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quinta-feira, julho 07, 2011

REITOR DEVE IR AO SENADO EXPLICAR PERSEGUIÇÃO IDEOLÓGICA NA UnB

O reitor da Universidade de Brasília (UnB), José Geraldo de Souza Junior, deverá comparecer no início de agosto ao Senado para dar explicações sobre a perseguição ideológica a que profissionais estão sujeitos na instituição de ensino. A informação foi dada ao site de VEJA nesta quinta-feira pelo senador Demóstenes Torres (DEM-GO), autor do pedido.

Reportagem de VEJA desta semana revelou que professores, estudantes e funcionários da UnB têm sido alvo de perseguição por parte da diretoria. A razão: discordam da ideologia dominante no ambiente acadêmico, que se tornou um reduto da intolerância esquerdista. Além de Souza, serão convidados a comparecer ao Senado a procuradora de Justiça do Distrito Federal, Roberta Kaufmann, o jurista Ibsen Noronha e cinco professores, todos vítimas da perseguição em vigor na instituição. O sociólogo Demétrio Magnoli, ouvido pela reportagem, também será convidado.

O requerimento de convite foi aprovado na quarta-feira na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. "Queremos ouvir explicações. A UnB se tornou um ambiente onde o consumo de drogas é permitido, onde a perseguição é praticada e professores são punidos por expressarem suas opiniões. Como disse Magnoli, a universidade se tornou um aparelho a serviço do estado", afirma Torres. "É um absurdo o que acontece lá."

Os exemplos do absurdo se acumulam. Convidada a participar de um debate na universidade a respeito de cotas raciais, a procuradora Roberta Kaufmann – contrária ao projeto – mal conseguiu falar. Foi chama de racista e ouviu ofensas impublicáveis. Ao deixar a universidades, encontrou seu carro vandalizado, com as portas pichadas.

Em reportagem de 22 de junho, o site de VEJA já havia denunciado o consumo de drogas dentro do campus durante festa promovida pelos alunos do curso de biologia. Cerca de 3.000 pessoas participaram do evento, que teve a apresentação de bandas de rock. Um breve passeio era suficiente para constatar a disseminação da droga no local. Jovens não se preocupavam em esconder a prática e preparavam cigarros de maconha na frente de todos. Grupos usavam salas de aula para dividir os entorpecentes.

Uma das instituições de ensino mais conceituadas do país, a UnB tem se notabilizado por episódios pouco honrosos nos últimos tempos: irregularidades administrativas, trotes violentos e teses acadêmicas controversas. Foi lá, por exemplo, que surgiu a teoria de que não é preciso diferenciar o certo do errado no ensino da língua portuguesa. A tese sustentou, entre outros, o livro Por Uma Vida Melhor, obra distribuída pelo governo federal a escolas do país. Do site da revista Veja