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sábado, abril 30, 2011

GRÃO-PETRALHAS PREFEREM O CAVIAR À PIZZA

Boa parte do alto escalão do PT faltou ontem à reunião que avaliou o pedido de refiliação do ex-tesoureiro Delúbio Soares.
 
A começar de Luiz Inácio Lula da Silva, presidente de honra do partido, estrelas petistas evitaram o desgaste de participar do encontro do Diretório Nacional.
Titulares do órgão, ministros e senadores transferiram para seus suplentes a tarefa de aprovar o retorno de Delúbio.

 
Caberia em grande parte aos "bagrinhos" -classificação feita pelos próprios petistas- a tarefa de votar.

 
Lula, embora estivesse em Brasília, não passou no partido. Segundo petistas, sua intenção foi evitar a associação de sua imagem como de principal avalista do renascimento político do ex-tesoureiro envolvido no mensalão.

 
Ministros alegaram agenda oficial para não comparecer. José Eduardo Cardozo (Justiça), enviou uma mensagem de apoio a Dutra. Maria do Rosário (Direitos Humanos), afirmou que viajava em missão oficial.

 
O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, nem confirmou presença.
Apesar das ausências, estavam presentes o líder do governo na Câmara dos Deputados, Cândido Vaccarezza, o líder do PT no Senado, Humberto Costa, além de José Dirceu, a senadora Marta Suplicy e José Genoino, assessor do Ministério da Defesa. Da Folha de S.Paulo deste sábado


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PETISTAS COMERAM PIZZAS NA VOLTA DE DELÚBIO


O Diretório Nacional do PT aprovou na noite desta sexta-feira a volta do ex-tesoureiro e réu no processo do mensalão que corre no Supremo Tribunal Federal (STF), Delúbio Soares, ao partido. A decisão já era esperada e não houve nenhuma manifestação pública de petistas contra o retorno de Delúbio, que foi expluso do PT em 2005 no auge do episódio do mensalão. Foram 60 votos a favor de seu retorno, quinze contra e duas abstenções. Delúbio deve se filiar no diretório do PT em Goiânia, segundo o recém-eleito presidente do PT, Rui Falcão, que votou pelo retorno do ex-tesoureiro.
Falcão disse que não poderia se omitir neste caso, mesmo podendo usar a prerrogativa de um presidente. "Ele teve um comportamento neste período que atende aos itens do manual dos filiados e sempre defendeu nossas ideias publicamente. Como não existe pena perpétua nem no Brasil, e tampouco no Estatuto do PT, encaramos isso com naturalidade", declarou.
Delúbio Soares não apareceu na reunião do diretório durante todo o dia. A votação sobre seu retorno foi acompanhada por sua esposa, Mônica, que integra o diretório. Enquanto os petistas aprovavam o retorno de Delúbio, não paravam de chegar pizzas à sede do PT.  Isso porque, com o adiantado da hora, integrantes do partido não aguentaram a fome e encomendaram a comida. Outros preferiram se dirigir à pizzaria que fica próxima ao prédio do partido. “Aqui não há caixa dois”, brincou um dos sócios do restaurante, animado com o faturamento do dia.  
Três petistas discusaram a favor de Delúbio - Ricardo Berzoini, Virgílio Guimarães e Bruno Maranhão. Outros três falaram contra a refiliação do ex-tesoureiro: Walter Pomar, Renato Simões e Carlos Árabe. Berzoini ponderou que a volta de Delúbio ao partido não significa que ele terá os mesmos poderes que tinha no início do primeiro mandato do presidente Lula. “Ele não tem condições de voltar ao diretório nacional, mas apenas ao diretório municipal em Goiânia”, avaliou. Berzoini negou, no entanto, que Delúbio venha a se candidatar à Prefeitura de Goiânia. Segundo ele, o atual prefeito da cidade, Paulo de Siqueira Garcia (PT), deverá ser candidato à reeleição.
A decisão sobre o retorno de Delúbio foi o último item da pauta de discussões do diretório. Antes, os petistas debateram sobre reforma política e conjuntura econômica do governo Dilma Rousseff. O partido defende cotas para mulheres na lista fechada – em que os eleitores votam no partido, e não nos candidatos individualmente. O diretório também defendeu a política econômica do governo e as medidas adotadas para o combate à inflação.
Repercussão - “Sou a favor de sua volta pelo tempo que ele passou à margem do partido e pela execração pública”, disse a senadora Marta Suplicy (SP), uma das que mudaram de opinião em relação a Delúbio. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, disse que ele retomará todos os direitos políticos. “Ele volta com direitos plenos de filiado, não há condenação judicial”, disse.  “Ele terá abertura inclusive para se candidatar”, observou o deputado federal André Vargas (PR). 
Se não for barrado pela Lei da Ficha Limpa no STF, Delúbio ainda pode tentar uma vaga ao cargo de vereador. Sobre o assunto, os petistas preferem não comentar. Do site da revista Veja