Pelo menos 45 deputados do PMDB (com chance de chegar a sessenta) assinaram nesta noite, no plenário da Câmara, um manifesto que promete fazer barulho no governo.
Patrocinado por uma ala da bancada peemedebista, o documento desce a borduna no PT (citado nominalmente) e sua voracidade por cargos - e escancara o que há muito se fala nos bastidores: sócios da empreitada que colocou Dilma Rousseff no Planalto, os peemedebistas querem ocupar o espaço que julgam ter direito no governo.
A condição atual de sub-representação, com ministérios inexpressivos e nenhum poder decisório na Esplanada tem de ser mudada. Um dos peemedebistas que assinaram o documento, Valdir Colatto resume o sentimento coletivo:
- O PMDB está cansado de apanhar e não ter nenhuma participação, nenhum poder de decisão no governo. Somos chamados de fisiológicos, mas é o PT que tem todos os cargos. Não dá mais para ficarmos calados.
A ala que idealizou o manifesto promete divulgar o documento na próxima segunda-feira. Dilma que se cuide. Fábio Trad resume um trecho do manifesto:
- O PMDB, segundo as eleições, foi eleito para governar o Brasil junto com o PT. Só que nós estamos percebendo que a cada dia que passa o PT quer governar o país sem o PMDB. Não há no manifesto o desejo de pleitear cargos, mas sim de governar o Brasil. Da coluna de Lauro Jardim no site da revista VejaMEU COMENTÁRIO: O blog interpreta essa encenação do sabujo PMDB como conversa para boi petralha dormir.
O PMDB não está fazendo expiação de seu famigerado apoio ao PT. Apenas está mandando um recado e não questiona o desgoverno petista. Portanto, é um manifesto furado e ridículo.
O PMDB continua a viabilizar a base alugada que sustenta o PT no governo e silencia de forma vergonhosa ante a execução do projeto comunista petralha, os assaques à liberdade de expressão, ao aparelhamento de todos os órgãos estatais. Cala-se solenemente ante o turbilhão de escândalos que já derubou seis ministros do atual governo. Cala-se sobre o mensalão e roubalheiras análogas.
O PMDB é um partido escroto. Um lixo! Reúne um bando de vermes que parasita os últimos resquícios do Estado de Direito democrático.
Vade retro!
