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sábado, dezembro 03, 2011

EUA ENDURECEM A REPRESSÃO CONTRA OS MACONHEIROS DO ESTADO DA CALIFÓRNIA, PARAÍSO DO POLITICAMENTE CORRETO.

As medidas de repressão cada vez mais rigorosas contra produtores e vendedores de maconha para tratamento médico, autorizadas pelo governo dos Estados Unidos, abalaram consideravelmente o setor, que movimenta bilhões de dólares na Califórnia e cresceu desde que os eleitores aprovaram o uso da droga na medicina em 1996.
A lei federal classifica a posse e a venda de maconha como crime grave e não faz exceções para seu uso medicinal; portanto, os programas adotados na Califórnia, em outros 15 Estados e no Distrito de Colúmbia existem num curioso limbo de legalidade.
Embora as agências federais tenham há muito na mira os californianos que colhem lucros ilegais em nome da medicina ou que contrabandeiam maconha, o Departamento de Justiça afirmou em 2009 que normalmente não reprimiria grupos que fornecem a erva a pacientes, conforme as leis do Estado.
Mas, nas últimas semanas, promotores federais invadiram ou ameaçaram tomar a propriedade de dezenas de produtores e farmácias da Califórnia, algumas consideradas por autoridades modelos de empreendimentos respeitadores da lei. Ao mesmo tempo, o Internal Revenue Service (a Receita Federal dos EUA) vem cobrando onerosos e controvertidos impostos da maior farmácia do Estado, ameaçando-a de fechamento.
Os defensores da maconha medicinal acusam o governo Obama de não cumprir promessas de que não reprimiria os grupos que cumprissem a lei. Mas funcionários da Justiça afirmam que o problema está na proliferação de grandes empreendimentos comerciais. "Inúmeros estabelecimentos supostamente sem fins lucrativos estão ganhando rios de dinheiro", disse Benjamin Wagner, procurador da Califórnia. E acrescentou que os promotores estão bastante céticos quanto à necessidade de tratamento de muitos consumidores. "Descobrimos que na Califórnia qualquer pessoa pode conseguir a receita de um médico." Leia MAIS

MEU COMENTÁRIO: Está aí o resultado de liberar uso de drogas como a maconha. Se os princípios ativos ditos medicinais dessa erva fossem mesmo verdadeiros, por certo já teriam sido sintetizados pelos laboratórios e estaríam presentes em medicamentos alopáticos. Isto porque há centenas de remédios alopáticos que inclui em suas fórmulas o princípio ativo extraído de vegetais, como é o caso da Digoxina, utilizado para compensação de disfunção cardíaca. 
Os médicos que eventualmente lêem o blog poderão corrigir, caso minha observação esteja errada.
Se alguém ousar acender um cigarro de tabaco em qualquer cidade da Califórnia corre o risco de ser linchado.
No entando, a maconha corre solta. Ou pelo menos corria solta até que as autoridades verificaram que os "coletivos"... hummm...  estaríam desviando o bagulho para o âmbito do tráfico de drogas.

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sexta-feira, junho 17, 2011

ADMIRÁVEL MUNDO NOVO BOTOCUDO: MINISTRO DO STF DEFENDE DEBATE SOBRE USO 'RELIGIOSO' DA MACONHA

Depois de liberar manifestações pró-maconha no país, o STF (Supremo Tribunal Federal) pode analisar o uso religioso da droga. A proposta foi defendida pelo ministro Celso de Mello.
 
Relator da ação que liberou as chamadas marchas da maconha, ele afirmou que "praticamente sugeriu", em seu voto no julgamento anteontem, que seja proposta uma ação pela legalização do uso da droga por religiões.

 
Em seu longo voto, porém, abordou outras questões.

 
Uma tratava do pedido de uma associação que participou do processo como interessada na causa julgada.

 
A Abesup (Associação Brasileira de Estudos Sociais do Uso de Psicoativos) queria não só a liberação das marchas, mas a legalização do uso da maconha para fins medicinais e religiosos.

 
O ministro entendeu que a associação não poderia ampliar o pedido originalmente feito pela vice-procuradora-geral, Deborah Duprat.

 
Após o julgamento, revelou que ficou tentado a julgar a questão religiosa, apesar de formalmente não ter analisado o pedido -praticamente adiantou o que pensa.

LIBERDADE RELIGIOSA Para ele, a Constituição garante a liberdade religiosa, "considerada em suas múltiplas projeções, como aquela que compreende a proteção constitucional das manifestações litúrgicas".


O ministro ainda lembrou que já existem resoluções do governo que permitem o uso de substâncias psicotrópicas, como o chá de ayahuasca, por igrejas como o Santo Daime e a União do Vegetal.

 
A permissão, diz, está vinculada à "liberdade de crença, de culto, de organização religiosa e a liberdade contra a interferência do Estado".

 
Para que essa legalização seja avaliada no STF é necessária uma ação que afirme ser inconstitucional a proibição para esse fim.

 
Apenas algumas instituições podem propô-la, como a Procuradoria Geral da República, entidades de classe com representatividade nacional, partidos políticos presentes no Congresso, a Presidência da República ou os governos estaduais.
 

Uma decisão neste sentido beneficiaria grupos religiosos que a usam. É o caso do rastafarismo. Surgido na Jamaica, espalhou-se pelo mundo e teve entre seus discípulos o músico Bob Marley.
 
O movimento tem como messias o imperador etíope Haile Salassie, conhecido como Ras Tafari. Seus seguidores usam a maconha como forma de se conectar com Deus. No Brasil, há ao menos uma instituição que segue a religião, em Americana (SP).

 
Em outros países, já existem decisões de Suprema Corte que permitem o uso da droga em rituais religiosos. É o caso da Itália, por exemplo. Da Folha de S. Paulo desta sexta-feira


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terça-feira, junho 14, 2011

AULA DE DE CULTIVO DA MACONHA NO CAMPUS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO

O campus da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) foi utilizado nesta segunda-feira à tarde para um aula, no mínimo, inusitada: como se cultivar um pé de maconha. A chamada "Oficina de Cultivo de Cannabis" teve 60 "alunos" e foi ministrada pelo antropólogo Sérgio Vidal, autor do livro "Canabbis Medicinal - Introdução ao Cultivo Indoor", lançado à noite em Recife. Durante o evento na UFPE, quinze volumes foram comercializados.
O oficina começou no hall do Centro de Arte e Comunicação (CAC) da UFPE, mas a pedido da diretoria do curso foi transferido para um local ao ar livre, a apenas cinco metros da área onde a aula prática havia começado. De acordo com o Secretário do CAC, Inácio Silva, essa foi a melhor solução para evitar o conflito entre a universidade e os adeptos da maconha:
- O espaço é institucional, e os organizadores não solicitaram autorização para a realização desse evento. O assunto é muito polêmico e complicado e não fica bem discuti-lo dentro de um estabelecimento educacional. Não se pode misturar as duas coisas - disse Silva.
Vidal - que é membro do Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas - Conad - já deu várias oficinas, inclusive na Bahia e em São Paulo. Mas em Recife foi a primeira vez que ela ocorreu no campus.
- Em Salvador não foi no campus, mas na sede do Diretório Central de Estudantes, que não é campus, mas uma casa dos estudantes - disse, ressaltando, ainda, que o cultivo doméstico do entorpecente é um meio de conseguir a redução de danos para o usuário da droga.
- A maconha poder causar danos à saúde? Pode. Mas a maior parte dos danos provocados pela marijuana deve-se à proibição dela. É o risco que o usuário sofre ao ir na boca de fumo, é o risco que tem do usuário apanhar da polícia, o risco que tem de fumar uma coisa estragada ou adulterada, porque o traficante não tem preocupação com a qualidade do que ele está vendendo - disse.
Para ele, a melhor saída para o dependente da droga - inclusive para fins medicinais - é cultivá-lo em casa.
- A pessoa tem como controlar a qualidade e se defender do mercado perverso que tem lá fora. Não vai precisar sair de casa, nem ir na boca de fumo, nem transportar maconha, nem correr o risco de ser abordado pela polícia - ressaltou.
O antropólogo reconhece, no entanto, que a recomendação, se seguida, implica em tipificação no Código Penal. Portanto, plantar maconha em casa também é crime.
- Ele pode responder por cultivar para consumo próprio. E vai ter uma pena se for flagrado, não tem prisão, mas vai ter pena sim por essa conduta. Mesmo assim, é menos arriscado. Porque hoje em dia, a pena para quem compra ou porta é a mesma para quem planta para fins medicinais. O que é curioso é que no Brasil o governo reprime quem cultiva para consumo pessoal. Mas quem faz isso está deixando de colaborar com o tráfico de drogas - afirmou.
Na aula, o antropólogo mostrou como se cultiva a erva, que tipo de componentes devem ser utilizados nos jarros e explicou quais as flores que têm o princípio ativo da maconha. Do portal de O Globo