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terça-feira, outubro 25, 2011

ANÁLISE: APARELHO DE "INFORMAÇÃO E CONTRAINFORMAÇÃO" DENTRO DO PT? EM PARTE, FAZ SENTIDO.

O ex-prefeito do Rio, Cesar Maia, analisa no seu boletim diário Ex-Blog, as denúncias de corrupção e sua ligação com suposto grupo de "informação e contrainformação" dentro do PT criado em 1989. Maia sustenta que parte das denúncias partiriam de um grupo de dentro do próprio partido e obedeceria a uma estratégia de poder. Em parte, faz sentido. Leiam:
1. Desde a eleição de 1989, fala-se que o PT teria organizado internamente um serviço especializado em informação e contrainformação. Muitas vezes funcionou. Outras vezes, como no caso dos "aloprados", naufragou. Nas CPIs de Collor e dos Anões do Orçamento, e no caso do Dossiê Cayman (alertando ser falso), etc., se dizia que o serviço de informação do PT funcionou com seus links de militantes nas áreas de investigação federal, PF, MP... A mensagem divulgada na intranet da Abin, em 2005, durante a CPI dos Correios, onde seu diretor chamava os parlamentares de "bestas-feras no picadeiro", e que culminou com o seu afastamento, insinuava uma ação de contrainformação naquele momento, desde dentro do órgão.
               
2. O mensalão de 2005 tirou da direção do PT o "grupo" dito revolucionário e, em função disso, os ex-dirigentes da CUT assumiram o partido de lá para cá. A autoridade de Lula passou a valer para dentro do partido e, em seguida, legitimada com sua popularidade, para fora. O "grupo" se acomodou e se encolheu. A escolha de Dilma, por Lula, fora da máquina partidária, e a montagem de uma base de apoio que vai da direita da direita, à esquerda da esquerda, empurrou o governo para o Centro-Difuso, isolando o "grupo".
               
3. Claro que essa situação não agrada aos "revolucionários". Apesar do PT ser amplamente favorecido na montagem do governo, administrações direta e indireta, empresas, bancos e fundos, a correlação de forças no parlamento não o favorece. São apenas 16,5% dos deputados federais. As votações do Código Florestal e da Emenda 29 (Saúde) mostraram isso.
               
4. Como não há como aumentar a bancada do PT, o caminho trilhado foi debilitar relativamente os aliados, inventando um partido e desintegrando, inclusive, aqueles que não tinham e não têm a confiança do "grupo", como Palocci. A cada ministro -aliado- levado a pique, se via que as ações anteriores (algumas delas identificadas e divulgadas) iam criando o ambiente para o tiro de misericórdia.
              
5. O que se garante nos restaurantes e corredores em Brasília é que os vazamentos de personagens e fatos caem no colo da imprensa vindos diretamente do "grupo", desde dentro do governo. Claro que é mais fácil atacar com fatos reais que com suposições. Independente disso e de qual bola é a da vez, vai se debilitando a "base aliada" e, com isso, transformando os ministérios dos aliados em uma burocracia sem expressão. Alguns são mortos-vivos esperando a reforma ministerial.
              
6. Os ministros -que ficam- perdem o poder que tinham, de decidir, e de nada adianta terem portas abertas aos deputados. Os parlamentares da "base aliada" não têm mais canal com os ministérios de seus partidos e têm que ir buscar no PT -dentro do governo ou no Congresso- a autorização ou a aprovação de que precisam.
              
7. Os 16,5% quantitativos passam a ser o dobro, qualitativos. Os ministérios da base aliada, na substituição dos desviantes ex-ministros, perdem expressão. E o ministério passa a ser de ministros de primeira do PT e de segunda dos demais. Basta acompanhar a agenda da Presidente e ver a frequência de despachos com uns e outros.


8. A cada dia fica mais claro que todo esse desmonte interessa ao PT. Poder-se-ia dizer que há razão para esse desmonte. É verdade. Mas essas razões são as mesmas dos últimos anos e com os mesmos personagens. Só que a presença de Lula inibia a ação do "grupo", pois se atingisse a imagem de Lula, o castelo de cartas desmancharia e o PT iria junto. Agora não há esse risco e, com isso, toda ousadia é válida.

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domingo, junho 12, 2011

COMO A OPOSIÇÃO PODE SE OPOR AO POPULISMO?

O ex-Blog do Cessar Maia postou trechos de um artigo de Santiago Kovadloff, publicado no diário argentino La Nación, que tem tudo a ver com o que ocorre no Brasil e na maioria dos países latino-americanos sob o domínio da ação comunista do Foro de São Paulo, organização que dá as coordenadas para a ação política dos partidos esquerdista no poder. Aqui no Brasil, como na Argentina, Venezuela, Equador, Bolívia, Nicarágua,  El Salvador e agora também no Peru com a vitória de Ollanta Humala, constata-se que as correntes oposicionistas fraquejam ante o avanço do populismo que corrói as bases da democracia. Neste caso a Oposição tem na mão o mote do mais vigoroso discurso político, ou seja, a defesa da democracia. 
Os trechos deste artigo permitem, por exemplo, verificar que enquanto os partidos oposicionistas descuram a questão da democracia para incluir em sua agenda propostas populistas e politicamente corretas como se viu aqui no Brasil na última eleição presidencial, a tendência não é apenas a sua marginalização, mas sobretudo sua auto-destruição. Leiam:

1. Só será oposição se souber a que se opor. Ou seja, o dia em que os adversários tenham uma causa e deixem de viver dedicados a preciosismos ideológicos e a desqualificação recíproca, enquanto queima o edifício em que todos querem entrar. Essa causa, ao contrário das bandeiras de um populismo que se coloca como "caminho nacional", não pode ser outra que não a democrática.
           
2. Uma causa que tenha consistência que permita imprimir a denúncia frontal do crime e da demagogia. Uma causa que volte a animar o fervor pelos princípios que o Governo sempre desprezou. Uma causa que saiba opor-se a degradação do Estado. Um poder que jamais escondeu seu desprezo pelos partidos políticos e vê a República como uma concha vazia. Um poder que assegura que não tem nada a aprender com o pensamento dissidente que, aliás, considera senil.
           
3. Um poder que repugna os controles sobre sua gestão. Um poder que não admite adversários. Um poder para o qual a pobreza é um recurso político e o tráfico de drogas um crime sem consequências. Um poder que distorce os índices econômicos e persegue aqueles que os desmascaram. Que não promove a liberdade sindical. Que destrói o federalismo e busca colocar as províncias em vassalagem, para consolidar reforçar seu centralismo despótico.

4. O líder que possa dizer essas verdades com a força do compromisso emocional, a clareza de espírito necessária e o espírito cheio de esperança de quem se sente capaz de mudar o que parece irremediável, despertará outra vez o entusiasmos cívico, aquele que foi aprovado em 2008 e que procurou ser ouvido novamente em 2009.