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sábado, maio 14, 2011

APÓS ERRO DE INTERPRETAÇÃO, JOAQUIM BARBOSA DECIDIRÁ SOLTURA DO TERRORISTA CESARE BATTISTI

A decisão sobre o pedido de soltura do ex-ativista italiano Cesare Battisti ficará por conta do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, e não de Marco Aurélio Mello. Por um erro interno, o processo foi erroneamente entregue a Mello, que já havia redigido seu voto. Após a apuração do erro, o processo foi devolvido à secretaria judiciária da Corte e encaminhado ao gabinete de Barbosa, que está fechado. O magistrado precisa ser encontrado pelos servidores do STF para julgar o processo, o que deve inviabilizar uma decisão ainda nesta noite. Nesta sexta, o advogado de Battisti entrou com novo pedido de liberdade para o italiano.

O engano se deu por um erro na interpretação do regimento do STF. O processo foi distribuído para o ministro mais antigo na corte depois do relator, Gilmar Mendes, que é o ministro Marco Aurélio Mello (o magistrado mais antigo no Supremo após Mendes é, na verdade, Ellen Gracie, mas ela está participando de um congresso nos Estados Unidos, por isso o processo foi enviado para Mello).

O correto, segundo interpretação do regimento, é que o documento seja deixado aos cuidados do mais novo, a partir do relator, na linha de antiguidade, que seria o presidente em exercício da corte, Carlos Ayres Brito (o presidente do STF, Cezar Peluso, também está nos Estados Unidos), impedido de atuar no caso pela posição que ocupa temporariamente. O processo, então, foi para o ministro Joaquim Barbosa.

O advogado da Itália no processo de extradição de Cesare Battisti, Nabor Bulhões, afirmou que o pedido de soltura feito pela defesa do italiano é um "oportunismo latente". Para ele, os advogados se valeram do fato de o relator Gilmar Mendes estar em missão oficial para encaminhar o pedido alegando urgência. "Mas isso não é urgente. Todos já sabiam que Battisti estava preso, isso não é novidade. Além do mais, o relator volta no domingo", afirmou.

Na quinta-feira, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, enviou parecer ao STF se posicionando contra a reclamação da Itália à decisão brasileira de manter Battisti preso no Brasil. No último dia de seu governo, o ex-presidente Lula acatou parecer da Advocacia-Geral da União (AGU) e negou a extradição de Battisti à Itália. Para Lula, o retorno do ex-ativista poderia agravar a situação do italiano e gerar perseguição política.
Caso Battisti
Ex-integrante da organização de extrema-esquerda Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), Cesare Battisti foi condenado pela Justiça italiana à prisão perpétua por quatro assassinatos, ocorridos no final da década de 1970. O italiano nega as acusações. Depois de preso, Battisti, considerado um terrorista pelo governo da Itália, fugiu e se refugiou na América Latina e na França, onde viveu exilado por mais de 10 anos, sob proteção de uma decisão do governo de François Miterrand. Quando o benefício foi cassado pelo então presidente Jacques Chirac, que determinou a extradição de Battisti à Itália, o ex-ativista fugiu para o Brasil em 2004. Encontrado, ele está preso no País desde 2007. Leia MAIS



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quinta-feira, janeiro 20, 2011

ESCÂNDALO BATTISTI: PARLAMENTO EUROPEU PRESSIONA GOVERNO BRASILEIRO. EXIGE RESPEITO AO QUE DISPÕE O TRATADO!

O Parlamento Europeu pediu nesta quinta-feira, 20, que o Brasil que 'revise a decisão' de não extraditar o ex-ativista italiano Cesare Battisti para a Itália, segundo informou a agência AFP. A resolução foi adotada em sessão plenária em Estrasburgo, França .
Os deputados pediram que o Brasil encaminhe o novo pedido do governo italiano de revisar a extradição de Cesare Battisti e estude formas de garantir a correta interpretação do Tratado de Extradição entre os dois países. O texto aprovado por 83 votos a favor, um contra e duas abstenções.
Os deputados também pediram ao serviço diplomático da União Europeia que estabeleça um diálogo político com o Brasil e garanta que todas as decisões adotadas respeitem plenamente os princípios fundamentais do bloco.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu no dia 31 de dezembro, seu último dia de governo, não extraditar o ex-militante de esquerda Cesare Battisti, condenado por assassinato e considerado "terrorista" pela Justiça italiana. A decisão causou uma série de protestos na Itália, que chamou seu embaixador a Roma para consultas. A disputa voltou para o Supremo Tribunal Federal, que deve analisar a situação do italiano em fevereiro.
Battisti foi condenado à prisão perpétua na Itália por quatro assassinatos quando integrava o grupo radical Proletários Armados pelo Comunismo na década de 1970. O julgamento aconteceu à sua revelia. Battisti está preso desde 2007 em Brasília a pedido das autoridades italianas. No último dia 6, o presidente do STF, Cézar Peluso, negou pedido de soltura de Battisti e reabriu o caso. Do portal do Estadão

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