é à toa que se cultiva no Brasil aquelas histórias das chanchadas do cinema nacional, onde o herói, invariavelmente, é um sujeito iletrado, analfabetto, como nos filmes de Mazzaroppi. No final vence o herói Jeca Tatu exaltando-se a sua sabedoria e, sobretudo, sagacidade e esperteza.

A reportagem sobre a riqueza e a importância do dinheiro na vida das pessoas enfocada por esse programa da Rede Globo contida no vídeo acima teria um inestimável valor se fosse contextualizada. A forma como chega ao público é um desastre, já que continua reproduzindo a cosmovisão idiota. A riqueza é apontada com espanto. O entrevistado é um ser humano comum e isto não poderia ser diferente. O volume de sua conta bancária não muda a sua natureza miseravelmente humana, finita, frágil e sucetível ao ataque e um ser microscópico como um virus ou uma bactéria.

Mas o fato da cosmovisão dos brasileiros ser tão atavicamente atrasada se reflete no conteúdo da matéria. A repórter indica que o normal teria de ser o contrário do que aconteceu e que Jim Rogers surgisse no saguão de sua mansão como um tipo excêntrico, um bicho de sete cabeças por ter alcançado o sucesso econômico. 

Concluindo: o Brasil, por tudo isso, continuará a ser o lixo ocidental. Os veículos de comunicação e seus jornalistas completamente idiotas e ignorantes prosseguirão nessa infausta tarefa de manter em alta a estupidez botocuda. De outra parte a escola, em todos os níveis, também dá a sua cota de contribuição para a imbecilização das novas gerações. Quando há uma excessão isto vira manchete de jornal e causa estupor por alterar o cotidiano sempre pautado pela mesmice mentirosa que no final acaba ganhando o status de verdade incontestável.


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quarta-feira, dezembro 08, 2010

ESTATIZAÇÃO FAZ DO BRASIL UM PAÍS DOS MAIS ATRASADOS E QUE ESPOLIA SEUS CIDADÃOS

O jornalista Ethevaldo Siqueira, colunista do jornal O Estado de São Paulo, dos poucos da grande imprensa brasileira que enxerga além do umbigo e não é dado a gastar rapapés e salamaleques com o desgoverno do PT, foi mais uma vez ao ponto ao inventariar o fantástico atraso brasileiro no que respeita a necessidade de investimentos para o futuro, partircularmente nas áreas de ciência e tecnologia, ao mesmo tempo que aponta as desgraças da estatização levada a efeito pelo populismo do PT. O título do artigo é Precisamos Investir no Futuro. 

Inicia fazendo uma ingadação aos leitores: "Puxe por sua memória, leitor, e diga qual foi o último grande projeto nacional de que se recorda? Não force muito, pois, em verdade, em sua história recente, o Brasil tem sido muito carente de projetos ambiciosos, de longo prazo, aqueles capazes de mudar qualitativamente o País. No entanto, são esses projetos que fazem toda a diferença entre as nações".

Adiante, faz um flash-back expondo alguns investimentos que à época singificaram um grande avanço para o Brasil. De lá para cá nada mais de significativo ocorreu no que concerne a investimentos e grande obras de infra-estrutura. Vejam:

"Recordemos alguns, a começar da criação da Universidade de São Paulo (USP) em 1934. Ou da Companhia Siderúrgica Nacional, em 1941. Ou do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), em 1950, sem o qual o Brasil não teria a Embraer nem uma indústria aeronáutica de classe mundial. Ou da Petrobrás, em 1954. Ou da Universidade de Campinas (Unicamp) em 1966. Ou da Telebrás, empresa-chave na implantação da primeira infra-estrutura moderna das telecomunicações brasileiras, em 1972. Ou da Embrapa, em 1973, sem a qual o Brasil não teria hoje a competência tecnológica para explorar o cerrado e produzir mais de 130 milhões de toneladas de grãos por ano.

Depois da morte do ex-ministro Sérgio Motta, em 1998, nenhum projeto ambicioso foi proposto para as comunicações brasileiras. Como tenho escrito e insistido nos últimos 10 anos, a grande prioridade das Comunicações brasileiras ainda é uma nova lei geral, moderna e abrangente, capaz de harmonizar todos os segmentos do setor. A legislação em vigor é uma colcha de retalhos, com partes eficientes, como a Lei Geral de Telecomunicações, de 1997, e outras obsoletas, como o velho capítulo do Código Brasileiro de Telecomunicações, de 1962, que ainda rege o rádio e a TV."

Anota mais adiante que os recursos existem mas foram sugados pelo governo que não tem investido um centavo dessa fabulosa arrecadação dos fundos setoriais, a saber:

"E não faltam recursos ao País para projetos muito mais ambiciosos no campo da inclusão digital. Dou apenas três exemplos de fundos setoriais confiscados pelo governo, ou seja, de recursos jogados pela janela nos últimos 10 anos. Eles somaram mais de R$ 32 bilhões. Confira, leitor. O primeiro é o Fundo Nacional de Universalização das Telecomunicações (Fust), que já arrecadou quase R$ 10 bilhões, sem nada ter sido aplicado nas finalidades de sua criação. O segundo é o Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel), cujos excedentes já somam mais de R$ 18 bilhões, inteiramente confiscados pelo governo. O terceiro é o Fundo de Tecnologia de Telecomunicações (Funttel), do qual já foram para o ralo mais de R$ 4 bilhões a título de superávit fiscal.

Para os brasileiros de boa-fé que têm alguma saudade do monopólio estatal, vale a pena comparar aquele modelo com a nova realidade. Em 1998, ano da privatização da Telebrás, o Brasil alcançava a densidade de 14 telefones por 100 habitantes. Hoje tem 126. O percentual de residências com telefone não passava de 20%. Hoje chega a mais de 85%.

Comparem ainda estes números: há 10 anos, o País tinha apenas 5,5 milhões de celulares em serviço. Hoje tem 197,4 milhões. Um crescimento de 3.500%. O Brasil já é o quinto mercado de telefonia móvel do mundo. Até o final do ano, deveremos quebrar a barreira dos 200 milhões de celulares."

Dedica ainda um parágrafo exemplar endereçado à Dilma e ao PT: 

Se a presidente Dilma Rousseff, que tanto combateu as privatizações por pura demagogia eleitoral, refletisse um pouco mais - obsderva Siqueira - poderia sofrer uma espécie de metamorfose ideológica e afirmar uma verdade cristalina: “Graças ao novo modelo das telecomunicações, mais de 100 milhões de cidadãos passaram a ter comunicação pessoal (celular) e 75 milhões tiveram acesso à internet em apenas 10 anos. Nunca antes na história deste País, tivemos uma inclusão digital dessas proporções. Diante disso, em meu nome, no de Lula e do PT – partido que votou contra o Plano Real, contra a Lei de Responsabilidade Fiscal e contra todas as privatizações – peço desculpas ao País por ter combatido essas reformas do Estado e reconheço publicamente o avanço que elas representaram para o Brasil”. Clique AQUI para ler o artigo na íntegra. Vale a pena!

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