Prezados leitores: o artigo que segue é meio longo, porém necessário. Vale a pena ler. Aquilo que é evidente é o que costuma não ser pensado!
A decisão de apurar e punir os policiais envolvidos num homicídio ocorrido em São Paulo é indiscutivelmente correta. A ninguém é dado o direito de matar uma pessoa, a não ser em legítima defesa!
A decisão de apurar e punir os policiais envolvidos num homicídio ocorrido em São Paulo é indiscutivelmente correta. A ninguém é dado o direito de matar uma pessoa, a não ser em legítima defesa!
O episódio representa um barbarismo e uma distorsão da ação da polícia. Isto é inaceitável e tem de ser obviamente repudiado.
Todavia reparem o a dimensão que é dada a eventos similares quando os protagonistas dos crimes não são militares ou policiais civis.
Isto é, o denominado jornalismo objetivo, isento e imparcial costuma dispensar a determinados casos uma justa revolta. Entretanto, nunca se observa tal comportamento quando fatos análogos de dimensão iníqua acontecem se os autores são bandoleiros.
Lembro que quando o candidato José Serra incluiu no seu projeto de governo um Ministério da Segurança Pública de forma a reprimir a delinqüência que impõe um cotidiano de horror a todos os brasileiros, foi repudiado pelos jornalistas dos grandes veículos de comunicação. Ironizaram, debocharam e achincalharam essa que foi a melhor proposta até hoje apresentada por um postulante à Presidência da República.
Notem bem: quando um policial tomba crivado de balas por um bandoleiro a reação desse jornalismo capenga e ideológico não tem a mesma dimensão dada àquele praticado por policiais. A questão está eivada de uma sórdida sutileza. Acompanhem o meu raciocínio.
Recordo que postei há algum tempo aqui no blog e comentei um evento ocorrido numa pequena cidade americana e serve para estabelecer uma diferença crucial entre o Brasil e os Estados Unidos no que se refere à segurança pública e à consideração que as respectivas populações dispensam às polícias. Nessa cidade americana que não me ocorre agora o nome, alguns policiais foram mortos por bandidos numa operação que desbaratou uma quadrilha. No dia seguinte diversas pessoas daquela cidade depositaram coroas de flores na porta principal de entrada da chefatura de Polícia. O fato, visto pela lente dos valores vigorantes no Brasil pode parecer insólito. Percebem?
Espero que as autoridades, principalmente os parlamentares da Oposição leiam este post e reflitam sobre o que estou trazendo ao debate. Aliás um debate que insisto, tem de ser feito. Enquanto não se pensar seriamente nisto que estou colocando a questão da segurança pública no Brasil não será resolvida. Por isso os criminosos avançam e já sitiam os cidadãos que não podem mais andar nas ruas com segurança!
Mais uma vez chamo a atenção: As Forças Armadas e as polícias são instituições democráticas. Por isso nas Nações verdadeiramente democráticas são respeitadas e apoiadas pelos cidadãos.
Atentem para o fato de a população do Brasil ter crescido vertiginosamente nos últimos anos. O censo de 2010 mostrou que chega perto de 200 milhões o total habitantes. Ora, uma Nação com a dimensão territorial do Brasil e com essa população se transformará no caos se a lei e a ordem não forem obedecidas e apoiadas pelos cidadãos.
Quando uma pessoa diz que falta policiais nas ruas está emitindo uma meia verdade. De fato o contingente de policiais nas ruas é pequeno, mas em sociedades complexas e de alto nível populacional é impossível uma guarda permanente em todos os pontos do território. Vejam por exemplo que a fiscalização de veículos tem de ser feita por amostragem pois seria impossível uma permanente vistoria de todos os milhares de veículos que trafegam no país. Parte-se do princípio que todos obedecem a lei e que os veículos estão devidamente documentados. Da mesma forma supõe-se que todos os cidadãos reverenciam a lei a ordem e a criminalidade seja sempre um exceção. Este é ponto principal que informa se uma sociedade é ou não civilizada.
Essa visão altruística tem de dominar, caso contrário tem-se essa verdadeira anarquia que vem ocorrendo principalmente na última década no Brasil.
Uma das principais causas desse desvio de conduta seja de policiais e dos próprios cidadão que passam a delinquir impunemente, deriva da visão canhestra difundida pela pela idiotia politicamente correta e pelo esquerdismo que continua vendo nos estamentos militares e policiais agentes de uma ditadura. Trata-se da maior idiotice porquanto o Brasil, desde 1988, portanto há 23 anos, vive em regime democrático assegurado por uma Constituição que emergiu de uma Assembléia Constituinte democrática e com ampla participação de todos os segmentos da sociedade brasileira. E não venham me dizer que a nossa Constituição não é democrática e que a Assembléia que a escreveu não era legítima. É preciso lembrar que a Constituição de 1988 é a Carta mais democrática da história da República brasileira.
Enquanto o Brasil continuar aprisionado pela idiotice politicamente correta turbinada nos últimos oito anos de governo do PT e com uma imprensa infestada pelo jornalismo 'companheiro' que opera de acordo com os ditames do Partido, o país não sairá desse caos, dessa verdadeira guerra que se trava em todo o território nacional em decorrência da ação nefasta e impune dos criminosos. Ou são as polícias e as Forças Armadas os agentes dessa caótica insegurança?
A mesma veemência com a qual a imprensa e a população reagem aos crimes cometidos por policiais tem de acontecer em igual proporção no que se refere à prática da delinqüência em todos os níveis, particularmente naquele que lamentavelmente tipifica o cotidiano dos brasileiros. A violência já não é mais uma exceção no Brasil!
Os direitos humanos têm de ser reverenciados, mas não podem jamais ser invocados em favor dos criminosos. Os direitos humanos, como enuncia o próprio conceito, aplica-se aos humanos. Criminosos de qualquer tipo não são humanos, mas semoventes perversos. A ciência já provou que a perversão é uma moléstia mental incurável. Isto é lamentável, mas se fundamenta em verdade irretorquível.
Precisamos de mais civilização e menos ideologia esquerdista e politicamente correta. A imprensa é que forma a opinião pública. Se permanece vinculada à ideologia tripudia sobre os fatos e, por isso, não informa, mas deforma e doutrina.
Os comentários estão abertos para o debate. Concito os honrados leitores do blog a participar deste que reputo como um debate dos mais importantes. A internet permite esta verdadeira 'democratização da comunicação' e a existência de blogs independentes com este que não tem medo da patrulha politicamente correta.
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