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quinta-feira, julho 14, 2011

FAMÍLIA SCHÜRMANN ENCONTROU SUBMARINO NAZISTA U-513 NAUFRAGADO NO LITORAL DE SC

O submarino nazista U-513 que naufragou em 1943. Acima Schürmann, velho lobo do mar, durante a caçada ao submarino em foto do DC
A família Schürmann encontrou nesta quinta-feira, no Litoral Norte de Santa Catarina, o submarino alemão U-513, naufragado em 19 de julho de 1943. Ele foi encontrado a 75 metros de profundidade. Foram dois anos de buscas até encontrar a embarcação nazista conhecida como Lobo Solitário.

O comunicado foi feito via satélite na noite de quinta-feira direto do veleiro Aysso pelo velejador e capitão da expedição, Vilfredo Schürmann. A família deve chegar em Itajaí nesta sexta-feira, quando irá mostrar imagens e aprofundar as informações.

Desde a 2ª Guerra Mundial
Durante a Segunda Guerra, pelo menos 10 submarinos alemães afundaram na costa brasileira. Apenas este foi encontrado. Era comandado pelo capitão Friedrich Fritz Guggenberger, que foi condecorado por Adolf Hitler com a Cruz de Ferro por ter afundado um porta-aviões inglês — e capturado pelos aliados justamente em Santa Catarina. Do portal da RBS/Diário Catarinense

sábado, julho 02, 2011

FAMÍLIA SCHÜRMANN VAI À CAÇA DO SUBMARINO NAZISTA NO FUNDO DO MAR NA COSTA DE SC

Schürmann, velho lobo do mar, já prepara expedição
O mar estava calmo naquele 19 de julho de 1943. Da Baía Norte de Governador Celso Ramos, o hidroavião americano decola no início da manhã. Só no meio da tarde surge um ponto no radar. É o U-513, o submarino nazista Lobo Solitário, que tinha a missão de abater os navios dos aliados na costa do Atlântico Sul. O submarino já havia afundado três embarcações na costa brasileira. Bombas são jogadas do céu, acertam o alvo e o inimigo afunda. — Anota as coordenadas do local do naufrágio e a hora do ataque — ordena o piloto Roy Seldon Witcomb.

Informações como essa e outras retiradas de documentos pesquisados no Brasil, EUA e Alemanha, servirão de base para uma força-tarefa catarinense caçar o submarino nazista no fundo do mar. E o capitão do barco que irá procurá-lo tem experiências em aventuras: Vilfredo, 62 anos, o patriarca da família Schürmann.

Vilfredo, que junto com a família já deu duas voltas ao mundo com o veleiro Aysso, participava de uma regata, em 2002, quando ouviu a história pouco conhecida do submarino alemão afundado em Governador Celso Ramos durante a Segunda Guerra Mundial. Sugeriram que o catarinense o procurasse.

— Sou um velejador. Aí, pensei: como vou caçar um submarino? Mas aquilo ficou martelando na minha cabeça — conta Vilfredo.

Expedição submarina começa em julho
Aos poucos, a história foi mexendo com o capitão e sua família. E, após uma longa pesquisa, inclusive com viagens ao exterior, as buscas começaram no ano passado. A partir do dia nove desse mês, a equipe volta ao mar. A expectativa é de que, até agosto, o U-513 possa ser encontrado.

Tanto pela história do submarino quanto como pela da família Schürmann, outros voluntários começaram a se juntar à expedição, formando uma espécie de força-tarefa. Um deles é o oceanógrafo Rafael Medeiros Sperb, professor da Univali. Sperb ajudou a definir a área onde será feita a pesquisa em alto mar, a 83 quilômetros a leste da Ilha do Arvoredo. Foram usado subsídios como as coordenadas do ataque e a rota do navio U.S.S Barnegat, que saiu da Baía Norte para resgatar os sobreviventes. E informações dos pescadores ajudam.

— Poder vivenciar isso é fantástico. É um livro sendo escrito — diz o professor.

Adesão acadêmica

Na semana passada houve uma nova adesão, oficializada em acordo entre o Instituto Kat Schürmann, responsável pela missão, e a Univali. A universidade disponibiliza equipamentos e mão de obra. E os estudantes de Oceanografia participarão da aventura. Outra novidade é um equipamento: o magnetômetro de césio, da empresa CPE Coastal Planning e Enginnering do Brasil, com sede em Santo Antônio de Lisboa e que presta serviços para empresas como a Petrobras. Ele detecta metal no fundo do mar e permitirá que a caçada seja feita com mais rapidez.

— Quando me contaram a história, fiquei maluco para procurar o submarino — conta o oceanógrafo Thomáz Tessler, da CPE Brasil.

Tessler vai operar o equipamento em alto-mar. Mas o que fazer com as 760 toneladas de metal que estão a 100 metros no fundo do oceano? Na verdade, já está sendo feito. Durante as buscas, tanto em terra quanto no mar, os Schürmann gravam um documentário. Deve ser veiculado na Rede Globo e em uma emissora internacional.

Registros históricos 

Já os catarinenses terão mais uma história em evidência ligada ao mar — vale lembrar que, há duas semanas, foi encontrada uma pedra de cerca de 800 quilos na Praia de Naufragados, na Capital, que pode ser um dos mais antigos registro sde naufrágio ocorrido na América no século 16.

— A ideia é fazer uma réplica do submarino e colocar em um museu em Florianópolis. O visitante poderia entrar na proa e sair na popa. Transformaríamos o episódio em uma atração turística para SC — planeja Vilfredo, que procura patrocinadores para a expedição, que deve custar de R$ 2 milhões a R$ 3 milhões — sem os voluntários, este valor poderia pular para R$ 5 milhões ou R$ 6 milhões.

Durante a Segunda Guerra, pelo menos 10 submarinos alemães afundaram na costa brasileira. Nenhum foi achado. O primeiro pode ser o Lobo Solitário, do capitão Friedrich Fritz Guggenberger, condecorado por Adolf Hitler com a Cruz de Ferro por ter abatido um porta-aviões inglês — e capturado pelos aliados justamente em Santa Catarina. Do portal da RBS/Diário Catarinense