Tirante o besteirol das grandes reservas petrolíferas do pré-sal e da influência do Brasil no mundo (uau!), o editorial da Folha de S. Paulo desta terça-feira intitulado 'Forças dedsarmadas' servem no entanto para trazer à luz o fato de que em pouco menos de uma década o governo do PT conseguiu estraçalhar as Forças Armadas. A bem da verdade esse brutal desmonte das Forças Armadas já começou no governo de FHC, mas nos oito anos de lulismo foi atirada a pá de cal sobre essa importante e fundamental Instituição Democrática.
Além de promover o sucateamento do arsenal militar a vagabundagem esquerdista continuou promovendo o assédio moral sistemático em relação as Forças Armadas e também às Polícias. Esse aspecto não foi levado em consideraçao pelo editorial da Folha, sempre pautado pelo politicamente correto. Entretanto, o desprestígio das Forças Armadas perpetrado pelo PT e que prossegue com a tentativa de constituir uma tal de 'Comissão da Verdade' destinada a transformar militares em criminosos e terroristas em mártires é a questão principal. Trata-se, na verdade, de um projeto do PT que deseja alcançar o controle absoluto sobre as Forças Armadas. O sucateamento das três Armas neste momento é apenas um passo estratégico para mais adiante concluir-se o aparelhamento completo da instituição castrense.
Caso o PT alcance tal desiderato o Brasil acabará se transformando numa República Comunista do tipo cubano.
Todavia, transcrevo o editorial da Folha só para que você, leitor, possa constatar que se trata de meia-verdade, porquanto despreza o conteúdo essencialmente político e ideológico da questão. Leiam:
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Merece atenção o estado das Forças Armadas brasileiras. O equipamento militar do país está parcialmente sucateado. A divisão do efetivo e dos recursos obedece a uma lógica que não parece adequada aos desafios estratégicos do século 21.A capacidade de reação militar se encontra comprometida. O país não enfrenta ameaça imediata, mas não deixa de ser preocupante a constatação de que uma agressão encontraria as defesas um tanto despreparadas.
Como esta Folha mostrou no domingo, menos da metade dos caças está em condições de voo, situação similar à dos helicópteros. Dos quase 2.000 blindados, pouco mais de mil ficam à disposição para eventual combate.
Na região amazônica, onde narcotraficantes e paramilitares atuam com desenvoltura nos países vizinhos, a prioridade conferida pela Estratégia Nacional de Defesa, de 2008, não se concretizou.
Houve, é claro, avanços nas últimas décadas, como a consolidação do Sipam (Sistema de Proteção da Amazônia) nos anos 1990. Mas a Amazônia abriga só 13% da força do Exército. A Aeronáutica, de importância crucial em área tão vasta, mantém só 15% dos seus homens na região Norte.
Isso não significa que o país esteja paralisado no terreno militar. Após décadas de sucateamento, entraram em marcha nos últimos anos alguns projetos de modernização, inseridos na Estratégia Nacional de Defesa.
Na Marinha, há planos de renovar a frota de submarinos, que passaria a contar com um de propulsão atômica. Na Aeronáutica, devem ser adquiridos novos caças, quando for resolvida a concorrência que se arrasta há mais de dez anos. E o Exército tem pronto um ambicioso projeto para proteger os limites terrestres do país, o Sisfron (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras).
A contenção de despesas ordenada pela presidente Dilma Rousseff, no entanto, impôs um congelamento a esses planos. Ainda que tenham sido adiados momentaneamente, parece óbvio que devem ser retomados assim que o cenário econômico e fiscal se mostrar mais favorável.
O confronto entre as mazelas sociais do país, de um lado, e a ausência de ameaça externa clara no horizonte próximo, de outro, sempre torna difícil justificar bilionários gastos militares. No entanto, a crescente influência do Brasil no cenário internacional, aliada à descoberta de volumosas reservas de petróleo do pré-sal, deve refletir-se na sua capacidade militar.
