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segunda-feira, fevereiro 20, 2012

REPORTAGEM DE JORNAL PORTUGUÊS REVELA JOSÉ DIRCEU NO COMANDO DE UMA TEIA DE NEGÓCIOS LUSO-BRASILEIROS MILIONÁRIOS

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O jornal português Público, publica neste domingo uma ampla reportagem cujo personagem principal é o grão-petista José Dirceu, suspeito de ser o grande articulador do mensalão, que deverá ser julgado pelo STF. A reportagem mostra que Dirceu é o articulador principal de uma teia de negócios que envolvem empresas portuguesas e brasileiras. Segundo o Público, José Dirceu funciona como facilitador dessa ampla teia de negócios milionários que também envolve grupos espanhóis.
A reportagem só pode ser acessada por assinantes do jornal. Entretanto, o Blog do Welbi conseguiu a matéria na íntegra, incluindo facsímiles. Transcrevo o lead e os dois primeiros parágrafos, com link ao final para leitura completa no Blog do Welbi. Vejam:
José Dirceu, o ex-ministro-chefe da Casa Civil de Lula da Silva, o principal suspeito do caso Mensalão, na sequência do qual se demitiu, em 2005, está ligado a um grupo de sociedades, de advocacia e de consultoria, que são usadas como uma ponte por grupos portugueses e internacionais, que querem investir no Brasil. José Dirceu, que é colaborador da Ongoing e parceiro do escritório nacional Lima, Serra, Fernandes & Associados, chefiado pelo grão-mestre do Grande Oriente Lusitano (GOL), esteve, por exemplo, no epicentro das negociações que deram à Telefónica o controle da operadora brasileira Vivo, entre 2009 e 2010, e que teve como contrapartida a entrada da OI na Portugal Telecom. "O sucesso está associado aos conhecimentos, amizades e ao raio de poder e influência que José Dirceu ainda tem em todos os escalões do governo, fundos de pensão e empresas estatais. Mas os seus movimentos estão sempre cercados de mistério", concluiu a revista brasileira Veja, na edição de Agosto de 2011, a propósito de uma investigação realizada aos negócios que envolvem o antigo homem forte do gabinete de Lula. 
Dirceu é classificado pela polícia brasileira como o cabeça de uma rede sofisticada de corrupção, que será julgado este ano. O advogado e antigo presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) apresenta-se hoje como consultor de multinacionais, promovendo grandes negócios, alguns dos quais precisam de aprovações políticas para se concretizar. A partir de São Paulo, o epicentro econômico do Brasil , José Dirceu opera através de duas sociedades: a JD Consultores e o escritório de advocacia Oliveira e Silva & Associados. Uma designação que parece nada ter a ver com o ex-deputado. Mas o nome completo deste é José Dirceu Oliveira e Silva. Em Brasília, a ponte é feita através da consultora a JD&S encabeçada por Júlio Silva, conhecido por Júlio César, casado com uma assessora do Palácio do Planalto, e que é o braço-direito de José Dirceu. E é este consultor que surge, por vezes, a concretizar as grandes operações associadas ao líder petista. O seu nome consta de negócios envolvendo grupos portugueses, como é o caso da Ongoing, e espanhóis, como a Isolux, que é representada por Júlio César.
Amigos portugueses
Em Portugal, José Dirceu tem muitos amigos. Um deles é João Abrantes Serra, um dos sócios do gabinete Lima, Serra, Fernandes & Associados, liderado por Fernando Lima, o actual presidente da Galilei, ex-Sociedade Lusa de Negócios e dona do BPN. O advogado confirmou ao Público que a LSF & Associados (Fernando Lima, João Abrantes Serra, João Vaz Fernandes) tem há vários anos uma parceria com o escritório Oliveira e Silva. No entanto, esta parceria não é publicitada na página na Internet do gabinete português. E nenhuma das três sociedades de José Dirceu, Oliveira e Silva, JD Consultores e JC&S, tem um site oficial. Fernando Lima explicou, porém, que o escritório tem presença própria em São Paulo, onde está "quase sempre" um dos sócios João Vaz Fernandes. 
Os registos na Ordem dos Advogados do Brasil indicam que o domicílio profissional de Vaz Fernandes é na Rua Botucatu, a mesma morada da sociedade de José Dirceu. Por outro lado, o gabinete LMF & Associados está ainda associado ao JD&S, através de André Serra, filho de João Abrantes Serra, o que foi reconhecido por Fernando Lima. O PÚBLICO procurou, em vão, ao longo de duas semanas, falar com João Abrantes Serra, ex-gestor da Abrantina, e acabou por ser Fernando Lima a confirmar "a longa relação de amizade" do seu sócio com Dirceu. 
O mesmo advogado deu como "provável" que tenha sido através de João Abrantes Serra que o presidente da Ongoing, Nuno Vasconcellos, conheceu o fundador do PT, que é colaborador e prestador de serviços do grupo português no Brasil. Lima recusou, todavia, revelar se a Ongoing é cliente da LSF, por "dever de sigilo" profissional. No Brasil a Ongoing recorre, entre outros, aos serviços jurídicos de Lilian Ribeiro, que tem gabinete com Dirceu. Terá sido, ainda, por via de João Serra que o exembaixador em Madrid e ex-ministro dos Negócios Estrangeiros, Martins da Cruz, aparece associado à promoção de alguns negócios do outro lado do Atlântico, designadamente envolvendo grupos espanhóis. 
"O José Dirceu tem muitos conhecimentos e ajuda a fazer pontes, sempre dentro dos procedimentos legais. Ele é um homem cordial e afável. Por que razão não devemos contratar os seus serviços?" É assim que um gestor com empresas no Brasil comentou ao Público o recurso aos seus bons ofícios. Apesar das tentativas de contato, José Dirceu não se mostrou disponível para falar com o PÚBLICO. A Ongoing também não respondeu às questões enviadas. Leia AQUI a reportagem completa
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quarta-feira, junho 15, 2011

BOLHA PODRE: CURVA DE RENDIMENTOS DE TÍTULOS DO BRASIL APRESENTA PADRÕES SEMELHANTES AOS DA GRÉCIA, IRLANDA E PORTUGAL.

Um indicador de mercado atentamente acompanhado por analistas financeiros - a curva de rendimento de títulos públicos - poderia indicar problemas à vista na economia brasileira, segundo reportagem publicada nesta quarta-feira pelo jornal britânico Financial Times.

O jornal observa que existe uma teoria amplamente aceita de que juros nos títulos de curto prazo mais altos do que nos de longo prazo são a indicação de que a economia do país ruma a uma forte desaceleração ou até mesmo uma recessão.
Segundo a reportagem, os países cuja curva de rendimento de títulos públicos apresentam as maiores diferenças entre os juros de curto e de longo prazo são Grécia, Portugal e Irlanda, os três países europeus que enfrentam graves problemas financeiros e tiveram que receber ajuda externa para honrar o pagamento de suas dívidas.
"O que pode ser mais surpreendente, porém, é que os próximos da fila são os 'queridinhos' do mercado emergente Brasil e Índia", observa o jornal.
Segundo a reportagem, nas últimas semanas a curva de rendimento em ambos os países se inverteu - no Brasil de forma mais acentuada - conforme os bancos centrais aumentaram as taxas básicas de juros para tentar controlar o aumento da inflação, levando alguns analistas a prever que uma desaceleração está a caminho.
Apesar disso, o texto observa que há outros analistas que argumentam que "as curvas de rendimento invertidas no Brasil e na Índia são mais uma afirmação sobre a direção das taxas de juros no curto prazo do que uma previsão sombria para a economia".
"No Brasil, as taxas de juros reais são altas por causa do histórico do país com inflação fora do controle. Mas a tendência de longo prazo hoje é que os juros reais caiam conforme governos sucessivos demonstrem um comprometimento em baixar a inflação - como refletido nas taxas de juros menores em títulos de longo prazo", analisa a reportagem.
Segundo alguns analistas, a curva de rendimentos invertida no Brasil seria "mais um efeito técnico de curto prazo do que um indicador confiável de recessão".
Apesar disso, o jornal afirma que ainda que não indiquem uma recessão, as curvas de rendimento invertidas de Brasil e Índia "são um sinal de que o rápido crescimento econômico dos últimos anos pode estar desacelerando". Do portal do Estadão

domingo, junho 05, 2011

DIREITA ESMAGA O ESQUERDISMO EM PORTUGAL. QUANDO A COISA APERTA CONSERVADORES SÃO CHAMADOS PARA RESOLVER!

O Partido Social Democrata (PSD, centro-direita) venceu as eleições legislativas realizadas neste domingo em Portugal com 38,6% dos votos, contra 28% para os socialistas no poder, e o bloco de direita obteve uma folgada maioria absoluta no Parlamento, segundo resultados oficiais quase definitivos.

Das 226 cadeiras do Parlamento disputadas no país (quatro são do exterior), o Partido Social Democrata, de Pedro Passos Coelho, conquistou 105, contra 73 para o Partido Socialista, do primeiro-ministro José Sócrates. Com 11,7% dos votos, outro partido de direita, o CDP-PP, obteve 24 cadeiras, o que dá uma confortável maioria absoluta de 129 deputados.

A coalizão comunistas-verdes levou 16 cadeiras, com 7,9% dos votos, e o Bloco de Esquerda (extrema esquerda) conquistou 8 cadeiras, com 5,2%. Os quatro deputados eleitos no estrangeiro serão conhecidos apenas no dia 15 de junho. A taxa de abstenção foi de 41,1%, superior ao recorde estabelecido nas eleições de 2009, de 40,3%.

José Sócrates já anunciou sua renúncia como secretário-geral do Partido Socialista ao afirmar que "esta derrota eleitoral é minha e quero assumi-la totalmente esta noite".

— Chegou o momento de abrir um novo ciclo político no Partido Socialista — declarou Sócrates, 53 anos, no poder desde 2005.

Novo governo tem desafio de acabar com a crise
O novo governo de centro-direita será responsável pela aplicação do rigoroso plano de resgate internacional destinado a acabar com a crise financeira no país. Pedro Passos Coelho, provável sucessor de Sócrates, já garantiu que Portugal não será "uma carga" para os credores e prometeu fazer o necessário para honrar os compromissos do Estado.

— Faremos o que for preciso para garantir a todos que nos observam do exterior que Portugal não será uma carga para os países que nos emprestaram o que precisávamos para cumprir nossas responsabilidades e nossos compromissos — disse ele, que disse que irá fazer todo o possível para cumprir o acordo estabelecido entre o Estado português, a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional para recuperar a confiança dos mercados. Leia MAIS


MEU COMENTÁRIO: Como não existe almoço gratis e só a produção, o trabalho e a poupança é que impedem uma Nação de falir, o receituário salvacionista sempre virá da direita. Até que a cantilena do Estado-babá dos socialistas volte a seduzir a parcela mais idiota do eleitorado e que lamentavelmente é sempre a maior.