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quarta-feira, abril 04, 2012

MEDIDAS ECONÔMICAS DO GOVERNO DO PT TERÃO IMPACTO SEVERO CONTRA ECONOMIA CATARINENSE

Porto de Itajaí (SC) seriamente afetado pela medida do PT
Há pelo menos três décadas, vários estados lançam mão de uma prerrogativa que a Constituição lhes confere – a possibilidade de estabelecer as alíquotas de ICMS para importados – de modo a tornar suas docas mais atraentes que as dos vizinhos para produtos que vêm de fora. Como todas as modalidades de guerra tributária, essa “guerra dos portos” sempre teve seus críticos, que falam de injustiças fiscais e de desequilíbrios no comércio entre os estados. Também é inegável que ela trouxe benefícios ao país, contribuindo para que polos aduaneiros, com toda a teia negócios que tendem a surgir à sua volta, se formassem em Santa Catarina, Espírito Santo, Pernambuco e outras unidades da federação.  Qualquer medida que interfira nesse sistema deveria, portanto, ser objeto de estudo exaustivo e de muita negociação política. Mas foi exatamente o caminho oposto que o governo federal decidiu tomar para tratar do assunto.
Nas últimas semanas, o governo passou a trabalhar afoitamente para levar o Senado a modificar e aprovar o projeto de Resolução 72, de dezembro de 2010, criando uma alíquota interestadual  única de 4% para o ICMS. Na prática, isso anularia a vantagem competitiva que a adoção de alíquotas mais baixas nos portos pode representar para os estados. “A orientação é para que se obtenha a aprovação o quanto antes, se possível em quinze dias”, diz um senador governista ao site de VEJA. Não bastasse acionar o rolo compressor no Congresso, o Planalto também se mostra temerário ao submeter um assunto tão importante para o jogo federativo e para as finanças estaduais a uma lógica que lhe é alheia – a da “proteção  da indústria nacional”. Aprovar a Resolução 72 foi um dos itens incluídos no pacote econômico anunciado pela presidente Dilma Rousseff nesta terça-feira, inteiramente dedicado a socorrer a indústria e acabar com alegadas “distorções que favorecem os produtos importados”.
Pano de fundo – As zonas portuárias especializadas em comércio internacional oferecem hoje alíquotas de 2% a 5% de ICMS sobre bens adquiridos no exterior. Assim, mesmo quando é necessário transportar os insumos por grandes distâncias dentro do Brasil, empresas consideram mais vantajoso utilizar importados do que produtos similares produzidos no país sobre os quais incidem impostos maiores. A alíquota de 4% nas transações interestaduais tenderia a modificar essa equação, tornando mais caros os bens estrangeiros. É assim, basicamente, que raciocina o governo. Leia MAIS que é muito importante

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terça-feira, abril 03, 2012

MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PEDE REPROVAÇÃO DAS CONTAS DA CAMPANHA ELEITORAL DO PT DE SANTA CATARINA. PARTIDO AMEAÇADO DE PERDER COTA DO FUNDO PARTIDÁRIO.

O Ministério Público Eleitoral pediu a reprovação das contas de 2010 do PT de Santa Catarina, responsável por 81% dos custos da campanha da ministra Ideli Salvatti ao governo do Estado. De acordo com a Procuradoria Regional Eleitoral, as irregularidades encontradas "ostentam gravidade suficiente a ensejar a desaprovação as contas".

A manifestação foi seguida pelo parecer técnico da Coordenadoria de Controle Interno do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SC). Para o órgão, as infrações comprometem a confiabilidade das contas prestadas, indicando inconsistência. O relatório pediu ainda a perda, por parte do PT-SC, da cota do Fundo Partidário. A Corte, no entanto, decidiu aprovar com ressalvas as contas do Comitê Financeiro. Os juízes entenderam que as irregularidades identificadas na documentação eram "formais". O acórdão foi publicado em 17 de agosto de 2011.

De acordo com o relatório do Controle Interno do TRE, o PT de Santa Catarina recebeu doações não registradas e usou recursos que não eram da campanha para quitar gastos eleitorais.

Inconsistências
Também foram identificadas inconsistências no cruzamento de informações com as doações de candidatos e com a base de dados da Receita Federal. O partido, por exemplo, declarou ter recebido, em 30 de outubro de 2010, um cheque de R$ 1.000 da então candidata Ideli Salvatti.

Segundo o relatório, no entanto, a ministra não registrou a doação. O Controle Interno do TRE-SC afirma ainda que foram feitas alterações no demonstrativo de Receitas e Despesas do partido, sem esclarecimentos. Os recursos provenientes de pessoas físicas passaram de R$ 27.172,41 para R$ 26.932,50. As doações de combustível sofreram decréscimo, enquanto as locações de veículos aumentaram em R$ 5,3 mil.

Pelo menos 18 recibos de doações eleitorais foram preenchidos incorretamente, inclusive sem a assinatura do doador. A própria prestação de contas do PT não está assinada. O parecer diz que "embora o comitê tenha declarado que o presidente encontra-se em Brasília, onde exerce suas funções de chefe de gabinete da ministra da Pesca e Aquicultura do governo Federal, com compromissos que impossibilitaram assinar o documento, consigna-se a irregularidade da ausência da sua assinatura."

Segundo os técnicos, o partido não conseguiu comprovar despesas de R$ 74,9 mil da Associação dos Jornais do Interior de Santa Catarina. "Foram detectadas despesas contraídas junto a pessoas jurídicas cuja comprovação se deu irregularmente por meio de outros documentos, o que denota que tais despesas não foram comprovadas por documentação hábil", afirma o relatório final, que diz ter encontrado indícios de doações de fontes vedadas. O presidente do PT-SC, José Fritsch, ex-ministro da Pesca, não foi encontrado. Segundo o diretório, ele está na Bahia e o partido não tem assessoria de imprensa. Do portal da RBS/Diário Catarinense

domingo, janeiro 22, 2012

LOMBADAS ELETRÔNICAS NA BR-470 MAIS ATRAPALHAM DO QUE SALVAM VIDAS E TURBINAM A INDÚSTRIA DA MULTA. DUPLICAÇÃO FOI ARQUIVADA PELO GOVERNO PETISTA.


O conhecido ativista da internet Jayson Rosa, aqui de Santa Catarina, acaba de postar em seu canal do YouTube procedente crítica no que respeita à implantação de lombadas eletrônicas na BR-470. Ao invés de contribuir para salvar vidas, estão causando mais transtornos e perigo de acidentes.
Em tempo: a BR-470 é uma rodovia que foi construída há quase meio século e faz ligação do litoral com a Serra, sendo a única rodovia que faz a integração de uma região densamente povoada e repleta de indústrias que é o Médio e o Alto Vale do Itajaí, como Itajaí, Blumenau, Rio do Sul, Indaial, Timbó. É também um corredor que liga o movimentado Porto de Itajaí com centenas de indústrias exportadoras.
Essa estrada foi construída pelo governo catarinense e, mais tarde, encampada pelo governo federal, numa época em que o movimento de veículos já era expressivo, mas nada comparado com a atualidade. A BR-470 se transformou em mais uma "estrada morte", juntamente com a BR-101 Sul que liga Santa Catarina ao Rio Grande do Sul, cuja duplicação o governo do PT empurra com a barriga e nem se sabe quando serão concluídas as obras.
Quando os catarinenses vêem o DataFolha petralha afirmando que a Dilma tem quase 100% de aprovação afirmam sem pestanejar: essa pesquisa não ouviu o povo catarinense.
O Estado de Santa Catarina que é um dos mais equilibrados e produtivos do Brasil contribuindo de forma generosa para o aumento da pauta de exportações brasileiras, continua sendo pisoteado pelo governo do PT.

sexta-feira, janeiro 20, 2012

PRAIAS DE FLORIANÓPOLIS E CAMBORIÚ ESTÃO PODRES! AUMENTAM LOCAIS IMPRÓPRIOS PARA BANHO. EXCESSO DE TURISTAS E AUSÊNCIA DE ESGOTO TRATADO. É O CAOS!

Esgoto desemboca diretamente em praia de Florianópolis. Acima um rio poluído deságua na praia sendo um condutor de dejeções humanas pela falta total de esgoto tratado. Esta é a realidade que os ecochatos não falam e não protestam.
Os banhistas que pretendem pegar um praia nos próximos dias devem ficar atentos aos locais próprios para banho. O novo relatório da Fatma aponta aumento de 12 pontos impróprios no Litoral de Santa Catarina em relação a semana anterior.

Conforme o monitoramento feito em 195 pontos em todo o Estado, 66 deles estão impróprios. O levantamento semanal mostra as condições de banho no Litoral e avalia as condições do mar.

Turistas e moradores devem ficar de olho nas placas que indicam a balneabilidade. De acordo com o gerente de Avaliação da Qualidade Ambiental de FATMA, Haroldo Tavares Elias, Balneário Camboriú e Florianópolis foram os locais onde houve maior aumento de impropriedade.

Banho de mar na Capital
Na Capital, dos 65 pontos monitorados pelos técnicos da Fatma, 29 não são indicados para o banho. Quem está curtindo o verão no Norte da Ilha não tem muito o que comemorar.

A incidência de chuva combinada ao gigantesco fluxo de turistas e um sistema de esgoto sobrecarregado agrava a situação. Pelo menos cinco pontos em praias em Canasvieiras, Santo Antônio de Lisboa e Sambaqui estão com a qualidade sanitária da água comprometida.

Já no Sul da Ilha, o Riozinho na praia do Campeche, voltou a ficar próprio para banho. O local é point, especialmente de crianças, que aproveitam para brincar na água calma. Segundo a Fatma, a água contaminada trazida pela chuva pode ter diminuido na região nos últimos.

Independente das placas de balneabilidade, os técnicos do órgão ambiental não indicam o banho de mar após dias chuvosos. A chuva "lava as ruas", levando água contaminada para o mar. Locais próximos de braços de rios, córregos e tubulações também devem ser evitados. Do portal da RBS/Diário Catarinense

sexta-feira, janeiro 13, 2012

ROGÉRIO MARTORANO, O HOMEM QUE COLOCOU SANTA CATARINA NO MAPA DO BRASIL!

Jornalista Rogério Martorano
Há 53 anos o jornalismo em Santa Catarina era, evidentemente, muito menos expressivo do que é na atualidade, mormente nas pequenas cidades do interior do Estado. Agora imaginem, por exemplo, a cidade de São Joaquim ou qualquer outra de seu porte há meio século? Entretanto, essa realidade adversa para quem sonhava em ser jornalista e, mais ainda, escrever na mais famosa publicação brasileira da época, a revista O Cruzeiro, jamais foi obstáculo para que o joaquinense Rogério Martorano, aos 18 anos de idade, fosse para o Rio de Janeiro bater à porta da casa de Assis Chateaubriand.

Chateaubriand já era célebre. Era nada menos que o dono do maior complexo jornalístico da América Latina, o grupo Diários Associados que sobrevive até hoje. Com a morte de Chateaubriand, o gigantesco grupo de comunicação foi transformado num condomínio de acionistas que detém atualmente o controle de alguns jornais importantes, como o Correio Braziliense e o Estado de Minas. Esse condomínio foi constituído pelo próprio Chatô que nomeou os condôminos de forma a evitar que o grupo Diário Associados desaparecesse com a sua morte.


Nos anos 50 do século passado uma viagem de São Joaquim ao Rio de Janeiro era uma empreitada para poucos, enquanto o sonho daquele rapazote em escrever na maior revista  brasileira soava mais como delírio. Todavia um fato histórico conspirara em favor de Rogério Martorano.


A REVOLUÇÃO DE 30
Assis Chateaubriand além de advogado, jornalista e empresário era acima de tudo um político nato e intuira acertadamente que Getúlio Vargas tomaria o poder. Durante a revolução de 30 não teve dúvidas e ficou ao lado de Vargas. E foi naquele ano efervescente de 1930 que Chateaubriand viajou de avião até Florianópolis para seguir viagem depois a Porto Alegre, onde se encontraria com Getúlio. De lá os revolucionários marchariam rumo ao poder.


Os legalistas que obedeciam ao então presidente Washington Luiz, descobriram que Chateaubriand estava a caminho de Porto Alegre para articular com Getúlio o avanço da revolução. Havia espiões por todos os cantos e o clima era tenso. Isto obrigou Chateaubriand a se esconder, o que o levou a São Joaquim no caminho do Rio Grande do Sul.


Ao colocar os pés nessa então pequena cidade no topo da Serra catarinense a notícia se espalhou rapidamente. Os joaquinenses revolucionários que seguiam Getúlio ficaram desconfiados de que o forasteiro poderia ser um espião do grupo legalista. Caso isto se confirmasse seria fuzilado sumariamente. Como então confirmar a real identidade do recém chegado forasteiro?, se perguntavam os revolucionários.


É aí que surge uma coincidência que acabou salvando Assis Chateaubriand e anos mais tarde foi decisiva para tornar realidade o sonho de Rogério Martorano.


HISTÓRICA COINCIDÊNCIA
César Martorano (o pai de Rogério Martorano) então um jovem de 19 anos de idade, filho de tradicional família de empresários pecuaristas gostava muito do jornalismo, de ler e de acompanhar as notícias. Conseguia receber O Jornal, pertecente à rede de comunicação de Assis Chateaubriand.

Numa viagem que fizera ao Rio de Janeiro em 1929, César Martorano visitou O Jornal, que ficava na sede dos Diários Associados. Na oportunidade revelou seu interesse pelo jornalismo o que lhe rendeu a missão de ser o correspondente de O Jornal em Santa Catarina, oportunidade em que recebeu a famosa 'carteirinha', dos Diários Associados, assinada pelo poderoso Assis Chateaubriand, embora não tivesse tido contato com ele.


César jamais poderia prever naquele momento em que mirava orgulhoso a carteirinha do jornal, que algum tempo depois esse documento pudesse decidir a sorte do famoso Assis Chateaubriand.


Quando os revolucionários buscavam uma forma segura de identificar o forasteiro, César Martorano lembrou que possuia um documento com a assinatura de Chateaubriand. Bastaria que se pedisse ao desconhecido que escrevesse a sua assinatura num papel para que fosse feita uma confrontação com aquela contida no documento em poder de César, o que de fato foi providenciado. Não houve nenhuma dúvida. Estava comprovado que o misterioso homem era mesmo Assis Chateaubriand, o famoso jornalista e empresário de comunicação amigo de Getúlio Vargas. Uma vaca foi abatida na Fazenda Antonina da família Palma, que apoiava Getúlio Vargas, para a realização de um churrasco em homenagem ao ilustre visitante.

 
A César Martorano coube a tarefa de levar Assis Chateaubriand a cavalo até a cidade de Vacaria, no Rio Grande do Sul, onde Chatô tomou um trem para encontrar-se com Getúlio Vargas em Porto Alegre, incorporando-se no movimento que derrubaria Washington Luiz e levaria Vargas ao poder.

 
O fato jamais foi esquecido por Assis Chateaubriand que se tornou um grande amigo de César Martorano, cujos bons ofícios lhe salvaram a vida.


ENCONTRO COM CHATÔ
Os anos se passaram e Rogério Martorano, filho de César, cresceu decidido a ser jornalista, de conhecer a então capital da República, o Rio de Janeiro, naqueles anos realmente uma cidade maravilhosa. Seu objetivo era fazer carreira na grande imprensa brasileira.


Movido pela decisão de transformar seu sonho em realidade, Rogério Martorano foi para o Rio de Janeiro. Lá chegando dirigiu-se diretamente à casa de Assis Chateaubriand. Recebido pelo secretário do célebre empresário da comunicação, Rogério adiantou que era filho de César, um velho amigo do  Dr. Chateaubriand. Ao retornar o secretário abriu a porta dando acesso ao gabinete de Assis Chateaubriand e à carreira jornalística de Rogério Martorano. O fiel secretário de Chatô era Irani Bastos da Costa, que desempenhou essa função na ante-sala de Chatô por 50 anos, até a morte do maior e mais poderoso empresário de mídia da história do Brasil.

 
Rogério morou na casa de Chateaubriand por mais de um ano e foi por ele encaminhado à revista O Cruzeiro, onde trabalhou por quase 20 anos. Foi Assis Chateaubriand quem pagou os estudos de Rogério no Rio de Janeiro recomendando que lesse muito, principalmente as obras de Machado de Assis, Graciliano Ramos e outros nomes da literatura brasileira e do jornalismo.


"EMBAIXADOR" DE SC
Ao pisar na redação de O Cruzeiro esse catarinense via seu sonho se transformar numa agradável e promissora realidade. Essa revista, nos anos 50, era a maior e mais importante mídia nacional e reunia a nata do jornalismo carioca. Rogério trabalhou numa redação que incluia feras do jornalismo, como David Nasser, Millor Fernandes, Ziraldo, Armando Nogueira, Glauco Carneiro, Franklin de Oliveira, Luiz Carlos Barreto, Audálio Dantas e muitos outros destacados jornalistas brasileiros.


Martorano acabou se tornando uma espécie de "embaixador" de São Joaquim e do Estado de Santa Catarina na capital da República. As primeiras reportagens revelando que no Brasil havia um lugar - São Joaquim - em que nevava no inverno foram feitas por Rogério Martorano e tiveram grande repercussão nacional dando projeção ao potencial turístico da Serra catarinense.


Mas não foi apenas o rigoroso inverno da Serra catarinense objeto de suas reportagens. Sobre Florianópolis publicou em 1963, “O maior show do carnaval”, destacando o desfile de carros alegóricos mutantes surpreendendo o Brasil, tradição que até hoje se mantém no carnaval da capital catarinense. Outras pautas sobre Santa Catarina nas décadas de 1960 a 1970, renderam matérias exclusivas sobre diversas regiões e cidades catarinenses, como Blumenau, Joinville, Brusque, Chapecó, Tubarão, Criciúma, Itajaí, Lages, Balneário Camboriú, Laguna e São Francisco do Sul.


Sua última reportagem especial em O Cruzeiro, já na derradeira fase da revista, foi um furo internacional: “Fryderika, a namorada de Hitler”, sobre uma polonesa que vivia discretamente em São Francisco do Sul, cidade histórica distante 40 quilômetros de Joinville. Fryderika imigrara para o Brasil após a 1a. Grande guerra. Na juventude, em Viena, Áustria, onde morou durante alguns anos, fora namorada daquele que viria a ser anos mais tarde o ditador nazista.


Como repórter de O Cruzeiro, Rogério Martorano participou de entrevistas com gente famosa, como o filósofo francês Jean-Paul Sartre e o cantor americano Nat King Cole, dentre outras do mesmo nível. Entrevistas com políticos e chefes de Estado estrangeiros também permitiram que o joaquinense conhecesse de perto figuras como Fidel Castro e outros políticos de proeminência internacional.


NO MAPA DO BRASIL
Além disso, o contexto político da época e o fato de pertencer à redação de O Cruzeiro, acabaram aproximando Rogério Martorano de políticos como Carlos Lacerda, Jango Goulart e JK.


Atualmente Rogério Martorano dá os retoques finais em seu livro de memórias: “Enquanto não esqueço - Tributo a Assis Chateaubriand e outros contemporâneos”, que contará espisódios inéditos tendo como protagonistas Chatô, Jango, JK, Carlos Lacerda, Jorge Amado, Tancredo Neves, Manoel Bandeira, Oscar Niemayer, Ary Barroso, Nelson Hungria, Olavo Setúbal e Walter Moreira Salles e outras personalidades do mundo político e intelectual brasileiro. Nesse livro Martorano revelará também aspectos pouco conhecidos da personalidade de Assis Chateaubriand, principalmente seu caráter humanístico, despreendido e de lealdade incomparável.


Testemunhou de perto os grandes lances da política brasileira nas agitadas décadas dos anos 50 e 60 do século passado no Rio de Janeiro. Trabalhou com Juscelino Kubitschek no Comitê Central de sua campanha em que pleiteava a volta à Presidência na eleição de 1965, que acabou abortada pela vitoriosa Revolução de 1964. O coordenador da campanha de JK era Francisco Negrão de Lima, que foi governador do Rio de Janeiro.


Rogério só retornou para Santa Catarina em 1977, quando foi dirigir a assessoria de imprensa da Prefeitura de Joinville, durante o primeiro mandato de Luiz Henrique da Silveira. Posteriormente, no governo de Jorge Bornhausen, foi diretor da Imprensa Oficial do Estado e, mais tarde, trabalhou na antiga Telesc, onde se aposentou permanecendo até hoje em Florianópolis. É também o idealizador do "Projeto Caminhos da Neve", ligando dois polos internacionais do turismo - Florianópolis e Gramado - através das Serras catarinense e gaúcha.


Dono de extraordinária saúde, boa memória e protagonista de histórias incríveis, Rogério Martorano é sempre um bom papo, além de ser um expert na execução de um legítimo "frescal" de São Joaquim, prato típico da região serrana de Santa Catarina.


Só a modéstia de Rogério Martorano, detentor do título de Cidadão Carioca, outorgado pela Assembléia Legislativa 1974, esconde o fato de que foi ele o homem que colocou Santa Catarina no mapa do Brasil. É que nos anos 50 nenhum catarinense seria capaz de intuir que o Estado de Santa Catarina, então um hiato entre o Rio de Grande do Sul e Paraná se tornasse, como de fato de se tornou a partir da década de 1970, num dos Estados brasileiros mais industrializados, socialmente equilibrado e produtivos do Brasil. Como jornalista em O Cruzeiro, e antevendo as potencialidades de Santa Catarina, Rogério acabou contribuindo de forma generosa e inequívoca para destacar o Estado catarinense em nível nacional, dando-lhe visibilidade e importância política.

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sexta-feira, dezembro 30, 2011

COLAPSO NAS ESTRADAS DE SANTA CATARINA

Brasil inteiro vem para Florianópolis: Esta é a BR-101 Sul que jamais será duplicada enquanto o PT for governo. Foto desta manhã
Motoristas que trafegam pela BR-101 em Santa Catarina enfrentam congestionamento nesta sexta-feira. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que já são registradas filas de 15 quilômetros em Balneário Camboriú, no Litoral Norte, no sentido Sul.  Há também retenção no Km 6, na região de Garuva, devido ao excesso de veículos. O movimento é bastante intenso ainda em Itajaí e Itapema.

O trânsito também se intensifica e há filas entre Tubarão e Laguna em direção ao Norte. A orientação da PRF é para que os motoristas mantenham o alerta e tenham paciência, pois o movimento deve continuar se intensificando ao longo desta sexta-feira por causa do Réveillon. Do portal da RBS/Diário Catarinense onde há acompanhamento online da situação do trânsito nas estradas catarinenses

sexta-feira, dezembro 02, 2011

JUSTIÇA FEDERAL CONDENA UNIÃO A INDENIZAR HOMOSSEXUAL QUE FOI CONSIDERADO 'MORALMENTE INCAPAZ' PARA SERVIÇO MILITAR

A Justiça Federal condenou a União a pagar R$ 50 mil de indenização por dano moral a um homem que, em 1981, foi dispensado do serviço militar por “incapacidade moral”, em função de haver se declarado homossexual durante o exame médico. O juiz Alexander Fernandes Mendes, da Vara Federal de Tubarão (SC), entendeu que o ato feriu, inclusive, princípios da Constituição de 1969, vigente à época, que já vedava a discriminação entre as pessoas. A sentença foi proferida terça-feira última (29/11/2011) e cabe recurso ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre.
Segundo o autor da ação, o motivo da isenção só foi descoberto em 2003, quando, para se inscrever em um estágio, precisou se dirigir à Junta de Serviço Militar para sanar uma dúvida acerca do número do certificado. A servidora que o atendeu lhe informou que o documento se referia a alguma espécie de “incapacidade moral”. De acordo com a sentença, a defesa da União não negou a questão da orientação sexual, apenas afirmou que foi cumprida a legislação em vigor. Ofício de unidade militar constante do processo refere que os “indícios de incompatibilidade foram confirmados e confessados pelo autor quando da sua declaração como optante da homossexualidade”.
Para o juiz, o ato “feriu direitos fundamentais do autor e foi suficiente para ofender seu patrimônio moral, porquanto lhe trouxe sentimentos autodepreciativos e angustiantes e representou desprestígio e descrédito à sua reputação, expondo-lhe à humilhação. A União deverá, independente de recurso, retificar o certificado de isenção do autor. Proposta em 2005, a ação chegou a ser considerada prescrita, mas o TRF4 julgou que a prescrição ainda não tinha ocorrido. (Da Seção de Comunicação Social da Justiça Federal em SC)

sexta-feira, novembro 11, 2011

LUPI AJUDOU ONG SUSPEITA DE CORRUPÇÃO EM SC

O ministro Carlos Lupi teria ajudado pessoalmente uma ONG de Brusque comandada por um colega de partido, apesar de a Polícia Federal ter constatado irregularidades em convênio de R$ 6,9 milhões com a pasta.

A ONG Adrvale (Agência de Desenvolvimento do Vale do Rio Tijucas e Rio Itajaí Mirim) é presidida por Osmar Boos, ex-candidato a vereador pelo PDT em Brusque. Neste convênio, de 2007, para capacitação de trabalhadores teriam sido usados empresas e funcionários fantasmas para justificar a aplicação dos recursos.

Em julho de 2008, a Controladoria Geral da União fez auditoria e teria encontrado irregularidades. A polícia Federal entrou no caso em maio de 2009 e abriu inquérito para investigar a utilização irregular de dinheiro público pela Adrvale. Mesmo com as investigações em andamento, o ministro viajou até Santa Catarina para assinar dois novos convênios com a Adrvale.

No fim de 2010, a PF finalizou o inquérito e indiciou um ex-presidente da entidade pela dispensa de licitação. O inquérito foi mandado para o Ministério Público Federal  que requisitou ajuda da PF. Um dos motivos para pedir mais investigações é que um incêndio havia destruído a sede da Adrvale e vários documentos teriam sido destruídos.

Em entrevista à RBS TV nesta sexta-feira, Boss afirmou que estava surpreso com a denúncia publica pelo jornal Folha de S.Paulo.

— Apresentamos o relatório final da atividade para o Ministério do Trabalho e não recebemos negativa na apresentação de contas. Do portal da RBS/Diário Catarinense

sábado, outubro 01, 2011

NOVA DIRETORIA DO SINDICATO DOS JORNALISTAS DE SC REAGE EM NOTA OFICIAL CONTRA DINOSSAUROS DO PT E SEUS SATÉLITES

A recém empossada diretoria do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina acaba de lançar uma nota intitulada Em defesa da democracia e da decisão dos jornalistas de SC, resumindo uma série de fatos que mostram do que são capazes os sindicaleiros dinossauros do PT e seus satélites. É de se esperar que a atual diretoria presidida pelo jornalista Valmor Fritsche corte o cordão umbilical que liga o Sindicato aos bate-paus da CUT-PT. É necessário que seja feita com todo o rigor uma ação de assepsia completa na entidade. Transcrevo na íntegra a nota oficial do Sindicato. Já é alguma coisa. Leiam:
A diretoria do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina, empossada no dia 27 de setembro, torna público seu repúdio à atitude da gestão anterior que, no estertor de seu mandato, utilizou-se de publicação oficial da entidade, o Papel Jornal, para, além de desrespeitar a vontade e a inteligência dos jornalistas que participaram do recente processo eleitoral, desferir um ataque de baixo nível e sem possibilidade de contraponto à nova diretoria do SJSC e à direção da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ).

Através de uma publicação expedida pelo correio no dia 26/09/2011, a gestão do SJSC que se encerrou no dia seguinte – e que se negou a realizar um processo de transição transparente com a nova direção, que foi respaldada por votação amplamente majoritária da categoria -, dedicou uma página do “Papel Jornal” para, sob o manto de uma “ANÁLISE DA DIRETORIA”, fazer disputa política reprovável após a eleição, expor “sua” leitura equivocada do processo eleitoral, propagandear inverdades, e, num vergonhoso choro de derrotados, terminar seu mandato com a truculência que caracterizou boa parte de seu transcurso.


Não coadunamos com tal postura. A decepção com tal atitude, já manifestada por alguns colegas em redes sociais, é compartilhada pela atual direção do SJSC.


Cabe destacar que a reprovação da categoria à gestão terminada no dia 27 de setembro foi maiúscula e que, mesmo após mais 3 anos de mandato, de manipular a estrutura da entidade a seu favor, de definir o processo e ter maioria na Comissão Eleitoral, a antiga diretoria sequer foi capaz de repetir a baixa votação que recebeu na eleição do SJSC ocorrida em 2008, quando concorreu como chapa única.


É inadmissível a “leitura” que a gestão anterior tenta impor sobre o processo eleitoral e as diferenças entre as duas chapas, buscando imputar à chapa vencedora, à direção da FENAJ e à Associação Catarinense de Imprensa (ACI) posições que não correspondem à realidade.


Todo o conteúdo da página 5 da edição 59 do Papel Jornal é uma demonstração cabal de que a gestão que se encerrou no SJSC não entendeu e não absorveu o resultado da eleição ocorrida nos dias 25 e 26 de agosto. E ele foi simples: a categoria reprova processos de exclusão e de manipulação de informações, reprova a falsa divisão entre os jornalistas da capital e do “interior”, ou mesmo o desrespeito às resoluções de suas instâncias deliberativas nacionais, como abraçar-se ao patrão e escancarar as portas do Sindicato para jornalistas precários.


É público e notório que a decisão do STF de extinguir com a exigência do diploma para o exercício da profissão – naquelas funções onde tal requisito é imperativo – atendeu a pedido de SINDICATOS PATRONAIS de São Paulo, que veem na regulamentação profissional dos Jornalistas um impeditivo para sua sanha de desqualificação da profissão, exploração ainda maior do trabalho dos jornalistas e de mercantilização do Jornalismo. Quem se rendeu à decisão do STF, pode se maquiar com os argumentos que quiser, mas não consegue esconder que sua posição faz a alegria do patrão.


Concepções de sindicalismo classista que se assentam na mentira, na manipulação e no autoritarismo são, na verdade, manifestações de esquerdismo infantil, inconsequente, pseudo-classismo. E aí reside uma das maiores diferenças entre as duas chapas que disputaram o processo eleitoral do SJSC. Quem não respeita a DEMOCRACIA, cumpre um desserviço à classe trabalhadora e expõe sua falta de representatividade.


A despeito de tudo isso, a nova direção do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Santa Catarina conquistou amplo respaldo no recente processo eleitoral da entidade com a realização de uma campanha ética, um programa de resgate da ação sindical voltado para os interesses dos jornalistas - construído coletivamente em debates em diversas cidades de Santa Catarina - e com uma nominata que buscou assegurar a participação dos diversos segmentos da categoria em nosso Sindicato. Os jornalistas decidiram e o mínimo que se pode esperar é respeito a esta decisão.


Vamos Juntos trabalhar pela valorização de nossa profissão e dos profissionais. Vamos buscar trazer de volta para nosso Sindicato muitos colegas que se afastaram ou foram excluídos pelas práticas equivocadas que imperaram em nossa entidade nos últimos anos, além de trazer novos colegas dispostos a fortalecer seu Sindicato e reconhecedores de que o caminho para novas conquistas e vitórias se faz com democracia e com a luta coletiva dos trabalhadores.

Florianópolis, 30 de setembro de 2011.
Diretoria do SJSC
 
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segunda-feira, setembro 19, 2011

JAPONESES MOSTRAM PLANO PARA EVITAR ENCHENTES EM SANTA CATARINA. CATARINENSES JÁ VIRAM ESTE FILME EM 1983/84

Um plano de ação para conter as cheias dos rios e evitar enchentes no Vale do Itajaí será apresentado na terça-feira, a partir das 15h, ao governador Raimundo Colombo. O relatório foi elaborado por especialistas japoneses da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), que desenvolve e financia projetos relacionados a mudanças climáticas. Após a entrega do plano caberá ao governo do Estado buscar recursos e executar as obras.

Após as enchentes de 2008, o governo catarinense firmou um acordo com a Jica para a elaboração do plano diretor para a bacia do Rio Itajaí, com medidas para prevenção e mitigação de desastres causados por enchentes e sedimentos. Naquele ano, 135 pessoas morreram em deslizamentos provocados pela chuva que durou cerca de três meses e atingiu mais de 2 milhões de catarinenses.

As ações de prevenção que serão apresentadas na terça são para 10 anos e exigirão investimentos de R$ 200 milhões. Após a entrega do plano ao governador, os especialistas da Jica cumprem uma agenda de encontros com diversas autoridades no Estado até sexta-feira.

Plano elaborado após enchentes de 1983
Depois das enchentes de 1983 e 1984, durante a Jica também fez um plano de contenção de cheias no Vale do Itajaí, que não foi aproveitado. Os motivos apontados foram desde falta de verba a questionamentos às propostas. Do portal do Diário Catarinense


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sábado, setembro 17, 2011

FRENTE FRIA CAUSA CHUVA FORTE NO SUL E DEVE ATINGIR SANTA CATARINA OUTRA VEZ, MAS COM MENOR INTENSIDADE, SEGUNDO PREVISÃO.

Uma nova frente fria avançou para o Rio Grande do Sul durante a madrugada deste sábado, e está provocando chuva forte nas áreas do sudoeste e oeste do Estado. entre 22 horas de ontem (16) e 07 horas de hoje (17), já havia chovido 59,2 milímetros em Uruguaiana e 63,6 milímetros em Quaraí. Em Alegrete choveu 13,2 milímetros apenas entre 06 e 07 horas da manhã de hoje.
Este sistema vai avançar pela Região durante o fim de semana e até terça-feira ainda vai provocar chuva em todas as áreas gaúchas e em Santa Catarina. 
Desta vez a chuva mais forte e mais volumosa fica concentrada no Rio Grande do Sul que recebe fortes pancadas de chuva entre amanhã e segunda-feira, com risco de rajadas de vento. 
Em Santa Catarina a chuva não chega tão intensa, mas pode sim provocar transtornos, visto que as últimas chuvas já deixaram o solo saturado e o nível dos rios muito acima do normal. Do site Climatempo

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domingo, setembro 11, 2011

COMO MINIMIZAR O EFEITO DAS ENCHENTES NO VALE DO ITAJAÍ? É UM DESAFIO QUE TEM DE SER ENCARADO PELAS AUTORIDADES!

Situação em  Rio do sul. Veja galeria c/ mais fotos AQUI
O centro comercial de Rio do Sul, cidade do Alto Vale do Itajaí, em Santa Catarina, teve o seu comércio praticamente todo destruído. As fotos acima, que são do site do Diário Catarinense, mostram ruas da área central da cidade e se reperte o drama que os rio-suleneses viveram nas cheias de 1983 e 1984. 
Em 1984 vi com os meus próprios olhos a devastação de Rio do Sul. Nessa época trabalhava no jornal O Estado, de Florianópolis e cobri a enchente de Rio do Sul, juntamente com o fotógrafo Marco César.
Para chegar a Rio do Sul tivemos que viajar a bordo de um avião de guerra da FAB até Lages, onde pernoitamos, e de lá seguir num helicóptero da Base Aérea de Santa Maria até Rio do Sul. O helicóptero carregava um estoque de pães para alimentar os flagelados.
O tempo estava melhorando. Mas um denso novoeiro cobria integralmente o Vale do Itajaí, o que obrigou o piloto do helicóptero a pousar no alto da Serra Canoas, num pasto, onde tivemos que permanecer cerca de 2 horas até que o nevoeiro fosse se dissipando e oferecesse segurança para o helicóptero decolar e chegar à cidade. Mesmo assim, aterrissamos no bairro Canoas e de lá, a pé, usando botas de borracha até os joelhos para poder cruzar áreas alagadas, nos dirigimos ao centro da cidade e de lá até o morro Boa Vista, onde pude me encontrar com o então prefeito Danilo Lourival Schmidt para fazer um levantamento dos estragos. As autoridades haviam montado um bunker no morro de onde administravam a cidade e tomavam medidas emergenciais.
O tempo passa. Lá se vão 27 anos. 
As intempéries e cheias no Vale do Itajaí sempre aconteceram. Não têm nada a ver com mudança climática, aquecimento global e bobagens análogas. Não estou chutando. Eu nasci e me criei em Rio do Sul onde por lá vivi até os meus 20 anos.  Nos anos 50 e 60 as cheias eram muito mais frequentes até porque ainda não existiam as barragens de contenção de Taió e Ituporanga, que foram construídas durante os governos militares. De lá para cá não se fez absolutamente mais nada no sentido de minimizar o efeito danoso das enchentes. 
Entretanto, naquele tempo o impacto das águas tinha dimensão menor, haja vista que a população de Rio do Sul e de todo Vale do Itajaí era muito menor. Atualmente essa área de Santa Catarina, extremamente desenvolvida e de alta produtividade industrial e agrícola é densamente povoada.  
As fotos que ilustram o post mostram a situação dramática de Rio do Sul com o seu comércio completamente destruído, sem falar nas milhares de casas detonadas pelo lodaçal.
Estou tomando Rio do Sul como um exemplo do que está ocorrendo em Santa Catarina. Mas não é só em Rio do Sul. Cidades como Blumenau, Timbó, Ituporanga, Brusque e outras de menor porte estão na mesma situação.
Deve-se destacar também que Itajaí, que abriga o segundo maior porto brasileiro, também foi devastada pela enchente. Itajaí fica na foz do Rio Itajaí-Açu que se forma no centro da cidade de Rio do Sul onde acontece a confluência dos rios Itajaí do Oeste, que procede da região de Taió e Itajaí do Sul, que desce a partir de Ituporanga.
A região do Alto Vale do Itajaí fica mais ou menos no pé da Serra, a 341 metros acima do nível do mar. O Itajaí-Açu então desce com força e velocidade quando está cheio, formando cascatas ao despencar da Serra da Subida em direção a Blumenau e Itajaí. No litoral torna-se mais calmo e faz meandros até encontrar o oceano. O efeito da maré alta combinando-se com o rio caudaloso provoca o transbordamento sobre a planíce que abriga a cidade de Itajaí e aí a situação fica caótica.
É impossível impedir esses fenômenos naturais. Entretanto, os governos federal e estadual têm o dever de pensar em alternativas que minimizem os efeitos dessas constantes enchentes. Que mais se poderia agregar às barragens de contenção? Está aí um desafio que tem de ser encarado seriamente.

LEIA TAMBÉM: Tragédias climáticas e a tragédia da mídia

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quinta-feira, setembro 08, 2011

ENCHENTE: CALAMIDADE PÚBLICA EM RIO DO SUL!

O prefeito de Rio do Sul, Milton Hobus, decretou situação de calamidade pública na tarde de quinta-feira. A cidade sofre com inundações e deslizamentos de terra desde a madrugada. A expectativa da Defesa Civil é de que o rio chegue ao nível de até 12 metros, causando problemas em vários bairros da cidade.

Em reunião na tarde desta quinta-feira, o prefeito pediu empenho dos funcionários e calma a toda população atingida. A orientação é que os todos saiam dos locais de risco. Na medição das 17 horas, o nível do rio chegou a 9,75 metros e a barragem de Ituporanga marcava 2,8 metros de água acima do vertedouro. Todas as comportas abertas foram abertas.

Pelo menos seis abrigos oficiais foram abertos pela Secretaria de Assistência Social  e Habitação de Rio do Sul para atender as famílias atingidas nos bairros Sumaré, Santa Rita, Bela Aliança, Progresso e dois na Barragem. O número de abrigos pode subir para 14. O corpo de bombeiros, polícias civil e militar e a defesa civil estão auxiliando na retirada de famílias de locais onde há inundações. Do portal da RBS/Diário Catarinense

VÍDEOS MOSTRAM VIOLÊNCIA DAS ÁGUAS EM SC

Este vídeo mostra o espantoso volume de água do Rio Itapocu, que corta a cidade de Jaraguá do Sul, no Vale do Itapocu, en tre Blumenau e Joinville. Esta cena do rio é em bairro afastado do centro desta cidade que é um dos maiores centros industriais de Santa Catarina.

Continua chovendo muito em Santa Catarina, a noite vai chegando e requer providências emergenciais.

Há pouco o site do Diário Catarinensde anunciou que o Governador Raimundo Colombo estaría se deslocando para Blumenau.

BARRAGEM DE ITUPORANGA EM SITUAÇÃO CRÍTICA. EM BLUMENAU PREFEITO DECRETA EMERGÊNCIA. CHUVA NÃO CESSA EM SANTA CATARINA

Clique s/ a imagem para vê-la ampliada
A chuva não dá trégua em Santa Catarina e a situação começa a ficar dramática no Vale do Itajaí. Em Blumenau o rio Itajaí-Açú ameaça transbordar. Tanto é que o prefeito João Paulo Kleinübing já decretou situação de emergência em Blumenau como podem verificar na matéria que se abaixo do Diário Catarinense. No Alto Vale do Itajaí a situação também é crítica em cidades como Rio do Sul, haja vista que a Barragem de Ituporanga, como mostra o facsímile acima do site de monitoramento em tempo real do Deinfra que pode ser acessado AQUI, assinala o máximo de sua capacidade mostrando três comportas já totalmente abertas.
O prefeito de Blumenau João Paulo Kleinübing acaba de decretar situação de emergência devido às chuvas que atingem o múnicípío nesta quinta-feira. Até agora, são, pelo menos, 26 ruas atingidas por água ou deslizamento de terra.

Segundo a Defesa Civil, 11 famílias (37 pessoas) estão desabrigadas até o momento. Seis abrigos foram abertos para atendimento (veja tabela). A retirada de famílias de outras ruas ainda não foi decidida, mas todas as pessoas devem ficar em alerta.

As aulas nas escolas municipais e estaduais e nas universidades e faculdades foram canceladas nesta quinta. Algumas empresas e lojas estão liberando os funcionários, de acordo com a necessidade.

Abrigos abertos: - Acecremer, na Vila Nova
- Igreja Jovens Livres, na Itoupava Norte
- Escola Básica Municipal Tiradentes, no Centro (anexo ao Pedro II, na Alameda Rio Branco)
- Escola Estadual Básica Jonas Rosário Coelho Neves, no Fidélis
- Escola Estadual Básica Santos Dumont, no Garcia
- Paróquia São Francisco de Assis, na Fortaleza. Do portal da RBS/Diário Catarinense

quarta-feira, setembro 07, 2011

SE CHOVER MAIS BLUMENAU FICA DEBAIXO D'ÁGUA

Situação em Blumenau é crítica e chuva não cessa
A chuva intensa que cai sobre o Vale do Itajaí desde segunda-feira deixou, nesta quarta-feira, Blumenau em estado de alerta, quando o nível do Itajaí-Açu atingiu 6 metros, às 20h. Durante o dia, o rio estava subindo entre 16 a 20cm por hora, mas com a chegada da noite a elevação reduziu e o rio estabilizou.
O mesmo nível se manteve até as 23h. A projeção da Defesa Civil era para que o Itajaí-Açu chegasse aos 6,50 metros às 2h da madrugada. Com 8 metros o rio transborda e atinge as primeiras ruas nos bairros Itoupava Norte, Fortaleza e Itoupavazinha. O secretário de Defesa Civil de Blumenau, José Egídio de Borba, disse que apesar da diminuição na intensidade, famílias que moram em áreas atingidas por alagamentos e encostas devem ficar atentas e, ao menor sinal de perigo, precisam abandonar as residências.
Durante esta quarta-feira, foram registrados cinco deslizamentos nos bairros Vila Nova, Progresso, Ponta Aguda, Velha Grande e Velha Central, que deixaram uma rua interditada e outra em meia pista até o final da noite de ontem. O caso mais grave ocorreu no final da tarde, com uma família da Rua Germano Kratz Neto, no Bairro Velha Grande.
A casa onde mãe e duas filhas residiam desabou, mas ninguém ficou ferido. De acordo com a Defesa Civil, a casa ficava em área de risco. A família foi a única encaminhada até as 23h pela Assistência Social ao abrigo da Igreja Evangélica Livre de Blumenau, no Bairro Itoupava Norte.
De segunda-feira à noite até as 17h desta quarta-feira, o Centro de Operações do Sistema de Alerta (Furb) registrou 77,4 mm de chuva. Em Ituporanga, Apiúna, Ibirama, Rio do Sul e Taió choveu 70mm. Informações e foto do portal da RBS/Diário Catarinense

RISCO DE ENCHENTE NO VALE DO ITAJAÍ EM SC

O Rio Itajaí-Açu está em 6 metros na medição das 20h desta quarta-feira. O rio subiu quatro centímetros em relação à medição das 19h, quando o nível era de 5,96 metros. A projeção da Defesa Civil é para que o rio atinja 6,50 metros à meia-noite. Com 8 metros o rio transborda e atinge as rua 1º de Janeiro, no Bairro Itoupava Norte, Albert Goll, Bairro Fortaleza, e Roberto Bruch, Bairro Itoupavazinha.

Foram registrados deslizamentos nos bairros Garcia, Vila Nova, Ponta Aguda, Velha Grande e Velha. Uma família, que morava em área de risco na Rua Germano Kratz Neto, foi encaminhada ao abrigo da Igreja Evangélica Livre de Blumenau (Comcisa), em frente à loja Romeu Georg, na Rua 2 de Setembro, no Bairro Itoupava Norte.

O rio está diminuindo de intensidade e a tendência é que durante a noite o ritmo diminua ainda mais se não houver nenhuma mudança brusca na qualidade da chuva —explica o secretário de Defesa Civil de Blumenau, José Egídio de Borba.

— Famílias que moram em áreas atingidas por alagamentos e encostas devem ficar atentas e ao menor sinal de perigo precisam abandonar as residências — orienta Borba.

Rio do Sul possui três abrigos ativados 

Em Rio do Sul, o rio segue aumentando aproximadamente 2 cm por hora. A medição das 20h apontou o rio em  6,38 metros. Às 19h estava em 6,36metros. De acordo com a Defesa Civil, ainda não há registro de alagamentos e deslizamentos no município. Do portal da RBS/Diário Catarinense

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sexta-feira, agosto 26, 2011

IDELI APRESENTOU EMENDAS NO VALOR DE R$ 200 MIL BENEFICIANDO ONG LIGADA A SEU ASSESSOR

Ideli goza de total confiança da 'presidenta' Dilma
A ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) apresentou duas emendas parlamentares, quando exercia o mandato de senadora pelo PT, em benefício de uma ONG ligada a um assessor seu no Senado. As emendas, no valor total de R$ 200 mil, foram apresentadas na elaboração dos orçamentos de 2008 e 2010.
As verbas foram carimbadas para a entidade Cesap (Centro de Elaborações, Assessoria e Desenvolvimento de Projetos), sediada em Florianópolis. A ONG foi criada em 2003, e teve como sócio-fundador Claudionor de Macedo. Em 2004, ele assumiu o cargo de assessor parlamentar de Ideli no Senado, e pediu afastamento de suas atividades na organização. 
Segundo a ministra, por meio de sua assessoria de imprensa, Claudionor seguiu "apenas como membro colaborador" da ONG durante o período em que trabalhou diretamente para Ideli no Senado. Hoje, Claudionor voltou ao quadro de dirigentes da entidade.
As emendas de Ideli para a ONG de seu assessor resultaram na assinatura de dois convênios. O primeiro foi assinado com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, em 31 de dezembro de 2008, no valor de R$ 158,5 mil. Dois anos depois, em 28 de dezembro de 2010, outro convênio foi assinado com a Cesap, desta vez com Secretaria de Políticas para as Mulheres, no valor de R$ 110.320.
Dos valores acertados, R$ 148 mil já foram pagos para a entidade.
Na nota enviada por sua assessoria, a ministra nega irregularidades e afirma que as emendas beneficiaram centenas de famílias.
"Com os recursos destinados através das duas emendas foram criados 12 grupos voltados para ajudar mulheres chefes de família na geração de renda. O trabalho beneficiou indiretamente centenas de famílias das cidades de Itajaí, Tijucas e Palhoça", afirma a nota. Do portal Folha.com


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sábado, agosto 20, 2011

CRISE ENVOLVE POLÍCIAS MILITAR E CIVIL EM SC E PREJUDICA AS AÇÕES DE SEGURANÇA PÚBLICA

Uma estranha crise está envolvendo as polícias militar e civil em Santa Catarina. Embora não esteja acompanhando mais de perto o problema, creio que os mais prejudicados são os cidadãos, haja vista para o aumento inaudito da bandidagem em todo o território brasileiro depois que o lulopetismo chegou ao poder.
Após este prólogo transcrevo matéria que está no site do Diário Catarinense, não sem antes adiantar que este blog defende as polícias porquanto entende serem elas importantes instituições democráticas ao lado das Forças Armadas. Quem acompanha o blog sabe disso.
As autoridades de comando das forças policiais por determianção do Governador Raimundo Colombo, estiveram reunidas sem que uma solução definitiva tenha sido alcançada, segundo foi noticiado.
Entretanto, nunca foi tão importante para a sociedade catarinense a eficiência e o profissionalismo das polícias militar e civil, dado ao fato, ao qual me referi no início destas linhas, do inusitado aumento do banditismo que hoje já alcança até mesmo pequenos municípios e comunidades do interior do Estado catarinense. Esta lamentável realidade ocorre em todo o território nacional.
Tanto a Polícia Militar como a Polícia Civil são organismos vitais para a segurança da sociedade. As autoridades responsáveis pela segurança pública em Santa Catarina têm de persistir com urgência na busca de solução para o problema. Leiam:

Em notas oficiais, os delegados de Polícia de São Paulo e do Paraná demonstraram nesta sexta-feira apoio à Polícia Civil de Santa Catarina. Uma manifestação (com faixas, ou mesmo paralisação) por aqui pode acontecer. O apoio veio no dia seguinte à reunião da cúpula da segurança pública no Estado, que prometeu acalmar os ânimos entre policiais Civis e Militares.

O presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp), George Melão, alega que vários governos estaduais estão fazendo "confusões jurídicas", conferindo atribuições à PM que não estão previstas na Constituição. Por isso, o Sindpesp se coloca à disposição para a realização de uma manifestação em Santa Catarina que, segundo o presidente, já teria o apoio de estados como Minas Gerais e Espírito Santo. O presidente explicou que, em São Paulo, a PC tenta impedir, na Justiça, que a PM continue autorizada a realizar Boletins de Ocorrência (BO).

O Sindicato dos Delegados de Polícia do Paraná (Sidepol) e a Associação dos Delegados de Polícia do Estado do Paraná (Adepol-PR) também garantiram apoio à Polícia Civil e ao presidente da Associação dos Delegados de Polícia de Santa Catarina (Adepol-SC), Renato Hendges. Conforme o presidente do Sidepol, Vinícius Augustos de Carvalho, quanto mais a PM invade as funções da Civil, mais "diminui a quantidade de profissionais no patrulhamento".

Já o presidente da Adepol-SC confirmou a intenção de uma manifestação para garantir as tarefas da PC catarinense.

— Não vamos ficar parados. Vamos à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), ao Congresso, até Corte Interamericana de Direitos Humanos, se necessário.

O clima ficou tenso entre as polícias civil e militar após a divulgação no Diário Catarinense de uma gravação com declarações de um tenente-coronel da PM, em que ele ofendia delegados e autoridades do Judiciário.
Assim que o áudio chegou à chefia da corporação, o policial foi exonerado do seu cargo de comando em Jaraguá do Sul e transferido para Florianópolis. Do portal da RBS/Diário Catarinense


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sexta-feira, agosto 19, 2011

IBAMA AFASTA 3 FISCAIS EM SC ACUSADOS DE EXTORSÃO, MAS ADVOGADO DIZ QUE NENHUM FOI NOTIFICADO SOBRE AFASTAMENTO.

O futuro dos três servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), afastados das funções por suspeitas de corrupção e extorsão contra empresários da Grande Florianópolis, será decidido na esfera máxima do órgão, em Brasília. Os processos administrativos ficarão com a corregedoria geral e os atos diretos caberão à presidência.

O afastamento pode durar até 120 dias. Nesse período, a superintendência do órgão em Santa Catarina também passará por uma auditoria interna. Foram afastados os servidores Eduardo Benício de Abreu, Jaime Florêncio Rosa e Alberto de Paula Martins, segundo portarias assinadas pelo presidente do Ibama, Curt Trennepohl, na quarta-feira. As decisões foram embasadas em apuração feita pelo corregedor-geral do órgão, que esteve na Capital no começo da semana, além do inquérito policial da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic).

O advogado dos três servidores, Clovis Barcellos Junior, afirmou que eles não receberam nenhuma notificação do Ibama sobre afastamento das funções. O defensor lembrou que Eduardo não vinha trabalhando porque está de atestado médico. Ele informou que nenhum deles praticou qualquer crime ou atos ilegais, que todos trabalhavam corretamente na equipe de fiscalização e nunca pediram nada a ninguém. Leia MAIS


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